Roma foi uma civilização que nasceu na Península Itálica por volta de 1000 a.C. Com o tempo, ela conquistou muitas terras e influenciou vários povos.
A língua dos romanos era o latim. Como Roma dominou grande parte da Europa, o latim se espalhou e foi mudando em cada região.
Dessas mudanças nasceram as línguas latinas (ou românicas), como o português, o espanhol, o italiano, o francês e o romeno. Ou seja: a língua que você fala hoje é uma "neta" do latim!
Neste capítulo vamos ver como Roma se formou e como virou a maior potência do Mediterrâneo por volta do século II a.C.
Exemplos
A sigla SPQR, que aparece em estátuas e monumentos romanos, significa em latim O Senado e o Povo Romano. Ela representava a força de Roma.
A palavra portuguesa escola vem do latim schola; água vem de aqua. São vestígios do latim no nosso dia a dia.
Do latim às línguas de hoje
Língua latina (românica)
País onde é falada (exemplo)
Português
Brasil e Portugal
Espanhol
Espanha e Argentina
Italiano
Itália
Francês
França
Romeno
Romênia
2Uma cidade, duas origens
A origem de Roma pode ser contada de duas maneiras diferentes.
A primeira é a versão mítica: uma lenda, uma história contada pelos próprios romanos para explicar sua origem.
A segunda é a versão histórica: aquela construída por arqueólogos e historiadores, com base em vestígios encontrados (objetos, ruínas, documentos).
As duas versões não são iguais, mas as duas ajudam a entender Roma: uma mostra o que os romanos acreditavam; a outra, o que realmente aconteceu.
Comparando as duas versões da origem de Roma
Aspecto
Versão mítica
Versão histórica
Base
Lenda contada de geração em geração
Pesquisas arqueológicas e historiográficas
Fundadores
Os gêmeos Rômulo e Remo
Povos latinos e, depois, os etruscos
Data
753 a.C.
Por volta de 1000 a.C. começam as migrações; século VII a.C. a unificação
Objetivo
Mostrar que Roma já nasceu grandiosa
Explicar como a cidade realmente se formou
2.1Roma: a origem pelo olhar mítico
Segundo a lenda, Rômulo e Remo eram irmãos gêmeos, netos de Numitor, rei de Alba Longa. O irmão do rei, Amúlio, tomou o trono e mandou jogar os bebês no Rio Tibre dentro de um cesto.
O cesto encalhou na margem. Uma loba achou os bebês, levou-os para uma gruta e os amamentou, até que um casal de pastores os encontrou.
Quando cresceram, os gêmeos derrubaram Amúlio e devolveram o trono ao avô. Depois voltaram ao lugar onde cresceram e, aos pés do Monte Palatino, fundaram uma cidade em 753 a.C.
Os irmãos brigaram e Rômulo matou Remo. Então deu à cidade o próprio nome: Roma. A lenda dizia ainda que os gêmeos descendiam do troiano Eneias, herói da Guerra de Troia. Assim, a grandeza de Roma seria mais antiga do que a própria cidade.
Exemplos
A escultura Loba Capitolina, que está nos Museus Capitolinos em Roma, mostra a loba amamentando os dois bebês. É o símbolo mais famoso dessa lenda.
2.2Roma: a origem pelo olhar histórico
As pesquisas mostram que os antepassados dos romanos eram agricultores e pastores de ovelhas vindos da Europa Central. Eles eram chamados de italiotas e se dividiam em vários povos: latinos, sabinos, ilírios, volscos, samnitas, úmbrios e équos.
Por volta de 1000 a.C., esses povos migraram para a Península Itálica. Os latinos ficaram ao sul do Rio Tibre, numa região chamada Lácio, onde fundaram vários povoados.
Ao norte do Tibre, na região da Toscana, instalaram-se os etruscos, um povo de origem desconhecida, organizado em cerca de doze cidades-Estados independentes (sem um governo único).
Exemplos
No mapa "Península Itálica – Ocupação (c. 1000 a.C.)" aparecem, além dos italiotas, os etruscos (ao norte) e os gregos (ao sul e na Sicília).
Quem estava na Península Itálica por volta de 1000 a.C.
Povo
Onde vivia
Característica
Italiotas (latinos, sabinos, samnitas...)
Centro e sul da península
Agricultores e pastores vindos da Europa Central
Latinos
Lácio, ao sul do Rio Tibre
Fundaram vários povoados; deram origem a Roma
Etruscos
Norte do Tibre (Toscana)
Marinheiros e mercadores; cidades-Estados independentes
Gregos
Sul da península e Sicília
Fundaram colônias e influenciaram a cultura local
2.3Os etruscos e o nascimento da cidade
Os etruscos eram hábeis marinheiros e mercadores. Negociavam com gregos, cartagineses e egípcios. Mas também atravessavam o Rio Tibre para atacar as terras dos latinos.
Para se defender, a cidade latina de Alba Longa fundou um acampamento militar às margens do Tibre. Para muitos arqueólogos, esse acampamento é a verdadeira origem de Roma.
Como a região tinha rotas comerciais, os povoados latinos cresceram. No século VII a.C., as vilas do Lácio reuniam cerca de 80 mil pessoas (agricultores, escravizados, comerciantes e artesãos).
Nessa época, os etruscos invadiram o Lácio de novo, impuseram seus costumes e uniram todos os vilarejos em um só: Roma.
Exemplos
Passo a passo da formação de Roma pelo olhar histórico: 1) povos italiotas migram (c. 1000 a.C.); 2) latinos ocupam o Lácio; 3) etruscos atacam; 4) latinos criam um acampamento militar no Tibre; 5) vilas crescem (século VII a.C.); 6) etruscos invadem e unificam as vilas = cidade de Roma.
3A organização social de Roma
Os etruscos mudaram muito a vida em Roma. O lugar deixou de ser um povoado de pastores e virou uma cidade fortificada (protegida por muralhas).
Eles ensinaram os moradores a construir pontes e redes de esgoto, a drenar pântanos e a pavimentar estradas. Trouxeram também costumes religiosos, como a adivinhação lendo as vísceras dos animais.
Os alfabetos etrusco e grego foram sendo adaptados e deram origem ao alfabeto latino, que usamos até hoje.
A sociedade romana se dividia entre pessoas livres e pessoas escravizadas. Entre os livres havia grupos bem diferentes, com direitos bem diferentes.
Exemplos
Um cliente recebia terra e proteção de um patrício. Em troca, devia respeito a ele e era obrigado a substituí-lo na guerra.
Os grupos sociais de Roma
Grupo
Quem eram
Direitos e deveres
Patrícios
Grandes proprietários de terra; diziam descender de Rômulo
Grupo mais influente; só eles comandavam a política
Plebeus
Artesãos, comerciantes e pequenos proprietários
Serviam no exército, mas não podiam ocupar cargos públicos nem casar com patrícios
Clientes
Ex-escravizados e filhos de escravizados nascidos livres
Dependiam dos patrícios: recebiam terra e proteção, deviam respeito e serviço na guerra
Escravizados
Prisioneiros de guerra e devedores
Não tinham direitos; a vida deles dependia das decisões dos donos
4A monarquia romana
Depois de unificada pelos etruscos, Roma virou uma cidade-Estado governada por um rei. O rei era sempre do grupo dos patrícios e tinha muitos poderes: administrava a cidade, comandava o exército, julgava e conduzia as cerimônias religiosas.
Ele era ajudado pelo Senado, um conselho de anciãos formado só por patrícios. Havia também uma assembleia, a Comitia Curiata, com representantes de todas as famílias livres — mas só os patrícios votavam.
A monarquia romana não era hereditária: quando o rei morria, o Senado indicava um nome e a Comitia Curiata precisava aprovar.
A monarquia durou até o fim do século VI a.C. Segundo a tradição, Roma teve sete reis. O último foi Tarquínio, o Soberbo, etrusco e muito violento. Em 509 a.C., os romanos expulsaram os etruscos, derrubaram Tarquínio e criaram a república.
Exemplos
Exemplo de como um rei chegava ao poder: 1) o rei morre; 2) o Senado (só patrícios) escolhe um nome; 3) a Comitia Curiata vota; 4) se aprovado, o indicado vira rei. Note que o filho do rei não herdava o trono automaticamente.
Como funcionava a monarquia romana
Instituição
Quem participava
Função
Rei
Um patrício escolhido
Administrar, comandar o exército, julgar e chefiar a religião
Senado
Apenas anciãos patrícios
Aconselhar o rei e indicar um novo rei
Comitia Curiata
Todas as famílias livres (mas só patrícios votavam)
Aprovar o nome do novo rei
5A república romana
A palavra república vem do latim res publica, que quer dizer coisa pública. A ideia é que o governo seja do povo e para os cidadãos, e não de uma pessoa só.
A república foi criada justamente para evitar que uma pessoa juntasse todo o poder, como acontecia com o rei. Agora o poder seria dividido entre vários cargos e grupos.
Ela durou quase cinco séculos (509 a.C. até 27 a.C.) e foi marcada por grandes mudanças: novas instituições, conquistas de direitos pela plebe e um exército forte que expandiu Roma por toda a Península Itálica.
5.1A estrutura político-administrativa
A república foi criada pelos patrícios, que queriam evitar um poder pessoal muito forte.
O governo ficou dividido em três partes: a Magistratura, o Senado e as Assembleias. Cada uma tinha funções diferentes, e uma vigiava a outra.
As três partes do governo republicano
Instituição
O que era
Principal função
Magistratura
Conjunto de cargos com mandato (cônsul, pretor, censor, edil, questor)
Funções executivas, judiciárias e administrativas
Senado
Conselho de cidadãos experientes, cargo vitalício
Fazer leis e decidir sobre finanças, religião e política externa
Assembleias
Reuniões de cidadãos (Tribal e Centurial)
Eleger magistrados e decidir sobre guerra e paz
5.2A Magistratura
Os magistrados eram os funcionários que governavam no dia a dia. O cargo mais importante era o de cônsul, que substituiu o rei.
Havia dois cônsules, eleitos por um ano. A ideia era que um vigiasse o outro, para o poder não ficar nas mãos de uma pessoa só.
Os cônsules cuidavam da administração e da justiça, comandavam o exército na guerra e presidiam o Senado e as Assembleias. Em emergências, podiam indicar um ditador, que governava por seis meses com poderes totais.
No começo, só patrícios podiam ser cônsules. Depois, um dos dois passou a ser plebeu. Com o tempo, novos cargos foram criados e o poder dos cônsules diminuiu.
Exemplos
Para se candidatar a um cargo da Magistratura era preciso: 1) ser cidadão livre (plebeu ou cliente também podia); 2) não ter sofrido condenação; 3) ter servido no exército por pelo menos dez anos.
Pompeu foi cônsul três vezes, entre 70 a.C. e 52 a.C., e se tornou um dos homens mais poderosos de Roma.
Os principais magistrados
Cargo
O que fazia
Cônsul
Administrava Roma, cuidava da justiça, comandava o exército, presidia Senado e Assembleias
Pretor (criado no séc. IV a.C.)
Cuidava da justiça, tarefa que antes era dos cônsules
Censor
Geria os bens do Estado e fazia o recenseamento da população a cada cinco anos
Edil
Cuidava da segurança, do trânsito, dos prédios públicos e das festas e jogos
Questor
Arrecadava os impostos
Ditador
Cargo de emergência: governava seis meses com poderes irrestritos
5.3O Senado
O Senado era um conselho que os magistrados consultavam sobre assuntos importantes. Como era formado pelos cidadãos mais experientes e pelas famílias mais poderosas, suas opiniões quase sempre eram seguidas.
Por isso, o Senado concentrava a maior parte do poder do Estado. Os senadores faziam as leis e decidiam sobre dinheiro, religião e política externa.
No começo da república havia 300 senadores; no século I a.C., o Senado chegou a ter mil. No início só entravam patrícios; a partir de 400 a.C., os plebeus também conseguiram lugares.
Diferente dos magistrados, o cargo de senador era vitalício (durava a vida toda). Até o fim do século IV a.C. eles eram escolhidos pelos cônsules; por volta de 318 a.C., essa tarefa passou para os censores, que também podiam tirar do cargo senadores considerados indignos.
Exemplos
A pintura Cícero denuncia Catilina, de Cesare Maccari, mostra o cônsul Cícero acusando o senador Catilina de conspirar contra a república — uma cena do Senado romano.
5.4As Assembleias
As Assembleias eram reuniões de cidadãos para votar. Havia várias, mas duas eram as mais importantes.
A Assembleia Tribal agrupava os cidadãos pelo lugar onde moravam e elegia alguns magistrados, como edis e questores.
A Assembleia Centurial dividia os cidadãos em cinco classes, de acordo com a fortuna (o dinheiro que tinham). Ela elegia os cônsules e decidia sobre a guerra e a paz.
As duas principais Assembleias
Assembleia
Como agrupava os cidadãos
O que decidia
Tribal
Pelo domicílio (onde moravam)
Elegia edis, questores e outros magistrados
Centurial
Em cinco classes, conforme a riqueza
Elegia os cônsules e decidia sobre guerra e paz
6A força da plebe
Ser cidadão em Roma era privilégio de poucos. Ter cidadania significava ter direitos garantidos por lei, ser julgado de forma justa e participar da política.
Na monarquia, só os patrícios eram cidadãos. Na república, os plebeus também conquistaram a cidadania — mas a maioria dos povos dominados por Roma continuou sem esse direito.
Essas conquistas não vieram de graça: os plebeus fizeram muitos protestos. Em 493 a.C., eles abandonaram Roma e foram para uma montanha próxima, ameaçando fundar outra cidade.
Os patrícios perceberam que sem os plebeus Roma pararia: eles eram a mão de obra do campo, formavam o exército e trabalhavam nas oficinas. Assim, cederam a várias exigências.
Exemplos
Passo a passo da vitória de 493 a.C.: 1) plebeus insatisfeitos saem de Roma; 2) a cidade fica sem trabalhadores e sem soldados; 3) os patrícios cedem; 4) resultado: Lei Licínia (fim da escravidão por dívidas) e criação do tribuno da plebe.
Conquistas dos plebeus durante a república
Conquista
O que significou
Lei Licínia
Acabou com a escravidão por dívidas
Tribuno da plebe
Magistratura só de plebeus; podia criar leis e rejeitar decisões que prejudicassem a plebe (eram 2, depois 10)
Lei Canuleia
Permitiu o casamento entre plebeus e patrícios
Lei das Doze Tábuas (451 a.C.)
Primeiro código de leis escrito; impediu que os patrícios manipulassem as leis
Assento no Senado (a partir de 400 a.C.)
Plebeus passaram a ser senadores
Consulado
Um dos dois cônsules passou a ser eleito entre os plebeus
6.1A Lei das Doze Tábuas
Antes dela, grande parte das leis romanas não era escrita. Como só os patrícios conheciam e aplicavam essas leis, eles podiam mudar a interpretação conforme seus interesses e prejudicar a plebe.
Em 451 a.C., os plebeus conseguiram que as leis fossem escritas e expostas em tábuas, para que todos pudessem conhecê-las: era a Lei das Doze Tábuas.
Com ela, a lei deixou de ser vista só como uma tradição sagrada, vontade dos deuses. As leis passaram a ser entendidas como a vontade das pessoas que as escreveram.
Exemplos
Comparação simples: antes, era como jogar um jogo em que só o adversário conhece as regras e pode mudá-las. Depois das Doze Tábuas, as regras ficaram escritas na parede, à vista de todos.
7A posição da mulher na sociedade romana
A sociedade romana era marcada pelo patriarcalismo: os pais de família tinham grandes poderes sobre todos da casa.
Para os romanos, a mulher ideal ficava no espaço doméstico. Elas não deviam participar de festas e eventos cívicos e não tinham direitos políticos: não podiam votar nem participar das assembleias.
A educação das meninas era voltada ao casamento. Depois de casada, a autoridade do pai passava para o marido, que decidia sobre filhos, parentes e escravizados.
