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Capítulo 13 – Império Romano e ascensão do cristianismo

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Capítulo 13 – Império Romano e ascensão do cristianismo

Resumo completo

Capítulo 13 – Império Romano e ascensão do cristianismo

Resumo completo

1Introdução: Roma e o nascimento do cristianismo

O cristianismo é hoje a religião com mais seguidores no mundo: mais de 2 bilhões de pessoas, quase um terço da população mundial.

Essa religião nasceu na Palestina, há cerca de 2 mil anos, numa época em que a região era controlada pelo Império Romano. De lá, ela se espalhou pela Europa.

Os primeiros a aceitar a nova fé foram principalmente os escravizados e as pessoas mais pobres que viviam nas terras de Roma.

Durante uns três séculos, os cristãos foram perseguidos pelas autoridades romanas. Depois disso, o cristianismo acabou virando a religião oficial do império.

Exemplos

  • Hoje o Vaticano, sede da Igreja Católica, fica dentro da cidade de Roma. Isso mostra como a história de Roma e a do cristianismo estão ligadas até os dias atuais.

2Todo poder ao imperador

Na república romana, os políticos tinham muito medo de que o poder ficasse nas mãos de uma só pessoa, como acontecia antes com o rei. Por isso criaram três órgãos: Magistraturas, Assembleias e Senado, cada um com tarefas próprias.

Mas em 27 a.C., quando Otávio assumiu o governo, começaram reformas que transformaram a república em um império. O poder, que era dividido, voltou a ficar concentrado em uma pessoa só.

Otávio manteve as antigas instituições, só que elas foram perdendo força. O cargo de cônsul virou apenas um título de honra; as Assembleias ficaram sem poder de eleger; e o Senado, antes o centro do poder, virou um simples conselho da cidade de Roma no século III.

Os historiadores costumam dividir o tempo do Império Romano em dois grandes períodos: Alto Império e Baixo Império.

Exemplos

  • Exemplo de perda de força: antes, ser cônsul era o cargo mais alto da república; no império, virou só um título bonito, sem poder de verdade.

Os dois períodos do Império Romano

PeríodoQuando ocorreuCaracterística principal
Alto ImpérioFinal do século I a.C. ao século III d.C.Período de esplendor: muitas conquistas; no início do século II o império chega à sua maior extensão
Baixo ImpérioSéculo III d.C. ao século V d.C.Fase de crises que levam à desintegração do império

República x Império

AspectoRepúblicaImpério
PoderDividido (descentralizado)Concentrado no imperador
SenadoCentro do poderReduzido a conselho municipal (séc. III)
CônsulCargo mais altoApenas título de honra
AssembleiasElegiam magistradosFicaram sem poder eleitoral

2.1Mas, afinal, o que é um império?

Império é o nome dado a uma civilização que conquistou um grande território e colocou povos diferentes sob o comando de um único governante. O mais importante é que o imperador manda em todas as terras conquistadas.

A palavra vem do latim imperium. No tempo dos reis, imperium era o poder do rei de exigir obediência do povo. Na república, passou a significar o poder dos magistrados sobre os moradores das terras de Roma.

Tudo mudou com Caio Otávio. Em 23 a.C. ele deu a si mesmo os poderes proconsulares (imperium proconsulare), ou seja, declarou-se a autoridade máxima de todo o território romano.

Desde então, imperium passou a significar o poder de governar e comandar toda a população e todas as terras conquistadas por Roma.

Exemplos

  • Passo a passo da mudança da palavra imperium: 1) Monarquia → poder do rei sobre o povo. 2) República → poder dos magistrados sobre os habitantes. 3) Império → poder do imperador sobre todos os povos e territórios conquistados.

O significado de *imperium* em cada período

PeríodoSignificado de *imperium*
MonarquiaPoder do rei para exigir obediência do povo
RepúblicaPoder dos magistrados sobre os habitantes das terras de Roma
ImpérioPoder do imperador de governar toda a população e todos os territórios conquistados

3Alto Império: a Pax Romana

O Alto Império começou com Caio Otávio, que assumiu o governo aos 36 anos. Ele recebeu o título de Augusto, que quer dizer majestoso, respeitável, extraordinário. Também era chamado de Filho do Divino, ou seja, seu poder foi ligado aos deuses.

Seu governo durou quase quarenta anos e ele fez muitas reformas: tirou do cargo senadores acusados de corrupção, perdoou dívidas dos camponeses, criou um tribunal de pequenas causas para a Justiça ser mais rápida e distribuiu comida e dinheiro ao povo nas crises.

Augusto também dividiu o território em províncias, entregues a homens de confiança: os procônsules e os propretores. Com isso, diminuiu muito as revoltas.

Ele usava a diplomacia (conversa e acordos) com os povos vizinhos para evitar guerras desnecessárias, mas mantinha um grande exército nas fronteiras. A poderosa Legião Romana, maior divisão do exército, continuou conquistando terras até o império chegar à sua maior extensão, no início do século II.

