Capítulo 11 – Antigas sociedades africanas (Unidade 3: O Mediterrâneo e o poder dos impérios)
Resumo completo
Capítulo 11 – Antigas sociedades africanas (Unidade 3: O Mediterrâneo e o poder dos impérios)
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1Abertura da Unidade: o Mediterrâneo e os impérios
A unidade começa com a foto de Castellammare del Golfo, um lugar bonito na ilha da Sicília, na Itália. Hoje é um ponto turístico, mas há muito tempo foi palco de guerras.
Por volta do século III a.C., a Sicília pertencia a Cartago, uma antiga cidade africana. Roma e Cartago brigaram várias vezes pelo controle do Mar Mediterrâneo, porque quem dominava esse mar dominava o comércio.
Nesta unidade você vai estudar antigas sociedades africanas (nok, Cuxe e Cartago) e também o crescimento de Roma. A ideia principal é: o Mediterrâneo era o "centro do mundo" comercial da Antiguidade.
Exemplos
Pergunta de abertura: Que elementos da cultura romana permanecem até hoje? Resposta possível: o alfabeto que usamos, a língua portuguesa (que vem do latim), leis, calendário, arquitetura com arcos e aquedutos.
Linha do tempo da Unidade 3
Data
Acontecimento
Século IX a.C.
Origens da civilização Nok e do Reino de Cuxe
814 a.C.
Fundação de Cartago (data tradicional)
753 a.C.
Fundação mitológica de Roma
640 a.C.
Os lídios inventam a moeda
509 a.C.
Fim da monarquia e início da República Romana
264–241 a.C.
Primeira Guerra Púnica
218–202 a.C.
Segunda Guerra Púnica
149–146 a.C.
Terceira Guerra Púnica (destruição de Cartago)
Século III d.C.
Fim da civilização Nok
27 a.C.
Fim da República e início do Império Romano
Século I d.C.
Início do cristianismo
395 d.C.
Divisão do Império Romano (Oriente e Ocidente)
476 d.C.
Fim do Império Romano do Ocidente
2O continente africano
A África é o terceiro maior continente do planeta (mais de 30 milhões de km²) e o segundo mais populoso (cerca de 1,3 bilhão de pessoas). Ela tem 54 países e mais de 2 mil línguas diferentes.
Isso mostra uma enorme diversidade cultural: muitos povos, crenças, hábitos e costumes diferentes convivem no mesmo continente. Os tuaregues, por exemplo, são um povo nômade (que se muda de lugar) que vive no Deserto do Saara e sobrevive do pastoreio.
A África também é o lugar onde teriam surgido os primeiros seres humanos, há cerca de 100 mil anos, e foi berço de civilizações muito antigas.
Exemplos
Exemplo de diversidade: em um mesmo continente existem povos nômades do deserto (tuaregues), povos das florestas e grandes cidades modernas como Lagos, na Nigéria.
2.1As duas grandes regiões: África do Norte e África Subsaariana
Uma das formas de dividir o continente é em duas grandes regiões separadas pelo Deserto do Saara, o maior deserto quente do mundo (cerca de 9 milhões de km², um pouco maior que o Brasil).
A África do Norte fica acima do Saara. Ali floresceu o Egito Antigo. Entre os séculos VII e VIII, essas terras foram dominadas por povos árabes, seguidores do islamismo. Por isso o árabe virou uma das línguas principais e a religião islâmica predomina até hoje.
A África Subsaariana fica abaixo do Saara. É a região mais populosa e com maior diversidade étnica, linguística e religiosa. Sua população é, em sua maioria, negra.
Exemplos
Países da África do Norte: Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Saara Ocidental, Egito e Sudão.
Países da África Subsaariana: Nigéria, República Democrática do Congo, Camarões, Costa do Marfim e África do Sul.
Comparação entre as duas regiões
Aspecto
África do Norte
África Subsaariana
Localização
Acima do Deserto do Saara
Abaixo do Deserto do Saara
População original
Etnia próxima aos povos do Oriente Médio (árabes)
Maioria negra
Religião predominante hoje
Islamismo
Grande diversidade religiosa
Língua muito falada
Árabe
Centenas de línguas diferentes
Civilização antiga famosa
Egito Antigo
Nok, Cuxe e outros reinos
Exemplos de países
Egito, Marrocos, Líbia
Nigéria, Congo, África do Sul
2.2Dificuldades e conquistas da África Subsaariana
Historicamente, fixar-se em algumas partes da África Subsaariana era difícil. A vegetação de savanas e florestas dificultava a ocupação.
Outro problema eram os vetores de doenças: a mosca tsé-tsé, que transmite a doença do sono, e o mosquito Anopheles, transmissor da malária.
Mesmo assim, vários reinos e civilizações se desenvolveram ali, criaram culturas ricas e mantiveram um comércio intenso com outros povos.
Exemplos
Um vetor é o ser vivo que carrega a doença de um lugar para outro. Exemplo do nosso dia a dia: o mosquito Aedes aegypti é o vetor da dengue.
2.3Os povos nômades e a ligação entre as duas Áfricas
Até o século XIX, quem ligava a África do Norte à África Subsaariana eram os povos nômades, como os tuaregues e os azenegues.
Eles viviam no Saara e conheciam os caminhos entre os oásis (pontos com água no deserto). Transportavam mercadorias em camelos e faziam comércio entre as duas regiões.
Mas eles não levavam apenas produtos: levavam também notícias, hábitos e costumes. Isso é o que chamamos de intercâmbio cultural, ou seja, a troca de cultura entre povos diferentes.
Exemplos
Exercício resolvido: De que maneira os povos nômades do Saara promoveram o intercâmbio cultural? Passo 1 – eles conheciam as rotas dos oásis. Passo 2 – atravessavam o deserto com camelos levando mercadorias. Passo 3 – ao negociar, também espalhavam informações, hábitos, costumes e ideias de uma região para a outra.
3Diferentes organizações sociais e políticas na África
As sociedades africanas antigas não eram todas iguais. Havia desde grupos nômades de pastores, caçadores e coletores, até grupos grandes como reinos e confederações.
Apesar das diferenças, quase todos tinham duas bases em comum: a fidelidade ao chefe e as relações de parentesco (os laços de família). A historiadora Marina de Mello e Souza explica que o grupo se mantinha unido pela autoridade de um membro, geralmente o mais velho, que sabia liderar, fazer justiça e manter a harmonia.
Abaixo você vê os quatro tipos principais de organização, do menor para o maior.
Exemplos
Exercício resolvido: Compare os modos de organização. Aldeia = várias famílias com um chefe geral; Confederação = várias aldeias unidas, decididas por um conselho de chefes; Reino = muitas aldeias com uma capital e um rei acima de todos; Cidade-Estado = cidade murada, centro de comércio, com um chefe e auxiliares.
Tipos de organização social e política
Tipo
Como funcionava
Quem mandava
Aldeia
Forma mais comum. Reunia várias famílias; o chefe cuidava do bem-estar e recebia parte do que era produzido
Chefe da aldeia + conselho com os chefes de família
Confederação de aldeias
Várias aldeias unidas e articuladas entre si
Conselho formado pelos chefes das aldeias
Reino
Maior e mais complexo que a confederação; tinha uma capital com riqueza, poder, alimentos e serviços
Um rei, com autoridade acima de todos os chefes
Cidade-Estado
Cidade cercada por paliçadas ou muros; centro comercial com artesãos, ferreiros e tecelões; agricultores viviam nos arredores
Um chefe com poder centralizado e auxiliares para cada tarefa
3.1Palavra-chave: paliçada
Paliçada é uma espécie de cerca feita de estacas de madeira com as pontas afiadas, fincadas lado a lado no chão.
Ela era erguida ao redor da cidade ou de uma área para servir de proteção contra ataques de inimigos e de animais.
4Cartago e o controle do Mediterrâneo
Os fenícios eram um povo do Oriente Médio, famoso pela navegação e pelo comércio no Mar Mediterrâneo. Por onde passavam, fundavam colônias.
A colônia fenícia mais famosa foi Cartago, no norte da África, onde hoje fica Túnis, capital da Tunísia. Ela foi fundada entre os séculos IX a.C. e VIII a.C. (a data tradicional é 814 a.C.).
No começo era só um pequeno centro comercial. No século VI a.C. já era autônoma, e no fim do século V a.C. tinha se tornado a cidade mais rica da região, com muralhas grossas e cerca de 400 mil habitantes.
Crescimento de Cartago
Período
Situação da cidade
Séculos IX–VIII a.C.
Fundação pelos fenícios; pequeno centro com poucas centenas de colonos
Século VI a.C.
Conquista autonomia e influencia as colônias vizinhas
Fim do século V a.C.
Cidade mais rica da região e maior potência comercial do Mediterrâneo
Século IV a.C.
Passa a cunhar (fabricar) sua própria moeda
146 a.C.
Destruída por Roma na Terceira Guerra Púnica
4.1Como Cartago era governada
No começo, Cartago era governada por uma realeza hereditária, ou seja, o cargo de rei passava de pai para filho. Entre os séculos VI a.C. e V a.C., o rei mandava na política e também era o chefe militar.
Com o tempo, os comerciantes ricos (a aristocracia) ficaram cada vez mais poderosos e o poder do rei foi enfraquecendo. Os aristocratas criaram uma corte de cem pessoas para controlar todos os órgãos do governo.
Assim, o poder passou a ser dividido com outros dirigentes, como os sufetes, governantes eleitos de tempos em tempos.
Exemplos
Compare: o rei herdava o cargo da família; o sufete era eleito periodicamente. Isso mostra que o dinheiro do comércio mudou a política de Cartago.
4.2Uma potência comercial
Cartago ficou rica por três motivos principais. Primeiro, a posição geográfica privilegiada: ficava no cruzamento das rotas que ligavam o norte da África, a Espanha, a Sicília e o atual Líbano.
Segundo, o declínio dos fenícios. Como a Fenícia controlava as rotas do Mediterrâneo entre os séculos XIII a.C. e IX a.C., quando ela enfraqueceu, suas antigas colônias — como Cartago — herdaram esse comércio.
Terceiro, as terras férteis que produziam grãos, azeites e uvas. Isso alimentava a cidade e ainda gerava produtos valiosos para vender.
Os cartagineses negociavam ouro, prata, ferro, bronze, estanho, tecidos e produtos agrícolas vindos da Ásia, da Europa e de outras partes da África.
Exemplos
Exercício resolvido: Que fatores fizeram Cartago se tornar potência? 1) posição geográfica no cruzamento das rotas; 2) o enfraquecimento dos fenícios, que deixou as rotas livres; 3) terras muito férteis; 4) um porto sofisticado e uma frota poderosa.
O porto de Cartago
Parte do porto
Formato
Para que servia
Parte externa
Não se sabe ao certo o tamanho
Ancorar os navios mercantes (de comércio)
Parte interna
Circular
Abrigar navios de guerra — até 220 embarcações
4.3O comércio mudo
Antes de terem moeda, os cartagineses usavam ouro para pagar suas compras e praticavam o comércio mudo: uma troca comercial feita sem conversa, sem negociação oral.
O historiador grego Heródoto descreveu essa prática por volta de 430 a.C. Funcionava assim: os cartagineses deixavam as mercadorias na praia e soltavam um sinal de fumaça. Os nativos vinham, deixavam uma quantidade de ouro e se afastavam.
Se os cartagineses achassem o ouro suficiente, levavam e partiam. Se não, esperavam nos navios até os nativos aumentarem a oferta. Ninguém enganava ninguém.
No século IV a.C., Cartago passou a cunhar sua própria moeda. As moedas de prata traziam de um lado a deusa Tanit e do outro o cavalo alado Pégaso.
Exemplos
Passo a passo do comércio mudo: 1) os navios chegam e descarregam as mercadorias na praia; 2) a tripulação volta ao navio e faz um sinal de fumaça; 3) os nativos descem e deixam ouro ao lado das mercadorias; 4) os cartagineses avaliam o ouro; 5) se estiver bom, pegam o ouro e vão embora; se não, esperam mais ouro.
Comparando o Texto 1 (Heródoto) com o Texto 2 (Pseudo-Silas): nos dois, os cartagineses chegam de navio, descarregam mercadorias em terra e trocam produtos com povos locais — no primeiro por ouro, no segundo por peles, couros e presas de elefante.
4.4A força militar de Cartago
Cartago tinha uma das maiores frotas de navios de guerra do Mediterrâneo. As embarcações eram movidas a remo e tinham um esporão (uma protuberância pontuda na frente) para furar e danificar os navios inimigos.
A cidade mantinha também um exército permanente. Até o século VI a.C. esse exército era formado pelos próprios cidadãos. Depois, Cartago passou a contratar mercenários — soldados de outros povos pagos para lutar.
Vinham mercenários da Líbia, da Numídia, da Mauritânia, da Espanha, da Gália, da Itália e da Grécia. E havia ainda uma arma especial: os elefantes, comprados no norte da África e usados para transportar soldados e avançar sobre os inimigos.
Exemplos
Exercício resolvido: Como estava organizada a força militar de Cartago? Resposta: por uma grande frota de navios de guerra com esporão, um exército permanente, soldados mercenários recrutados em várias regiões (líbios, númidas, gregos, espanhóis) e o uso de elefantes de guerra.
Forças militares cartaginesas
Força
Característica
Marinha
Uma das maiores frotas do Mediterrâneo; navios a remo com esporão na proa
Exército próprio
Formado por cidadãos até o século VI a.C.