Mesmo assim, houve mudanças. Durante a república foram criadas leis que permitiam à mulher decidir sobre seus bens sem consultar pai ou marido, e surgiram formas de casamento com mais autonomia. Alguns governantes tentaram anular essas leis no fim da república, mas não conseguiram.
Exemplos
Exemplo de desigualdade: um homem livre podia se candidatar a cônsul depois de dez anos no exército; uma mulher, mesmo rica e de família importante, não podia nem votar.
Homens e mulheres na sociedade romana
Aspecto
Homens
Mulheres
Política
Votavam e ocupavam cargos
Sem direitos políticos
Espaço social
Vida pública: fórum, festas, exército
Espaço doméstico (casa)
Autoridade familiar
O pai e depois o marido mandavam na casa
Passavam da autoridade do pai para a do marido
Mudança na república
—
Leis permitiram decidir sobre os próprios bens
8A influência grega
Para escrever a Lei das Doze Tábuas, os romanos mandaram legisladores à Grécia. Lá, cerca de 150 anos antes, o legislador Sólon tinha feito reformas profundas em Atenas.
Mas a influência grega não ficou só nas leis. Ela marcou a religião, a arte, a filosofia, a literatura e a arquitetura de Roma.
Na religião, os romanos adotaram muitos deuses gregos, mas trocaram seus nomes e adaptaram suas características. O latim também ganhou palavras gregas, e muitos romanos deixavam a educação dos filhos com professores gregos.
Na arquitetura, dá para ver a semelhança comparando o Templo de Fortuna Virilis (romano, século II a.C.) com o Templo de Concórdia (grego, século V a.C.): colunas e formatos muito parecidos, mesmo com três séculos de diferença.
Exemplos
Comparação de templos: o romano é três séculos mais novo que o grego, mas usa o mesmo tipo de colunas e o mesmo telhado triangular (frontão).
Deuses gregos e seus nomes romanos
Deus grego
Deus romano
Do que era deus(a)
Zeus
Júpiter
Deus criador, o principal
Ares
Marte
Guerra
Palas Atena
Minerva
Sabedoria
Hera
Juno
Céu; esposa de Júpiter
Hades
Plutão
Morte e submundo
Hermes
Mercúrio
Comércio
9Cultura e religião em Roma
Roma teve uma produção artística bem variada. Na literatura, o destaque é Virgílio, autor da Eneida, que conta a história de Eneias, o herói troiano que seria antepassado de Rômulo e Remo.
Na arquitetura, os romanos construíram teatros, arenas, palácios, templos e aquedutos (estruturas que levavam água para a cidade). Usavam muito as colunas, inspiradas nos gregos.
Os romanos também se destacaram na produção intelectual, principalmente em Política e Direito — o Direito romano ainda é estudado em universidades. Na filosofia, um grande nome foi Sêneca.
O entretenimento era muito importante. Os poderosos ofereciam espetáculos para agradar ao povo e ganhar popularidade. Essa tática ficou conhecida como política do pão e circo: dar comida e diversão aos pobres para que apoiassem o governo. A principal arena da república era o Circo Máximo, usado para corridas de bigas (carruagens puxadas por cavalos), desfiles e festivais.
Exemplos
Exemplo de pão e circo: um político que quer ser eleito paga uma grande luta de gladiadores. O povo se diverte de graça e, em troca, vota nele.
O Teatro Romano de Mérida, na Espanha, foi construído no fim do século I a.C. e hoje é patrimônio da humanidade pela UNESCO.
9.1Para ir além: os gladiadores
Os gladiadores eram homens que lutavam em arenas contra outros gladiadores e até contra animais ferozes, como leões e tigres. As lutas eram sangrentas e muitas vezes só acabavam com a morte de um deles.
A maioria era formada por condenados e prisioneiros de guerra escravizados. Mas havia também homens livres, lutadores profissionais que sonhavam com glória e dinheiro.
Esses combates surgiram no sul da Península Itálica e chegaram a Roma por volta do século III a.C. No começo eram uma oferenda religiosa, uma homenagem a alguém que tinha morrido.
Com o tempo viraram espetáculo público, patrocinado por nobres que queriam votos nas eleições. Em 105 a.C. o Senado oficializou as lutas e, no Império, o próprio Estado passou a organizá-las.
Exemplos
O Coliseu foi construído depois do fim da república, mas se tornou o palco mais famoso dos jogos públicos de Roma, incluindo os combates de gladiadores.
A mudança dos combates de gladiadores
Momento
Sentido da luta
Início (séc. III a.C.)
Oferenda religiosa em homenagem a um morto
Depois
Espetáculo público e laico, patrocinado por nobres em busca de votos
105 a.C.
Lutas oficializadas pelo Senado
Império
Organizadas pelo próprio Estado romano
10O início da expansão territorial
Durante a república, o exército virou um dos maiores símbolos da força de Roma. Fazer parte dele era motivo de orgulho e sinal de status.
Os soldados não recebiam salário: serviam de graça e compravam o próprio equipamento. Por isso, a camada social definia a função de cada um.
Quem era rico entrava na cavalaria, porque podia comprar cavalos e armaduras de primeira linha. Os demais formavam a infantaria (soldados que lutavam a pé), com armas melhores ou piores conforme o dinheiro que tinham.
Durante quase toda a república o exército esteve em guerra, se defendendo ou atacando. O resultado é que, no século III a.C., Roma já dominava toda a Península Itálica.
Exemplos
Exemplo: dois jovens se alistam. O filho de uma família rica compra cavalo e armadura e vai para a cavalaria. O filho de um pequeno agricultor compra apenas uma arma simples e vai para a infantaria.
Riqueza e função no exército romano
Camada social
Grupo no exército
Equipamento
Mais rica
Cavalaria
Cavalos, armaduras e armas de primeira linha
Menos rica
Infantaria (a pé)
Roupas e armas de qualidade variável, conforme as posses
10.1As Guerras Púnicas
Depois de dominar a Itália, Roma quis controlar o Mar Mediterrâneo e suas rotas comerciais. Só que essa região era dominada pelos cartagineses, da cidade de Cartago (no norte da África).
A rivalidade entre as duas potências levou às Guerras Púnicas, um conflito dividido em três guerras ao longo de cerca de cem anos.
No fim, Roma venceu, ficou com a hegemonia (domínio) do Mediterrâneo e conquistou muitos territórios. Assim, começou o processo de expansão que transformaria Roma em um império.
Exemplos
Resultado final: depois da Terceira Guerra Púnica, Cartago foi destruída e cerca de 50 mil sobreviventes foram levados escravizados para Roma.
As três Guerras Púnicas
Guerra
Período
Resultado
Primeira
264 a.C. – 241 a.C.
Roma conquistou a Ilha da Sicília, antes controlada por Cartago
Segunda
218 a.C. – 202 a.C.
Roma derrotou Cartago e dominou Península Ibérica, Ásia Menor e Grécia
Terceira
149 a.C. – 146 a.C.
Cartago foi arrasada; os sobreviventes foram escravizados
11A crise social durante a república
A expansão deixou Roma rica, populosa e cheia de mercadorias de várias regiões. Mas também trouxe grandes problemas sociais.
Os patrícios eram um grupo muito fechado e foram diminuindo. No século III a.C., já eram praticamente inexistentes.
No lugar deles surgiu a nobreza: plebeus que ficaram ricos com o comércio ou que se casaram com patrícios. Os nobres passaram a dominar o Senado e os cargos da Magistratura, usando o pão e circo para ganhar apoio popular.
Na base da sociedade, os pequenos proprietários rurais sofriam. Muitos foram para a guerra, não puderam cuidar das terras e se endividaram. Sem dinheiro, entregavam suas terras aos credores (pessoas a quem deviam).
Isso concentrou as terras nas mãos de poucos e forçou muita gente a migrar para as cidades. Só que nas cidades faltava moradia e emprego, porque a maior parte do trabalho era feita por escravizados.
Exemplos
Passo a passo do empobrecimento de um pequeno agricultor: 1) é convocado para a guerra; 2) a terra fica sem cuidado e a colheita se perde; 3) ele pega dinheiro emprestado; 4) não consegue pagar; 5) entrega a terra ao credor; 6) migra para a cidade e não encontra emprego.
Roma antes e depois da grande expansão
Aspecto
Antes
Depois
Grupo dominante
Patrícios
Nobreza (plebeus ricos e casados com patrícios)
Terra
Muitos pequenos proprietários
Concentração em grandes latifúndios
População do campo
Fixada no campo
Êxodo rural para as cidades
Trabalho
Camponeses livres
Grande uso de mão de obra escravizada
11.1A luta pela terra: os irmãos Graco
A desigualdade gerou muita revolta. Surgiram líderes políticos defendendo a reforma agrária, ou seja, uma nova divisão das terras para fixar as pessoas no campo.
Tibério Graco foi eleito tribuno da plebe em 133 a.C. Ele propôs limitar o tamanho das terras que uma pessoa poderia ter e distribuir terras públicas em pequenos lotes aos pobres.
Os senadores eram donos de grandes latifúndios e não gostaram nada disso. Eles tramaram o assassinato de Tibério e de seus seguidores, o que aconteceu em 132 a.C.
Dez anos depois, seu irmão Caio Graco também virou tribuno da plebe e continuou a luta. Em 121 a.C., ele e seus partidários foram cercados fora de Roma e, sem saída, Caio pediu a um escravizado que o matasse.
Exemplos
A proposta de Tibério em duas partes: 1) limite máximo de terra por pessoa; 2) distribuição das terras públicas em pequenos lotes para os pobres. Quem perderia com isso? Os senadores latifundiários — por isso reagiram com violência.
Os irmãos Graco
Irmão
Ano em que foi tribuno
Proposta
Fim
Tibério Graco
133 a.C.
Limitar o tamanho das terras e distribuir lotes aos pobres
Assassinado em 132 a.C.
Caio Graco
Cerca de 123 a.C.
Continuar a reforma agrária do irmão
Cercado em 121 a.C.; pediu a um escravizado que o matasse
12Os triunviratos e o fim da república
Enquanto os nobres tentavam manter seus privilégios, a plebe continuava lutando por melhores condições. Essas tensões viraram uma guerra civil que durou quase um século.
Os escravizados também se rebelaram. A maior revolta foi a Terceira Guerra Servil, entre 73 a.C. e 71 a.C., liderada pelo gladiador Espártaco, que comandou mais de 60 mil homens. Eles venceram várias batalhas, mas acabaram derrotados: cerca de 6 mil escravizados foram crucificados como punição.
Como o exército era chamado o tempo todo, os generais ganharam muito prestígio e foram eleitos para cargos importantes.
Em 60 a.C., o general Júlio César, líder dos plebeus, virou cônsul e formou com Crasso e Pompeu uma aliança chamada triunvirato (governo de três). Apoiados pelo exército, eles governaram sem depender do Senado.
Exemplos
A palavra triunvirato vem do latim e significa três homens. Foi um governo de três generais ao mesmo tempo.
Os dois triunviratos
Triunvirato
Ano
Quem participou
Como terminou
Primeiro
60 a.C.
Júlio César, Crasso e Pompeu
Crasso morre (53 a.C.); César vence Pompeu e vira ditador vitalício em 46 a.C.; é assassinado em 44 a.C.
Segundo
Após 44 a.C.
Marco Antônio, Caio Otávio e Lépido
Nova guerra civil; Otávio vence e, em 27 a.C., decreta o fim da república e se declara imperador
12.1De Júlio César a Otávio
Com a morte de Crasso em 53 a.C., César e Pompeu começaram a disputar o poder. Começou uma nova guerra: Pompeu fugiu para a Grécia e foi morto lá.
Com a vitória, Júlio César assumiu o poder em 46 a.C. com o título de ditador vitalício (para toda a vida). Tudo indicava que ele queria governar como imperador.
Por isso, em 44 a.C., César foi assassinado por um grupo de senadores durante uma sessão no Senado.
Depois disso formou-se o Segundo Triunvirato: Marco Antônio, Caio Otávio (filho adotivo de César) e Lépido. Eles brigaram entre si, houve outra guerra civil e Otávio venceu. Em 27 a.C., Otávio decretou o fim da república e se declarou imperador. Começava o Império Romano.
Exemplos
Linha do tempo rápida: 509 a.C. (fim da monarquia) → 264-146 a.C. (Guerras Púnicas) → 133 a.C. (Tibério Graco) → 73-71 a.C. (Espártaco) → 60 a.C. (1º Triunvirato) → 44 a.C. (morte de César) → 27 a.C. (início do Império).
Os três períodos da história de Roma vistos neste capítulo
Período
Quando
Quem governava
Monarquia
Séc. VII a.C. – 509 a.C.
Reis (sete, segundo a tradição), apoiados pelo Senado
República
509 a.C. – 27 a.C.
Magistratura, Senado e Assembleias
Império
A partir de 27 a.C.
Imperador (começa com Otávio)
13Enquanto isso... a expansão celta
Celta é o nome dado a um conjunto de povos que falavam línguas de uma mesma origem. Eles viviam em muitas tribos e, por volta do século VI a.C., ocupavam um grande território na Europa Central e Ocidental.
Entre os povos celtas estavam os gauleses, bretões, batavos e gálatas.
Uma das grandes marcas dos celtas era o domínio da metalurgia do ferro, metal quase desconhecido na Europa naquela época. Com ele faziam armas muito boas, o que ajudou na expansão.
No auge, por volta do século III a.C., os domínios celtas eram maiores que os de Roma. Mesmo assim, nunca formaram um império, porque não tinham um Estado centralizado: viviam em cidades-Estado independentes. No século I a.C., foram dominados pelos romanos.
Exemplos
Hoje, as terras que os celtas ocupavam corresponderiam a países como República Tcheca, Alemanha, França, Espanha e Irlanda.
Celtas x Romanos
Aspecto
Celtas
Romanos
Organização política
Tribos e cidades-Estado independentes
Estado centralizado (república e, depois, império)
Destaque técnico
Metalurgia do ferro
Engenharia, leis e exército organizado
Resultado final
Dominados por Roma no século I a.C.
Formaram um império
14Resumo final: o que você aprendeu
Este capítulo mostrou o caminho de Roma desde um pequeno povoado até a maior potência do Mediterrâneo.
Você viu duas origens (a lenda de Rômulo e Remo e a explicação histórica), a monarquia com seus sete reis, a criação da república em 509 a.C. e sua estrutura de poder.
Viu também a luta da plebe por direitos, a influência grega, a cultura e a religião romanas, a expansão pelas Guerras Púnicas e a crise social que levou ao fim da república em 27 a.C.
Guarde bem as datas-chave: 753 a.C. (fundação lendária), 509 a.C. (início da república), 451 a.C. (Lei das Doze Tábuas) e 27 a.C. (início do império).
Datas para memorizar
Data
Acontecimento
c. 1000 a.C.
Italiotas migram para a Península Itálica
753 a.C.
Fundação lendária de Roma por Rômulo
Séc. VII a.C.
Etruscos unificam as vilas latinas em Roma
509 a.C.
Expulsão de Tarquínio, o Soberbo, e início da república
493 a.C.
Plebeus saem de Roma e conquistam o tribuno da plebe
451 a.C.
Lei das Doze Tábuas
264-146 a.C.
Guerras Púnicas contra Cartago
133-121 a.C.
Luta dos irmãos Graco pela reforma agrária
73-71 a.C.
Revolta de Espártaco (Terceira Guerra Servil)
60 a.C.
Primeiro Triunvirato
44 a.C.
Assassinato de Júlio César
27 a.C.
Otávio acaba com a república e se torna imperador
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Exercícios
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As origens de Roma: a versão mítica e a versão histórica
1Múltipla escolha
Segundo a lenda (história contada de geração em geração, sem prova científica), quem fundou a cidade de Roma em 753 a.C.?
Resposta
Alternativa a) Os irmãos gêmeos Rômulo e Remo, que foram amamentados por uma loba.
Resolução passo a passo
A lenda é uma história passada de geração em geração, sem prova científica. A lenda de Roma conta que os gêmeos Rômulo e Remo foram jogados no Rio Tibre pelo tio Amúlio e salvos por uma loba, que os amamentou.