Começou assim uma era de paz e prosperidade chamada Pax Romana (Paz Romana), que durou até o ano 180.

Exemplos

  • Exemplo de diplomacia: em 53 a.C., o general Crasso invadiu o Império Parta sem autorização do Senado e sofreu uma enorme derrota — muitos romanos viraram prisioneiros, Crasso morreu e os partas tomaram os estandartes romanos.
  • Décadas depois, Augusto quis esses prisioneiros e estandartes de volta. Em vez de guerra, usou a diplomacia e conseguiu o que queria. Para comemorar, os romanos fizeram a estátua Augusto de Prima Porta, hoje no Museu do Vaticano.

Reformas de Augusto

ÁreaMedida tomada
PolíticaDestituiu senadores acusados de corrupção
EconomiaPerdoou dívidas dos camponeses com o governo
JustiçaCriou tribunal de pequenas causas (mais agilidade)
SocialDistribuiu alimentos e dinheiro ao povo nas crises
AdministraçãoDividiu o território em províncias, com procônsules e propretores
Relações externasUsou a diplomacia, mas manteve grande exército nas fronteiras

3.1ZOOM: a estátua Augusto de Prima Porta

É uma das representações mais antigas de Otávio Augusto. Foi encontrada em 1853, na região de Prima Porta, em Roma — daí o nome.

Ela é feita de mármore e se inspirou no Doríforo, estátua grega do século V a.C. feita por Policleto, escultor que defendia corpos bem proporcionais e poses naturais.

Originalmente, a estátua era toda colorida. Hoje restaram só vestígios das tintas azul, púrpura e dourada.

Cada detalhe da estátua conta uma mensagem política e religiosa: as vitórias de Roma, os deuses e a origem divina do imperador.

Exemplos

  • Leitura da estátua passo a passo: 1) braço direito erguido = ar de vitorioso; 2) na couraça, um parta devolve o estandarte romano = vitória diplomática de Augusto; 3) esfinges nos ombros = domínio sobre o Egito; 4) aos pés, o deus Eros = Augusto seria descendente de Vênus, deusa do amor.

Símbolos da estátua Augusto de Prima Porta

DetalheO que significa
Braço direito erguidoAr de vitorioso; na mão esquerda havia uma lança (perdida)
Esfinges nos ombrosDominação do Egito
Parta devolvendo o estandarteVitória de Augusto pela diplomacia sobre o Império Parta
Deus Caelus abrindo os céusSemelhante ao deus grego Urano
Deus Sol na carruagem / Apolo / Diana / CeresProteção dos deuses ao imperador
Eros aos pésAugusto como descendente de Vênus, deusa do amor
Perna flexionada (como o Doríforo)Pose natural do corpo, influência grega

3.2Avanços e dificuldades do Alto Império

Durante a Pax Romana, as cidades cresceram e ganharam praças, mercados, templos, casas de banho (termas), circos (com corridas de bigas) e anfiteatros para as lutas de gladiadores.

Foi construída uma grande rede de estradas ligando as cidades. Elas serviam para mover as tropas rapidamente e também estimulavam o comércio. O estilo de vida de Roma se espalhou até para as províncias mais distantes.

Mas tudo isso custava caro. O dinheiro vinha dos impostos cobrados das províncias e era gasto em obras públicas, no exército e na conservação das estradas.

Apesar dos avanços, Roma enfrentou problemas graves: uma epidemia de tifo, um grande incêndio (64 d.C.) e a erupção do vulcão Vesúvio (79 d.C.), que soterrou Pompeia e Herculano. No fim do século II começaram as primeiras invasões dos povos chamados de bárbaros.

Exemplos

  • Exemplo de gasto do império: parte dos impostos das províncias ia para pagar os soldados que protegiam as fronteiras; outra parte, para construir e consertar estradas.

Avanços x Problemas do Alto Império

AvançosProblemas
Crescimento das cidades (praças, mercados, templos)Epidemia de tifo
Termas, circos e anfiteatrosGrande incêndio de Roma (64 d.C.)
Rede de estradas que facilitava tropas e comércioErupção do Vesúvio (79 d.C.): Pompeia e Herculano soterradas
Estilo de vida cosmopolita nas provínciasCustos altíssimos e primeiras invasões bárbaras (fim do séc. II)

3.3Moradia em Roma: ínsulas e domus

No início do século I, Roma era a maior cidade do mundo, com cerca de 1 milhão de habitantes (incluindo escravizados). Cresceu sem planejamento e vivia em obras. Augusto dizia que encontrou uma cidade de tijolos e a deixou cheia de mármores.

Mesmo assim, Roma era lotada e suja. A maioria da população morava de aluguel nas ínsulas, prédios de até seis andares, quase sempre sem cozinha e sem banheiro.

Os primeiros andares das ínsulas eram de tijolo; os mais altos, de argila, palha ou madeira. Por serem mal construídas, muitas desabavam, e incêndios eram comuns. Não havia esgoto: os moradores jogavam os dejetos nas ruas ou em esgotos comuns, e a água era buscada em fontes públicas.