Mercenários
Soldados pagos de outros povos: líbios, númidas, mauritanos, espanhóis, gauleses, italianos e gregos
Elefantes
Comprados no norte da África; transportavam soldados e avançavam sobre o inimigo
4.5Enquanto isso... a invenção da moeda
Quem inventou o dinheiro em forma de moeda? Segundo Heródoto, foram os lídios, povo que vivia na Anatólia (atual Turquia) e que depois foi conquistado pelos persas.
As primeiras moedas foram cunhadas provavelmente na segunda metade do século VII a.C. e eram feitas de eletro, uma liga formada pela mistura de ouro e prata.
As moedas tinham pesos parecidos, então o comerciante sabia quantas gastar em cada compra. Mas, como eram muito valiosas, não serviam para comprar qualquer coisa. O uso da moeda só se generalizou no século III a.C., quando os romanos adotaram a prática.
Exemplos
Uma das moedas mais antigas conhecidas é a do Reino da Lídia, da época do rei Aliates, datada entre 620 e 563 a.C.
4.6A queda de Cartago e as Guerras Púnicas
Por volta do século III a.C., surgiu uma concorrente forte: Roma, fundada na Península Itálica. As duas cidades queriam a mesma coisa — o domínio do comércio no Mediterrâneo.
A rivalidade virou guerra. Entre 264 a.C. e 146 a.C., Roma e Cartago se enfrentaram três vezes, nas chamadas Guerras Púnicas.
Roma venceu as três. Conquistou a estratégica Ilha da Sicília e virou a principal potência do Mediterrâneo, começando a expansão que criaria um enorme império.
Cartago, mesmo tendo resistido bravamente, foi totalmente destruída. Virou uma província romana e seus moradores foram levados para Roma como escravizados. Como dominavam o mar, os romanos passaram a chamá-lo de Mare Nostrum, que em latim significa Nosso Mar.
Exemplos
Exercício resolvido: Como Cartago foi destruída e o que aconteceu com sua população? Passo 1 – Roma e Cartago disputaram o comércio do Mediterrâneo. Passo 2 – lutaram nas três Guerras Púnicas (264 a.C. a 146 a.C.). Passo 3 – Roma venceu e arrasou a cidade em 146 a.C. Passo 4 – Cartago virou província romana e seus habitantes foram escravizados.
Questão de vestibular (MACKENZIE): as Guerras Púnicas foram motivadas pelo domínio da Sicília e pela disputa do comércio no Mar Mediterrâneo (alternativa c).
Questão de vestibular (FGV): a expansão romana se consolidou com a derrota da influente Cartago, o que deu a Roma o controle do Mediterrâneo Ocidental (alternativa a).
As três Guerras Púnicas
Guerra
Período
Resultado
Primeira Guerra Púnica
264–241 a.C.
Vitória de Roma; domínio da Sicília
Segunda Guerra Púnica
218–202 a.C.
Vitória de Roma
Terceira Guerra Púnica
149–146 a.C.
Vitória de Roma; Cartago é destruída e vira província romana
5Nok, uma das mais antigas culturas africanas
No oeste da África, onde hoje ficam a Nigéria e partes do Níger e do Benim, desenvolveu-se há quase 3 mil anos a civilização nok. Ela começou a se formar por volta do século IX a.C., numa área fértil entre os rios Níger e Benue.
Os nok viviam em aldeias, com roças e gado. Cultivavam inhame, abóbora, dendê e sorgo (um cereal usado para fazer farinha). Com o tempo, as aldeias cresceram e ocuparam áreas vizinhas.
O mais importante: as terras dos nok eram ricas em minério de ferro, encontrado a céu aberto. Por isso eles se dedicaram à metalurgia, ou seja, a arte de derreter e moldar metais. Faziam armas, pontas de flecha e adornos como argolas para braços, pulsos e tornozelos. Essa prática se intensificou entre os séculos VI a.C. e V a.C.
Para fundir o ferro, cavavam buracos no chão de pouco mais de meio metro e faziam fornos circulares. Esses fornos provavelmente também queimavam suas famosas esculturas de terracota (barro cozido), muitas representando cabeças humanas, que podiam simbolizar um deus ou um ancestral importante.
O século III d.C. marcou o fim da cultura nok. Para alguns historiadores, povos que chegaram depois à mesma região, como os iorubás, são herdeiros dessa cultura.
Exemplos
Exercício resolvido: Mostre a importância da cultura nok, indicando duas atividades que influenciaram outros povos. Resposta: 1) a metalurgia do ferro, que permitiu fazer armas, ferramentas e adornos; 2) a produção artística em terracota, com esculturas de cabeças humanas. Povos posteriores, como os iorubás, herdaram essas tradições.
Atenção na prova: é FALSO dizer que o povo nok era nômade. Eles eram sedentários, viviam em aldeias, praticavam agricultura, arte e metalurgia. Também é FALSO dizer que os nok só dominavam a cerâmica — eles dominavam a metalurgia do ferro.
Ficha da civilização Nok
Item
Informação
Onde ficava
Oeste da África: atual Nigéria, parte do Níger e do Benim
Quando
Do século IX a.C. até o século III d.C.
Geografia
Área fértil entre os rios Níger e Benue
Alimentos cultivados
Inhame, abóbora, dendê e sorgo
Grandes marcas
Metalurgia do ferro e esculturas em terracota
Herdeiros possíveis
Os iorubás
6O Reino de Cuxe
A região da África entre o Egito e o Sudão é chamada, desde tempos remotos, de Núbia. Na Antiguidade, ela ficava na rota das caravanas de comerciantes que cruzavam o continente levando artigos de luxo, como plumas, pedras preciosas e marfim.
No século IX a.C., formou-se ali um Estado centralizado: o Reino de Cuxe. Seus primeiros reis descendiam de antigos chefes locais que tinham se fortalecido e se imposto sobre os demais.
6.1Napata e a influência egípcia
Uma das principais cidades cuxitas era Napata, ponto de parada das caravanas. Ali os comerciantes descansavam e se abasteciam antes de seguir viagem.
Como ficava perto do Egito, Napata tinha muitos egípcios, e eles influenciaram os costumes locais. Dois exemplos claros: a escrita dos cuxitas era a hieroglífica, de origem egípcia, e seus governantes, assim como os faraós, eram considerados divindades (deuses).
Napata também era um centro religioso. Perto dela ficava a montanha de Jebel Barkal, sagrada para egípcios e núbios, com um templo dedicado ao deus egípcio Amon.
Exemplos
Exercício resolvido: Cite exemplos da influência egípcia sobre os cuxitas. Resposta: a escrita hieroglífica; os governantes vistos como divindades, como os faraós; o culto ao deus egípcio Amon em Jebel Barkal; e a construção de pirâmides, como as de Meroé.
6.2Cuxe domina o Egito e depois se muda para Meroé
O Reino de Cuxe cresceu tanto que, em 770 a.C., invadiu e dominou o Egito. Começou ali uma dinastia de faraós cuxitas que governou os dois reinos por mais de um século.
Em 657 a.C., os assírios invadiram o Egito e os cuxitas tiveram de voltar para suas terras. Dessa vez o poder não ficou em Napata: foi para o sul, para a cidade de Meroé.
Em Meroé, os cuxitas criaram um sistema próprio de escrita, a escrita meroítica, com 23 símbolos, lida da esquerda para a direita, usando pontos para separar as palavras. Até hoje os linguistas não decifraram completamente esse código.
Exemplos
Atenção na prova: é VERDADEIRO dizer que a civilização cuxita criou um sistema de escrita próprio que ainda não foi totalmente decifrado — a escrita meroítica.
As duas capitais cuxitas
Cidade
Localização
Importância
Napata
Ao norte, perto do Egito
Centro político inicial, parada de caravanas e centro religioso (Jebel Barkal)
Meroé
Mais ao sul
Centro político após 657 a.C., grande centro comercial, polo produtor de ferro e berço da escrita meroítica
6.3A decadência do Reino de Cuxe
Meroé era um importante centro comercial e um dos maiores produtores de objetos de ferro da África. Mas, segundo historiadores, essa produção intensa pode ter causado o próprio colapso da sociedade meroíta.
O motivo: o desmatamento. Para abastecer os fornos de fundição, derrubaram árvores sem controle, o que gerou problemas ambientais e levou à decadência do reino no início do século I d.C.
Alguns estudiosos dizem ainda que houve rebeliões da população, talvez por causa dos problemas econômicos e ambientais. Enfraquecida, a civilização cuxita acabou destruída pelo Império de Axum, outro reino africano que surgiu depois.
Exemplos
Exercício resolvido: Explique o papel das capitais cuxitas na economia. Resposta: Napata era ponto de parada das caravanas que cruzavam a África com artigos de luxo; Meroé era centro comercial e um dos maiores polos de produção de objetos de ferro do continente. As duas ligavam o reino às grandes rotas de comércio.
Linha do tempo do Reino de Cuxe
Data
Acontecimento
Século IX a.C.
Formação do Estado centralizado de Cuxe, na Núbia
770 a.C.
Cuxe invade e domina o Egito; começa a dinastia de faraós cuxitas
657 a.C.
Assírios invadem o Egito; os cuxitas voltam para suas terras
Depois de 657 a.C.
O poder se desloca para Meroé; surge a escrita meroítica
Início do século I d.C.
Decadência por problemas ambientais e rebeliões
Mais tarde
Destruição pelo Império de Axum
7+Atitude: a ampla cultura africana e o perigo da história única
A escritora nigeriana Chimamanda Adichie alerta para o perigo da história única: conhecer apenas um ponto de vista sobre uma pessoa, um povo ou um lugar.
Quando criança, ela só sabia que a família de Fide, um menino que trabalhava em sua casa, era pobre. Ao visitar a aldeia dele, ficou surpresa ao ver um cesto lindo feito pelo irmão de Fide. A pobreza era a história única que ela tinha sobre aquela família.
Depois, estudando nos Estados Unidos, ela virou alvo da mesma coisa: colegas duvidavam que ela soubesse falar inglês ou usar um fogão, porque só conheciam a imagem da África como lugar de guerra e fome.
Segundo a autora, a história única "rouba das pessoas sua dignidade" e enfatiza como somos diferentes, em vez de mostrar como somos semelhantes. Por isso é importante conhecer a África também por sua literatura, música, culinária, cinema, ciência e artes.
Exemplos
Exercício resolvido: O que é o perigo da história única? Resposta: é pegar toda a complexidade de uma pessoa ou de um povo e reduzi-la a um só aspecto, criando uma visão incompleta e preconceituosa.
Atividade sugerida: em grupos, pesquisar aspectos da cultura africana (literatura, música, culinária, cinema, ciência) em pelo menos dois países e apresentar em vídeos ou cartazes.
8Revisão rápida para a prova
Antes da prova, confira se você sabe explicar estes cinco pontos: aspectos do continente africano; os tipos de estrutura social da África; a civilização cartaginesa; as Guerras Púnicas; e as civilizações nok e Cuxe.
Uma dica de estudo: relacione sempre lugar + data + característica marcante de cada povo. As questões costumam misturar essas três informações.
Cuidado com as pegadinhas mais comuns: a África não ficou isolada do resto do mundo (havia comércio intenso pelo Mediterrâneo e pelo Saara desde muito antes do século VII); os nok não eram nômades; e os nok já dominavam a metalurgia do ferro.
Exemplos
Verdadeiro ou falso resolvido: (F) A África ficou séculos isolada e só teve contato a partir do século VII com os árabes — errado, pois Cartago, Cuxe e os povos nômades já comerciavam com a Ásia e a Europa muito antes. (V) Todas as sociedades africanas se uniam pelas relações de parentesco e pela fidelidade a um chefe. (V) A aldeia era a forma de organização mais comum. (V) Na confederação, o governo ficava a cargo de um conselho de chefes.
Quadro-resumo das três civilizações do capítulo
Civilização
Onde
Quando
Destaque
Fim
Cartago
Norte da África (atual Tunísia)
Séc. IX/VIII a.C. – 146 a.C.
Maior potência comercial e naval do Mediterrâneo; sufetes; comércio mudo
Destruída por Roma na 3ª Guerra Púnica
Nok
Oeste da África (atual Nigéria)
Séc. IX a.C. – séc. III d.C.
Metalurgia do ferro e esculturas de terracota
Fim no séc. III d.C.; iorubás como herdeiros
Reino de Cuxe
Núbia (entre Egito e Sudão)
Séc. IX a.C. – séc. I d.C.
Dominou o Egito em 770 a.C.; escrita meroítica; produção de ferro
Enfraquecido por problemas ambientais e destruído por Axum
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
O continente africano: divisão, povos e o Deserto do Saara
1Múltipla escolha
O continente africano costuma ser dividido em duas grandes regiões. Qual alternativa apresenta corretamente essas duas regiões e o elemento natural que serve de marco entre elas?
Resposta
Alternativa b) África do Norte e África Subsaariana, separadas pelo Deserto do Saara.
Resolução passo a passo
Primeiro, lembre do mapa da África. Bem no alto do continente existe uma imensa área de areia e rochas: o Deserto do Saara.
Esse deserto funciona como uma espécie de "parede natural". Tudo o que fica acima dele é chamado de África do Norte. Tudo o que fica abaixo dele é a África Subsaariana (sub quer dizer abaixo de).
Agora vamos eliminar as outras opções. A letra a erra porque o Rio Nilo não divide o continente em duas metades. A letra c erra porque o Mar Mediterrâneo fica na borda norte da África, não no meio dela. A letra d erra porque não existe essa divisão em "África Atlântica" e "África Índica".