Depois de crescerem, os irmãos resolveram fundar uma cidade no lugar onde haviam sido salvos. Houve uma briga, Rômulo matou Remo e deu seu próprio nome à cidade: Roma, em 753 a.C.
As outras alternativas estão erradas porque Tarquínio, o Soberbo, foi o último rei (não o fundador); Júlio César viveu muito depois, no século I a.C.; e Eneias fugiu de Troia, não de Atenas, e é apontado como antepassado dos gêmeos, não como fundador da cidade.
2Dissertativo
Explique, com suas palavras, a diferença entre a versão mítica e a versão histórica sobre a origem de Roma. Diga em que cada uma delas se baseia.
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Resposta
A versão mítica é a lenda de Rômulo e Remo, baseada em histórias religiosas contadas de geração em geração. A versão histórica é a explicação dos estudiosos, baseada em documentos e em vestígios encontrados por arqueólogos.
Resolução passo a passo
Primeiro, pense na versão mítica. Ela é a história dos gêmeos Rômulo e Remo, salvos por uma loba e descendentes do herói troiano Eneias. Essa versão se baseia na tradição oral e nas crenças religiosas dos romanos, e não em provas.
Agora, a versão histórica. Ela é construída por historiadores e arqueólogos, que estudam ruínas, objetos, túmulos e textos antigos. Segundo essa versão, povos italiotas (como os latinos) chegaram à Península Itálica e formaram pequenas aldeias de pastores e agricultores nas colinas perto do Rio Tibre.
Com o tempo, essas aldeias foram se juntando e cresceram até virar a cidade de Roma. Ou seja: a lenda explica a origem com heróis e deuses; a história explica com pesquisa e vestígios do passado.
3Verdadeiro ou falso
Leia as frases e escreva V para verdadeiro e F para falso.
Na lenda, Amúlio mandou jogar os gêmeos no Rio Tibre porque temia perder o trono.
Pelos estudos históricos, os antepassados dos romanos eram agricultores e pastores chamados italiotas.
Os latinos se instalaram ao norte do Rio Tibre, em uma região chamada Toscana.
Rômulo e Remo teriam como antepassado o troiano Eneias.
Resposta
V – V – F – V
Resolução passo a passo
1ª frase: V. Na lenda, Amúlio tomou o trono do irmão Numitor. Como os gêmeos eram netos de Numitor, ele temia que eles crescessem e tomassem o poder de volta, por isso mandou jogá-los no Rio Tibre.
2ª frase: V. Os estudos históricos mostram que os antepassados dos romanos faziam parte dos povos italiotas, que viviam da agricultura e da criação de animais.
3ª frase: F. Os latinos se instalaram ao sul do Rio Tibre, na região chamada Lácio. Quem ficava ao norte, na região da Toscana, eram os etruscos.
4ª frase: V. Pela lenda, Rômulo e Remo descendiam de Eneias, herói que fugiu de Troia depois da guerra.
4Dissertativo
Por que, na sua opinião, os romanos gostavam de contar que sua cidade tinha sido fundada por netos de um rei e descendentes de um herói de Troia? O que essa história ajudava a mostrar sobre Roma?
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Resposta
Resposta pessoal. Espera-se que o aluno perceba que essa história dava prestígio e orgulho aos romanos: mostrava que Roma teria uma origem nobre e divina e que seu povo já nasceu destinado a ser forte e poderoso.
Resolução passo a passo
Passo 1: veja quem aparece na lenda. Rômulo e Remo eram netos de um rei, filhos do deus Marte e descendentes de Eneias, um herói famoso da cidade de Troia.
Passo 2: pense no efeito disso. Ter deuses, reis e heróis na origem fazia Roma parecer uma cidade escolhida pelos deuses, diferente das outras. Isso aumentava o orgulho dos romanos.
Passo 3: pense na política. Quando Roma começou a conquistar outros povos, essa história servia para justificar o domínio: "nascemos para mandar, os deuses quiseram assim".
Um exemplo de resposta: *"Eles contavam essa história para mostrar que Roma tinha uma origem nobre e divina. Assim, todos acreditavam que a cidade era forte, corajosa e feita para vencer"*.
5Múltipla escolha
Observe o mapa "Península Itálica – Ocupação (c. 1000 a.C.)", da página 21. Qual povo, segundo o mapa, ocupava a região ao norte do Rio Tibre?
Resposta
Alternativa b) Os etruscos.
Resolução passo a passo
Passo 1: localize o Rio Tibre no mapa. Ele corta a Península Itálica e serve como divisão entre duas regiões importantes.
Passo 2: olhe para cima (norte) do rio. Ali fica a Etrúria, região atual da Toscana, ocupada pelos etruscos.
Passo 3: olhe para baixo (sul) do rio. Ali fica o Lácio, terra dos latinos, antepassados dos romanos. Os samnitas e os oscos viviam em outras áreas, mais ao sul e no interior. Por isso a resposta certa é a letra b.
Os etruscos e a organização social de Roma
6Dissertativo
Cite três mudanças que os etruscos trouxeram para Roma quando dominaram a região do Lácio.
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Resposta
Os etruscos transformaram as aldeias em uma cidade organizada: drenaram (secaram) as áreas pantanosas e construíram uma rede de esgoto, ergueram muralhas, templos e ruas, trouxeram técnicas de construção como o arco, o alfabeto e práticas religiosas, além de organizarem o governo com reis.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre como era Roma antes. Eram pequenas aldeias de pastores e agricultores, espalhadas pelas colinas, com terreno pantanoso embaixo.
Passo 2: veja o que mudou com a chegada dos etruscos, que dominavam o Lácio. Eles eram ótimos construtores: secaram os pântanos, fizeram canais de esgoto, calçaram ruas e levantaram muralhas e templos. As aldeias viraram uma cidade.
Passo 3: pense na cultura e na política. Os etruscos trouxeram seu alfabeto (que, junto com o grego, deu origem ao alfabeto latino), rituais religiosos como a leitura das vísceras dos animais e o governo de um rei.
Para responder, basta citar três dessas mudanças, por exemplo: obras de saneamento e muralhas, o alfabeto e a monarquia.
7Múltipla escolha
Na sociedade romana antiga, quem eram os clientes?
Resposta
Alternativa c) Ex-escravizados e filhos de escravizados nascidos livres, que dependiam dos patrícios.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a palavra. Em Roma, cliente não era quem comprava numa loja. Era uma pessoa livre, mas pobre, que ficava sob a proteção de um patrício.
Passo 2: veja a troca. O patrício (chamado de patrono) dava ajuda, comida ou proteção; o cliente retribuía com serviços, trabalho e apoio político.
Passo 3: elimine as erradas. Comerciantes estrangeiros não eram clientes; prisioneiros de guerra viravam pessoas escravizadas; e os sacerdotes que liam vísceras eram os adivinhos. Logo, a resposta é a letra c.
8Dissertativo
Relacione cada grupo social à sua característica, escrevendo o número correto: (1) Patrícios (2) Plebeus (3) Pessoas escravizadas ( ) Artesãos, comerciantes e pequenos proprietários que serviam no exército, mas não podiam ocupar cargos públicos. ( ) Prisioneiros de guerra e pessoas que não pagaram suas dívidas; não tinham direitos. ( ) Grandes proprietários de terra que diziam ser descendentes de Rômulo.
1ª descrição: fala de artesãos, comerciantes e pequenos proprietários que lutavam no exército, mas não podiam ocupar cargos públicos. Esse é o grupo dos plebeus → número 2.
2ª descrição: fala de prisioneiros de guerra e de quem não pagou dívidas, sem nenhum direito. São as pessoas escravizadas → número 3.
3ª descrição: fala dos grandes donos de terra que se diziam descendentes de Rômulo. São os patrícios, o grupo mais rico e poderoso → número 1.
9Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Os etruscos formavam um grande império com um rei único e poderoso.
Os etruscos eram bons marinheiros e mercadores e negociavam com gregos, cartagineses e egípcios.
O alfabeto latino nasceu da adaptação dos alfabetos etrusco e grego.
Antes da chegada dos etruscos, Roma já era uma grande cidade fortificada.
Resposta
F – V – V – F
Resolução passo a passo
1ª frase: F. Os etruscos não formavam um império com um rei único. Eles viviam em cidades independentes, cada uma com seu próprio governo, unidas por cultura e religião.
2ª frase: V. Eles eram excelentes navegadores e comerciantes e negociavam com gregos, cartagineses e egípcios.
3ª frase: V. O alfabeto latino, que usamos até hoje, nasceu da mistura e adaptação dos alfabetos etrusco e grego.
4ª frase: F. Antes dos etruscos, Roma era um conjunto de aldeias simples. Foi com eles que a região ganhou muralhas, ruas e obras de saneamento.
10Dissertativo
Um estudante afirmou: "Na Roma antiga, um plebeu trabalhador podia virar patrício se ficasse rico". Essa afirmação está correta? Justifique sua resposta usando o que você aprendeu sobre os grupos sociais.
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Resposta
A afirmação está incorreta. Ser patrício dependia do nascimento, e não da riqueza: só era patrício quem nascia em uma família patrícia.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre como alguém virava patrício. Os patrícios diziam descender dos fundadores de Roma. O grupo era hereditário, ou seja, passava de pai para filho.
Passo 2: pense no plebeu rico. Um plebeu podia ganhar dinheiro com o comércio, mas continuava plebeu. No começo da república, ele nem podia ocupar cargos públicos nem se casar com patrícios.
Passo 3: mostre a exceção que veio depois. Com as lutas da plebe, surgiram leis como a Lei Canuleia, que permitiu casamentos entre plebeus e patrícios. Assim nasceu, com o tempo, um novo grupo, o dos nobres (plebeus ricos ou casados com patrícios). Mas isso não transformava o plebeu em patrício.
Conclusão: dinheiro não mudava o grupo de nascimento; por isso a frase do estudante está errada.
A monarquia romana
11Múltipla escolha
Durante a monarquia romana, quais eram as funções do rei? Marque a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) Ele administrava a cidade, comandava o exército, agia como juiz e conduzia cerimônias religiosas.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre que, na monarquia romana, o rei reunia vários poderes em uma pessoa só.
Passo 2: liste as funções. Ele cuidava da administração da cidade, era o chefe do exército, julgava as pessoas como juiz e comandava as cerimônias religiosas, como o sacerdote principal.
Passo 3: elimine as erradas. Os plebeus não faziam a justiça (letra a); o rei não cuidava só da religião (letra c); e governar por um ano em dupla era característica dos cônsules, já na república (letra d).
12Dissertativo
Descreva como funcionava a escolha de um novo rei em Roma. Em sua resposta, use as palavras Senado e Comitia Curiata.
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Resposta
Quando um rei morria, o Senado (conselho formado pelos chefes das famílias patrícias) escolhia e indicava o nome do novo rei. Depois, esse nome precisava ser aprovado pela Comitia Curiata, a assembleia das cúrias, formada apenas por patrícios.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda que o trono romano não era hereditário. O filho do rei não herdava automaticamente o poder.
Passo 2: primeira etapa da escolha. O Senado, formado pelos homens mais velhos e importantes das famílias patrícias, discutia e indicava um candidato.
Passo 3: segunda etapa. O nome ia para a Comitia Curiata, a assembleia em que votavam apenas os patrícios, divididos em grupos chamados cúrias. Se eles aprovassem, o candidato virava rei.
Conclusão: o poder ficava nas mãos dos patrícios do começo ao fim, porque só eles indicavam e votavam.
13Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
A monarquia romana era hereditária: o filho do rei sempre assumia o trono.
Só os patrícios votavam na Comitia Curiata.
Tarquínio, o Soberbo, foi o último rei de Roma e era de origem etrusca.
Os romanos expulsaram os etruscos em 509 a.C. e criaram a república.
Resposta
F – V – V – V
Resolução passo a passo
1ª frase: F. A monarquia romana não era hereditária. O rei era escolhido pelo Senado e aprovado pela Comitia Curiata.
2ª frase: V. Só os patrícios votavam nessa assembleia; plebeus ficavam de fora.
3ª frase: V. Tarquínio, o Soberbo foi o sétimo e último rei, de origem etrusca.
4ª frase: V. Em 509 a.C., os patrícios romanos expulsaram o rei etrusco e criaram a república.
14Calcule
Sabendo que a tradição aponta 753 a.C. como o ano da fundação de Roma e 509 a.C. como o fim da monarquia, calcule quantos anos durou o Período Monárquico. Depois, calcule a média de anos de governo de cada um dos sete reis.
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Resposta
O Período Monárquico durou 244 anos. A média por rei foi de aproximadamente 35 anos (244 ÷ 7 ≈ 34,9).
Resolução passo a passo
Passo 1: as duas datas são antes de Cristo. Nesse caso, os números vão diminuindo conforme o tempo passa: 753 a.C. é mais antigo que 509 a.C.
Passo 2: para achar a duração, subtraia o menor do maior: 753 − 509 = 244 anos.
Passo 3: agora divida esse total pelos sete reis: 244 ÷ 7 = 34,857...
Passo 4: arredonde. Cada rei governou, em média, cerca de 35 anos. É uma média bem alta, o que faz muitos historiadores desconfiarem da lista tradicional dos sete reis.
A república romana e sua estrutura político-administrativa
15Dissertativo
A palavra "república" vem do latim res publica. O que essa expressão significa e qual era a ideia principal desse sistema de governo?
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Resposta
Res publica significa "coisa pública". A ideia principal era que o governo não pertencia a uma pessoa só (como o rei), mas era assunto de todos os cidadãos, que escolhiam seus governantes por eleição e para mandatos com prazo.
Resolução passo a passo
Passo 1: traduza a expressão. Em latim, res quer dizer coisa e publica quer dizer do povo, pública. Juntando: coisa pública.
Passo 2: pense no que muda em relação à monarquia. Antes, o rei mandava sozinho e ficava no poder até morrer. Na república, os cargos passam a ser eleitos e temporários.
Passo 3: destaque a ideia central. Os assuntos da cidade são de interesse de todos os cidadãos, e não propriedade de uma família.
Observação importante: na prática, quem mais mandava eram os patrícios, porque tinham mais poder nas assembleias e no Senado.
16Múltipla escolha
Por que os romanos escolheram ter dois cônsules, eleitos para mandatos de apenas um ano?
Resposta
Alternativa b) Para que um vigiasse o outro, evitando que o poder ficasse nas mãos de uma só pessoa.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o medo dos romanos. Eles tinham acabado de expulsar o rei Tarquínio e não queriam outro governante todo-poderoso.
Passo 2: veja a solução criada. Eles elegeram dois cônsules, com o mesmo poder, por apenas um ano. Um podia barrar a decisão do outro.
Passo 3: conclua. Dividir o poder e limitar o tempo no cargo era uma forma de impedir a volta da monarquia. Por isso a resposta é a letra b.
17Dissertativo
Relacione cada magistrado à sua função: (1) Pretor (2) Censor (3) Edil (4) Questor ( ) Cuidava da segurança urbana, dos edifícios públicos e das festas e jogos. ( ) Era responsável pela arrecadação de impostos. ( ) Assumiu a administração da justiça a partir do século IV a.C. ( ) Cuidava dos bens do Estado e organizava o recenseamento da população.
1ª descrição: quem cuidava da segurança da cidade, dos prédios públicos, das festas e dos jogos era o edil → número 3.
2ª descrição: quem cuidava da arrecadação de impostos era o questor → número 4.
3ª descrição: quem assumiu a administração da justiça a partir do século IV a.C. era o pretor → número 1.
4ª descrição: quem cuidava dos bens do Estado e fazia o recenseamento (a contagem da população) era o censor → número 2. Uma dica: a palavra censo, que usamos hoje, vem daí.
18Múltipla escolha
Sobre o Senado na república romana, marque a alternativa INCORRETA.
Resposta
Alternativa d) "Desde o começo da república, plebeus e patrícios ocupavam o Senado em número igual" — essa é a INCORRETA.