Já os ricos moravam nas domus, casas grandes e confortáveis. O espaço principal era o atrium, uma sala ampla com abertura no telhado e um tanque embaixo para recolher água da chuva. Ao redor ficavam os quartos e, no fundo, um jardim.

As famílias se reuniam em casa para cultuar os deuses Lares, que protegiam a casa e a família. Por isso as residências tinham capela e altar, com fogo aceso, oferendas e orações.

Exemplos

  • Comparação prática: uma família pobre subia vários andares numa ínsula de madeira, sem água nem banheiro; uma família rica vivia numa domus com atrium, jardim e vários cômodos.

Ínsula x Domus

CaracterísticaÍnsulaDomus
Quem moravaPopulação pobre (de aluguel)Famílias ricas
Tipo de construçãoPrédio de até 6 andaresCasa grande e confortável
MateriaisTijolo embaixo; argila, palha ou madeira nos andares altosMateriais nobres, bem construída
Água e banheiroEm geral não tinha; água em fontes públicasTinha atrium com tanque para água da chuva
RiscosDesabamentos e incêndios frequentesPoucos riscos
EspaçosCômodos apertadosAtrium, quartos ao redor e jardim no fundo

3.4Lazer no Império Romano

Os romanos adoravam festas e eventos grandiosos. Desde antes do império já existia a política do pão e circo: espetáculos de gladiadores, corridas de bigas, caça a animais, festas religiosas e celebrações populares.

Um momento especial eram os triunfos, festas que comemoravam vitórias militares. O general ou imperador voltava a Roma numa carruagem, desfilando com soldados, tesouros saqueados e inimigos capturados. Havia sacrifícios e festas por dias ou até meses.

Outro lazer importante eram os banhos nas termas (casas de banho). No fim da república havia 160 delas em Roma; no século IV, já passavam de mil, algumas enormes.

As termas eram ponto de encontro diário: milhares de pessoas iam descansar e conversar. Lá havia massagem, depilação, bibliotecas e até concertos, mas a atividade principal era o banho em piscinas de água fria, morna ou quente.

Exemplos

  • As termas romanas da cidade de Bath, na Inglaterra, existem até hoje e mostram como os romanos levaram esse costume para lugares bem distantes de Roma.

Formas de lazer no Império

LazerO que era
Pão e circoEspetáculos e distribuição de alimentos para agradar o povo
GladiadoresLutas nos anfiteatros
Corridas de bigasDisputas de carruagens nos circos
TriunfosDesfiles para comemorar vitórias militares
TermasBanhos públicos, encontro diário, massagem, bibliotecas e concertos

3.5Roma e o Mar Mediterrâneo

O Mar Mediterrâneo era uma região estratégica para Roma. Depois de vencer Cartago, os romanos passaram a chamá-lo de mare nostrum, que significa nosso mar.

Comandar as principais rotas de comércio pelo mar trouxe muita riqueza. Roma pôde reunir recursos, mercadorias e escravizados como nunca antes.

Mas as rotas não serviam só para o comércio: elas permitiram trocas culturais intensas. Pelo Mediterrâneo, os romanos adotaram deuses, modelos de arquitetura e outras influências dos gregos.

Por essas mesmas rotas, ideias e costumes greco-romanos chegaram a povos da Europa, da Ásia e da África. Quando veio a crise do Baixo Império, o controle desse mar ficou fraco e a unidade do império começou a ruir.

Exemplos

  • Exemplo de troca cultural: os romanos se encantaram com os gregos e passaram a usar seus deuses e seus estilos de construção (colunas, templos).

Importância do Mediterrâneo para Roma

AspectoO que o mar trouxe
EconômicoControle das rotas comerciais, riqueza, mercadorias e escravizados
CulturalInfluência grega (deuses, arquitetura) e difusão greco-romana
Militar/políticoUnidade e controle do território; no Baixo Império esse controle enfraqueceu

4O cristianismo

Os judeus viviam na região da Palestina e já haviam sido dominados por outros povos, como os babilônios e os persas. No início do século I, a terra deles se chamava Judeia e estava sob o controle do Império Romano.

Foi nesse tempo e nesse lugar que nasceu Jesus Cristo, um carpinteiro judeu que inspirou a criação da religião cristã.

O que sabemos da vida dele vem principalmente dos evangelhos, quatro livros da Bíblia atribuídos a Mateus, Marcos, Lucas e João, discípulos (seguidores) de Jesus.

Segundo os evangelhos, Jesus era o Messias, o filho de Deus que veio pregar o amor a Deus e ao próximo e salvar a humanidade dos pecados. Messias (em hebraico) e Cristo (em grego) significam ungido — na tradição judaica, reis e autoridades religiosas eram ungidos com óleo sagrado.