Por isso, a resposta certa é a letra b.
2Verdadeiro ou falso
Leia as frases e escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)A África é o terceiro maior continente do planeta e o segundo mais populoso.
b)No continente africano fala-se apenas uma língua, o árabe.
c)O Deserto do Saara é o maior deserto quente do mundo e ocupa quase toda a África do Norte.
d)Os tuaregues fazem parte da etnia berbere e muitos deles ainda hoje são nômades. Depois, explique o erro da(s) frase(s) falsa(s).
Resposta
a) V — b) F — c) V — d) V. A única frase falsa é a letra b: na África fala-se centenas de línguas diferentes, e não só o árabe.
Resolução passo a passo
Vamos analisar uma frase de cada vez.
a) Verdadeira. A África só é menor que a Ásia e a América, então é o terceiro maior continente. E em número de habitantes fica atrás apenas da Ásia, sendo o segundo mais populoso.
b) Falsa. O árabe é falado em vários países da África do Norte, mas o continente tem centenas de línguas, como o suaíli, o iorubá, o hauçá, o berbere, além de línguas trazidas de fora, como o francês, o inglês e o português. Dizer que existe só uma língua apaga a enorme diversidade africana.
c) Verdadeira. O Saara é o maior deserto quente do planeta e cobre quase toda a faixa norte do continente.
d) Verdadeira. Os tuaregues pertencem à etnia berbere e muitos continuam levando vida nômade, ou seja, mudam de lugar em vez de morar sempre no mesmo ponto.
3Dissertativo
Explique de que modo os povos nômades, como os tuaregues e os azenegues, ligavam a África do Norte à África Subsaariana. Cite o meio de transporte que usavam e dois tipos de troca que promoviam entre as regiões.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Os povos nômades atravessavam o Deserto do Saara em caravanas de camelos, ligando as duas partes do continente. Eles levavam produtos do norte (sal, tecidos, objetos de metal) e traziam produtos do sul (ouro, marfim, escravizados). Além das mercadorias, também levavam e traziam notícias, costumes, ideias e religiões.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o problema. O Saara é enorme e muito quente. Atravessá-lo é difícil, então poucas pessoas conseguiam fazer isso.
Passo 2 – Quem conseguia? Os povos nômades, como os tuaregues e os azenegues. Eles conheciam os caminhos, sabiam onde ficavam os oásis (pontos com água no meio do deserto) e aguentavam viagens muito longas.
Passo 3 – O meio de transporte. Eles usavam o camelo, animal que suporta o calor e fica muitos dias sem beber água. Vários camelos juntos formavam uma caravana.
Passo 4 – As trocas. Havia dois tipos: • Trocas comerciais: do norte vinham sal, tecidos e objetos de metal; do sul vinham ouro, marfim e pessoas escravizadas. • Trocas culturais: junto com as mercadorias viajavam notícias, palavras, costumes e crenças religiosas.
Conclusão: esses povos funcionavam como uma "ponte viva" entre a África do Norte e a África Subsaariana.
4Múltipla escolha
A população da África Subsaariana enfrentou, historicamente, dificuldades para se fixar em algumas partes do território. Qual alternativa apresenta dois desses obstáculos citados no capítulo?
Resposta
Alternativa b) A vegetação de savanas e florestas e a presença de transmissores de doenças, como a mosca tsé-tsé e o mosquito Anopheles.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pense no clima da África Subsaariana: é uma região quente e úmida em muitas partes, com savanas e florestas bem fechadas. Derrubar essa vegetação e abrir espaço para plantar dava muito trabalho.
Passo 2 – Some a isso um segundo problema: os insetos transmissores de doenças. A mosca tsé-tsé transmite a doença do sono, e o mosquito Anopheles transmite a malária. Essas doenças matavam pessoas e também os animais de criação.
Passo 3 – Elimine as outras. A letra a fala em gelo permanente, o que não existe na África tropical. A letra c está errada porque havia ferro em abundância e muito comércio. A letra d inventa montanhas nevadas e falta de animais.
Resposta: letra b.
5Calcule
O Deserto do Saara tem cerca de 9 milhões de km² e o continente africano tem mais de 30 milhões de km². Calcule, aproximadamente, qual porcentagem do continente é ocupada pelo Saara. Mostre a conta que você fez.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Cerca de 30% do continente africano é ocupado pelo Deserto do Saara.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Anote os dados: • Saara ≈ 9 000 000 km² • África ≈ 30 000 000 km²
Passo 2 – Para achar a porcentagem, divida a parte pelo total: 9 000 000 ÷ 30 000 000 = 0,3
Passo 3 – Transforme em porcentagem multiplicando por 100: 0,3 × 100 = 30%
Passo 4 – Confira o sentido do resultado: 30% é quase um terço. Ou seja, quase uma parte em cada três do continente africano é deserto. Isso ajuda a entender por que atravessar o Saara era tão difícil.
Diferentes organizações sociais e políticas africanas
6Múltipla escolha
Apesar das diferenças entre os grupos africanos (nômades, aldeias, reinos), havia dois elementos que uniam as pessoas dentro de cada sociedade. Quais eram eles?
Resposta
Alternativa b) A fidelidade a um chefe e as relações de parentesco.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre que as sociedades africanas antigas eram muito variadas: havia grupos nômades, aldeias e grandes reinos.
Passo 2 – Mesmo sendo diferentes, elas tinham dois pontos em comum. O primeiro era a fidelidade a um chefe: as pessoas obedeciam e respeitavam um líder. O segundo era o parentesco: os laços de família ligavam os moradores de um mesmo grupo.
Passo 3 – Elimine as erradas. A letra a está errada porque nem todos usavam moedas ou escrita. A letra c fala de Roma, que não mandava nesses grupos. A letra d descreve só os nômades do deserto, e não todos os povos.
Resposta: letra b.
7Dissertativo
Compare a aldeia e o reino como formas de organização social africana. Escreva um pequeno texto indicando quem mandava em cada uma delas e como eram tomadas as decisões.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Na aldeia, quem mandava era o chefe local, geralmente o homem mais velho ou o líder de uma família importante, e as decisões eram tomadas com a ajuda dos mais velhos e dos chefes de família, de forma mais próxima e coletiva. No reino, o poder era muito maior e mais centralizado: um rei vivia em uma capital e governava várias aldeias e regiões ao mesmo tempo, tomando decisões que valiam para todos e recebendo obediência e tributos dos chefes locais.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Comece pela aldeia. Ela é um grupo pequeno de casas e famílias. Quem manda é o chefe da aldeia, quase sempre um ancião ou o líder de uma família de destaque. As decisões saem de conversas com os mais velhos e com os chefes das famílias, então o poder é mais dividido.
Passo 2 – Passe para o reino. Ele é bem maior: reúne muitas aldeias e até cidades. Quem manda é o rei, que mora numa capital.
Passo 3 – Compare o poder. No reino, a autoridade do rei está acima da dos chefes de aldeia. Ele cobra tributos, organiza exércitos e toma decisões que valem para todo o território.
Passo 4 – Monte o texto juntando essas ideias. Exemplo de resposta pronta: *"A aldeia é uma comunidade pequena, chefiada por um ancião, em que as decisões são tomadas junto com os mais velhos. Já o reino é grande e centralizado: o rei vive na capital, manda em várias aldeias e sua palavra vale mais que a dos chefes locais."*
8Verdadeiro ou falso
Leia as frases e escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)Na confederação de aldeias, os chefes das várias aldeias formavam um conselho para decidir questões comuns.
b)A cidade-Estado africana era cercada por paliçadas ou muros e funcionava como centro comercial.
c)No reino, o rei vivia em uma capital e sua autoridade estava abaixo da de todos os chefes de aldeia.
d)Nos arredores das cidades-Estado viviam agricultores e pastores, que abasteciam os moradores. Depois, explique o erro da(s) frase(s) falsa(s).
Resposta
a) V — b) V — c) F — d) V. A frase falsa é a letra c: no reino, a autoridade do rei estava ACIMA da dos chefes de aldeia, e não abaixo.
Resolução passo a passo
Vamos conferir uma por uma.
a) Verdadeira. Na confederação de aldeias, várias aldeias se uniam e seus chefes formavam um conselho para resolver assuntos que interessavam a todos, como guerras e disputas de terra.
b) Verdadeira. A cidade-Estado africana era protegida por paliçadas ou muros e funcionava como um grande centro de comércio.
c) Falsa. No reino acontece o contrário: o rei mora na capital e sua autoridade é superior à dos chefes de aldeia, que devem obediência a ele.
d) Verdadeira. Em volta das cidades-Estado viviam agricultores e pastores, que produziam alimentos para abastecer os moradores de dentro dos muros.
9Dissertativo
O capítulo explica o que é uma paliçada. Escreva, com suas palavras, o que é uma paliçada e diga para que ela servia em uma cidade-Estado africana.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Paliçada é uma cerca alta feita com troncos ou estacas de madeira fincados no chão, um ao lado do outro. Nas cidades-Estado africanas, ela servia de muralha: protegia os moradores contra ataques de inimigos e de animais selvagens e marcava onde começava e terminava a cidade.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pense na palavra. Paliçada vem de "palo", que significa estaca, pau. Então já dá para imaginar algo feito de madeira.
Passo 2 – Descreva o objeto: são troncos ou estacas fincados no chão, bem juntinhos, formando uma cerca alta e resistente.
Passo 3 – Diga para que servia. A paliçada funcionava como uma muralha de madeira. Ela dificultava a entrada de inimigos, protegia contra animais perigosos e mostrava o limite entre a cidade e o campo.
Passo 4 – Escreva com suas palavras, juntando as ideias dos passos 2 e 3.
Cartago e o controle do Mediterrâneo
10Múltipla escolha
Cartago foi fundada por qual povo e em que parte do mundo ela ficava?
Resposta
Alternativa b) Pelos fenícios, no norte do continente africano, onde hoje fica Túnis.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre quem eram os fenícios: um povo de navegadores e comerciantes que morava no litoral do Oriente Médio, em cidades como Tiro e Sidon.
Passo 2 – Como viviam do mar, eles fundaram colônias (cidades novas) em vários pontos do Mediterrâneo, para servir de ponto de apoio nas viagens.
Passo 3 – Uma dessas colônias foi Cartago, criada no norte da África, na costa do Mediterrâneo. Hoje, naquele lugar fica a cidade de Túnis, capital da Tunísia.
Passo 4 – Elimine as outras: não foram gregos, nem romanos, nem egípcios que fundaram Cartago. Resposta: letra b.
11Dissertativo
Descreva como o governo de Cartago mudou com o tempo. Em sua resposta, explique quem governava no começo, por que o poder dos reis foi enfraquecendo e quem eram os sufetes.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
No começo, Cartago era governada por reis, como acontecia nas cidades fenícias. Com o tempo, os grandes comerciantes ficaram muito ricos e poderosos e passaram a limitar o poder real. Assim, o governo foi ficando nas mãos de conselhos formados por essas famílias ricas, e no lugar dos reis passaram a governar os sufetes: dois magistrados eleitos a cada ano, que chefiavam a cidade e tinham o poder controlado pelos conselhos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Início. Cartago nasceu como colônia fenícia e, no começo, era comandada por reis, seguindo o costume das cidades da Fenícia.
Passo 2 – A mudança. Cartago cresceu graças ao comércio marítimo. Os grandes comerciantes enriqueceram muito e formaram famílias poderosas, que queriam participar das decisões da cidade.
Passo 3 – O enfraquecimento dos reis. Essas famílias criaram conselhos (grupos de governantes) que passaram a decidir os assuntos importantes. Aos poucos, o rei foi perdendo força, até deixar de governar sozinho.
Passo 4 – Os sufetes. Eram dois chefes escolhidos todos os anos entre as famílias mais ricas. Eles comandavam a cidade, mas sempre fiscalizados pelos conselhos. Ou seja, o poder deixou de ser de uma só pessoa para ficar nas mãos de um grupo.
12Verdadeiro ou falso
Leia as frases e escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)A data tradicional de fundação de Cartago é 814 a.C.
b)Cartago era uma cidade pequena, que nunca passou de mil habitantes.
c)No final do século V a.C., Cartago havia se tornado a cidade mais rica da região.
d)A influência de Cartago chegou até o sul da Península Ibérica. Depois, explique o erro da(s) frase(s) falsa(s).
Resposta
a) V — b) F — c) V — d) V. A frase falsa é a letra b: Cartago foi uma cidade grande e populosa, com dezenas de milhares (chegando a centenas de milhares) de habitantes.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. A tradição diz que Cartago foi fundada em 814 a.C. pelos fenícios.
b) Falsa. Cartago não era pequena de jeito nenhum. Ela se tornou uma das maiores e mais movimentadas cidades do Mediterrâneo, com muitos milhares de moradores, porto gigante e mercados enormes. Dizer que nunca passou de mil habitantes é um erro grande.
c) Verdadeira. No fim do século V a.C., Cartago já era a cidade mais rica da região, por causa do comércio marítimo.
d) Verdadeira. A influência cartaginesa chegou até o sul da Península Ibérica (onde hoje ficam Espanha e Portugal), além das ilhas do Mediterrâneo.