Resolução passo a passo
Passo 1: leia o comando com atenção. A questão pede a alternativa errada.
Passo 2: confira as verdadeiras. O cargo de senador era vitalício (até a morte) – letra a, correta. No início da república havia trezentos senadores – letra b, correta. Eles decidiam sobre finanças, religião e política externa – letra c, correta.
Passo 3: analise a letra d. No começo, o Senado era formado só por patrícios. Os plebeus só conseguiram entrar depois de muitas lutas, e nunca em número igual desde o início. Por isso ela é a incorreta.
19Dissertativo
Explique a diferença entre a Assembleia Tribal e a Assembleia Centurial. Diga como os cidadãos eram agrupados em cada uma e o que cada uma decidia.
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Resposta
Na Assembleia Tribal, os cidadãos eram agrupados por tribos, segundo o lugar onde moravam; ela elegia magistrados menores (como edis e questores) e votava leis de interesse do povo. Na Assembleia Centurial, eles eram agrupados em centúrias, de acordo com a riqueza e a função no exército; ela elegia os cargos mais altos (cônsules, pretores, censores) e decidia sobre a guerra e a paz.
Resolução passo a passo
Passo 1: olhe o critério de agrupamento, que é a maior diferença. Na tribal, vale o lugar de moradia; na centurial, vale a riqueza e o equipamento militar que a pessoa podia comprar.
Passo 2: veja o que cada uma decidia. A tribal cuidava de leis e da eleição de magistrados de menor importância. A centurial escolhia os magistrados mais poderosos e decidia questões de guerra.
Passo 3: perceba quem levava vantagem. Como na Assembleia Centurial os mais ricos tinham mais centúrias, o voto deles pesava mais. Ou seja, os ricos controlavam as decisões mais importantes.
Resumo: tribal = onde você mora; centurial = quanto você tem.
20Múltipla escolha
Um cidadão romano queria se candidatar a um cargo da Magistratura. Quais condições ele precisava cumprir?
Resposta
Alternativa b) Ser pessoa livre, não ter sofrido condenação e ter servido no exército por pelo menos dez anos.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o que era a Magistratura: o conjunto dos cargos públicos da república (cônsul, pretor, edil, questor, censor).
Passo 2: recorde as exigências. O candidato precisava ser livre, ter ficha limpa (sem condenação) e ter cumprido cerca de dez anos de serviço militar.
Passo 3: elimine as erradas. Não era preciso ser patrício nem ter 50 anos (letra a); pessoa escravizada não podia se candidatar (letra c); e não era exigido ser filho de senador nem falar grego (letra d).
21Verdadeiro ou falso
Em situações de emergência, os cônsules podiam indicar um ditador. Escreva V para verdadeiro e F para falso.
O ditador governava por seis meses.
O ditador tinha poderes irrestritos, ou seja, sem limites.
O ditador era escolhido pelo povo em uma assembleia anual.
O cargo de ditador foi criado para substituir o Senado para sempre.
Resposta
V – V – F – F
Resolução passo a passo
1ª frase: V. O mandato do ditador durava no máximo seis meses, só até o perigo passar.
2ª frase: V. Durante esse tempo, ele tinha poderes irrestritos, isto é, sem limites, para resolver a emergência rapidamente.
3ª frase: F. Ele não era eleito pelo povo: era indicado pelos cônsules em momentos de crise, como uma guerra grave.
4ª frase: F. O cargo era temporário e não substituía o Senado, que continuava funcionando.
A força da plebe e as conquistas de direitos
22Dissertativo
Em 493 a.C., os plebeus abandonaram Roma e ameaçaram fundar outra cidade. Por que essa atitude assustou tanto os patrícios?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque os plebeus eram a maioria da população: eram eles que formavam o exército e faziam o trabalho de artesãos, comerciantes e agricultores. Sem eles, Roma ficaria sem defesa e sem produção. Por isso os patrícios cederam e aceitaram criar o cargo de tribuno da plebe.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a situação. Cansados das dívidas e da falta de direitos, os plebeus saíram de Roma em 493 a.C. e se reuniram no Monte Sagrado, ameaçando fundar outra cidade.
Passo 2: pense no que os patrícios perderiam. Eles eram poucos e ricos, mas não lutavam sozinhos nem produziam tudo. Sem os plebeus, não haveria soldados para defender a cidade nem trabalhadores para sustentá-la.
Passo 3: veja o resultado. Com medo, os patrícios negociaram e aceitaram a criação do tribuno da plebe, um representante que defendia os interesses dos plebeus.
Moral da história: a união dos plebeus virou uma arma política poderosa, mesmo sem violência.
23Múltipla escolha
Qual era o poder do tribuno da plebe?
Resposta
Alternativa b) Elaborar leis e rejeitar decisões de senadores e magistrados que prejudicassem a plebe.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre para que o cargo foi criado, em 493 a.C.: para proteger a plebe dos abusos dos patrícios.
Passo 2: recorde o principal poder do tribuno: o direito de vetar, ou seja, de barrar decisões e leis que prejudicassem os plebeus. Ele também podia propor leis.
Passo 3: elimine as outras. Comandar o exército era função dos cônsules; cobrar impostos, do questor; e escolher o rei já não existia mais, pois Roma era uma república.
24Dissertativo
Relacione cada conquista da plebe à sua descrição: (1) Lei Licínia (2) Lei Canuleia (3) Lei das Doze Tábuas ( ) Permitiu que plebeus se casassem com patrícios. ( ) Acabou com a escravidão por dívidas. ( ) Registrou as leis por escrito, em 451 a.C.
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Resposta
( 2 ) Lei Canuleia – ( 1 ) Lei Licínia – ( 3 ) Lei das Doze Tábuas
Resolução passo a passo
1ª descrição: permitir o casamento entre plebeus e patrícios foi conquista da Lei Canuleia → número 2.
2ª descrição: acabar com a escravidão por dívidas foi conquista da Lei Licínia → número 1. Antes dela, quem não pagava o que devia podia virar escravizado.
3ª descrição: registrar as leis por escrito, em 451 a.C., foi obra da Lei das Doze Tábuas → número 3.
25Dissertativo
Explique por que a Lei das Doze Tábuas foi tão importante para os plebeus. O que mudou na forma de entender as leis em Roma depois dela?
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Resposta
Porque antes dela as leis eram apenas costumes guardados na memória dos patrícios, que podiam interpretá-las como quisessem. Com as leis escritas em doze tábuas expostas em praça pública, todos passaram a conhecê-las, e a justiça ficou mais igual para plebeus e patrícios.
Resolução passo a passo
Passo 1: imagine Roma antes de 451 a.C. Ninguém tinha um livro de leis. Os juízes eram patrícios e decidiam com base na tradição que só eles conheciam.
Passo 2: veja o problema. Como os plebeus não sabiam quais eram as regras, era fácil enganá-los e julgá-los de forma injusta.
Passo 3: entenda a mudança. As Doze Tábuas foram escritas e colocadas no Fórum, à vista de todos. A lei virou algo público, e não segredo de um grupo.
Passo 4: perceba a consequência. A partir daí, a lei passou a valer igual para quem estivesse sendo julgado, e esse registro escrito se tornou a base do direito romano, que influencia leis até hoje.
26Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso sobre a cidadania em Roma.
Durante a monarquia, apenas os patrícios eram cidadãos.
Na república, os plebeus também conquistaram a cidadania.
Todos os povos dominados por Roma recebiam cidadania automaticamente.
Ser cidadão significava ter direitos garantidos por lei e poder participar da vida política.
Resposta
V – V – F – V
Resolução passo a passo
1ª frase: V. Durante a monarquia, só os patrícios eram considerados cidadãos, com direito de votar nas assembleias.
2ª frase: V. Com as lutas do período republicano, os plebeus conquistaram a cidadania e o direito de ocupar cargos.
3ª frase: F. A cidadania não era dada automaticamente aos povos conquistados. Ela era concedida aos poucos, como recompensa, e demorou séculos para se estender.
4ª frase: V. Ser cidadão significava ter direitos garantidos por lei e poder participar da vida política da cidade.
A posição da mulher na sociedade romana
27Dissertativo
O que significa dizer que a sociedade romana era patriarcal? Dê dois exemplos de desigualdade entre homens e mulheres naquela sociedade.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Patriarcal quer dizer que a autoridade ficava com o homem, o pai de família (pater familias), que mandava na casa, nos bens e nas pessoas. Exemplos de desigualdade: a mulher não tinha direitos políticos (não votava nem ocupava cargos) e vivia sob a autoridade do pai e, depois do casamento, do marido.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe a palavra. Patri vem de pater, que em latim quer dizer pai. Sociedade patriarcal é aquela em que o homem mais velho da família tem o poder.
Passo 2: pense na vida dentro de casa. O pater familias decidia sobre o casamento dos filhos, sobre o dinheiro e sobre os bens. A mulher passava da tutela do pai para a do marido.
Passo 3: pense na vida fora de casa. As mulheres não podiam votar, nem ser magistradas, nem participar das assembleias. O ideal era que ficassem no espaço doméstico.
Para responder, basta citar dois exemplos, como os dois acima.
28Múltipla escolha
Segundo o capítulo, qual era o comportamento considerado ideal para as mulheres romanas?
Resposta
Alternativa b) Permanecer no espaço doméstico e evitar circular pelos espaços públicos.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre que a sociedade romana era patriarcal. Por isso, o modelo de mulher "ideal" era o da esposa e mãe dedicada ao lar.
Passo 2: veja o que isso significava na prática: cuidar da casa, dos filhos e da tecelagem e aparecer pouco nas ruas, praças e assembleias.
Passo 3: elimine as erradas. Mulheres não votavam (letra a), não serviam no exército (letra c) e não comandavam jogos nem festas públicas (letra d).
29Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Ao se casar, a autoridade sobre a mulher passava do pai para o marido.
Durante a república, surgiram leis que permitiam às mulheres decidir sobre seus bens sem consultar o pai ou o marido.
As características patriarcais desapareceram completamente durante a república.
As mulheres romanas não tinham direitos políticos.
Resposta
V – V – F – V
Resolução passo a passo
1ª frase: V. Com o casamento, a autoridade sobre a mulher passava do pai para o marido.
2ª frase: V. Ao longo da república surgiram leis que deram às mulheres mais liberdade para administrar seus bens, sem precisar da permissão do pai ou do marido.
3ª frase: F. As marcas patriarcais não desapareceram: as mulheres continuaram sem direitos políticos e sob forte controle dos homens.
4ª frase: V. Elas não votavam nem podiam ocupar cargos públicos.
30Dissertativo
Em sua opinião, ainda existem desigualdades entre homens e mulheres na sociedade de hoje? Cite duas atitudes que as pessoas podem ter no dia a dia para promover o respeito e a igualdade.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Resposta pessoal. Espera-se que o aluno reconheça que ainda há desigualdades (como salários menores para mulheres no mesmo trabalho, menos mulheres em cargos de chefia e na política, e sobrecarga com tarefas de casa) e cite duas atitudes de respeito e igualdade no dia a dia.
Resolução passo a passo
Passo 1: observe o mundo à sua volta. Compare quantos homens e quantas mulheres ocupam cargos de liderança, aparecem na política ou no noticiário esportivo.
Passo 2: dê exemplos concretos de desigualdade, como mulheres recebendo salário menor pelo mesmo trabalho ou meninas sendo desencorajadas de jogar futebol ou estudar ciências.
Passo 3: pense em atitudes simples que qualquer pessoa pode ter. Dois exemplos: dividir as tarefas de casa entre todos, meninos e meninas; e não aceitar nem repetir piadas ou apelidos que humilhem as meninas.
Passo 4: monte a resposta unindo a opinião e os dois exemplos, explicando por que essas atitudes ajudam a construir a igualdade.
A influência grega, a cultura e a religião em Roma
31Múltipla escolha
Por que os romanos enviaram legisladores à Grécia antes de elaborar a Lei das Doze Tábuas?
Resposta
Alternativa b) Para conhecer as reformas feitas pelo legislador Sólon em Atenas.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o contexto. Antes de escrever a Lei das Doze Tábuas (451 a.C.), os romanos queriam se inspirar em leis já testadas.
Passo 2: pense em quem era referência. Em Atenas, o legislador Sólon tinha feito reformas famosas, como proibir a escravidão por dívidas e escrever leis para a cidade.
Passo 3: conclua. Os romanos enviaram legisladores à Grécia para estudar essas leis. Isso mostra a forte influência grega sobre a cultura romana. As outras alternativas não têm relação com o episódio.
32Dissertativo
Relacione cada deus romano ao deus grego correspondente: (1) Júpiter (2) Marte (3) Minerva (4) Mercúrio ( ) Hermes ( ) Zeus ( ) Palas Atena ( ) Ares
Passo 1: lembre que os romanos adotaram os deuses gregos, só trocando os nomes. As funções continuaram quase iguais.
Passo 2: faça as duplas. Hermes, o mensageiro dos deuses e protetor do comércio, virou Mercúrio → 4.
Passo 3: Zeus, o deus mais poderoso, senhor do raio, virou Júpiter → 1.
Passo 4: Palas Atena, deusa da sabedoria, virou Minerva → 3. E Ares, deus da guerra, virou Marte → 2 — o mesmo Marte que, na lenda, era pai de Rômulo e Remo.
33Dissertativo
Observe as fotos do Templo de Fortuna Virilis (romano, século II a.C.) e do Templo de Concórdia (grego, século V a.C.), na página 28. Escreva duas semelhanças entre eles e explique o que essas semelhanças mostram sobre a relação entre gregos e romanos.
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Resposta
Duas semelhanças: os dois templos são retangulares, feitos de pedra, e têm colunas sustentando o teto, além de um frontão triangular na frente e uma escadaria de acesso. Isso mostra que os romanos foram muito influenciados pela arquitetura e pela cultura grega.
Resolução passo a passo
Passo 1: compare as formas gerais. Os dois edifícios têm planta retangular, são construídos em pedra e ficam sobre uma base elevada, com degraus.
Passo 2: compare os detalhes. Nos dois aparecem colunas ao redor ou na frente e, no alto, um telhado com um triângulo chamado frontão.
Passo 3: observe as datas. O templo grego é do século V a.C. e o romano é do século II a.C., ou seja, foi construído depois.
Passo 4: conclua. Como os romanos construíram depois e copiaram o modelo, isso mostra que eles admiravam e imitavam a arte grega, adaptando-a ao seu próprio gosto.
34Dissertativo
O que foi a política do pão e circo? Explique por que os governantes e poderosos de Roma a utilizavam.
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Resposta
Pão e circo foi a prática de distribuir alimentos (pão, trigo) e oferecer espetáculos gratuitos (corridas de bigas, lutas de gladiadores) ao povo pobre. Os poderosos faziam isso para ganhar apoio político, conquistar votos e evitar revoltas.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda o problema de Roma. Muita gente pobre vivia na cidade sem emprego, porque grande parte do trabalho era feita por pessoas escravizadas. Uma multidão com fome pode se revoltar.
Passo 2: veja a solução dos governantes. Eles distribuíam comida e organizavam grandes espetáculos de graça, como as corridas no Circo Máximo.
Passo 3: descubra o interesse por trás. Com a barriga cheia e a atenção voltada para a diversão, o povo reclamava menos e apoiava quem oferecia essas coisas.
Conclusão: era uma forma de conseguir popularidade e manter o controle sobre a população, e não uma ação de generosidade.
35Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso sobre a cultura romana.
Virgílio escreveu a Eneida, que conta a história do herói troiano Eneias.
Os aquedutos eram estruturas usadas para canalizar água até a cidade.
O Circo Máximo era usado para corridas de bigas, desfiles militares e festivais religiosos.
Sêneca foi um general que venceu a Terceira Guerra Púnica.
Resposta
V – V – V – F
Resolução passo a passo
1ª frase: V. O poeta Virgílio escreveu a Eneida, poema sobre o herói troiano Eneias, apontado como antepassado dos romanos.
2ª frase: V. Os aquedutos eram grandes construções com canais e arcos que levavam água das montanhas até a cidade.