Muitos judeus, inclusive autoridades religiosas, não aceitavam Jesus como o Messias. Os romanos também não aceitavam que ele fosse divino, pois para eles só o imperador podia ter essa qualidade. Visto como perigoso pelos dois lados, Jesus foi condenado à morte por crucificação, por volta da terceira década do século I.

Exemplos

  • Significado das palavras: Messias (hebraico) = ungido; Cristo (grego) = ungido. São a mesma ideia em línguas diferentes.
  • A Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, foi construída pelo imperador Constantino no século IV em um dos locais onde se acredita que Jesus tenha sido sepultado.

Por que Jesus foi condenado?

GrupoMotivo da rejeição
Autoridades judaicasNão reconheciam Jesus como o Messias esperado
Autoridades romanasNão aceitavam seu caráter divino; para elas só o imperador podia ser divino

4.1Os cristãos e o Império Romano

Os discípulos acreditavam que Jesus se entregou na cruz para salvar os pecadores e que depois ressuscitou, andou entre eles e subiu aos céus. Essa crença deu esperança aos seguidores, que se espalharam por várias regiões para pregar.

A nova religião cresceu rápido dentro do Império Romano, principalmente entre escravizados e pobres. Isso aconteceu porque o cristianismo dizia que todas as pessoas são iguais e prometia vida eterna a todos, ricos ou pobres.

Os cristãos incomodavam as autoridades porque se recusavam a servir no exército e a participar das cerimônias de adoração ao imperador. Por isso passaram a ser perseguidos e foram proibidos de enterrar seus mortos dentro das cidades.

Como alternativa, construíram as catacumbas: corredores e abrigos subterrâneos, fora dos centros urbanos, usados para sepultar os mortos. Suas paredes costumavam ter afrescos religiosos.

A situação mudou no século IV. Em 313, o imperador Constantino assinou o Édito de Milão, garantindo liberdade de culto aos cristãos (édito é o anúncio de uma lei). Em 380, o imperador Teodósio tornou o cristianismo a religião oficial do império e proibiu as práticas religiosas não cristãs.

Exemplos

  • A Catacumba de Calisto, em Roma, guarda os túmulos dos papas que lideraram a Igreja entre os séculos II e IV.
  • A pintura A última oração dos mártires cristãos, de Jean-Léon Gérôme, mostra cristãos orando antes de serem devorados por leões num circo romano — uma forma de perseguição.

Linha do tempo do cristianismo em Roma

DataAcontecimento
Século INascimento e crucificação de Jesus na Judeia; início da pregação dos discípulos
Séculos I a IIIExpansão entre escravizados e pobres; perseguições; uso das catacumbas
313 d.C.Édito de Milão (Constantino): tolerância e liberdade de culto
380 d.C.Teodósio torna o cristianismo religião oficial do império

Por que o cristianismo cresceu e por que incomodava

Motivo do crescimentoMotivo do conflito com Roma
Pregava a igualdade entre as pessoasCristãos se recusavam a servir no exército
Prometia vida eterna a todos, ricos ou pobresNão participavam das cerimônias de adoração ao imperador

5Baixo Império: tempos de crise

O Império Romano chegou à sua maior extensão no governo do imperador Trajano, no início do século II. Ia da Península Ibérica (a oeste) até a atual Turquia (a leste): cerca de 6,5 milhões de km², com povos de línguas, hábitos e costumes bem diferentes.

Administrar uma área tão grande virou um problemão. Os gastos eram enormes: exército para proteger as fronteiras, obras públicas em todo o território e estradas para ligar regiões distantes.

Além disso, surgiram problemas internos e externos que enfraqueceram o império até a sua desagregação.

Exemplos

  • Para você ter ideia do tamanho: 6,5 milhões de km² é quase o tamanho de toda a região Norte do Brasil somada a outras regiões — e tudo isso precisava de soldados, estradas e funcionários.

5.1Crise política

O poder estava todo concentrado nas mãos do imperador. Por isso, muita gente queria tomar esse lugar, mesmo que fosse com intrigas, conspirações e assassinatos.

No século III, entre os anos 235 e 284, houve motins, guerras civis e imperadores depostos ou assassinados por opositores.

Nesse período, cada imperador governou em média apenas três anos. Dos 26 imperadores, só um morreu de causas naturais.

Exemplos

  • Conta simples: 284 − 235 = 49 anos. Nesse tempo passaram 26 imperadores, ou seja, cerca de 3 anos cada um. Isso mostra a enorme instabilidade política.

5.2Crise econômica e o surgimento dos colonos

Com o fim das guerras de conquista, o número de escravizados caiu muito. Como a produção agrícola dos grandes latifúndios dependia da mão de obra escrava, ela foi bastante afetada.

Para resolver, muitos latifúndios foram divididos em pequenas propriedades arrendadas (alugadas). Quem trabalhava nelas ficou conhecido como colonos — entre eles, trabalhadores urbanos empobrecidos que saíram da cidade em busca de emprego no campo.