Uma potência comercial: rotas, moeda, porto e exército
13Dissertativo
Que fatores explicam o sucesso comercial de Cartago? Cite pelo menos três, lembrando da posição geográfica, das terras que a cidade controlava e do seu porto.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Cartago teve sucesso comercial porque: 1) ficava em uma posição privilegiada, no centro do Mediterrâneo, perto das rotas que ligavam a Europa, a Ásia e a África; 2) controlava terras férteis e regiões ricas em produtos, como metais do sul da Espanha, além das rotas do Saara, por onde vinham ouro e marfim; 3) tinha um porto enorme e bem construído, capaz de receber muitos navios de carga e de guerra; 4) possuía uma frota poderosa e cunhava a própria moeda, o que facilitava os negócios.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pense na posição geográfica. Cartago ficava na costa norte da África, quase no meio do Mar Mediterrâneo. Quem passava de um lado para o outro tinha de passar perto dela. Isso dava vantagem enorme nas rotas de comércio.
Passo 2 – Pense nas terras controladas. Cartago dominava campos férteis no norte da África, ilhas do Mediterrâneo e áreas do sul da Espanha, ricas em metais. Também se ligava às caravanas que vinham do Saara trazendo ouro e marfim.
Passo 3 – Pense no porto. Era grande, protegido e dividido em duas partes: uma para navios de carga e outra, circular, para navios de guerra. Um bom porto significa mais mercadorias entrando e saindo.
Passo 4 – Some os extras: a frota de navios protegia os negócios e a moeda própria, cunhada a partir do século IV a.C., facilitava as compras e vendas.
Basta citar três desses fatores para responder.
14Múltipla escolha
O chamado comércio mudo, descrito por Heródoto, era:
Resposta
Alternativa a) uma troca de mercadorias feita sem conversa entre os negociantes, usando sinais e deixando o ouro e os produtos na praia.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Olhe para o nome: comércio mudo. "Mudo" já indica que não havia conversa entre as pessoas.
Passo 2 – Lembre do relato de Heródoto. Os cartagineses chegavam de navio, deixavam as mercadorias na praia, voltavam para o barco e faziam sinal com fumaça. Os moradores locais apareciam, colocavam uma quantidade de ouro ao lado dos produtos e se afastavam.
Passo 3 – A negociação continuava assim, com um lado aumentando ou diminuindo, até os dois ficarem satisfeitos. Só então cada um pegava a sua parte. Tudo isso sem trocar uma palavra, porque falavam línguas diferentes e havia desconfiança.
Passo 4 – As outras alternativas falam de impostos, de venda dentro das muralhas e de proibições, coisas que não aparecem nesse relato. Resposta: letra a.
15Verdadeiro ou falso
Sobre o exército e a frota de Cartago, escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)Os navios de guerra cartagineses eram movidos a remo e tinham um esporão na frente, para danificar navios inimigos.
b)O exército de Cartago era formado apenas por cidadãos cartagineses, durante toda a sua história.
c)Cartago usava elefantes comprados no norte da África para transportar soldados e avançar sobre os inimigos.
d)A parte interna do porto, em formato circular, abrigava até 220 navios de guerra. Depois, explique o erro da(s) frase(s) falsa(s).
Resposta
a) V — b) F — c) V — d) V. A frase falsa é a letra b: o exército de Cartago era formado principalmente por mercenários, soldados estrangeiros contratados e pagos para lutar, e não apenas por cidadãos cartagineses.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. Os navios de guerra cartagineses eram movidos a remo e tinham na proa (a frente do navio) um esporão, uma ponta reforçada usada para bater e furar o casco dos navios inimigos.
b) Falsa. Os cartagineses eram, antes de tudo, comerciantes. Por isso preferiam contratar mercenários — soldados de outros povos pagos para lutar — em vez de mandar seus próprios cidadãos para a guerra.
c) Verdadeira. Cartago usava elefantes do norte da África na guerra. Eles assustavam os inimigos e abriam caminho nas batalhas.
d) Verdadeira. O porto tinha uma parte interna circular, feita para abrigar a frota militar, com espaço para cerca de 220 navios de guerra.
16Dissertativo
Leia novamente o texto do boxe "O exército de Cartago" e responda: por que os historiadores consideram que a contratação de mercenários (soldados de outros povos, pagos para lutar) foi importante para Cartago?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque os cartagineses eram, principalmente, comerciantes e navegadores: se eles mesmos fossem guerrear, deixariam de cuidar dos negócios, que eram a fonte da riqueza da cidade. Contratando mercenários, Cartago usava seu dinheiro para montar exércitos grandes e variados, com soldados de vários povos, mantendo seus cidadãos livres para trabalhar no comércio. Assim, a riqueza virava poder militar.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o que é mercenário: um soldado estrangeiro que luta em troca de pagamento, e não por ser do povo daquela cidade.
Passo 2 – Pense na economia de Cartago. A cidade vivia do comércio marítimo. Seus habitantes eram comerciantes, marinheiros e artesãos. Tirar essas pessoas do trabalho para guerrear seria um prejuízo.
Passo 3 – Veja a solução encontrada. Como Cartago tinha muito dinheiro, ela comprava soldados: contratava guerreiros da Numídia, da Ibéria, das ilhas do Mediterrâneo e de outros lugares, cada um com suas armas e habilidades.
Passo 4 – Tire a conclusão dos historiadores: foi assim que Cartago conseguiu formar exércitos poderosos sem parar sua economia. Mas havia um risco: mercenários lutam por dinheiro, então, se o pagamento falhasse, eles podiam se revoltar ou abandonar a luta.
17Calcule
Segundo Heródoto, os primeiros a usar moedas como forma de pagamento foram os lídios, por volta de 640 a.C. Os cartagineses passaram a cunhar sua própria moeda no século IV a.C. Aproximadamente quantos anos separam esses dois acontecimentos? Mostre o cálculo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Cerca de 240 anos separam os dois acontecimentos (aproximadamente 640 a.C. – 400 a.C. = 240 anos).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Escreva as duas datas em anos antes de Cristo: • Lídios inventam a moeda: 640 a.C. • Cartagineses cunham moeda própria: século IV a.C.
Passo 2 – Transforme o século em ano. O século IV a.C. vai de 400 a.C. a 301 a.C.. Para uma conta aproximada, usamos o começo do século: 400 a.C.
Passo 3 – Faça a subtração. Em datas a.C., quanto maior o número, mais antigo é o ano. Então: 640 − 400 = 240 anos
Passo 4 – Responda: passaram-se aproximadamente 240 anos entre a invenção da moeda pelos lídios e a primeira moeda cartaginesa. (Se você usar o fim do século IV, 301 a.C., o resultado fica cerca de 339 anos; por isso dizemos "aproximadamente".)
18Dissertativo
Compare os dois textos da seção "Ler e descobrir" (o relato de Heródoto e o texto do Pseudo-Silas). Aponte uma semelhança e uma diferença entre as formas de comércio descritas neles.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Semelhança: os dois textos falam de trocas entre povos diferentes no Mediterrâneo e na costa africana, mostrando que o comércio era muito importante e envolvia produtos valiosos, como o ouro. Diferença: no relato de Heródoto, a troca é o comércio mudo, feito sem contato direto e sem conversa, com as mercadorias deixadas na praia; já no texto do Pseudo-Silas, o comércio aparece de forma mais organizada e direta, com portos, cidades e negociantes que se encontram e negociam os produtos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Releia o primeiro texto (Heródoto). Ele conta o comércio mudo: os cartagineses descarregam as mercadorias, se afastam, e os locais deixam ouro em troca. Ninguém conversa e ninguém se vê de perto.
Passo 2 – Releia o segundo texto (Pseudo-Silas). Ele descreve o comércio como uma atividade organizada, ligada a portos e cidades, com negociantes que fazem acordos diretamente.
Passo 3 – Procure o que é igual nos dois. Em ambos há troca de mercadorias entre povos distantes, e em ambos aparecem produtos de grande valor, mostrando como o comércio movia o Mediterrâneo.
Passo 4 – Procure o que é diferente. A grande diferença está no contato: num caso ele é indireto e silencioso; no outro, é direto e falado.
Passo 5 – Escreva sua resposta em duas frases: uma para a semelhança, outra para a diferença.
A queda de Cartago e as Guerras Púnicas
19Múltipla escolha
As Guerras Púnicas foram conflitos entre:
Resposta
Alternativa b) Roma e Cartago, pelo domínio do comércio no Mar Mediterrâneo e pela Ilha da Sicília.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o nome. Púnicas vem de punicus, palavra que os romanos usavam para se referir aos cartagineses (descendentes dos fenícios).
Passo 2 – Identifique os adversários. De um lado, Roma, crescendo na Península Itálica. Do outro, Cartago, dona do comércio no Mediterrâneo.
Passo 3 – Descubra o motivo. As duas queriam controlar as rotas comerciais do mar e, logo no início, disputaram a Ilha da Sicília, que fica bem entre a Itália e a África.
Passo 4 – As demais alternativas citam povos que não participaram desse conflito. Resposta: letra b.
20Dissertativo
Explique o que aconteceu com a cidade de Cartago e com a sua população depois da derrota final para Roma.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Depois da derrota na Terceira Guerra Púnica, em 146 a.C., Cartago foi tomada, incendiada e destruída pelos romanos. A cidade ficou arrasada, e os habitantes que sobreviveram foram escravizados. O território cartaginês virou uma província de Roma, no norte da África, e Cartago deixou de existir como potência.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre do desfecho. A Terceira Guerra Púnica terminou em 146 a.C., com a vitória total de Roma.
Passo 2 – O que aconteceu com a cidade: os romanos invadiram Cartago depois de um longo cerco, incendiaram as construções e destruíram a cidade quase por completo.
Passo 3 – O que aconteceu com as pessoas: a maior parte morreu nos combates e na fome do cerco; os sobreviventes foram escravizados pelos romanos.
Passo 4 – O que aconteceu com o território: a região passou a ser uma província romana. Assim, Roma ficou dona do comércio do Mediterrâneo, sem rivais.
21Dissertativo
Depois de vencer as Guerras Púnicas, os romanos começaram a chamar o Mar Mediterrâneo de Mare Nostrum ("Nosso Mar"). Explique por que eles usavam essa expressão.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque, depois de derrotar Cartago, Roma passou a controlar todas as margens e rotas do Mar Mediterrâneo. Não havia mais nenhuma potência capaz de disputar aquele mar com ela. Por isso os romanos o chamavam de Mare Nostrum, "Nosso Mar": era como dizer que o Mediterrâneo tinha virado um "lago" dentro do Império Romano.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Traduza a expressão. Mare Nostrum é latim e significa "Nosso Mar".
Passo 2 – Lembre o contexto. Antes das guerras, o Mediterrâneo era disputado por vários povos: gregos, cartagineses, egípcios, etruscos.
Passo 3 – Veja o que mudou. Com a destruição de Cartago, em 146 a.C., desapareceu a maior rival de Roma no mar. Depois disso, Roma foi dominando também a Grécia, o Egito e o norte da África.
Passo 4 – Tire a conclusão. Com todas as costas sob seu domínio, os romanos sentiam que o mar era propriedade deles. Daí o apelido Mare Nostrum, que mostra tanto o poder quanto o orgulho romano.
22Calcule
Observe a linha do tempo da abertura da unidade. A Primeira Guerra Púnica ocorreu entre 264 e 241 a.C., e a Terceira Guerra Púnica, entre 149 e 146 a.C. a) Quantos anos durou a Primeira Guerra Púnica? b) Quantos anos se passaram entre o início da Primeira Guerra Púnica e o fim da Terceira? Mostre os cálculos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) A Primeira Guerra Púnica durou 23 anos (264 − 241 = 23). b) Entre o início da Primeira Guerra Púnica e o fim da Terceira passaram-se 118 anos (264 − 146 = 118).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre a regra das datas a.C.: quanto maior o número, mais antigo é o ano. Para achar a diferença, subtraímos o número menor do maior.
Passo 2 – Item a. A Primeira Guerra Púnica foi de 264 a.C. a 241 a.C.: 264 − 241 = 23 anos Foi uma guerra muito longa, mais de duas décadas!
Passo 3 – Item b. Do início da Primeira Guerra (264 a.C.) até o fim da Terceira (146 a.C.): 264 − 146 = 118 anos
Passo 4 – Interprete o resultado: Roma e Cartago passaram mais de um século brigando (com pausas entre uma guerra e outra) até que uma delas fosse destruída.
23Múltipla escolha
Observe o mapa "Cartago (século III a.C.)" do capítulo. Qual alternativa descreve corretamente o território cartaginês nesse período?
Resposta
Alternativa b) O Império Cartaginês reunia áreas do norte da África e do sul da Espanha, próximas às rotas do Mediterrâneo.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Olhe o mapa do século III a.C. e observe as áreas pintadas como domínio de Cartago.
Passo 2 – Você verá uma faixa no norte da África (em volta da cidade de Cartago), algumas ilhas do Mediterrâneo e uma parte do sul da Península Ibérica, onde hoje fica a Espanha.
Passo 3 – Note o padrão: todas essas áreas ficam perto do mar. Isso combina com o que Cartago era: uma potência comercial e naval.
Passo 4 – Elimine as erradas: Cartago não dominava a Grécia nem a Itália (a), não ficava no meio do Saara (c) e sua capital era a própria Cartago, e não Roma (d).
Resposta: letra b.
A civilização nok
24Múltipla escolha
A civilização nok se desenvolveu em uma região que corresponde hoje a:
Resposta
Alternativa a) boa parte da Nigéria, além de partes do Níger e do Benim.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Localize a civilização nok: ela se desenvolveu na África Ocidental, ao sul do Saara, e não no norte do continente.