3ª frase: V. O Circo Máximo recebia corridas de bigas (carros puxados por cavalos), desfiles militares e festivais religiosos.
4ª frase: F. Sêneca foi um filósofo e escritor, não um general. Quem comandou os romanos na Terceira Guerra Púnica foi Cipião Emiliano.
36Múltipla escolha
Sobre os gladiadores, marque a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) Eram em grande parte condenados e prisioneiros de guerra escravizados, mas também havia homens livres em busca de glória e fortuna.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre quem lutava na arena. A maioria dos gladiadores era formada por pessoas escravizadas, prisioneiros de guerra e condenados pela justiça.
Passo 2: lembre a exceção. Alguns homens livres se tornavam gladiadores por vontade própria, sonhando com fama, prêmios e dinheiro.
Passo 3: elimine as erradas. Não eram nobres ricos (letra a); lutavam contra outros homens e também contra animais (letra c); e os combates não foram proibidos em 105 a.C. — ao contrário, nessa época se tornaram espetáculos públicos oficiais (letra d).
37Dissertativo
Os combates de gladiadores começaram como uma oferenda religiosa, em homenagem a alguém que havia morrido. Explique como esses combates mudaram ao longo do tempo e qual interesse político passaram a servir.
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Resposta
No começo, os combates eram uma oferenda religiosa realizada em funerais, para honrar os mortos. Com o tempo, viraram espetáculos públicos pagos por políticos e homens ricos, que assim conquistavam a simpatia e os votos do povo. Isso fazia parte da política do pão e circo.
Resolução passo a passo
Passo 1: comece pela origem. Famílias ricas organizavam lutas durante os funerais, acreditando que o sangue derramado honrava o espírito da pessoa morta.
Passo 2: acompanhe a mudança. As lutas atraíam multidões. Aos poucos, perderam o sentido religioso e viraram diversão para a cidade inteira, em arenas e anfiteatros.
Passo 3: encontre o interesse político. Quem pagava os jogos ficava famoso e querido. Candidatos a cargos públicos ofereciam espetáculos para ganhar popularidade e eleições.
Conclusão: o que era rito religioso virou ferramenta de propaganda política e de controle do povo.
A expansão territorial e as Guerras Púnicas
38Dissertativo
Durante a república, o serviço militar era gratuito e cada soldado comprava seu próprio equipamento. Explique como isso fazia com que ricos e pobres ocupassem funções diferentes no exército romano.
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Resposta
Como cada soldado comprava o próprio equipamento, os mais ricos podiam ter cavalo, armadura e boas armas e serviam na cavalaria ou como soldados bem armados; os mais pobres só conseguiam armas simples e ficavam na infantaria leve, nas funções mais perigosas e menos valorizadas.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a regra. O serviço militar era gratuito, ou seja, o soldado não recebia salário e ainda tinha de pagar pelo próprio equipamento.
Passo 2: pense em quem tinha dinheiro. Um cidadão rico comprava cavalo, capacete, escudo de metal e espada. Por isso ocupava a cavalaria e os postos de destaque.
Passo 3: pense em quem era pobre. Ele mal conseguia uma lança ou uma funda. Assim, lutava na frente, com pouca proteção, na infantaria leve.
Passo 4: veja a consequência social. Enquanto o pequeno agricultor passava anos na guerra, sua terra ficava abandonada, o que ajudou a empobrecer ainda mais a plebe. A desigualdade da sociedade aparecia também dentro do exército.
39Múltipla escolha
Por que Roma entrou em guerra contra Cartago?
Resposta
Alternativa b) Porque Roma desejava controlar o Mar Mediterrâneo e suas rotas comerciais, dominadas por Cartago.
Resolução passo a passo
Passo 1: localize Cartago. Era uma cidade poderosa no norte da África (atual Tunísia), fundada por fenícios. Por isso as guerras são chamadas de Púnicas (punici = fenícios, em latim).
Passo 2: veja o motivo do conflito. Cartago controlava o comércio marítimo do Mediterrâneo e ilhas estratégicas, como a Sicília. Roma, em expansão, queria esse domínio para si.
Passo 3: conclua. A disputa era econômica e territorial, e não religiosa nem por causa de gladiadores. Logo, a resposta é a letra b.
40Dissertativo
Complete a tabela das Guerras Púnicas com o que aconteceu em cada uma delas: 1ª Guerra Púnica (264 a.C.–241 a.C.) – ? 2ª Guerra Púnica (218 a.C.–202 a.C.) – ? 3ª Guerra Púnica (149 a.C.–146 a.C.) – ?
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Resposta
1ª Guerra Púnica (264–241 a.C.): disputa pelo controle da Sicília; Roma venceu, tomou a ilha (e depois a Córsega e a Sardenha) e Cartago teve de pagar uma grande indenização. 2ª Guerra Púnica (218–202 a.C.): o general cartaginês Aníbal atravessou os Alpes e invadiu a Itália, mas Roma venceu na batalha de Zama, com Cipião, e conquistou a Hispânia. 3ª Guerra Púnica (149–146 a.C.): Roma atacou e destruiu Cartago, escravizando os sobreviventes, e passou a dominar o Mediterrâneo.
Resolução passo a passo
Passo 1: organize por guerra. Cada uma teve um palco principal e um resultado diferente.
Passo 2: a primeira foi decidida no mar e na ilha da Sicília. Roma construiu uma frota naval e venceu, garantindo suas primeiras províncias fora da Itália.
Passo 3: a segunda foi a mais dramática. Aníbal cruzou os Alpes com soldados e elefantes e venceu várias batalhas na Itália, mas Roma contra-atacou a África e venceu em Zama (202 a.C.).
Passo 4: a terceira foi curta e cruel. Roma cercou e arrasou Cartago em 146 a.C. Depois disso, o Mediterrâneo virou praticamente um "lago romano".
41Calcule
Calcule quantos anos se passaram entre o início da Primeira Guerra Púnica (264 a.C.) e o fim da Terceira Guerra Púnica (146 a.C.). Depois, calcule quantos anos durou cada uma das três guerras separadamente.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Entre 264 a.C. e 146 a.C. passaram-se 118 anos. A 1ª Guerra durou 23 anos, a 2ª durou 16 anos e a 3ª durou 3 anos.
Resolução passo a passo
Passo 1: todas as datas são a.C., então basta subtrair o número menor do maior.
Passo 2: total do período: 264 − 146 = 118 anos.
Passo 3: primeira guerra: 264 − 241 = 23 anos.
Passo 4: segunda guerra: 218 − 202 = 16 anos.
Passo 5: terceira guerra: 149 − 146 = 3 anos.
Conferindo: 23 + 16 + 3 = 42 anos de combates, dentro de um período total de 118 anos. Ou seja, houve longos intervalos de paz entre as guerras.
42Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
No século III a.C., Roma já dominava toda a Península Itálica.
Na Segunda Guerra Púnica, Roma conquistou regiões da Península Ibérica, da Ásia Menor e da Grécia.
Na Terceira Guerra Púnica, Cartago foi arrasada e os sobreviventes foram escravizados.
Depois das Guerras Púnicas, Cartago passou a ser a maior potência do Mediterrâneo.
Resposta
V – V – V – F
Resolução passo a passo
1ª frase: V. No século III a.C., Roma já controlava toda a Península Itálica, depois de vencer etruscos, samnitas e cidades gregas do sul.
2ª frase: V. Com a Segunda Guerra Púnica e as guerras seguintes, Roma avançou sobre a Península Ibérica e depois sobre a Grécia e a Ásia Menor.
3ª frase: V. Em 146 a.C., Cartago foi arrasada e os sobreviventes foram escravizados.
4ª frase: F. Foi o contrário: Cartago acabou destruída e quem virou a maior potência do Mediterrâneo foi Roma.
A crise social da república e a luta pela terra
43Dissertativo
Explique por que muitos pequenos proprietários rurais ficaram endividados e perderam suas terras durante o período de expansão de Roma.
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Resposta
Porque as guerras eram longas: os pequenos proprietários passavam anos fora de casa como soldados e suas terras ficavam abandonadas. Ao voltar, encontravam plantações arruinadas, precisavam pedir dinheiro emprestado e ainda enfrentavam a concorrência dos grandes latifúndios, que produziam mais barato usando pessoas escravizadas. Endividados, acabavam vendendo as terras e indo para a cidade.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre quem era esse pequeno proprietário. Ele plantava em um pedaço pequeno de terra e também servia no exército, sem receber salário.
Passo 2: pense no tempo fora. Guerras como as Púnicas duraram anos. Sem alguém para cuidar da lavoura, a produção caía e a família passava dificuldade.
Passo 3: pense na concorrência. As conquistas trouxeram milhares de escravizados e grãos baratos das províncias. Os grandes proprietários, com mão de obra escravizada, vendiam mais barato.
Passo 4: junte tudo. Sem conseguir competir, o pequeno agricultor se endividava, vendia a terra para um rico e migrava para Roma, onde ia engrossar a massa de pobres sem emprego. Esse movimento é chamado de êxodo rural.
44Múltipla escolha
Quem eram os nobres que surgiram como novo grupo social em Roma?
Resposta
Alternativa b) Plebeus que enriqueceram, sobretudo com o comércio, ou que se casaram com patrícios.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre que, com a expansão, o comércio cresceu muito e alguns plebeus ficaram ricos.
Passo 2: some a isso a Lei Canuleia, que permitiu o casamento entre plebeus e patrícios. Assim, famílias plebeias ricas se uniram às famílias patrícias.
Passo 3: conclua. Desses dois caminhos nasceu um novo grupo poderoso, os nobres, que passaram a ocupar os cargos públicos mais importantes. Por isso a resposta é a letra b.
45Dissertativo
O que Tibério Graco propôs quando foi eleito tribuno da plebe em 133 a.C.? Por que os senadores não gostaram dessa proposta?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Tibério Graco propôs uma reforma agrária: limitar o tamanho das terras que uma pessoa podia ter e distribuir as terras públicas excedentes aos camponeses pobres. Os senadores não gostaram porque eles próprios eram os grandes proprietários e perderiam parte de suas terras e de seu poder.
Resolução passo a passo
Passo 1: veja o problema que ele queria resolver. Muitos camponeses tinham perdido suas terras e viviam na miséria em Roma, enquanto poucos ricos acumulavam enormes propriedades.
Passo 2: entenda a proposta. Eleito tribuno da plebe em 133 a.C., Tibério quis pôr um limite máximo de terra por proprietário e repartir o que sobrasse entre as famílias sem terra.
Passo 3: descubra por que houve reação. O Senado era formado justamente pelos donos dessas grandes propriedades. A reforma mexia no bolso e na influência deles.
Passo 4: veja o desfecho. Tibério foi assassinado numa trama organizada por senadores. Anos depois, seu irmão Caio Graco retomou a luta e também acabou morto, em 121 a.C.
46Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Tibério Graco foi assassinado em 132 a.C., em uma trama organizada por senadores.
Caio Graco desistiu da reforma agrária e virou senador.
Muitas pessoas migraram do campo para a cidade, mas encontraram dificuldade para conseguir emprego, pois grande parte do trabalho era feita por escravizados.
No século I a.C., Roma tinha cerca de 500 mil habitantes.
Resposta
V – F – V – F
Resolução passo a passo
1ª frase: V. Tibério Graco foi morto em 132 a.C., numa conspiração armada por senadores contrários à reforma agrária.
2ª frase: F. Caio Graco não desistiu: ele continuou a luta pela distribuição de terras e por medidas a favor dos pobres, e acabou morto em 121 a.C.
3ª frase: V. Com o êxodo rural, muita gente foi para a cidade, mas não encontrava emprego, porque grande parte dos trabalhos era feita por pessoas escravizadas.
4ª frase: F. No século I a.C., Roma era uma cidade enorme, com cerca de 1 milhão de habitantes, e não 500 mil.
47Calcule
Sabendo que Tibério Graco foi eleito tribuno da plebe em 133 a.C. e que seu irmão Caio foi morto em 121 a.C., calcule quantos anos se passaram entre esses dois fatos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Passaram-se 12 anos.
Resolução passo a passo
Passo 1: identifique as datas. Tibério foi eleito tribuno em 133 a.C. e Caio foi morto em 121 a.C.
Passo 2: lembre que, em datas antes de Cristo, o número maior é o mais antigo.
Passo 3: faça a subtração: 133 − 121 = 12 anos.
Passo 4: interprete o resultado. Em pouco mais de uma década, dois irmãos que defendiam a reforma agrária foram assassinados. Isso mostra como a disputa pela terra em Roma era violenta.
Os triunviratos e o fim da república
48Dissertativo
Explique o que foi a Terceira Guerra Servil, quem a liderou e por que os escravizados se rebelaram.
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Resposta
A Terceira Guerra Servil (73–71 a.C.) foi a maior revolta de pessoas escravizadas da história de Roma. Foi liderada pelo gladiador Espártaco, e os escravizados se rebelaram contra os maus-tratos, o trabalho forçado e a falta de liberdade. Eles venceram várias batalhas, mas foram derrotados pelo exército romano, comandado por Crasso, e milhares foram crucificados.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda o nome. Servil vem de servus, que em latim significa escravizado. Foi a terceira grande guerra desse tipo.
Passo 2: conheça o líder. Espártaco era um gladiador que fugiu de uma escola de gladiadores em Cápua junto com outros companheiros.
Passo 3: veja as causas. As pessoas escravizadas eram tratadas como objetos: trabalhavam até a exaustão, apanhavam e podiam morrer nas arenas. Elas queriam liberdade.
Passo 4: acompanhe o fim. O grupo cresceu e chegou a dezenas de milhares de pessoas, vencendo várias legiões. Em 71 a.C., foram derrotados. Como castigo e aviso, cerca de 6 mil rebeldes foram crucificados ao longo da estrada Ápia.
49Múltipla escolha
O que era um triunvirato?
Resposta
Alternativa b) Uma aliança de três líderes que passavam a governar Roma juntos, sem depender do Senado.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe a palavra. Tri = três; vir = homem. Triunvirato é o governo de três homens.
Passo 2: lembre o contexto. A república estava em crise, com disputas entre generais poderosos. Para não brigar entre si, eles se uniam e dividiam o poder e as províncias.
Passo 3: elimine as erradas. Não era assembleia de senadores (a), nem tribunal (c), nem imposto (d). A resposta é a letra b.
50Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
O Primeiro Triunvirato foi formado por Júlio César, Crasso e Pompeu.
Depois da morte de Crasso, Júlio César e Pompeu disputaram o poder entre si.
Júlio César assumiu o poder em 46 a.C. com o título de ditador vitalício.
Júlio César morreu de doença, cercado por seus amigos senadores.
Resposta
V – V – V – F
Resolução passo a passo
1ª frase: V. O Primeiro Triunvirato (60 a.C.) reuniu Júlio César, Crasso e Pompeu.
2ª frase: V. Com a morte de Crasso, o acordo se desfez e César e Pompeu entraram em guerra civil pelo poder.
3ª frase: V. Vitorioso, Júlio César assumiu o poder e tornou-se ditador, recebendo em seguida o título de ditador vitalício (para toda a vida).
4ª frase: F. César não morreu de doença: foi assassinado a punhaladas em 44 a.C., no Senado, por um grupo de senadores que temiam a volta da monarquia.
51Dissertativo
Quem formava o Segundo Triunvirato e como ele terminou? Explique o que aconteceu em 27 a.C.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O Segundo Triunvirato foi formado por Otávio, Marco Antônio e Lépido. A aliança terminou em conflito: Lépido foi afastado e Otávio derrotou Marco Antônio, aliado de Cleópatra, na batalha de Ácio (31 a.C.). Em 27 a.C., Otávio decretou o fim da república, recebeu o título de Augusto e tornou-se o primeiro imperador de Roma.
Resolução passo a passo
Passo 1: veja quem eram. Depois da morte de César, seu sobrinho-neto e herdeiro Otávio se uniu ao general Marco Antônio e a Lépido para governar Roma e caçar os assassinos de César.