Os colonos trabalhavam nas terras do proprietário e precisavam entregar a ele parte da produção. Assim, acabavam devendo favores e proteção e ficavam presos à terra, sem poder ir embora.

Esse processo é chamado de ruralização da economia: cada vez mais gente deixava as cidades e ia para o campo. O comércio e o artesanato urbanos diminuíram e o governo passou a arrecadar menos impostos.

Exemplos

  • Passo a passo da crise: 1) acabam as guerras de conquista → 2) faltam escravizados → 3) cai a produção nos latifúndios → 4) as terras são divididas e arrendadas aos colonos → 5) pessoas saem das cidades → 6) comércio encolhe → 7) o governo arrecada menos impostos.

Escravizado x Colono

AspectoEscravizadoColono
CondiçãoEra propriedade do senhorEra arrendatário (alugava a terra)
TrabalhoNos grandes latifúndiosEm pequenas propriedades do proprietário
PagamentoNenhumEntregava parte da produção ao proprietário
LiberdadeNão tinhaFicava preso à terra por dívidas e favores

5.3A divisão do império

Em 284, para tentar governar melhor, o imperador Diocleciano dividiu o território em duas partes: a Oriental, sob seus cuidados, e a Ocidental, entregue ao general Maximiano.

Depois o império foi dividido de novo, dessa vez entre quatro governantes. Esse sistema ficou conhecido como tetrarquia (tetra = quatro), mas não resolveu os problemas.

Veio então um período de guerras civis, que só terminou quando Constantino acabou com a tetrarquia e assumiu o império sozinho. Em 330, ele mudou a capital para o Oriente, para a cidade de Bizâncio. Ele a chamou de Nova Roma, mas ela ficou conhecida como Constantinopla (cidade de Constantino).

A unificação durou 65 anos. Em 395, no governo de Teodósio, o império foi dividido outra vez em duas partes: o Império Romano do Ocidente, com capital em Milão, e o Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla.

Depois da morte de Teodósio, cada parte ficou com um de seus dois filhos, e o império nunca mais foi unificado. A parte ocidental já estava fraca economicamente e sofria invasões dos germanos.

Exemplos

  • Curiosidade: Constantinopla ficava num ponto estratégico, no encontro da Ásia com a Europa. Esse nome durou até o século XV, quando a cidade foi dominada pelos turco-otomanos e passou a se chamar Istambul (na Turquia).

Divisões do Império Romano

AnoQuem fezO que aconteceu
284DioclecianoDividiu o império em Oriental (ele) e Ocidental (Maximiano); depois veio a tetrarquia (4 governantes)
330ConstantinoAcabou com a tetrarquia, governou sozinho e mudou a capital para Bizâncio (Constantinopla)
395TeodósioDivisão definitiva: Império Romano do Ocidente (capital Milão) e do Oriente (capital Constantinopla)

6Contatos com os germanos e o fim do Império Romano do Ocidente

Germanos é o nome de um conjunto de povos indo-europeus que falavam línguas de origem comum. Eles viviam em regiões que hoje são a Península Escandinava e a Alemanha.

Entre esses povos estavam os anglo-saxões, godos, ostrogodos, burgúndios, alanos, lombardos, vândalos e francos.

Os romanos chamavam esses povos (e outros que não falavam latim) de bárbaros. Antes, os gregos usavam essa palavra para quem falava línguas que eles não entendiam; os romanos a adotaram de forma ofensiva, para dizer que esses povos não eram civilizados.

Exemplos

  • Atenção ao significado: bárbaro não quer dizer pessoa má. Era só um apelido pejorativo para quem não falava a língua dos romanos (o latim).

Alguns povos germânicos

PovoObservação
Anglo-saxõesOcuparam depois a região da Britânia (Inglaterra)
VisigodosOcuparam a Gália e saquearam Roma por volta de 410
OstrogodosPovo germânico do leste
VândalosPovo germânico; invadiram o império no século V
FrancosDeram origem à população da atual França
HérulosSeu rei, Odoacro, derrubou o último imperador romano do Ocidente

6.1Relações entre romanos e germanos

Os contatos entre romanos e germanos são bem antigos e começaram ainda nos tempos da república. Ao longo dos anos, os dois povos se enfrentaram em várias guerras: às vezes os romanos queriam as terras germânicas, às vezes os germanos invadiam o território romano.

Para se proteger, os romanos construíram muralhas e fortificações nas fronteiras.

Muitos germanos capturados nas guerras foram levados a Roma como escravizados e trabalhavam em serviços domésticos ou agrícolas. Outros, querendo a cidadania romana, entravam para o exército.

Nas fronteiras havia também relações amigáveis e trocas comerciais. No século II, os germanos foram até incentivados a entrar no território romano para suprir a falta de mão de obra no campo.

Tudo mudou a partir de 375: os hunos, povo nômade e guerreiro que vivia perto da fronteira da China, avançaram para a Europa e ocuparam territórios germânicos. Pressionados, os germanos passaram a invadir cada vez mais o Império Romano em busca de terras para viver.