Passo 2 – Nos mapas atuais, essa região corresponde a boa parte da Nigéria, alcançando também áreas do Níger e do Benim.
Passo 3 – Elimine as outras: Egito e Sudão (b) ficam no nordeste africano, onde surgiu Cuxe; Espanha e Sicília (c) nem ficam na África; Tunísia e Argélia (d) ficam no norte, região de Cartago.
Resposta: letra a.
25Dissertativo
Demonstre a importância da cultura nok, indicando pelo menos duas atividades que esse povo dominava e que influenciaram outros povos africanos, como os iorubás.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Os nok dominavam a metalurgia do ferro, ou seja, sabiam retirar o minério, fundi-lo em fornos e fabricar ferramentas e armas. Também eram excelentes na arte da terracota, modelando esculturas de barro cozido, principalmente cabeças e figuras humanas. Essas duas técnicas se espalharam pela África Ocidental e influenciaram povos posteriores, como os iorubás, que ficaram famosos por sua arte e pelo trabalho com metais.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Primeira atividade: a metalurgia do ferro. Metalurgia é a arte de transformar o minério em metal útil. Os nok construíam fornos, esquentavam o minério e faziam enxadas, lanças, facas e machados.
Passo 2 – Por que isso é importante? Com ferramentas de ferro, dá para limpar o terreno, plantar mais e colher melhor. A comunidade cresce e fica mais forte.
Passo 3 – Segunda atividade: a arte em terracota (barro modelado e cozido). Os nok criaram esculturas impressionantes, sobretudo cabeças humanas com olhos e penteados muito detalhados.
Passo 4 – A influência. Essas técnicas foram passadas adiante. Séculos depois, povos como os iorubás produziram esculturas e trabalhos em metal que lembram o estilo nok. Isso mostra que havia uma tradição artística e técnica africana antiga e sofisticada.
26Verdadeiro ou falso
Sobre os nok, escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)Os nok eram um povo nômade, que não plantava nem criava animais.
b)As terras onde os nok viviam eram ricas em minério de ferro, encontrado a céu aberto.
c)Os nok faziam esculturas de terracota, muitas delas representando cabeças humanas.
d)O fim da cultura nok é situado no século III d.C. Depois, explique o erro da(s) frase(s) falsa(s).
Resposta
a) F — b) V — c) V — d) V. A frase falsa é a letra a: os nok eram sedentários, viviam em aldeias e praticavam a agricultura e a criação de animais.
Resolução passo a passo
a) Falsa. Os nok não eram nômades. Eles viviam fixos em aldeias, plantavam (milhete, inhame, entre outros cultivos) e criavam animais. Só um povo sedentário conseguiria manter fornos de ferro e oficinas de cerâmica, que exigem ficar no mesmo lugar.
b) Verdadeira. A região era rica em minério de ferro, às vezes encontrado na própria superfície do solo, o que facilitava muito a produção.
c) Verdadeira. As esculturas de terracota, especialmente as cabeças humanas, são a marca mais conhecida dos nok.
d) Verdadeira. Os vestígios indicam que a cultura nok desapareceu por volta do século III d.C., embora as causas ainda sejam discutidas.
27Dissertativo
Explique como os nok produziam objetos de ferro. Em sua resposta, cite o tipo de forno que construíam e dois exemplos de objetos que fabricavam.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Os nok construíam fornos de barro (fornos de argila), em forma de torre ou de cone, onde colocavam o minério de ferro junto com carvão. O fogo, com muito calor e ar soprado, separava o ferro das impurezas. Depois, os ferreiros martelavam o metal ainda quente para dar forma. Assim fabricavam objetos como enxadas e machados (ferramentas) e lanças e pontas de flecha (armas).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Coleta. Os nok recolhiam o minério de ferro, que na região deles aparecia até a céu aberto, sem precisar de minas profundas.
Passo 2 – O forno. Eles construíam fornos de argila (barro), altos e estreitos, parecidos com pequenas torres. Dentro, colocavam camadas de minério e carvão.
Passo 3 – A fundição. Com o fogo muito forte e a entrada de ar, o minério aquecia até soltar o metal, separando-o das impurezas. Essa técnica se chama fundição.
Passo 4 – O acabamento. O ferreiro batia o metal quente com martelo sobre uma pedra, moldando a peça.
Passo 5 – Os produtos. Saíam dali ferramentas agrícolas, como enxadas e machados, e armas, como lanças e pontas de flecha. Cite dois desses exemplos na sua resposta.
O Reino de Cuxe: Napata, Meroé e a relação com o Egito
28Múltipla escolha
A região da África localizada na divisa do Egito com o Sudão, onde se formou o Reino de Cuxe, é conhecida como:
Resposta
Alternativa b) Núbia.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Localize a área: ela fica no vale do Rio Nilo, ao sul do Egito, na fronteira com o atual Sudão.
Passo 2 – Essa região é chamada de Núbia. Foi ali que se formou o Reino de Cuxe, com as cidades de Napata e Meroé.
Passo 3 – Elimine as outras: Numídia e Mauritânia ficavam no noroeste africano, perto de Cartago; Anatólia nem fica na África — é onde hoje está a Turquia.
Resposta: letra b.
29Dissertativo
Cite pelo menos três exemplos de influência dos egípcios sobre os cuxitas, lembrando da escrita, da forma de ver os governantes e da religião.
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Resposta
Três exemplos de influência egípcia sobre os cuxitas: 1) a escrita — os cuxitas usaram os hieróglifos egípcios antes de criar a própria escrita, a meroítica; 2) a forma de ver os governantes — os reis cuxitas eram tratados como figuras sagradas, quase divinas, do mesmo modo que os faraós; 3) a religião — os cuxitas adoravam deuses egípcios, como Amon, e construíram templos e pirâmides para sepultar seus reis, seguindo os costumes funerários do Egito.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o motivo da influência. Cuxe ficava vizinho do Egito, no mesmo Rio Nilo. Os dois povos comerciavam, guerreavam e conviviam havia séculos. Quando isso acontece, os costumes se misturam.
Passo 2 – Influência na escrita. Os cuxitas escreviam usando hieróglifos egípcios. Só mais tarde criaram a própria escrita, chamada meroítica.
Passo 3 – Influência na política. Os reis de Cuxe eram vistos como governantes sagrados, com poder vindo dos deuses — exatamente como os faraós.
Passo 4 – Influência na religião. Os cuxitas cultuavam deuses egípcios, em especial Amon, ergueram templos no estilo egípcio e enterraram seus reis em pirâmides (menores e mais pontudas que as do Egito).
Passo 5 – Escolha três desses itens e escreva sua resposta.
30Dissertativo
Explique o papel comercial das duas principais cidades cuxitas, Napata e Meroé, dizendo o que cada uma representava para a economia do reino.
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Resposta
Napata ficava mais ao norte, perto do Egito, e foi a primeira capital do reino: funcionava como centro religioso e como ponto de ligação comercial com os egípcios, controlando a rota do Nilo. Meroé, mais ao sul, tornou-se depois a capital e o grande centro econômico: ali havia muito minério de ferro e madeira, e a cidade virou um polo de produção de ferro e de comércio, ligando a África central e oriental ao Egito e ao Mar Vermelho, trocando ouro, marfim, madeira e animais.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Localize as duas cidades. Napata fica mais ao norte, pertinho do Egito. Meroé fica mais ao sul, já dentro da África.
Passo 2 – O papel de Napata. Como era vizinha do Egito, foi a primeira capital e serviu de porta de entrada e saída do comércio com os egípcios. Também era um importante centro religioso, com o templo do deus Amon.
Passo 3 – O papel de Meroé. Quando a capital foi transferida para lá, Meroé cresceu muito. A região tinha minério de ferro e madeira (para o carvão dos fornos), então virou um grande centro de produção de ferro.
Passo 4 – O alcance comercial. De Meroé saíam caravanas levando ouro, marfim, madeira, peles e animais para o Egito e para os portos do Mar Vermelho.
Passo 5 – Resumo: Napata = ligação com o Egito e centro religioso; Meroé = coração econômico, do ferro e do comércio de longa distância.
31Verdadeiro ou falso
Sobre o Reino de Cuxe, escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)Em 770 a.C., o Reino de Cuxe invadiu e dominou o Egito, iniciando uma dinastia de faraós cuxitas.
b)Em 657 a.C., os assírios invadiram o Egito e os cuxitas tiveram de voltar para suas terras.
c)A escrita meroítica já foi completamente decifrada pelos linguistas.
d)O Reino de Cuxe foi destruído pelo Império de Axum, outro reino africano. Depois, explique o erro da(s) frase(s) falsa(s).
Resposta
a) V — b) V — c) F — d) V. A frase falsa é a letra c: a escrita meroítica ainda NÃO foi totalmente decifrada; os estudiosos conhecem os sinais e sabem ler os sons, mas não entendem por completo o significado das palavras.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. Por volta de 770 a.C., os cuxitas invadiram o Egito e passaram a governá-lo. Seus reis viraram faraós, formando uma dinastia de faraós negros.
b) Verdadeira. Em 657 a.C., os assírios, com armas de ferro, invadiram o Egito e expulsaram os cuxitas, que voltaram para a Núbia.
c) Falsa. A escrita meroítica continua sendo um enigma. Os pesquisadores já sabem qual som cada sinal representa, mas ainda não compreendem a língua por inteiro. Por isso muita coisa sobre Cuxe permanece desconhecida.
d) Verdadeira. Por volta do século IV d.C., o Império de Axum (na região da atual Etiópia) atacou e derrubou o Reino de Cuxe.
32Dissertativo
Historiadores afirmam que a intensa produção de ferro pode ter contribuído para o colapso da sociedade meroíta. Explique essa ideia, mostrando a relação entre a fundição do metal e os problemas ambientais.
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Resposta
Para fundir o ferro era preciso muito carvão, feito a partir de madeira. Assim, os meroítas derrubaram enormes quantidades de árvores ao longo dos séculos. Sem a cobertura vegetal, o solo ficou exposto, perdeu fertilidade e foi levado pelas chuvas e pelo vento, avançando o processo de desertificação. Com menos florestas e terras piores para plantar, faltaram alimentos e lenha, e a sociedade meroíta foi enfraquecendo até entrar em colapso.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Ponto de partida: para transformar minério em ferro, é preciso fogo muito forte dentro dos fornos. E o combustível usado era o carvão vegetal, feito queimando madeira.
Passo 2 – Consequência imediata: quanto mais ferro Meroé produzia, mais árvores eram derrubadas. Durante séculos, isso significou desmatar áreas imensas.
Passo 3 – Efeito no solo. Sem árvores, o solo fica desprotegido. A chuva leva a camada fértil embora e o vento carrega a terra seca. Esse empobrecimento leva à desertificação, ou seja, a terra vai virando deserto.
Passo 4 – Efeito na sociedade. Com solo ruim, a agricultura rende pouco e falta comida. Com menos madeira, fica difícil manter os fornos. A economia enfraquece.
Passo 5 – Conclusão dos historiadores: esse desgaste do ambiente ajuda a explicar o colapso de Meroé, junto com a pressão do Império de Axum. É um exemplo antigo de como o uso excessivo da natureza pode derrubar uma civilização.
33Calcule
Os cuxitas dominaram o Egito a partir de 770 a.C. e foram obrigados a retornar às suas terras em 657 a.C. Durante quantos anos, aproximadamente, a dinastia cuxita governou os dois reinos? Mostre o cálculo.
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Resposta
Aproximadamente 113 anos (770 − 657 = 113).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Anote as datas: • Início do domínio cuxita sobre o Egito: 770 a.C. • Retorno forçado à Núbia: 657 a.C.
Passo 2 – Lembre a regra: em datas antes de Cristo, o número maior é o ano mais antigo. Então subtraímos o menor do maior.
Passo 3 – Faça a conta: 770 − 657 = 113 anos
Passo 4 – Interprete: durante pouco mais de um século, os reis cuxitas governaram ao mesmo tempo Cuxe e o Egito. Foi um período em que um reino africano do sul comandou o poderoso Egito.
+Atitude: o perigo da história única e a diversidade cultural africana
34Dissertativo
Com base no texto sobre Chimamanda Adichie, explique com suas palavras o que é "o perigo da história única".
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Resposta
"O perigo da história única" é o risco de conhecer só uma versão sobre um povo, um lugar ou uma pessoa e achar que aquilo é tudo o que existe. Quando só ouvimos uma história sobre a África — por exemplo, a de que lá só há pobreza, guerra e animais selvagens —, criamos uma imagem errada e cheia de preconceito. Chimamanda Adichie mostra que essa visão única esconde a enorme diversidade do continente, com muitos países, línguas, culturas, cidades e histórias diferentes.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a expressão. História única é aquela única versão que se repete tanto que acaba parecendo a verdade completa sobre alguém ou algum lugar.
Passo 2 – Veja o exemplo da autora. Chimamanda Adichie é escritora nigeriana. Ela percebeu que, fora da África, muitas pessoas conheciam apenas uma imagem do continente: fome, doença, guerra e natureza selvagem.
Passo 3 – Identifique o perigo. Essa versão única não é totalmente mentirosa, mas é incompleta. E histórias incompletas geram preconceito, porque apagam tudo o que não cabe nelas: cidades grandes, universidades, escritores, música, tecnologia, culinária, milhares de povos e línguas.