Passo 2: acompanhe a briga. Os três dividiram o território, mas logo começaram a disputar o poder. Lépido foi deixado de lado, e Marco Antônio, que vivia no Egito com a rainha Cleópatra, virou inimigo de Otávio.
Passo 3: chegue ao desfecho militar. Em 31 a.C., na batalha naval de Ácio, Otávio venceu. Marco Antônio e Cleópatra se mataram e o Egito virou província romana.
Passo 4: entenda 27 a.C. Sem rivais, Otávio concentrou todos os poderes, encerrou a república e iniciou o Império Romano, sendo chamado de Augusto, que quer dizer "sagrado, digno de honra".
52Dissertativo
Coloque os fatos em ordem cronológica, do mais antigo ao mais recente, numerando de 1 a 5: ( ) Otávio decreta o fim da república e se declara imperador. ( ) Formação do Primeiro Triunvirato. ( ) Revolta liderada por Espártaco. ( ) Assassinato de Júlio César. ( ) Morte de Tibério Graco.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 5 ) Otávio decreta o fim da república – ( 3 ) Formação do Primeiro Triunvirato – ( 2 ) Revolta de Espártaco – ( 4 ) Assassinato de Júlio César – ( 1 ) Morte de Tibério Graco
Resolução passo a passo
Passo 1: anote as datas de cada fato. Morte de Tibério Graco: 132 a.C.; revolta de Espártaco: 73–71 a.C.; Primeiro Triunvirato: 60 a.C.; assassinato de César: 44 a.C.; fim da república com Otávio: 27 a.C.
Passo 2: lembre a regra das datas a.C.: quanto maior o número, mais antigo o fato. Então 132 a.C. vem antes de 73 a.C.
Passo 3: coloque em ordem do mais antigo para o mais recente: 132 → 71 → 60 → 44 → 27.
Passo 4: transfira a numeração para as linhas do exercício, na ordem em que elas aparecem: Otávio = 5; Primeiro Triunvirato = 3; Espártaco = 2; César = 4; Tibério Graco = 1.
53Múltipla escolha
Sobre a história dos celtas, apresentada na seção "Enquanto isso...", marque a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) Os celtas dominavam a metalurgia do ferro e viviam em tribos e cidades independentes; no século I a.C. foram dominados pelos romanos.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre onde viviam. Os celtas ocupavam grande parte da Europa, em regiões como a Gália (atual França) e as Ilhas Britânicas.
Passo 2: recorde sua organização. Eles não formavam um império unificado: viviam em tribos e cidades independentes, cada uma com seus chefes, e eram excelentes no trabalho com o ferro.
Passo 3: veja o desfecho. No século I a.C., Júlio César conquistou a Gália e os celtas foram dominados por Roma.
Passo 4: elimine as erradas. Não derrotaram Roma (a), não viviam só na Itália nem falavam latim (c) e chegaram a ocupar territórios bastante extensos (d).
Interpretação de textos, mapas e imagens
54Múltipla escolha
Leia o trecho: "Cidadão é o homem que pratica a religião da cidade. É o que honra os mesmos deuses da cidade. O estrangeiro, pelo contrário, é aquele a quem os deuses da cidade não protegem" (Fustel de Coulanges). De acordo com essa interpretação, o conceito de cidadania na Antiguidade era
Resposta
Alternativa b) ligado à prática religiosa de cada cidade, por isso negado aos estrangeiros.
Resolução passo a passo
Passo 1: leia o trecho com atenção. O autor diz que cidadão é quem pratica a religião da cidade e honra os mesmos deuses.
Passo 2: veja o contrário. O estrangeiro é justamente aquele que não é protegido pelos deuses da cidade, ou seja, está fora dessa comunidade religiosa.
Passo 3: conclua. Na Antiguidade, religião e cidadania andavam juntas, e por isso os estrangeiros ficavam de fora dos direitos.
Passo 4: elimine as outras. Não havia Constituição escrita para todos (a); a cidadania não era igual para todos, pois escravizados e estrangeiros não a tinham (c); e não era o rei que escolhia cidadão por cidadão (d).
55Múltipla escolha
A expansão romana pelo Mar Mediterrâneo gerou transformações políticas, econômicas e sociais. Entre elas, podemos citar
Resposta
Alternativa b) o aumento do número de escravizados, o crescimento do comércio e o êxodo rural, que empobreceu a plebe.
Resolução passo a passo
Passo 1: pense nas guerras de conquista. Cada vitória trazia prisioneiros, que eram escravizados. O número deles cresceu muito em Roma.
Passo 2: pense na economia. O domínio do Mediterrâneo ampliou o comércio e trouxe riquezas, impostos e produtos das províncias.
Passo 3: pense nos camponeses. Sem conseguir competir com os grandes latifúndios que usavam mão de obra escravizada, eles perderam as terras e migraram para a cidade: é o êxodo rural.
Passo 4: elimine as erradas. O trabalho escravo aumentou, e não acabou (a); os patrícios eram poucos, nunca o grupo mais numeroso (c); e a influência grega cresceu, junto com as festas públicas (d).
56Dissertativo
Observe o mapa "Roma – Extensão ao final da república" (página 40). Compare-o com um mapa atual e escreva a qual país corresponde hoje, principalmente, cada uma destas regiões: Gália, Hispânia e Bretanha.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Gália → corresponde hoje, principalmente, à França (e também à Bélgica e a partes da Suíça). Hispânia → corresponde hoje à Espanha e a Portugal. Bretanha → corresponde hoje à Grã-Bretanha, principalmente à Inglaterra e ao País de Gales, no Reino Unido.
Resolução passo a passo
Passo 1: localize cada região no mapa antigo. A Gália fica ao norte da Itália, entre os Alpes e o Oceano Atlântico. A Hispânia é a grande península a oeste. A Bretanha é a ilha ao norte, do outro lado do canal.
Passo 2: coloque o mapa atual ao lado e compare os contornos dos litorais e a posição dos rios e montanhas.
Passo 3: faça a correspondência. Gália = França; Hispânia = Espanha e Portugal; Bretanha = Reino Unido (Grã-Bretanha).
Passo 4: perceba as pistas que ficaram nos nomes. Palavras como hispânico e britânico vêm justamente desses nomes romanos.
57Dissertativo
Leia o trecho de Anne Bernet (página 40), que fala da madeira vinda da Grécia, do alcatrão da Sardenha e dos metais da Hispânia e da Gália. Com base nele, explique por que era importante para Roma dominar muitas províncias ao redor do Mediterrâneo.
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Resposta
Porque Roma não produzia tudo o que precisava. Cada província fornecia um tipo de recurso: madeira da Grécia, alcatrão da Sardenha, metais da Hispânia e da Gália. Dominar muitas províncias garantia matérias-primas, alimentos, impostos e mão de obra para construir navios, armas e cidades, além de manter o comércio funcionando.
Resolução passo a passo
Passo 1: observe a lista do texto. Ele cita produtos diferentes vindos de lugares diferentes: madeira, alcatrão e metais.
Passo 2: pense para que serviam. Madeira e alcatrão eram usados na construção de navios; os metais viravam armas, ferramentas e moedas.
Passo 3: relacione com o poder de Roma. Sem esses materiais, Roma não teria frota nem exército fortes, nem conseguiria alimentar sua enorme população.
Passo 4: conclua. Controlar as províncias ao redor do Mediterrâneo era uma questão de sobrevivência e poder: elas funcionavam como o grande "depósito" que abastecia a cidade.
58Dissertativo
No texto "Como ganhar uma eleição", Quintus Cícero aconselha o irmão a conseguir apoio de ex-magistrados e de tribunos do povo. Explique quem eram essas pessoas e por que o apoio delas era valioso em uma campanha para cônsul.
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Resposta
Os ex-magistrados eram homens que já tinham ocupado cargos públicos (cônsul, pretor, edil, questor, censor) e por isso tinham prestígio, experiência e muitos clientes que os seguiam. Os tribunos do povo (da plebe) eram os representantes eleitos pela plebe, com grande influência sobre a população mais numerosa. O apoio dessas pessoas valia muitos votos e dava credibilidade ao candidato.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda o contexto. Para virar cônsul, era preciso ser eleito pelos cidadãos nas assembleias. Portanto, o candidato precisava de votos.
Passo 2: identifique quem eram os ex-magistrados. Eram políticos veteranos, conhecidos e respeitados, com uma rede de amigos e clientes que costumavam votar conforme a indicação do patrono.
Passo 3: identifique os tribunos da plebe. Eram os defensores dos plebeus, ou seja, falavam em nome da maior parte da população e tinham poder de veto.
Passo 4: junte as pontas. Conseguir o apoio dos dois grupos significava ganhar, de uma vez só, o prestígio da elite e a simpatia do povo. Por isso Quintus aconselhava o irmão Cícero a buscar esses aliados.
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Roma nasceu na Península Itálica, por volta de 1000 a.C., e cresceu até virar a maior potência do Mediterrâneo.
A língua dos romanos era o latim. Com as conquistas, o latim se espalhou e, com o tempo, foi mudando em cada lugar. Assim nasceram as línguas latinas (ou românicas).
Exemplo
Línguas que vieram do latim: português, espanhol, italiano, francês e romeno.
2Uma cidade, duas origens
Existem duas explicações para o começo de Roma: uma mítica (uma lenda contada pelos próprios romanos) e outra histórica (baseada em pesquisas de arqueólogos e historiadores).
2.1A origem mítica: Rômulo e Remo
Os gêmeos Rômulo e Remo eram netos do rei Numitor. Jogados no Rio Tibre ainda bebês, foram salvos por uma loba, que os amamentou, e criados por pastores.
Já adultos, fundaram uma cidade no Monte Palatino em 753 a.C.. Os irmãos brigaram, Rômulo matou Remo e deu seu nome à cidade: Roma.
Essa lenda servia para mostrar que Roma já nascia grandiosa, pois os gêmeos seriam descendentes do herói troiano Eneias.
2.2A origem histórica
Povos vindos da Europa Central, chamados italiotas, migraram para a Península Itálica por volta de 1000 a.C. Entre eles estavam os latinos, que se instalaram na região do Lácio, ao sul do Rio Tibre.
Ao norte viviam os etruscos, bons marinheiros e comerciantes, organizados em cidades-Estado independentes. Para se defender dos ataques etruscos, os latinos criaram um acampamento militar às margens do Tibre — para muitos estudiosos, essa foi a origem de Roma.
No século VII a.C., os etruscos invadiram o Lácio e uniram todos os vilarejos em uma só cidade: Roma.
3A organização social de Roma
Os etruscos transformaram Roma numa cidade fortificada. Ensinaram a construir pontes, esgotos, a drenar pântanos e a pavimentar estradas. Do alfabeto etrusco e do grego surgiu o alfabeto latino, usado até hoje.
A sociedade se dividia em pessoas livres e pessoas escravizadas.
Entre os livres havia três grupos: os patrícios (donos de muitas terras, diziam ser descendentes de Rômulo e mandavam na política); os plebeus (artesãos, comerciantes e pequenos proprietários, que serviam no exército mas não podiam ocupar cargos públicos); e os clientes (ex-escravizados e seus filhos, que dependiam dos patrícios: recebiam terras e proteção em troca de respeito e apoio nas guerras).
Os escravizados eram prisioneiros de guerra ou pessoas que não pagavam suas dívidas. Não tinham nenhum direito.
4A monarquia romana (753 a.C. – 509 a.C.)
Roma virou uma cidade-Estado governada por um rei, sempre patrício. Ele administrava a cidade, chefiava o exército, julgava e comandava a religião.
O rei era auxiliado pelo Senado, um conselho só de anciãos patrícios, e pela Comitia Curiata, uma assembleia em que participavam as famílias livres, mas só os patrícios votavam.
O trono não era hereditário: quando o rei morria, o Senado indicava um nome e a Comitia Curiata aprovava.
Em 509 a.C., os romanos expulsaram os etruscos e destronaram o último rei, Tarquínio, o Soberbo, conhecido por ser violento. No lugar da monarquia, criaram a república.
5A república romana
A palavra vem do latim res publica, que significa "coisa pública". A ideia era evitar que o poder ficasse nas mãos de uma pessoa só.
A república durou quase cinco séculos. Nesse tempo, a plebe conquistou direitos e o exército levou Roma a dominar toda a Península Itálica.
A estrutura política tinha três partes: Magistratura, Senado e Assembleias.
5.1A Magistratura
Os magistrados cuidavam das funções executivas, judiciárias e administrativas. O cargo principal era o de cônsul, que substituiu o rei.
Eram dois cônsules, eleitos por um ano, para que um vigiasse o outro. Em emergências, podiam indicar um ditador, com poderes totais por seis meses.
Outros magistrados: o pretor (justiça), os censores (contas do Estado e recenseamento), os edis (segurança, obras e festas) e os questores (impostos).
Exemplo
No começo só patrícios eram cônsules; depois, um dos dois passou a ser escolhido entre os plebeus.
5.2O Senado
Era o conselho dos cidadãos mais experientes e das famílias mais poderosas. Concentrava a maior parte do poder: fazia as leis e decidia sobre dinheiro, religião e guerra.
O cargo de senador era vitalício (para a vida toda). Começou com 300 senadores e chegou a mil no século I a.C. A partir de 400 a.C., plebeus também entraram no Senado.
5.3As Assembleias
A Assembleia Tribal reunia os cidadãos por onde moravam e elegia magistrados como edis e questores.
A Assembleia Centurial dividia os cidadãos em cinco classes de acordo com a riqueza; elegia os cônsules e decidia sobre guerra e paz.
6A força da plebe
Ser cidadão era ter direitos garantidos por lei e participar da política. Na monarquia, só patrícios eram cidadãos; na república, os plebeus também conquistaram cidadania.
Em 493 a.C., os plebeus saíram de Roma e ameaçaram fundar outra cidade. Como eram a maior parte da mão de obra e do exército, os patrícios cederam.
Conquistas da plebe: a Lei Licínia (fim da escravidão por dívidas), o tribuno da plebe (magistrado só de plebeus, com poder de propor leis e barrar decisões contra a plebe) e a Lei Canuleia (permitia casamento com patrícios).
Em 451 a.C. surgiu a Lei das Doze Tábuas, o primeiro código de leis escritas. Antes, as leis não eram escritas e os patrícios as usavam como queriam. Com elas, a lei deixou de ser vista como vontade dos deuses e passou a ser obra dos homens.
7A posição da mulher na sociedade romana
A sociedade romana era patriarcal: os pais de família tinham grandes poderes.
Esperava-se que as mulheres ficassem em casa. Elas não tinham direitos políticos e não participavam das assembleias. Ao casar, a autoridade passava do pai para o marido.
Durante a república, surgiram leis que deram mais autonomia às mulheres, como poder decidir sobre seus bens sem consultar pai ou marido. Mesmo assim, o patriarcalismo nunca acabou por completo.
8A influência grega e a cultura romana
Para criar a Lei das Doze Tábuas, os romanos foram estudar as reformas do legislador grego Sólon. A influência grega apareceu também na religião, na arte, na filosofia, na literatura e na arquitetura.
Os romanos adotaram os deuses gregos, mas com novos nomes: Júpiter (Zeus), Marte (Ares), Minerva (Atena), Juno (Hera), Plutão (Hades) e Mercúrio (Hermes).
Na cultura, destacam-se Virgílio, autor da Eneida, o Direito romano (estudado até hoje) e o filósofo Sêneca. Na arquitetura, colunas, arenas, templos e aquedutos (canos que levavam água para a cidade).
Os governantes ofereciam comida e diversão ao povo para ganhar apoio: é a política do pão e circo. A principal arena da república era o Circo Máximo, usado em corridas de bigas.
Exemplo
Os gladiadores lutavam em arenas contra outros homens ou feras. Quase todos eram escravizados ou condenados, mas havia homens livres em busca de fama.
9O início da expansão territorial
Na república, o exército virou o símbolo da força de Roma. O serviço era gratuito e cada soldado comprava seu próprio equipamento: os ricos formavam a cavalaria; os demais, a infantaria.