Exemplos

  • Relação boa: comércio nas fronteiras e germanos trabalhando no campo romano. Relação ruim: guerras, germanos escravizados e, depois de 375, invasões em massa.

6.2Roma é dominada

Por volta de 400, os visigodos ocuparam a Gália (atual França) e, dez anos depois, já saqueavam a cidade de Roma. Em 452, os hunos, famosos pela habilidade de seus cavaleiros, invadiram a Península Itálica.

Finalmente, em 476, Rômulo Augusto, o último imperador do Império Romano do Ocidente, foi derrubado por Odoacro, rei dos hérulos, também um povo germânico. O Império Romano do Ocidente caiu.

Ao ocuparem as terras romanas, os germanos se misturaram ainda mais com os romanos. Com o tempo, os dois povos trocaram muitos costumes: houve uma germanização dos romanos e uma romanização dos germanos. Dessa mistura se formou a base de muitos povos europeus de hoje, como alemães, franceses e ingleses.

Como a influência de Roma era gigante e o território era enorme, a desintegração foi lenta. Muitas estruturas romanas continuaram sendo usadas, e só no século IX o comércio romano passou a ter concorrência de outras sociedades.

Enquanto isso, o Império Romano do Oriente (também chamado de Império Bizantino) continuou poderoso e sobreviveu por quase mil anos.

Exemplos

  • A pintura de Eugène Delacroix (1843-1847) retrata Átila, o Huno, invadindo a Península Itálica.
  • Uma ilustração do século XIX mostra Rômulo Augusto entregando a coroa a Odoacro, cena que simboliza o fim do Império Romano do Ocidente em 476.

Fatos que levaram à queda do Ocidente

AnoAcontecimento
375Hunos avançam sobre os territórios germânicos e pressionam os germanos para dentro do império
c. 400Visigodos ocupam a Gália
c. 410Visigodos saqueiam a cidade de Roma
452Hunos invadem a Península Itálica
476Odoacro, rei dos hérulos, derruba Rômulo Augusto: fim do Império Romano do Ocidente

Causas da queda do Império Romano do Ocidente

Tipo de causaExplicação
PolíticaDisputas pelo poder, guerras civis, imperadores assassinados
EconômicaFim das conquistas, falta de escravizados, queda da produção e da arrecadação de impostos
AdministrativaTerritório gigante, caro e difícil de governar; divisões do império
Militar/externaInvasões germânicas, pressionadas pelos hunos a partir de 375
Social/culturalRuralização, esvaziamento das cidades e ascensão do cristianismo

7Ler e descobrir: as rotas comerciais de Roma

O mapa das rotas mostra caminhos terrestres (estradas) e marítimos (pelo mar) usados pelo comércio romano. Cada região fornecia produtos diferentes: metal, vinho, cerâmica, âmbar, grãos, peixe, mármore, óleo e também escravizados.

Um texto da historiadora Marie-Françoise Baslez conta que a rede de estradas criada pelas conquistas foi bem conservada pelos imperadores, que queriam diminuir os efeitos das invasões bárbaras.

Havia até um correio imperial, com cavalos sempre prontos nos abrigos de troca. Um peregrino de Jerusalém contou, no ano 333, que havia um abrigo a cada 18 km. O império também usava rotas pelos rios, com navios-correio chamados cursoria.

E as viagens serviam também para levar a mensagem do cristianismo: no século IV, São Martim, soldado da Panônia (atual Hungria), percorreu o norte da Gália pregando.

Exemplos

  • Exemplos de produtos por região (segundo o mapa): Hispânia e Bretanha forneciam metal; Gália fornecia vinho; Grécia e Ásia Menor forneciam mármore e óleo; o Egito e a África forneciam grãos.
  • Importância das rotas: 1) ligavam todo o império; 2) permitiam o deslocamento rápido do exército; 3) facilitavam o comércio; 4) levavam mensagens (correio imperial); 5) espalharam o cristianismo.

Produtos e rotas do Império Romano

ProdutoSímbolo no mapaExemplo de região
MetalCírculo amareloHispânia, Bretanha, Mauritânia
VinhoLosango pretoGália e Península Itálica
MármoreLosango brancoGrécia e Ásia Menor
ÓleoÂnforaHispânia, Grécia, Egito
GrãosEspigaEgito e norte da África
EscravizadosCírculo pretoVárias regiões do império

8Resumo final: o que você precisa saber para a prova

Este capítulo mostrou como Roma passou de república a império, como viveu seu auge e como entrou em crise até cair.

Também explicou o nascimento do cristianismo na Judeia, a perseguição aos cristãos e a transformação dessa religião em oficial do império.

Por fim, apresentou os povos germânicos e as invasões que levaram ao fim do Império Romano do Ocidente em 476.