Passo 4 – Conclua. A solução é ouvir muitas histórias. Quanto mais versões conhecemos, mais justa e verdadeira fica nossa visão sobre os outros.
35Múltipla escolha
No texto, a colega de quarto de Chimamanda, nos Estados Unidos, duvidou que a escritora soubesse falar inglês e usar um fogão. Esse comportamento é um exemplo de:
Resposta
Alternativa b) preconceito criado por uma visão única e limitada sobre a África.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Analise o comportamento da colega. Antes mesmo de conversar, ela já supunha que Chimamanda não falaria inglês e não saberia usar um fogão.
Passo 2 – Pergunte: de onde vinha essa ideia? Das poucas e repetidas imagens que ela tinha visto sobre a África, sempre ligadas à pobreza e ao atraso. Isso é a história única em ação.
Passo 3 – Nomeie o resultado. Julgar alguém por uma ideia pronta, sem conhecer a pessoa, chama-se preconceito.
Passo 4 – Elimine as outras: não foi curiosidade respeitosa (a), não houve respeito à diversidade (c) e nem conhecimento da história africana (d), já que a Nigéria tem o inglês como língua oficial.
Resposta: letra b.
36Dissertativo
Neste capítulo você estudou Cartago, os nok e o Reino de Cuxe. Escreva um parágrafo explicando como conhecer essas antigas sociedades ajuda a combater a "história única" sobre a África.
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Resposta
Exemplo de resposta: "Conhecer Cartago, os nok e o Reino de Cuxe ajuda a combater a história única porque mostra que a África teve, há milhares de anos, sociedades ricas, criativas e organizadas. Cartago foi uma das maiores potências comerciais e navais do Mediterrâneo, com porto gigante, moeda própria e governo formado por conselhos. Os nok dominavam a metalurgia do ferro e produziam esculturas de terracota admiradas até hoje. O Reino de Cuxe chegou a governar o Egito, criou sua própria escrita e construiu pirâmides. Ou seja, o continente africano não é feito só de uma história de pobreza e sofrimento: ele tem muitas histórias, de povos diferentes, com conhecimentos próprios que influenciaram o mundo."
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre o problema: a história única sobre a África costuma mostrar apenas miséria, guerra e ausência de civilização.
Passo 2 – Junte as provas estudadas no capítulo. Cartago: potência comercial e naval, com moeda e governo organizado. Nok: metalurgia do ferro e arte em terracota. Cuxe: escrita própria, pirâmides e domínio sobre o Egito.
Passo 3 – Mostre o efeito desses exemplos. Cada um deles contradiz a versão única, porque revela diversidade, técnica, arte e poder.
Passo 4 – Feche o parágrafo com a conclusão: a África sempre teve muitas histórias, e conhecê-las nos livra do preconceito.
37Dissertativo
Escolha um aspecto da cultura africana atual (música, literatura, culinária, cinema, artes visuais etc.) que você gostaria de pesquisar. Explique por que escolheu esse aspecto e o que espera descobrir.
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Resposta
Resposta pessoal. Exemplo: "Eu gostaria de pesquisar a música africana atual, principalmente o afrobeats da Nigéria. Escolhi esse tema porque já ouvi músicas desse estilo em vídeos e propagandas e fiquei curioso para saber de onde elas vêm. Espero descobrir quais instrumentos são usados, quais ritmos antigos influenciaram o afrobeats, quem são os artistas mais famosos e como essa música conquistou o mundo todo."
Resolução passo a passo
Passo 1 – Escolha um aspecto da cultura africana atual. Pode ser música, literatura, culinária, cinema, moda, artes visuais ou esportes. Escolher só um deixa a pesquisa mais organizada.
Passo 2 – Explique o porquê da escolha. Conte o que despertou seu interesse: algo que você viu, ouviu, comeu ou leu.
Passo 3 – Diga o que você espera descobrir. Escreva perguntas de pesquisa, como "De qual país vem?", "Quais são os artistas ou pratos mais conhecidos?", "Que tradições antigas influenciaram isso?".
Passo 4 – Monte o texto com essas três partes: escolha, motivo e expectativa. Como é uma resposta pessoal, não existe uma única correta — mas ela precisa ser clara e justificada.
Retomando o capítulo: linha do tempo e comparações
38Dissertativo
Coloque os acontecimentos em ordem cronológica, do mais antigo para o mais recente, e depois escreva a data de cada um: fundação de Cartago; invenção da moeda pelos lídios; início da Primeira Guerra Púnica; fim da Terceira Guerra Púnica.
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Resposta
Ordem do mais antigo para o mais recente: 1º) Fundação de Cartago — 814 a.C.; 2º) Invenção da moeda pelos lídios — por volta de 640 a.C.; 3º) Início da Primeira Guerra Púnica — 264 a.C.; 4º) Fim da Terceira Guerra Púnica — 146 a.C.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Reúna as datas de cada acontecimento: • Fundação de Cartago → 814 a.C. • Invenção da moeda pelos lídios → cerca de 640 a.C. • Início da Primeira Guerra Púnica → 264 a.C. • Fim da Terceira Guerra Púnica → 146 a.C.
Passo 2 – Lembre a regra de ouro das datas a.C.: quanto maior o número, mais antigo é o fato. Então 814 é mais antigo que 640.
Passo 3 – Coloque em ordem decrescente dos números: 814 → 640 → 264 → 146
Passo 4 – Escreva a sequência final: fundação de Cartago (814 a.C.), moeda dos lídios (640 a.C.), começo da Primeira Guerra Púnica (264 a.C.) e fim da Terceira Guerra Púnica (146 a.C.), quando Cartago foi destruída.
39Múltipla escolha
Cartago, os nok e o Reino de Cuxe eram sociedades africanas muito diferentes. Qual alternativa apresenta corretamente uma característica marcante de cada uma?
Resposta
Alternativa a) Cartago: grande potência comercial e naval do Mediterrâneo; nok: metalurgia do ferro e esculturas de terracota; Cuxe: influência egípcia e comércio nas cidades de Napata e Meroé.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Revise cada sociedade. Cartago: colônia fenícia no norte da África, rica com o comércio marítimo e dona de uma grande frota.
Passo 2 – Nok: povo da região da atual Nigéria, famoso pela metalurgia do ferro e pelas esculturas de terracota.
Passo 3 – Cuxe: reino da Núbia, muito influenciado pelo Egito, com as cidades de Napata e Meroé como centros religiosos e comerciais.
Passo 4 – Compare com as alternativas. Só a letra a combina corretamente cada povo com sua característica. As letras b, c e d trocam as informações de lugar (por exemplo, dizendo que Cartago era nômade ou que Cuxe era colônia fenícia).
Resposta: letra a.
40Dissertativo
Tanto os nok quanto os cuxitas de Meroé trabalhavam o ferro. Escreva um texto comparando o uso desse metal pelos dois povos e explique por que ele era tão importante para essas sociedades.
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Resposta
Exemplo de resposta: "Os nok, na região da atual Nigéria, e os cuxitas de Meroé, na Núbia, dominavam a técnica de transformar o minério de ferro em metal usando fornos de barro e carvão. Os dois povos viviam em terras ricas em minério e produziam ferramentas agrícolas, como enxadas e machados, e armas, como lanças e pontas de flecha. A diferença é que em Meroé a produção foi tão intensa que a cidade virou um grande centro exportador de ferro, o que exigiu muita madeira e acabou prejudicando o ambiente. O ferro era tão importante porque permitia limpar o terreno e cultivar mais alimentos, o que fazia a população crescer, e também produzir armas melhores, garantindo defesa e poder militar. Além disso, os objetos de ferro eram valiosos nas trocas comerciais."
Resolução passo a passo
Passo 1 – Ponto em comum na técnica. Tanto os nok quanto os meroítas usavam fornos de barro e carvão vegetal para fundir o minério de ferro. Os dois viviam em regiões ricas nesse minério.
Passo 2 – Ponto em comum nos produtos. Ambos fabricavam ferramentas para a agricultura (enxadas, machados) e armas (lanças, pontas de flecha).
Passo 3 – A diferença principal. Em Meroé, a produção virou quase uma "indústria", voltada também para o comércio com o Egito e outras regiões. Isso consumiu muita madeira e ajudou a causar desmatamento e problemas ambientais.
Passo 4 – Explique a importância do ferro. Com ferramentas de ferro, planta-se mais e melhor → mais comida → mais gente. Com armas de ferro, o povo se defende e se impõe. E as peças de ferro eram mercadorias valiosas nas trocas.
Passo 5 – Junte tudo em um texto com começo (o que os dois povos faziam), meio (semelhanças e diferença) e fim (por que o ferro era tão valioso).
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Capítulo 11 – Antigas sociedades africanas (Unidade 3: O Mediterrâneo e o poder dos impérios)
Resumo rápido
Capítulo 11 – Antigas sociedades africanas (Unidade 3: O Mediterrâneo e o poder dos impérios)
Resumo rápido
1O continente africano
A África é o terceiro maior continente do planeta e tem enorme diversidade: são mais de 2 mil línguas faladas. Foi lá que surgiram os primeiros seres humanos e algumas das civilizações mais antigas.
O continente costuma ser dividido em duas grandes regiões pelo Deserto do Saara, o maior deserto quente do mundo.
Na África do Norte ficam Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Saara Ocidental, Egito e Sudão. Ali nasceu a sociedade egípcia. Entre os séculos VII e VIII, povos árabes dominaram a região e levaram o islamismo e a língua árabe.
A África Subsaariana fica ao sul do deserto. É a parte mais povoada, com grande variedade de povos, línguas e religiões. Savanas, florestas e doenças transmitidas por insetos (como a mosca tsé-tsé e o mosquito Anopheles) dificultaram a ocupação, mas mesmo assim surgiram reinos ricos ali.
Exemplo
Os tuaregues e os azenegues eram povos nômades que atravessavam o Saara com camelos, ligando o Norte à África Subsaariana e trocando mercadorias, notícias e costumes.
2Diferentes organizações sociais e políticas
As sociedades africanas antigas se organizavam de formas variadas, mas quase todas se baseavam na fidelidade a um chefe e nas relações de parentesco (laços de família). Em geral, o chefe era o mais velho e o mais respeitado.
2.1Aldeia
Era a forma mais comum. Reunia várias famílias, cada uma com seu chefe, e todos obedeciam ao chefe da aldeia. As decisões eram tomadas por um conselho formado por esses chefes.
2.2Confederação de aldeias
Várias aldeias se uniam. Os chefes de cada uma formavam um conselho para decidir os assuntos que afetavam todas elas.
2.3Reino
Sociedade maior e mais complexa. Tinha uma capital, onde morava o rei, cuja autoridade estava acima de todos os outros chefes. Na capital havia riqueza, poder e oferta de alimentos e serviços.
2.4Cidade-Estado
Cidade cercada por muros ou paliçadas (cercas de estacas pontiagudas fincadas no chão). Funcionava como centro comercial, com artesãos, ferreiros e tecelões. O poder ficava centralizado num chefe, ajudado por auxiliares.
3Cartago e o controle do Mediterrâneo
Os fenícios, povo do Oriente Médio, eram ótimos navegadores e fundavam colônias pelo Mediterrâneo. A mais importante delas foi Cartago, no norte da África (onde hoje fica Túnis, capital da Tunísia).
Fundada por volta de 814 a.C., cresceu muito: chegou a ter cerca de 400 mil habitantes e muralhas grossas. No fim do século V a.C. já era a cidade mais rica da região.
No começo era governada por reis hereditários (o poder passava de pai para filho). Depois, a aristocracia (famílias ricas do comércio) ganhou força e o poder passou a ser dividido com os sufetes, governantes eleitos de tempos em tempos.
3.1Uma potência comercial
Cartago ficava num cruzamento de rotas que ligavam o norte da África, a Espanha, a Sicília e o Líbano. Também controlava terras férteis, que produziam grãos, azeite e uvas.
No início, pagava com ouro e praticava o comércio mudo: uma troca feita sem conversa, em que cada lado deixava a mercadoria ou o ouro na praia até os dois ficarem satisfeitos. No século IV a.C., passou a cunhar sua própria moeda.
A cidade tinha um porto artificial dividido em duas partes: a externa, para navios mercantes, e a interna, circular, para até 220 navios de guerra.
Exemplo
Segundo Heródoto, os cartagineses deixavam as mercadorias na praia e faziam sinal de fumaça; os moradores locais deixavam ouro no lugar e ninguém enganava ninguém.
3.2A força militar
Cartago tinha uma das maiores frotas de guerra do Mediterrâneo. Seus navios a remo tinham um esporão (ponta saliente na frente) para furar navios inimigos.
Além do exército permanente, contratava mercenários, soldados de outros povos pagos para lutar (líbios, gregos, gauleses, espanhóis). Também usava elefantes para transportar soldados e avançar sobre os inimigos.
3.3A queda de Cartago (Guerras Púnicas)
A partir do século III a.C., Roma passou a disputar o comércio do Mediterrâneo com Cartago. As duas se enfrentaram três vezes entre 264 a.C. e 146 a.C., nas Guerras Púnicas.
Roma venceu as três guerras, tomou a Ilha da Sicília e virou a maior potência do Mediterrâneo. Cartago foi destruída, virou província romana e sua população foi escravizada.
Por dominarem o mar, os romanos passaram a chamá-lo de Mare Nostrum (“Nosso Mar”, em latim).
4A invenção da moeda
Segundo Heródoto, os primeiros a usar moedas foram os lídios, povo da Anatólia (atual Turquia), por volta de 640 a.C.