No século III a.C., Roma já dominava toda a Península Itálica. Depois quis controlar o Mediterrâneo, que estava nas mãos de Cartago.
As Guerras Púnicas foram três conflitos contra Cartago ao longo de cem anos: a 1ª (264–241 a.C.) deu a Sicília a Roma; a 2ª (218–202 a.C.) ampliou os domínios até a Península Ibérica, Ásia Menor e Grécia; a 3ª (149–146 a.C.) destruiu Cartago e escravizou os sobreviventes.
Com essas vitórias, Roma se tornou a principal potência do Mediterrâneo.
10A crise social durante a república
A expansão deixou Roma rica, mas aumentou a desigualdade. Os patrícios, grupo fechado, quase desapareceram no século III a.C.
Surgiu a nobreza: plebeus que ficaram ricos com o comércio ou casaram com patrícios. Eles dominaram o Senado e usavam o pão e circo para ganhar apoio popular.
Os pequenos proprietários, que iam para as guerras, não conseguiam cuidar das terras, se endividavam e as perdiam. Muitos migraram para a cidade, onde faltava trabalho — quase tudo era feito por escravizados.
10.1A luta pela terra: os irmãos Graco
Tibério Graco, tribuno da plebe em 133 a.C., propôs uma reforma agrária: limitar o tamanho das terras de cada pessoa e distribuir terras públicas aos pobres.
Os senadores, donos de grandes latifúndios, mandaram matá-lo em 132 a.C. Seu irmão Caio Graco continuou a luta e também foi morto, em 121 a.C.
11Os triunviratos e o fim da república
As tensões viraram uma guerra civil que durou quase um século. Os escravizados também se revoltaram: a maior revolta foi a Terceira Guerra Servil (73–71 a.C.), liderada pelo gladiador Espártaco, com mais de 60 mil homens. Eles perderam e cerca de 6 mil foram crucificados.
Os generais ganharam prestígio. Em 60 a.C., Júlio César, Crasso e Pompeu formaram o Primeiro Triunvirato — governo de três pessoas apoiado pelo exército, sem depender do Senado.
Com a morte de Crasso, César venceu Pompeu e assumiu em 46 a.C. como ditador vitalício. Em 44 a.C. foi assassinado por senadores.
Formou-se o Segundo Triunvirato: Marco Antônio, Otávio e Lépido. Depois de nova guerra civil, Otávio venceu e, em 27 a.C., acabou com a república e se declarou imperador.
12Enquanto isso... a expansão celta
Os celtas eram vários povos que falavam línguas parecidas e viviam em tribos na Europa Central e Ocidental.
Dominavam a metalurgia do ferro, o que lhes deu armas fortes e permitiu grande expansão até o século III a.C.
Nunca formaram um império, pois não tinham um Estado centralizado. No século I a.C., foram dominados pelos romanos.
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Exercícios
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As origens de Roma: a versão mítica e a versão histórica
1Múltipla escolha
Segundo a lenda (história contada de geração em geração, sem prova científica), quem fundou a cidade de Roma em 753 a.C.?
Resposta
Alternativa a) Os irmãos gêmeos Rômulo e Remo, que foram amamentados por uma loba.
Resolução passo a passo
A lenda é uma história passada de geração em geração, sem prova científica. A lenda de Roma conta que os gêmeos Rômulo e Remo foram jogados no Rio Tibre pelo tio Amúlio e salvos por uma loba, que os amamentou.
Depois de crescerem, os irmãos resolveram fundar uma cidade no lugar onde haviam sido salvos. Houve uma briga, Rômulo matou Remo e deu seu próprio nome à cidade: Roma, em 753 a.C.
As outras alternativas estão erradas porque Tarquínio, o Soberbo, foi o último rei (não o fundador); Júlio César viveu muito depois, no século I a.C.; e Eneias fugiu de Troia, não de Atenas, e é apontado como antepassado dos gêmeos, não como fundador da cidade.
2Dissertativo
Explique, com suas palavras, a diferença entre a versão mítica e a versão histórica sobre a origem de Roma. Diga em que cada uma delas se baseia.
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Resposta
A versão mítica é a lenda de Rômulo e Remo, baseada em histórias religiosas contadas de geração em geração. A versão histórica é a explicação dos estudiosos, baseada em documentos e em vestígios encontrados por arqueólogos.
Resolução passo a passo
Primeiro, pense na versão mítica. Ela é a história dos gêmeos Rômulo e Remo, salvos por uma loba e descendentes do herói troiano Eneias. Essa versão se baseia na tradição oral e nas crenças religiosas dos romanos, e não em provas.
Agora, a versão histórica. Ela é construída por historiadores e arqueólogos, que estudam ruínas, objetos, túmulos e textos antigos. Segundo essa versão, povos italiotas (como os latinos) chegaram à Península Itálica e formaram pequenas aldeias de pastores e agricultores nas colinas perto do Rio Tibre.
Com o tempo, essas aldeias foram se juntando e cresceram até virar a cidade de Roma. Ou seja: a lenda explica a origem com heróis e deuses; a história explica com pesquisa e vestígios do passado.
3Múltipla escolha
Observe o mapa "Península Itálica – Ocupação (c. 1000 a.C.)", da página 21. Qual povo, segundo o mapa, ocupava a região ao norte do Rio Tibre?
Resposta
Alternativa b) Os etruscos.
Resolução passo a passo
Passo 1: localize o Rio Tibre no mapa. Ele corta a Península Itálica e serve como divisão entre duas regiões importantes.
Passo 2: olhe para cima (norte) do rio. Ali fica a Etrúria, região atual da Toscana, ocupada pelos etruscos.
Passo 3: olhe para baixo (sul) do rio. Ali fica o Lácio, terra dos latinos, antepassados dos romanos. Os samnitas e os oscos viviam em outras áreas, mais ao sul e no interior. Por isso a resposta certa é a letra b.
Os etruscos e a organização social de Roma
4Dissertativo
Cite três mudanças que os etruscos trouxeram para Roma quando dominaram a região do Lácio.
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Resposta
Os etruscos transformaram as aldeias em uma cidade organizada: drenaram (secaram) as áreas pantanosas e construíram uma rede de esgoto, ergueram muralhas, templos e ruas, trouxeram técnicas de construção como o arco, o alfabeto e práticas religiosas, além de organizarem o governo com reis.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre como era Roma antes. Eram pequenas aldeias de pastores e agricultores, espalhadas pelas colinas, com terreno pantanoso embaixo.
Passo 2: veja o que mudou com a chegada dos etruscos, que dominavam o Lácio. Eles eram ótimos construtores: secaram os pântanos, fizeram canais de esgoto, calçaram ruas e levantaram muralhas e templos. As aldeias viraram uma cidade.
Passo 3: pense na cultura e na política. Os etruscos trouxeram seu alfabeto (que, junto com o grego, deu origem ao alfabeto latino), rituais religiosos como a leitura das vísceras dos animais e o governo de um rei.
Para responder, basta citar três dessas mudanças, por exemplo: obras de saneamento e muralhas, o alfabeto e a monarquia.
5Dissertativo
Relacione cada grupo social à sua característica, escrevendo o número correto: (1) Patrícios (2) Plebeus (3) Pessoas escravizadas ( ) Artesãos, comerciantes e pequenos proprietários que serviam no exército, mas não podiam ocupar cargos públicos. ( ) Prisioneiros de guerra e pessoas que não pagaram suas dívidas; não tinham direitos. ( ) Grandes proprietários de terra que diziam ser descendentes de Rômulo.
1ª descrição: fala de artesãos, comerciantes e pequenos proprietários que lutavam no exército, mas não podiam ocupar cargos públicos. Esse é o grupo dos plebeus → número 2.
2ª descrição: fala de prisioneiros de guerra e de quem não pagou dívidas, sem nenhum direito. São as pessoas escravizadas → número 3.
3ª descrição: fala dos grandes donos de terra que se diziam descendentes de Rômulo. São os patrícios, o grupo mais rico e poderoso → número 1.
6Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Os etruscos formavam um grande império com um rei único e poderoso.
Os etruscos eram bons marinheiros e mercadores e negociavam com gregos, cartagineses e egípcios.
O alfabeto latino nasceu da adaptação dos alfabetos etrusco e grego.
Antes da chegada dos etruscos, Roma já era uma grande cidade fortificada.
Resposta
F – V – V – F
Resolução passo a passo
1ª frase: F. Os etruscos não formavam um império com um rei único. Eles viviam em cidades independentes, cada uma com seu próprio governo, unidas por cultura e religião.
2ª frase: V. Eles eram excelentes navegadores e comerciantes e negociavam com gregos, cartagineses e egípcios.
3ª frase: V. O alfabeto latino, que usamos até hoje, nasceu da mistura e adaptação dos alfabetos etrusco e grego.
4ª frase: F. Antes dos etruscos, Roma era um conjunto de aldeias simples. Foi com eles que a região ganhou muralhas, ruas e obras de saneamento.
A monarquia romana
7Múltipla escolha
Durante a monarquia romana, quais eram as funções do rei? Marque a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) Ele administrava a cidade, comandava o exército, agia como juiz e conduzia cerimônias religiosas.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre que, na monarquia romana, o rei reunia vários poderes em uma pessoa só.
Passo 2: liste as funções. Ele cuidava da administração da cidade, era o chefe do exército, julgava as pessoas como juiz e comandava as cerimônias religiosas, como o sacerdote principal.
Passo 3: elimine as erradas. Os plebeus não faziam a justiça (letra a); o rei não cuidava só da religião (letra c); e governar por um ano em dupla era característica dos cônsules, já na república (letra d).
8Dissertativo
Descreva como funcionava a escolha de um novo rei em Roma. Em sua resposta, use as palavras Senado e Comitia Curiata.
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Resposta
Quando um rei morria, o Senado (conselho formado pelos chefes das famílias patrícias) escolhia e indicava o nome do novo rei. Depois, esse nome precisava ser aprovado pela Comitia Curiata, a assembleia das cúrias, formada apenas por patrícios.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda que o trono romano não era hereditário. O filho do rei não herdava automaticamente o poder.
Passo 2: primeira etapa da escolha. O Senado, formado pelos homens mais velhos e importantes das famílias patrícias, discutia e indicava um candidato.
Passo 3: segunda etapa. O nome ia para a Comitia Curiata, a assembleia em que votavam apenas os patrícios, divididos em grupos chamados cúrias. Se eles aprovassem, o candidato virava rei.
Conclusão: o poder ficava nas mãos dos patrícios do começo ao fim, porque só eles indicavam e votavam.
9Calcule
Sabendo que a tradição aponta 753 a.C. como o ano da fundação de Roma e 509 a.C. como o fim da monarquia, calcule quantos anos durou o Período Monárquico. Depois, calcule a média de anos de governo de cada um dos sete reis.
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Resposta
O Período Monárquico durou 244 anos. A média por rei foi de aproximadamente 35 anos (244 ÷ 7 ≈ 34,9).
Resolução passo a passo
Passo 1: as duas datas são antes de Cristo. Nesse caso, os números vão diminuindo conforme o tempo passa: 753 a.C. é mais antigo que 509 a.C.
Passo 2: para achar a duração, subtraia o menor do maior: 753 − 509 = 244 anos.
Passo 3: agora divida esse total pelos sete reis: 244 ÷ 7 = 34,857...
Passo 4: arredonde. Cada rei governou, em média, cerca de 35 anos. É uma média bem alta, o que faz muitos historiadores desconfiarem da lista tradicional dos sete reis.
A república romana e sua estrutura político-administrativa
10Dissertativo
A palavra "república" vem do latim res publica. O que essa expressão significa e qual era a ideia principal desse sistema de governo?
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Resposta
Res publica significa "coisa pública". A ideia principal era que o governo não pertencia a uma pessoa só (como o rei), mas era assunto de todos os cidadãos, que escolhiam seus governantes por eleição e para mandatos com prazo.
Resolução passo a passo
Passo 1: traduza a expressão. Em latim, res quer dizer coisa e publica quer dizer do povo, pública. Juntando: coisa pública.
Passo 2: pense no que muda em relação à monarquia. Antes, o rei mandava sozinho e ficava no poder até morrer. Na república, os cargos passam a ser eleitos e temporários.
Passo 3: destaque a ideia central. Os assuntos da cidade são de interesse de todos os cidadãos, e não propriedade de uma família.
Observação importante: na prática, quem mais mandava eram os patrícios, porque tinham mais poder nas assembleias e no Senado.
11Múltipla escolha
Por que os romanos escolheram ter dois cônsules, eleitos para mandatos de apenas um ano?
Resposta
Alternativa b) Para que um vigiasse o outro, evitando que o poder ficasse nas mãos de uma só pessoa.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre o medo dos romanos. Eles tinham acabado de expulsar o rei Tarquínio e não queriam outro governante todo-poderoso.
Passo 2: veja a solução criada. Eles elegeram dois cônsules, com o mesmo poder, por apenas um ano. Um podia barrar a decisão do outro.
Passo 3: conclua. Dividir o poder e limitar o tempo no cargo era uma forma de impedir a volta da monarquia. Por isso a resposta é a letra b.
12Dissertativo
Relacione cada magistrado à sua função: (1) Pretor (2) Censor (3) Edil (4) Questor ( ) Cuidava da segurança urbana, dos edifícios públicos e das festas e jogos. ( ) Era responsável pela arrecadação de impostos. ( ) Assumiu a administração da justiça a partir do século IV a.C. ( ) Cuidava dos bens do Estado e organizava o recenseamento da população.
1ª descrição: quem cuidava da segurança da cidade, dos prédios públicos, das festas e dos jogos era o edil → número 3.
2ª descrição: quem cuidava da arrecadação de impostos era o questor → número 4.
3ª descrição: quem assumiu a administração da justiça a partir do século IV a.C. era o pretor → número 1.
4ª descrição: quem cuidava dos bens do Estado e fazia o recenseamento (a contagem da população) era o censor → número 2. Uma dica: a palavra censo, que usamos hoje, vem daí.
13Dissertativo
Explique a diferença entre a Assembleia Tribal e a Assembleia Centurial. Diga como os cidadãos eram agrupados em cada uma e o que cada uma decidia.
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Resposta
Na Assembleia Tribal, os cidadãos eram agrupados por tribos, segundo o lugar onde moravam; ela elegia magistrados menores (como edis e questores) e votava leis de interesse do povo. Na Assembleia Centurial, eles eram agrupados em centúrias, de acordo com a riqueza e a função no exército; ela elegia os cargos mais altos (cônsules, pretores, censores) e decidia sobre a guerra e a paz.
Resolução passo a passo
Passo 1: olhe o critério de agrupamento, que é a maior diferença. Na tribal, vale o lugar de moradia; na centurial, vale a riqueza e o equipamento militar que a pessoa podia comprar.
Passo 2: veja o que cada uma decidia. A tribal cuidava de leis e da eleição de magistrados de menor importância. A centurial escolhia os magistrados mais poderosos e decidia questões de guerra.
Passo 3: perceba quem levava vantagem. Como na Assembleia Centurial os mais ricos tinham mais centúrias, o voto deles pesava mais. Ou seja, os ricos controlavam as decisões mais importantes.
Resumo: tribal = onde você mora; centurial = quanto você tem.
A força da plebe e as conquistas de direitos
14Dissertativo
Em 493 a.C., os plebeus abandonaram Roma e ameaçaram fundar outra cidade. Por que essa atitude assustou tanto os patrícios?
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Resposta
Porque os plebeus eram a maioria da população: eram eles que formavam o exército e faziam o trabalho de artesãos, comerciantes e agricultores. Sem eles, Roma ficaria sem defesa e sem produção. Por isso os patrícios cederam e aceitaram criar o cargo de tribuno da plebe.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a situação. Cansados das dívidas e da falta de direitos, os plebeus saíram de Roma em 493 a.C. e se reuniram no Monte Sagrado, ameaçando fundar outra cidade.
Passo 2: pense no que os patrícios perderiam. Eles eram poucos e ricos, mas não lutavam sozinhos nem produziam tudo. Sem os plebeus, não haveria soldados para defender a cidade nem trabalhadores para sustentá-la.