Exemplos

  • Dica de memorização de datas: 27 a.C. (Otávio assume) → 180 (fim da Pax Romana) → 284 (Diocleciano divide) → 313 (Édito de Milão) → 330 (Constantinopla) → 380 (cristianismo oficial) → 395 (divisão definitiva) → 476 (queda do Ocidente).

Palavras-chave do capítulo

TermoSignificado
ImperiumPoder de governar e comandar toda a população e os territórios de Roma
AugustoTítulo de Otávio; significa majestoso, respeitável, extraordinário
Pax RomanaEra de paz e prosperidade, do governo de Augusto até o ano 180
Legião RomanaMaior divisão do exército romano
ÍnsulaPrédio de aluguel onde morava a população pobre
DomusCasa grande e confortável dos ricos, com atrium e jardim
TermasCasas de banho públicas, ponto de encontro dos romanos
TriunfoDesfile de comemoração de vitórias militares
Mare nostrumNosso mar: como os romanos chamavam o Mediterrâneo
EvangelhosQuatro livros da Bíblia sobre a vida de Jesus
Messias / CristoUngido em hebraico e em grego
CatacumbasCorredores subterrâneos onde os cristãos sepultavam seus mortos
ÉditoAnúncio de uma lei
ColonosTrabalhadores que arrendavam terras e entregavam parte da produção
TetrarquiaGoverno do império dividido entre quatro governantes
BárbarosNome pejorativo dado pelos romanos a quem não falava latim

Personagens importantes

NomeO que fez
Caio Otávio (Augusto)Primeiro imperador; iniciou o Alto Império e a Pax Romana
TrajanoImpério atinge sua maior extensão (início do século II)
DioclecianoDividiu o império em 284 e criou a tetrarquia
ConstantinoÉdito de Milão (313) e transferência da capital para Constantinopla (330)
TeodósioTornou o cristianismo religião oficial (380); divisão definitiva do império (395)
Rômulo AugustoÚltimo imperador do Ocidente, deposto em 476
OdoacroRei dos hérulos que derrubou Rômulo Augusto

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Capítulo 13 – Império Romano e ascensão do cristianismo

Resumo rápido

1Todo poder ao imperador

Na república, Roma dividia o poder entre Magistraturas, Assembleias e Senado, para que ninguém mandasse sozinho.

Em 27 a.C., Caio Otávio assumiu o governo e começou a mudar tudo. As instituições continuaram existindo, mas perderam força: o cônsul virou só um título de honra e o Senado, no século III, virou um simples conselho da cidade de Roma.

Assim nasceu o Império Romano, com o poder concentrado nas mãos de uma pessoa só.

1.1Os dois períodos do Império

O Alto Império vai do fim do século I a.C. ao século III d.C. É a fase de brilho e de grandes conquistas: no início do século II o império chega ao seu tamanho máximo.

O Baixo Império vai do século III ao século V d.C. É a fase de crises que termina na desintegração do império.

1.2O que é um império?

Império é uma civilização que conquista um grande território e coloca povos diferentes sob um único governante.

A palavra vem do latim imperium. Na monarquia significava o poder do rei de exigir obediência; na república, o poder dos magistrados.

Em 23 a.C., Otávio deu a si mesmo o imperium proconsulare, ou seja, declarou-se autoridade suprema sobre todo o território romano. Virou o primeiro imperador.

2Alto Império: a Pax Romana

Otávio recebeu o título de Augusto (que significa majestoso, respeitável) e também era chamado de Filho do Divino: seu poder foi ligado aos deuses.

Ele governou quase 40 anos e fez muitas reformas: tirou senadores corruptos, perdoou dívidas de camponeses, criou um tribunal rápido, distribuiu comida e dinheiro nas crises e dividiu o território em províncias, entregues a homens de sua confiança (procônsules e propretores).

Augusto usou a diplomacia para evitar guerras, mas também expandiu o território com a poderosa Legião Romana. Começou então a Pax Romana, um longo período de paz e prosperidade que durou até o ano 180.

Exemplo

  • Em vez de guerrear, Augusto negociou com os partas e conseguiu de volta os prisioneiros e os estandartes romanos perdidos em 53 a.C. A vitória foi comemorada na estátua Augusto de Prima Porta.

2.1Avanços e dificuldades

As cidades cresceram e ganharam praças, mercados, templos, termas (casas de banho), circos e anfiteatros. Uma rede de estradas ligou as cidades, ajudando o exército e o comércio.

Mas tudo isso custava caro: o dinheiro vinha dos impostos cobrados das províncias. Roma também sofreu com epidemia de tifo, um grande incêndio (64 d.C.), a erupção do Vesúvio (79 d.C.) e, no fim do século II, as primeiras invasões dos chamados bárbaros.

3Moradia em Roma

No início do século I, Roma era a maior cidade do mundo, com cerca de 1 milhão de habitantes. Cresceu sem planejamento e era suja e lotada.

A maioria pobre morava de aluguel nas ínsulas, prédios de até seis andares, sem cozinha nem banheiro. Os andares de cima eram de argila, palha ou madeira: desabavam e pegavam fogo com facilidade. Não havia esgoto nem água encanada.