As primeiras moedas eram feitas de eletro, liga de ouro com prata, e tinham pesos parecidos, o que facilitava saber quanto pagar. O uso só se espalhou no século III a.C., com os romanos.
5Nok, uma das mais antigas culturas africanas
A civilização nok surgiu por volta do século IX a.C. no oeste da África, região da atual Nigéria, entre os rios Níger e Benue.
Os nok viviam em aldeias, criavam gado e plantavam inhame, abóbora, dendê e sorgo (cereal usado para fazer farinha).
Suas terras tinham muito minério de ferro a céu aberto. Por isso se destacaram na metalurgia: faziam armas, pontas de flecha e enfeites como argolas. Cavavam buracos no chão e montavam fornos circulares.
Outra marca dos nok são as esculturas de terracota (barro cozido), muitas representando cabeças humanas, talvez deuses ou ancestrais. A cultura nok acabou no século III d.C.; povos como os iorubás são considerados seus herdeiros.
6O Reino de Cuxe
Na Núbia, região entre o Egito e o Sudão, formou-se no século IX a.C. um Estado centralizado: o Reino de Cuxe. A região ficava na rota das caravanas que levavam plumas, pedras preciosas e marfim.
Sua primeira capital foi Napata, parada das caravanas e importante centro religioso, perto da montanha sagrada de Jebel Barkal, com um templo ao deus egípcio Amon.
A influência egípcia era forte: os cuxitas usavam a escrita hieroglífica e seus reis, como os faraós, eram vistos como divindades. Em 770 a.C., Cuxe conquistou o Egito e criou uma dinastia de faraós cuxitas. Em 657 a.C., os assírios invadiram o Egito e os cuxitas voltaram para suas terras.
6.1Meroé e o fim do reino
Depois, o poder passou para Meroé, mais ao sul. Lá foi criada a escrita meroítica, com 23 símbolos, lida da esquerda para a direita — ainda não totalmente decifrada.
Meroé era grande centro comercial e um dos maiores produtores de ferro da África. Mas cortar tantas árvores para alimentar os fornos pode ter causado problemas ambientais.
Esses problemas, somados a revoltas da população, enfraqueceram Cuxe no início do século I d.C. O reino foi destruído pelo Império de Axum.
7+Atitude: o perigo da história única
A escritora nigeriana Chimamanda Adichie alerta para o perigo da história única: conhecer apenas um ponto de vista sobre uma pessoa ou um lugar.
Quando reduzimos alguém a um só aspecto, criamos estereótipos e tiramos a dignidade dessa pessoa. Por isso é importante conhecer a África também por sua literatura, música, arte e ciência — e não só por guerras e pobreza.
8Linha do tempo (para memorizar)
Século IX a.C.: origens da civilização nok e do Reino de Cuxe. 814 a.C.: fundação de Cartago. 753 a.C.: fundação mitológica de Roma. 640 a.C.: os lídios inventam a moeda. 509 a.C.: início da república romana.
264–241 a.C.: Primeira Guerra Púnica. 218–202 a.C.: Segunda Guerra Púnica. 149–146 a.C.: Terceira Guerra Púnica e destruição de Cartago. Século III d.C.: fim da civilização nok.
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
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O continente africano: divisão, povos e o Deserto do Saara
1Múltipla escolha
O continente africano costuma ser dividido em duas grandes regiões. Qual alternativa apresenta corretamente essas duas regiões e o elemento natural que serve de marco entre elas?
Resposta
Alternativa b) África do Norte e África Subsaariana, separadas pelo Deserto do Saara.
Resolução passo a passo
Primeiro, lembre do mapa da África. Bem no alto do continente existe uma imensa área de areia e rochas: o Deserto do Saara.
Esse deserto funciona como uma espécie de "parede natural". Tudo o que fica acima dele é chamado de África do Norte. Tudo o que fica abaixo dele é a África Subsaariana (sub quer dizer abaixo de).
Agora vamos eliminar as outras opções. A letra a erra porque o Rio Nilo não divide o continente em duas metades. A letra c erra porque o Mar Mediterrâneo fica na borda norte da África, não no meio dela. A letra d erra porque não existe essa divisão em "África Atlântica" e "África Índica".
Por isso, a resposta certa é a letra b.
2Dissertativo
Explique de que modo os povos nômades, como os tuaregues e os azenegues, ligavam a África do Norte à África Subsaariana. Cite o meio de transporte que usavam e dois tipos de troca que promoviam entre as regiões.
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Resposta
Os povos nômades atravessavam o Deserto do Saara em caravanas de camelos, ligando as duas partes do continente. Eles levavam produtos do norte (sal, tecidos, objetos de metal) e traziam produtos do sul (ouro, marfim, escravizados). Além das mercadorias, também levavam e traziam notícias, costumes, ideias e religiões.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o problema. O Saara é enorme e muito quente. Atravessá-lo é difícil, então poucas pessoas conseguiam fazer isso.
Passo 2 – Quem conseguia? Os povos nômades, como os tuaregues e os azenegues. Eles conheciam os caminhos, sabiam onde ficavam os oásis (pontos com água no meio do deserto) e aguentavam viagens muito longas.
Passo 3 – O meio de transporte. Eles usavam o camelo, animal que suporta o calor e fica muitos dias sem beber água. Vários camelos juntos formavam uma caravana.
Passo 4 – As trocas. Havia dois tipos: • Trocas comerciais: do norte vinham sal, tecidos e objetos de metal; do sul vinham ouro, marfim e pessoas escravizadas. • Trocas culturais: junto com as mercadorias viajavam notícias, palavras, costumes e crenças religiosas.
Conclusão: esses povos funcionavam como uma "ponte viva" entre a África do Norte e a África Subsaariana.
3Múltipla escolha
A população da África Subsaariana enfrentou, historicamente, dificuldades para se fixar em algumas partes do território. Qual alternativa apresenta dois desses obstáculos citados no capítulo?
Resposta
Alternativa b) A vegetação de savanas e florestas e a presença de transmissores de doenças, como a mosca tsé-tsé e o mosquito Anopheles.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pense no clima da África Subsaariana: é uma região quente e úmida em muitas partes, com savanas e florestas bem fechadas. Derrubar essa vegetação e abrir espaço para plantar dava muito trabalho.
Passo 2 – Some a isso um segundo problema: os insetos transmissores de doenças. A mosca tsé-tsé transmite a doença do sono, e o mosquito Anopheles transmite a malária. Essas doenças matavam pessoas e também os animais de criação.
Passo 3 – Elimine as outras. A letra a fala em gelo permanente, o que não existe na África tropical. A letra c está errada porque havia ferro em abundância e muito comércio. A letra d inventa montanhas nevadas e falta de animais.
Resposta: letra b.
Diferentes organizações sociais e políticas africanas
4Múltipla escolha
Apesar das diferenças entre os grupos africanos (nômades, aldeias, reinos), havia dois elementos que uniam as pessoas dentro de cada sociedade. Quais eram eles?
Resposta
Alternativa b) A fidelidade a um chefe e as relações de parentesco.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre que as sociedades africanas antigas eram muito variadas: havia grupos nômades, aldeias e grandes reinos.
Passo 2 – Mesmo sendo diferentes, elas tinham dois pontos em comum. O primeiro era a fidelidade a um chefe: as pessoas obedeciam e respeitavam um líder. O segundo era o parentesco: os laços de família ligavam os moradores de um mesmo grupo.
Passo 3 – Elimine as erradas. A letra a está errada porque nem todos usavam moedas ou escrita. A letra c fala de Roma, que não mandava nesses grupos. A letra d descreve só os nômades do deserto, e não todos os povos.
Resposta: letra b.
5Dissertativo
Compare a aldeia e o reino como formas de organização social africana. Escreva um pequeno texto indicando quem mandava em cada uma delas e como eram tomadas as decisões.
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Resposta
Na aldeia, quem mandava era o chefe local, geralmente o homem mais velho ou o líder de uma família importante, e as decisões eram tomadas com a ajuda dos mais velhos e dos chefes de família, de forma mais próxima e coletiva. No reino, o poder era muito maior e mais centralizado: um rei vivia em uma capital e governava várias aldeias e regiões ao mesmo tempo, tomando decisões que valiam para todos e recebendo obediência e tributos dos chefes locais.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Comece pela aldeia. Ela é um grupo pequeno de casas e famílias. Quem manda é o chefe da aldeia, quase sempre um ancião ou o líder de uma família de destaque. As decisões saem de conversas com os mais velhos e com os chefes das famílias, então o poder é mais dividido.
Passo 2 – Passe para o reino. Ele é bem maior: reúne muitas aldeias e até cidades. Quem manda é o rei, que mora numa capital.
Passo 3 – Compare o poder. No reino, a autoridade do rei está acima da dos chefes de aldeia. Ele cobra tributos, organiza exércitos e toma decisões que valem para todo o território.
Passo 4 – Monte o texto juntando essas ideias. Exemplo de resposta pronta: *"A aldeia é uma comunidade pequena, chefiada por um ancião, em que as decisões são tomadas junto com os mais velhos. Já o reino é grande e centralizado: o rei vive na capital, manda em várias aldeias e sua palavra vale mais que a dos chefes locais."*
Cartago e o controle do Mediterrâneo
6Múltipla escolha
Cartago foi fundada por qual povo e em que parte do mundo ela ficava?
Resposta
Alternativa b) Pelos fenícios, no norte do continente africano, onde hoje fica Túnis.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre quem eram os fenícios: um povo de navegadores e comerciantes que morava no litoral do Oriente Médio, em cidades como Tiro e Sidon.
Passo 2 – Como viviam do mar, eles fundaram colônias (cidades novas) em vários pontos do Mediterrâneo, para servir de ponto de apoio nas viagens.
Passo 3 – Uma dessas colônias foi Cartago, criada no norte da África, na costa do Mediterrâneo. Hoje, naquele lugar fica a cidade de Túnis, capital da Tunísia.
Passo 4 – Elimine as outras: não foram gregos, nem romanos, nem egípcios que fundaram Cartago. Resposta: letra b.
7Dissertativo
Descreva como o governo de Cartago mudou com o tempo. Em sua resposta, explique quem governava no começo, por que o poder dos reis foi enfraquecendo e quem eram os sufetes.
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Resposta
No começo, Cartago era governada por reis, como acontecia nas cidades fenícias. Com o tempo, os grandes comerciantes ficaram muito ricos e poderosos e passaram a limitar o poder real. Assim, o governo foi ficando nas mãos de conselhos formados por essas famílias ricas, e no lugar dos reis passaram a governar os sufetes: dois magistrados eleitos a cada ano, que chefiavam a cidade e tinham o poder controlado pelos conselhos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Início. Cartago nasceu como colônia fenícia e, no começo, era comandada por reis, seguindo o costume das cidades da Fenícia.
Passo 2 – A mudança. Cartago cresceu graças ao comércio marítimo. Os grandes comerciantes enriqueceram muito e formaram famílias poderosas, que queriam participar das decisões da cidade.
Passo 3 – O enfraquecimento dos reis. Essas famílias criaram conselhos (grupos de governantes) que passaram a decidir os assuntos importantes. Aos poucos, o rei foi perdendo força, até deixar de governar sozinho.
Passo 4 – Os sufetes. Eram dois chefes escolhidos todos os anos entre as famílias mais ricas. Eles comandavam a cidade, mas sempre fiscalizados pelos conselhos. Ou seja, o poder deixou de ser de uma só pessoa para ficar nas mãos de um grupo.
Uma potência comercial: rotas, moeda, porto e exército
8Dissertativo
Que fatores explicam o sucesso comercial de Cartago? Cite pelo menos três, lembrando da posição geográfica, das terras que a cidade controlava e do seu porto.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Cartago teve sucesso comercial porque: 1) ficava em uma posição privilegiada, no centro do Mediterrâneo, perto das rotas que ligavam a Europa, a Ásia e a África; 2) controlava terras férteis e regiões ricas em produtos, como metais do sul da Espanha, além das rotas do Saara, por onde vinham ouro e marfim; 3) tinha um porto enorme e bem construído, capaz de receber muitos navios de carga e de guerra; 4) possuía uma frota poderosa e cunhava a própria moeda, o que facilitava os negócios.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pense na posição geográfica. Cartago ficava na costa norte da África, quase no meio do Mar Mediterrâneo. Quem passava de um lado para o outro tinha de passar perto dela. Isso dava vantagem enorme nas rotas de comércio.
Passo 2 – Pense nas terras controladas. Cartago dominava campos férteis no norte da África, ilhas do Mediterrâneo e áreas do sul da Espanha, ricas em metais. Também se ligava às caravanas que vinham do Saara trazendo ouro e marfim.
Passo 3 – Pense no porto. Era grande, protegido e dividido em duas partes: uma para navios de carga e outra, circular, para navios de guerra. Um bom porto significa mais mercadorias entrando e saindo.
Passo 4 – Some os extras: a frota de navios protegia os negócios e a moeda própria, cunhada a partir do século IV a.C., facilitava as compras e vendas.
Basta citar três desses fatores para responder.
9Múltipla escolha
O chamado comércio mudo, descrito por Heródoto, era:
Resposta
Alternativa a) uma troca de mercadorias feita sem conversa entre os negociantes, usando sinais e deixando o ouro e os produtos na praia.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Olhe para o nome: comércio mudo. "Mudo" já indica que não havia conversa entre as pessoas.