Passo 3: veja o resultado. Com medo, os patrícios negociaram e aceitaram a criação do tribuno da plebe, um representante que defendia os interesses dos plebeus.
Moral da história: a união dos plebeus virou uma arma política poderosa, mesmo sem violência.
15Dissertativo
Relacione cada conquista da plebe à sua descrição: (1) Lei Licínia (2) Lei Canuleia (3) Lei das Doze Tábuas ( ) Permitiu que plebeus se casassem com patrícios. ( ) Acabou com a escravidão por dívidas. ( ) Registrou as leis por escrito, em 451 a.C.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 2 ) Lei Canuleia – ( 1 ) Lei Licínia – ( 3 ) Lei das Doze Tábuas
Resolução passo a passo
1ª descrição: permitir o casamento entre plebeus e patrícios foi conquista da Lei Canuleia → número 2.
2ª descrição: acabar com a escravidão por dívidas foi conquista da Lei Licínia → número 1. Antes dela, quem não pagava o que devia podia virar escravizado.
3ª descrição: registrar as leis por escrito, em 451 a.C., foi obra da Lei das Doze Tábuas → número 3.
16Dissertativo
Explique por que a Lei das Doze Tábuas foi tão importante para os plebeus. O que mudou na forma de entender as leis em Roma depois dela?
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Resposta
Porque antes dela as leis eram apenas costumes guardados na memória dos patrícios, que podiam interpretá-las como quisessem. Com as leis escritas em doze tábuas expostas em praça pública, todos passaram a conhecê-las, e a justiça ficou mais igual para plebeus e patrícios.
Resolução passo a passo
Passo 1: imagine Roma antes de 451 a.C. Ninguém tinha um livro de leis. Os juízes eram patrícios e decidiam com base na tradição que só eles conheciam.
Passo 2: veja o problema. Como os plebeus não sabiam quais eram as regras, era fácil enganá-los e julgá-los de forma injusta.
Passo 3: entenda a mudança. As Doze Tábuas foram escritas e colocadas no Fórum, à vista de todos. A lei virou algo público, e não segredo de um grupo.
Passo 4: perceba a consequência. A partir daí, a lei passou a valer igual para quem estivesse sendo julgado, e esse registro escrito se tornou a base do direito romano, que influencia leis até hoje.
A posição da mulher na sociedade romana
17Dissertativo
O que significa dizer que a sociedade romana era patriarcal? Dê dois exemplos de desigualdade entre homens e mulheres naquela sociedade.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Patriarcal quer dizer que a autoridade ficava com o homem, o pai de família (pater familias), que mandava na casa, nos bens e nas pessoas. Exemplos de desigualdade: a mulher não tinha direitos políticos (não votava nem ocupava cargos) e vivia sob a autoridade do pai e, depois do casamento, do marido.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe a palavra. Patri vem de pater, que em latim quer dizer pai. Sociedade patriarcal é aquela em que o homem mais velho da família tem o poder.
Passo 2: pense na vida dentro de casa. O pater familias decidia sobre o casamento dos filhos, sobre o dinheiro e sobre os bens. A mulher passava da tutela do pai para a do marido.
Passo 3: pense na vida fora de casa. As mulheres não podiam votar, nem ser magistradas, nem participar das assembleias. O ideal era que ficassem no espaço doméstico.
Para responder, basta citar dois exemplos, como os dois acima.
18Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Ao se casar, a autoridade sobre a mulher passava do pai para o marido.
Durante a república, surgiram leis que permitiam às mulheres decidir sobre seus bens sem consultar o pai ou o marido.
As características patriarcais desapareceram completamente durante a república.
As mulheres romanas não tinham direitos políticos.
Resposta
V – V – F – V
Resolução passo a passo
1ª frase: V. Com o casamento, a autoridade sobre a mulher passava do pai para o marido.
2ª frase: V. Ao longo da república surgiram leis que deram às mulheres mais liberdade para administrar seus bens, sem precisar da permissão do pai ou do marido.
3ª frase: F. As marcas patriarcais não desapareceram: as mulheres continuaram sem direitos políticos e sob forte controle dos homens.
4ª frase: V. Elas não votavam nem podiam ocupar cargos públicos.
A influência grega, a cultura e a religião em Roma
19Dissertativo
Relacione cada deus romano ao deus grego correspondente: (1) Júpiter (2) Marte (3) Minerva (4) Mercúrio ( ) Hermes ( ) Zeus ( ) Palas Atena ( ) Ares
Passo 1: lembre que os romanos adotaram os deuses gregos, só trocando os nomes. As funções continuaram quase iguais.
Passo 2: faça as duplas. Hermes, o mensageiro dos deuses e protetor do comércio, virou Mercúrio → 4.
Passo 3: Zeus, o deus mais poderoso, senhor do raio, virou Júpiter → 1.
Passo 4: Palas Atena, deusa da sabedoria, virou Minerva → 3. E Ares, deus da guerra, virou Marte → 2 — o mesmo Marte que, na lenda, era pai de Rômulo e Remo.
20Dissertativo
O que foi a política do pão e circo? Explique por que os governantes e poderosos de Roma a utilizavam.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Pão e circo foi a prática de distribuir alimentos (pão, trigo) e oferecer espetáculos gratuitos (corridas de bigas, lutas de gladiadores) ao povo pobre. Os poderosos faziam isso para ganhar apoio político, conquistar votos e evitar revoltas.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda o problema de Roma. Muita gente pobre vivia na cidade sem emprego, porque grande parte do trabalho era feita por pessoas escravizadas. Uma multidão com fome pode se revoltar.
Passo 2: veja a solução dos governantes. Eles distribuíam comida e organizavam grandes espetáculos de graça, como as corridas no Circo Máximo.
Passo 3: descubra o interesse por trás. Com a barriga cheia e a atenção voltada para a diversão, o povo reclamava menos e apoiava quem oferecia essas coisas.
Conclusão: era uma forma de conseguir popularidade e manter o controle sobre a população, e não uma ação de generosidade.
21Múltipla escolha
Sobre os gladiadores, marque a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) Eram em grande parte condenados e prisioneiros de guerra escravizados, mas também havia homens livres em busca de glória e fortuna.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre quem lutava na arena. A maioria dos gladiadores era formada por pessoas escravizadas, prisioneiros de guerra e condenados pela justiça.
Passo 2: lembre a exceção. Alguns homens livres se tornavam gladiadores por vontade própria, sonhando com fama, prêmios e dinheiro.
Passo 3: elimine as erradas. Não eram nobres ricos (letra a); lutavam contra outros homens e também contra animais (letra c); e os combates não foram proibidos em 105 a.C. — ao contrário, nessa época se tornaram espetáculos públicos oficiais (letra d).
A expansão territorial e as Guerras Púnicas
22Dissertativo
Durante a república, o serviço militar era gratuito e cada soldado comprava seu próprio equipamento. Explique como isso fazia com que ricos e pobres ocupassem funções diferentes no exército romano.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Como cada soldado comprava o próprio equipamento, os mais ricos podiam ter cavalo, armadura e boas armas e serviam na cavalaria ou como soldados bem armados; os mais pobres só conseguiam armas simples e ficavam na infantaria leve, nas funções mais perigosas e menos valorizadas.
Resolução passo a passo
Passo 1: entenda a regra. O serviço militar era gratuito, ou seja, o soldado não recebia salário e ainda tinha de pagar pelo próprio equipamento.
Passo 2: pense em quem tinha dinheiro. Um cidadão rico comprava cavalo, capacete, escudo de metal e espada. Por isso ocupava a cavalaria e os postos de destaque.
Passo 3: pense em quem era pobre. Ele mal conseguia uma lança ou uma funda. Assim, lutava na frente, com pouca proteção, na infantaria leve.
Passo 4: veja a consequência social. Enquanto o pequeno agricultor passava anos na guerra, sua terra ficava abandonada, o que ajudou a empobrecer ainda mais a plebe. A desigualdade da sociedade aparecia também dentro do exército.
23Dissertativo
Complete a tabela das Guerras Púnicas com o que aconteceu em cada uma delas: 1ª Guerra Púnica (264 a.C.–241 a.C.) – ? 2ª Guerra Púnica (218 a.C.–202 a.C.) – ? 3ª Guerra Púnica (149 a.C.–146 a.C.) – ?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
1ª Guerra Púnica (264–241 a.C.): disputa pelo controle da Sicília; Roma venceu, tomou a ilha (e depois a Córsega e a Sardenha) e Cartago teve de pagar uma grande indenização. 2ª Guerra Púnica (218–202 a.C.): o general cartaginês Aníbal atravessou os Alpes e invadiu a Itália, mas Roma venceu na batalha de Zama, com Cipião, e conquistou a Hispânia. 3ª Guerra Púnica (149–146 a.C.): Roma atacou e destruiu Cartago, escravizando os sobreviventes, e passou a dominar o Mediterrâneo.
Resolução passo a passo
Passo 1: organize por guerra. Cada uma teve um palco principal e um resultado diferente.
Passo 2: a primeira foi decidida no mar e na ilha da Sicília. Roma construiu uma frota naval e venceu, garantindo suas primeiras províncias fora da Itália.
Passo 3: a segunda foi a mais dramática. Aníbal cruzou os Alpes com soldados e elefantes e venceu várias batalhas na Itália, mas Roma contra-atacou a África e venceu em Zama (202 a.C.).
Passo 4: a terceira foi curta e cruel. Roma cercou e arrasou Cartago em 146 a.C. Depois disso, o Mediterrâneo virou praticamente um "lago romano".
24Calcule
Calcule quantos anos se passaram entre o início da Primeira Guerra Púnica (264 a.C.) e o fim da Terceira Guerra Púnica (146 a.C.). Depois, calcule quantos anos durou cada uma das três guerras separadamente.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Entre 264 a.C. e 146 a.C. passaram-se 118 anos. A 1ª Guerra durou 23 anos, a 2ª durou 16 anos e a 3ª durou 3 anos.
Resolução passo a passo
Passo 1: todas as datas são a.C., então basta subtrair o número menor do maior.
Passo 2: total do período: 264 − 146 = 118 anos.
Passo 3: primeira guerra: 264 − 241 = 23 anos.
Passo 4: segunda guerra: 218 − 202 = 16 anos.
Passo 5: terceira guerra: 149 − 146 = 3 anos.
Conferindo: 23 + 16 + 3 = 42 anos de combates, dentro de um período total de 118 anos. Ou seja, houve longos intervalos de paz entre as guerras.
A crise social da república e a luta pela terra
25Dissertativo
Explique por que muitos pequenos proprietários rurais ficaram endividados e perderam suas terras durante o período de expansão de Roma.
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Resposta
Porque as guerras eram longas: os pequenos proprietários passavam anos fora de casa como soldados e suas terras ficavam abandonadas. Ao voltar, encontravam plantações arruinadas, precisavam pedir dinheiro emprestado e ainda enfrentavam a concorrência dos grandes latifúndios, que produziam mais barato usando pessoas escravizadas. Endividados, acabavam vendendo as terras e indo para a cidade.
Resolução passo a passo
Passo 1: lembre quem era esse pequeno proprietário. Ele plantava em um pedaço pequeno de terra e também servia no exército, sem receber salário.
Passo 2: pense no tempo fora. Guerras como as Púnicas duraram anos. Sem alguém para cuidar da lavoura, a produção caía e a família passava dificuldade.
Passo 3: pense na concorrência. As conquistas trouxeram milhares de escravizados e grãos baratos das províncias. Os grandes proprietários, com mão de obra escravizada, vendiam mais barato.
Passo 4: junte tudo. Sem conseguir competir, o pequeno agricultor se endividava, vendia a terra para um rico e migrava para Roma, onde ia engrossar a massa de pobres sem emprego. Esse movimento é chamado de êxodo rural.
26Dissertativo
O que Tibério Graco propôs quando foi eleito tribuno da plebe em 133 a.C.? Por que os senadores não gostaram dessa proposta?
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Resposta
Tibério Graco propôs uma reforma agrária: limitar o tamanho das terras que uma pessoa podia ter e distribuir as terras públicas excedentes aos camponeses pobres. Os senadores não gostaram porque eles próprios eram os grandes proprietários e perderiam parte de suas terras e de seu poder.
Resolução passo a passo
Passo 1: veja o problema que ele queria resolver. Muitos camponeses tinham perdido suas terras e viviam na miséria em Roma, enquanto poucos ricos acumulavam enormes propriedades.
Passo 2: entenda a proposta. Eleito tribuno da plebe em 133 a.C., Tibério quis pôr um limite máximo de terra por proprietário e repartir o que sobrasse entre as famílias sem terra.
Passo 3: descubra por que houve reação. O Senado era formado justamente pelos donos dessas grandes propriedades. A reforma mexia no bolso e na influência deles.
Passo 4: veja o desfecho. Tibério foi assassinado numa trama organizada por senadores. Anos depois, seu irmão Caio Graco retomou a luta e também acabou morto, em 121 a.C.
Os triunviratos e o fim da república
27Múltipla escolha
O que era um triunvirato?
Resposta
Alternativa b) Uma aliança de três líderes que passavam a governar Roma juntos, sem depender do Senado.
Resolução passo a passo
Passo 1: separe a palavra. Tri = três; vir = homem. Triunvirato é o governo de três homens.
Passo 2: lembre o contexto. A república estava em crise, com disputas entre generais poderosos. Para não brigar entre si, eles se uniam e dividiam o poder e as províncias.
Passo 3: elimine as erradas. Não era assembleia de senadores (a), nem tribunal (c), nem imposto (d). A resposta é a letra b.
28Dissertativo
Quem formava o Segundo Triunvirato e como ele terminou? Explique o que aconteceu em 27 a.C.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O Segundo Triunvirato foi formado por Otávio, Marco Antônio e Lépido. A aliança terminou em conflito: Lépido foi afastado e Otávio derrotou Marco Antônio, aliado de Cleópatra, na batalha de Ácio (31 a.C.). Em 27 a.C., Otávio decretou o fim da república, recebeu o título de Augusto e tornou-se o primeiro imperador de Roma.
Resolução passo a passo
Passo 1: veja quem eram. Depois da morte de César, seu sobrinho-neto e herdeiro Otávio se uniu ao general Marco Antônio e a Lépido para governar Roma e caçar os assassinos de César.
Passo 2: acompanhe a briga. Os três dividiram o território, mas logo começaram a disputar o poder. Lépido foi deixado de lado, e Marco Antônio, que vivia no Egito com a rainha Cleópatra, virou inimigo de Otávio.
Passo 3: chegue ao desfecho militar. Em 31 a.C., na batalha naval de Ácio, Otávio venceu. Marco Antônio e Cleópatra se mataram e o Egito virou província romana.
Passo 4: entenda 27 a.C. Sem rivais, Otávio concentrou todos os poderes, encerrou a república e iniciou o Império Romano, sendo chamado de Augusto, que quer dizer "sagrado, digno de honra".
Interpretação de textos, mapas e imagens
29Múltipla escolha
A expansão romana pelo Mar Mediterrâneo gerou transformações políticas, econômicas e sociais. Entre elas, podemos citar
Resposta
Alternativa b) o aumento do número de escravizados, o crescimento do comércio e o êxodo rural, que empobreceu a plebe.
Resolução passo a passo
Passo 1: pense nas guerras de conquista. Cada vitória trazia prisioneiros, que eram escravizados. O número deles cresceu muito em Roma.
Passo 2: pense na economia. O domínio do Mediterrâneo ampliou o comércio e trouxe riquezas, impostos e produtos das províncias.
Passo 3: pense nos camponeses. Sem conseguir competir com os grandes latifúndios que usavam mão de obra escravizada, eles perderam as terras e migraram para a cidade: é o êxodo rural.
Passo 4: elimine as erradas. O trabalho escravo aumentou, e não acabou (a); os patrícios eram poucos, nunca o grupo mais numeroso (c); e a influência grega cresceu, junto com as festas públicas (d).
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