Os ricos moravam nas domus, casas grandes e confortáveis. No centro ficava o atrium, uma sala com abertura no teto e um tanque para juntar água da chuva.

4Lazer e o Mar Mediterrâneo

Roma vivia a política do pão e circo: lutas de gladiadores, corridas de bigas e festas religiosas. Os triunfos eram desfiles para comemorar vitórias militares, com soldados, tesouros e prisioneiros.

As termas eram o ponto de encontro diário: banhos frios, mornos e quentes, massagens, bibliotecas e concertos.

Os romanos chamavam o Mediterrâneo de mare nostrum ("nosso mar"). Controlar essas rotas trouxe riqueza, escravizados e mercadorias, além de trocas culturais — foi por ali que a cultura grega influenciou Roma.

5O cristianismo

No século I, a região onde viviam os judeus chamava-se Judeia e estava sob domínio romano. Ali nasceu Jesus Cristo, carpinteiro judeu que inspirou a religião cristã.

Sua vida é contada nos evangelhos, quatro livros da Bíblia escritos por Mateus, Marcos, Lucas e João. Segundo eles, Jesus era o Messias (em hebraico) ou Cristo (em grego), palavras que significam ungido — o enviado de Deus.

Muitos judeus não o reconheceram como Messias, e os romanos não aceitavam seu caráter divino, pois para eles só o imperador podia ser divino. Jesus foi condenado à morte por crucificação. Seus discípulos afirmaram que ele ressuscitou e subiu aos céus, e espalharam seus ensinamentos.

5.1Os cristãos e o Império Romano

O cristianismo cresceu rápido entre escravizados e pobres, porque pregava a igualdade entre as pessoas e prometia vida eterna a todos.

Os cristãos incomodavam Roma: recusavam-se a servir no exército e a adorar o imperador. Por isso foram perseguidos e proibidos de enterrar seus mortos dentro das cidades — daí construírem as catacumbas, corredores subterrâneos para sepultamento.

Em 313, o imperador Constantino assinou o Edito de Milão, garantindo liberdade de culto. Em 380, Teodósio tornou o cristianismo a religião oficial do império.

6Baixo Império: tempos de crise

O império chegou ao tamanho máximo com o imperador Trajano, no início do século II: cerca de 6,5 milhões de km², da Península Ibérica até a atual Turquia. Governar tudo isso ficou caríssimo (exército, obras públicas e estradas).

Crise política: entre 235 e 284 houve motins, guerras civis e assassinatos. Cada imperador governou, em média, só três anos; dos 26 imperadores, apenas um morreu de causas naturais.

Crise econômica: com o fim das guerras de conquista, faltaram escravizados e a produção agrícola caiu.

6.1Os colonos e a ruralização

Os grandes latifúndios foram divididos em pequenas propriedades arrendadas aos colonos: trabalhadores que cultivavam a terra do dono e entregavam parte da colheita.

Em troca, recebiam proteção, mas ficavam devendo favores e não podiam abandonar a terra.

Esse movimento de volta ao campo se chama ruralização. Com menos gente nas cidades, o comércio caiu e o governo arrecadou menos impostos.

6.2A divisão do império

Em 284, o imperador Diocleciano dividiu o território em parte Oriental (com ele) e Ocidental (com o general Maximiano). Depois o poder foi repartido entre quatro governantes: a tetrarquia.

Não deu certo. Constantino acabou com a tetrarquia e, em 330, mudou a capital para Bizâncio, que passou a se chamar Constantinopla (hoje Istambul).

Em 395, com Teodósio, o império se dividiu de vez: Império Romano do Ocidente (capital Milão) e Império Romano do Oriente (capital Constantinopla). Nunca mais foi unificado.

7Os germanos e a queda de Roma

Germanos eram povos indo-europeus com línguas de origem comum, vindos da região da Escandinávia e da Alemanha: godos, ostrogodos, vândalos, francos, anglo-saxões, entre outros. Os romanos os chamavam de bárbaros, palavra usada de forma ofensiva para quem não falava latim.

Romanos e germanos guerreavam, mas também comerciavam; muitos germanos viraram escravizados ou soldados romanos.

A partir de 375, os hunos (povo nômade vindo do Oriente) empurraram os germanos para dentro do território romano em busca de terras.

7.1Roma é dominada

Por volta de 400, os visigodos ocuparam a Gália e, dez anos depois, saquearam Roma. Em 452, os hunos invadiram a Península Itálica.

Em 476, Rômulo Augusto, o último imperador do Ocidente, foi derrubado por Odoacro, rei dos hérulos. Essa data marca simbolicamente a queda do Império Romano do Ocidente.

Romanos e germanos se misturaram: houve uma germanização dos romanos e uma romanização dos germanos, formando a base de povos europeus de hoje. O Império Romano do Oriente (Bizantino) sobreviveu por quase mil anos.

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