Passo 2 – Lembre do relato de Heródoto. Os cartagineses chegavam de navio, deixavam as mercadorias na praia, voltavam para o barco e faziam sinal com fumaça. Os moradores locais apareciam, colocavam uma quantidade de ouro ao lado dos produtos e se afastavam.
Passo 3 – A negociação continuava assim, com um lado aumentando ou diminuindo, até os dois ficarem satisfeitos. Só então cada um pegava a sua parte. Tudo isso sem trocar uma palavra, porque falavam línguas diferentes e havia desconfiança.
Passo 4 – As outras alternativas falam de impostos, de venda dentro das muralhas e de proibições, coisas que não aparecem nesse relato. Resposta: letra a.
10Calcule
Segundo Heródoto, os primeiros a usar moedas como forma de pagamento foram os lídios, por volta de 640 a.C. Os cartagineses passaram a cunhar sua própria moeda no século IV a.C. Aproximadamente quantos anos separam esses dois acontecimentos? Mostre o cálculo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Cerca de 240 anos separam os dois acontecimentos (aproximadamente 640 a.C. – 400 a.C. = 240 anos).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Escreva as duas datas em anos antes de Cristo: • Lídios inventam a moeda: 640 a.C. • Cartagineses cunham moeda própria: século IV a.C.
Passo 2 – Transforme o século em ano. O século IV a.C. vai de 400 a.C. a 301 a.C.. Para uma conta aproximada, usamos o começo do século: 400 a.C.
Passo 3 – Faça a subtração. Em datas a.C., quanto maior o número, mais antigo é o ano. Então: 640 − 400 = 240 anos
Passo 4 – Responda: passaram-se aproximadamente 240 anos entre a invenção da moeda pelos lídios e a primeira moeda cartaginesa. (Se você usar o fim do século IV, 301 a.C., o resultado fica cerca de 339 anos; por isso dizemos "aproximadamente".)
A queda de Cartago e as Guerras Púnicas
11Múltipla escolha
As Guerras Púnicas foram conflitos entre:
Resposta
Alternativa b) Roma e Cartago, pelo domínio do comércio no Mar Mediterrâneo e pela Ilha da Sicília.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o nome. Púnicas vem de punicus, palavra que os romanos usavam para se referir aos cartagineses (descendentes dos fenícios).
Passo 2 – Identifique os adversários. De um lado, Roma, crescendo na Península Itálica. Do outro, Cartago, dona do comércio no Mediterrâneo.
Passo 3 – Descubra o motivo. As duas queriam controlar as rotas comerciais do mar e, logo no início, disputaram a Ilha da Sicília, que fica bem entre a Itália e a África.
Passo 4 – As demais alternativas citam povos que não participaram desse conflito. Resposta: letra b.
12Dissertativo
Explique o que aconteceu com a cidade de Cartago e com a sua população depois da derrota final para Roma.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Depois da derrota na Terceira Guerra Púnica, em 146 a.C., Cartago foi tomada, incendiada e destruída pelos romanos. A cidade ficou arrasada, e os habitantes que sobreviveram foram escravizados. O território cartaginês virou uma província de Roma, no norte da África, e Cartago deixou de existir como potência.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre do desfecho. A Terceira Guerra Púnica terminou em 146 a.C., com a vitória total de Roma.
Passo 2 – O que aconteceu com a cidade: os romanos invadiram Cartago depois de um longo cerco, incendiaram as construções e destruíram a cidade quase por completo.
Passo 3 – O que aconteceu com as pessoas: a maior parte morreu nos combates e na fome do cerco; os sobreviventes foram escravizados pelos romanos.
Passo 4 – O que aconteceu com o território: a região passou a ser uma província romana. Assim, Roma ficou dona do comércio do Mediterrâneo, sem rivais.
13Calcule
Observe a linha do tempo da abertura da unidade. A Primeira Guerra Púnica ocorreu entre 264 e 241 a.C., e a Terceira Guerra Púnica, entre 149 e 146 a.C. a) Quantos anos durou a Primeira Guerra Púnica? b) Quantos anos se passaram entre o início da Primeira Guerra Púnica e o fim da Terceira? Mostre os cálculos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
a) A Primeira Guerra Púnica durou 23 anos (264 − 241 = 23). b) Entre o início da Primeira Guerra Púnica e o fim da Terceira passaram-se 118 anos (264 − 146 = 118).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre a regra das datas a.C.: quanto maior o número, mais antigo é o ano. Para achar a diferença, subtraímos o número menor do maior.
Passo 2 – Item a. A Primeira Guerra Púnica foi de 264 a.C. a 241 a.C.: 264 − 241 = 23 anos Foi uma guerra muito longa, mais de duas décadas!
Passo 3 – Item b. Do início da Primeira Guerra (264 a.C.) até o fim da Terceira (146 a.C.): 264 − 146 = 118 anos
Passo 4 – Interprete o resultado: Roma e Cartago passaram mais de um século brigando (com pausas entre uma guerra e outra) até que uma delas fosse destruída.
A civilização nok
14Múltipla escolha
A civilização nok se desenvolveu em uma região que corresponde hoje a:
Resposta
Alternativa a) boa parte da Nigéria, além de partes do Níger e do Benim.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Localize a civilização nok: ela se desenvolveu na África Ocidental, ao sul do Saara, e não no norte do continente.
Passo 2 – Nos mapas atuais, essa região corresponde a boa parte da Nigéria, alcançando também áreas do Níger e do Benim.
Passo 3 – Elimine as outras: Egito e Sudão (b) ficam no nordeste africano, onde surgiu Cuxe; Espanha e Sicília (c) nem ficam na África; Tunísia e Argélia (d) ficam no norte, região de Cartago.
Resposta: letra a.
15Dissertativo
Demonstre a importância da cultura nok, indicando pelo menos duas atividades que esse povo dominava e que influenciaram outros povos africanos, como os iorubás.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Os nok dominavam a metalurgia do ferro, ou seja, sabiam retirar o minério, fundi-lo em fornos e fabricar ferramentas e armas. Também eram excelentes na arte da terracota, modelando esculturas de barro cozido, principalmente cabeças e figuras humanas. Essas duas técnicas se espalharam pela África Ocidental e influenciaram povos posteriores, como os iorubás, que ficaram famosos por sua arte e pelo trabalho com metais.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Primeira atividade: a metalurgia do ferro. Metalurgia é a arte de transformar o minério em metal útil. Os nok construíam fornos, esquentavam o minério e faziam enxadas, lanças, facas e machados.
Passo 2 – Por que isso é importante? Com ferramentas de ferro, dá para limpar o terreno, plantar mais e colher melhor. A comunidade cresce e fica mais forte.
Passo 3 – Segunda atividade: a arte em terracota (barro modelado e cozido). Os nok criaram esculturas impressionantes, sobretudo cabeças humanas com olhos e penteados muito detalhados.
Passo 4 – A influência. Essas técnicas foram passadas adiante. Séculos depois, povos como os iorubás produziram esculturas e trabalhos em metal que lembram o estilo nok. Isso mostra que havia uma tradição artística e técnica africana antiga e sofisticada.
16Dissertativo
Explique como os nok produziam objetos de ferro. Em sua resposta, cite o tipo de forno que construíam e dois exemplos de objetos que fabricavam.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Os nok construíam fornos de barro (fornos de argila), em forma de torre ou de cone, onde colocavam o minério de ferro junto com carvão. O fogo, com muito calor e ar soprado, separava o ferro das impurezas. Depois, os ferreiros martelavam o metal ainda quente para dar forma. Assim fabricavam objetos como enxadas e machados (ferramentas) e lanças e pontas de flecha (armas).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Coleta. Os nok recolhiam o minério de ferro, que na região deles aparecia até a céu aberto, sem precisar de minas profundas.
Passo 2 – O forno. Eles construíam fornos de argila (barro), altos e estreitos, parecidos com pequenas torres. Dentro, colocavam camadas de minério e carvão.
Passo 3 – A fundição. Com o fogo muito forte e a entrada de ar, o minério aquecia até soltar o metal, separando-o das impurezas. Essa técnica se chama fundição.
Passo 4 – O acabamento. O ferreiro batia o metal quente com martelo sobre uma pedra, moldando a peça.
Passo 5 – Os produtos. Saíam dali ferramentas agrícolas, como enxadas e machados, e armas, como lanças e pontas de flecha. Cite dois desses exemplos na sua resposta.
O Reino de Cuxe: Napata, Meroé e a relação com o Egito
17Múltipla escolha
A região da África localizada na divisa do Egito com o Sudão, onde se formou o Reino de Cuxe, é conhecida como:
Resposta
Alternativa b) Núbia.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Localize a área: ela fica no vale do Rio Nilo, ao sul do Egito, na fronteira com o atual Sudão.
Passo 2 – Essa região é chamada de Núbia. Foi ali que se formou o Reino de Cuxe, com as cidades de Napata e Meroé.
Passo 3 – Elimine as outras: Numídia e Mauritânia ficavam no noroeste africano, perto de Cartago; Anatólia nem fica na África — é onde hoje está a Turquia.
Resposta: letra b.
18Dissertativo
Cite pelo menos três exemplos de influência dos egípcios sobre os cuxitas, lembrando da escrita, da forma de ver os governantes e da religião.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Três exemplos de influência egípcia sobre os cuxitas: 1) a escrita — os cuxitas usaram os hieróglifos egípcios antes de criar a própria escrita, a meroítica; 2) a forma de ver os governantes — os reis cuxitas eram tratados como figuras sagradas, quase divinas, do mesmo modo que os faraós; 3) a religião — os cuxitas adoravam deuses egípcios, como Amon, e construíram templos e pirâmides para sepultar seus reis, seguindo os costumes funerários do Egito.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o motivo da influência. Cuxe ficava vizinho do Egito, no mesmo Rio Nilo. Os dois povos comerciavam, guerreavam e conviviam havia séculos. Quando isso acontece, os costumes se misturam.
Passo 2 – Influência na escrita. Os cuxitas escreviam usando hieróglifos egípcios. Só mais tarde criaram a própria escrita, chamada meroítica.
Passo 3 – Influência na política. Os reis de Cuxe eram vistos como governantes sagrados, com poder vindo dos deuses — exatamente como os faraós.
Passo 4 – Influência na religião. Os cuxitas cultuavam deuses egípcios, em especial Amon, ergueram templos no estilo egípcio e enterraram seus reis em pirâmides (menores e mais pontudas que as do Egito).
Passo 5 – Escolha três desses itens e escreva sua resposta.
19Verdadeiro ou falso
Sobre o Reino de Cuxe, escreva V para verdadeiro e F para falso.
a)Em 770 a.C., o Reino de Cuxe invadiu e dominou o Egito, iniciando uma dinastia de faraós cuxitas.
b)Em 657 a.C., os assírios invadiram o Egito e os cuxitas tiveram de voltar para suas terras.
c)A escrita meroítica já foi completamente decifrada pelos linguistas.
d)O Reino de Cuxe foi destruído pelo Império de Axum, outro reino africano. Depois, explique o erro da(s) frase(s) falsa(s).
Resposta
a) V — b) V — c) F — d) V. A frase falsa é a letra c: a escrita meroítica ainda NÃO foi totalmente decifrada; os estudiosos conhecem os sinais e sabem ler os sons, mas não entendem por completo o significado das palavras.
Resolução passo a passo
a) Verdadeira. Por volta de 770 a.C., os cuxitas invadiram o Egito e passaram a governá-lo. Seus reis viraram faraós, formando uma dinastia de faraós negros.
b) Verdadeira. Em 657 a.C., os assírios, com armas de ferro, invadiram o Egito e expulsaram os cuxitas, que voltaram para a Núbia.
c) Falsa. A escrita meroítica continua sendo um enigma. Os pesquisadores já sabem qual som cada sinal representa, mas ainda não compreendem a língua por inteiro. Por isso muita coisa sobre Cuxe permanece desconhecida.
d) Verdadeira. Por volta do século IV d.C., o Império de Axum (na região da atual Etiópia) atacou e derrubou o Reino de Cuxe.
+Atitude: o perigo da história única e a diversidade cultural africana
20Dissertativo
Com base no texto sobre Chimamanda Adichie, explique com suas palavras o que é "o perigo da história única".
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
"O perigo da história única" é o risco de conhecer só uma versão sobre um povo, um lugar ou uma pessoa e achar que aquilo é tudo o que existe. Quando só ouvimos uma história sobre a África — por exemplo, a de que lá só há pobreza, guerra e animais selvagens —, criamos uma imagem errada e cheia de preconceito. Chimamanda Adichie mostra que essa visão única esconde a enorme diversidade do continente, com muitos países, línguas, culturas, cidades e histórias diferentes.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a expressão. História única é aquela única versão que se repete tanto que acaba parecendo a verdade completa sobre alguém ou algum lugar.
Passo 2 – Veja o exemplo da autora. Chimamanda Adichie é escritora nigeriana. Ela percebeu que, fora da África, muitas pessoas conheciam apenas uma imagem do continente: fome, doença, guerra e natureza selvagem.
Passo 3 – Identifique o perigo. Essa versão única não é totalmente mentirosa, mas é incompleta. E histórias incompletas geram preconceito, porque apagam tudo o que não cabe nelas: cidades grandes, universidades, escritores, música, tecnologia, culinária, milhares de povos e línguas.
Passo 4 – Conclua. A solução é ouvir muitas histórias. Quanto mais versões conhecemos, mais justa e verdadeira fica nossa visão sobre os outros.
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As respostas vão sumir ao fechar a página.