Capítulo 14 – Formação dos reinos medievais (Unidade 4: Ordem na Idade Média)
Resumo completo
Capítulo 14 – Formação dos reinos medievais (Unidade 4: Ordem na Idade Média)
Resumo completo
1Abertura: por que estudar a Idade Média?
Imagine uma sociedade sem nenhuma regra. Cada pessoa faria o que quisesse, até usando a força. A convivência ficaria muito difícil, não é?
Depois que o Império Romano do Ocidente caiu, a Europa ficou um tempo sem um governo centralizado, ou seja, sem um líder forte que mandasse em todos e garantisse a ordem.
Aos poucos, muitos povos da Europa e da Ásia encontraram uma identidade comum na fé cristã e criaram regras de convivência a partir dela. Mas atenção: a religião também virou motivo de guerras e serviu de desculpa para atitudes autoritárias.
Nesta unidade você vai conhecer os povos romano-germânicos, o Império Bizantino e o feudalismo. Neste capítulo específico, o foco é como nasceram os reinos medievais e qual foi o papel da Igreja nessa organização.
Exemplos
Curiosidade do início do capítulo: em 2018, cientistas europeus criaram um programa de computador que transcreve automaticamente manuscritos medievais. Isso ajuda os pesquisadores, porque os textos da época eram escritos à mão, com letras cheias de enfeites e regras de gramática diferentes das nossas.
Linha do tempo da Unidade 4
Ano
Acontecimento
395
Divisão do Império Romano em Império do Oriente e Império do Ocidente
476
Queda (desagregação) do Império Romano do Ocidente
527-565
Justiniano comanda o Império Bizantino
732
Batalha de Poitiers: os muçulmanos são contidos na Europa
Século VIII
Formação do feudalismo na Europa
771
Carlos (depois chamado Carlos Magno) assume o Reino dos Francos
814
Morte de Carlos Magno
1054
Cisma do Oriente (divisão da Igreja)
1453
Tomada de Constantinopla e fim do Império Bizantino
2Começa a Idade Média
No ano de 476, os hérulos, um povo germânico vindo da Península Escandinava, conquistaram a cidade de Roma e tiraram do trono o último imperador romano.
Esse fato é chamado de queda do Império Romano. Mas os historiadores preferem falar em desagregação, porque o império não acabou por causa de um único fato: ele foi se desmontando aos poucos, por muitos motivos (crises econômicas, sociais, políticas e culturais).
Essas mudanças foram tão grandes que marcaram o fim da Antiguidade e o começo da Idade Média, um período de quase mil anos (de 476 até 1453).
A Idade Média é dividida em duas partes: Alta Idade Média (séculos V a XI) e Baixa Idade Média (séculos XI a XV).
Exemplos
Por que 476 é um marco? Porque foi o ano em que o último imperador romano do Ocidente foi deposto. Mas essa data é criticada: o império já vinha enfraquecendo há muito tempo, e a queda não aconteceu de um dia para o outro.
Outra crítica à periodização: os marcos usados (Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna, Idade Contemporânea) olham só para a história da Europa. América, Ásia e África viviam processos históricos bem diferentes nessas mesmas datas.
Divisões da Idade Média
Período
Séculos
Datas aproximadas
Alta Idade Média
V ao XI
476 a cerca de 1000
Baixa Idade Média
XI ao XV
cerca de 1000 a 1453
3Os germanos ocupam o território romano
Entre os séculos III e V, vários povos germânicos migraram para dentro do Império Romano: francos, visigodos, ostrogodos, suevos, anglos e saxões, entre outros.
Os romanos chamavam todos eles de bárbaros. Esse nome não queria dizer selvagem: significava que eles não eram do território de Roma e não falavam latim.
A entrada desses povos aconteceu de duas maneiras. Alguns entraram de forma pacífica, fazendo acordos: em troca de viver na sociedade romana, muitos se alistavam no exército e ajudavam a defender as fronteiras. Outros entraram de forma violenta, saqueando e destruindo cidades.
Os germanos vinham de regiões diferentes, mas tinham costumes parecidos: eram politeístas (acreditavam em vários deuses), viviam em tribos, tinham economia agropastoril (agricultura e criação de animais) e sociedades militarizadas. Como não usavam a escrita, passavam o conhecimento de boca em boca. Por isso as leis também eram orais, guardadas na memória, e um tribunal formado pelos que conheciam essas tradições julgava os casos.
Exemplos
Exemplo de entrada pacífica: grupos germânicos recebiam permissão para morar em terras romanas e, em troca, serviam como soldados nas fronteiras do império.
Exemplo de entrada violenta: ataques e saques às cidades romanas, que assustavam a população e faziam as pessoas fugirem para o campo.
Romanos x Povos germânicos
Aspecto
Império Romano
Povos germânicos
Economia
Comércio, cidades, trabalho escravo e agricultura
Agropastoril (agricultura e criação de animais)
Religião
Cristianismo (religião oficial desde 380)
Politeísta (vários deuses)
Escrita
Usavam a escrita (latim)
Não tinham escrita; cultura oral
Legislação
Leis escritas (Direito Romano)
Leis baseadas em tradições orais, aplicadas por um tribunal de conhecedores
Organização do poder
Poder centralizado no imperador, com cidades e províncias
Tribos com chefes guerreiros; poder dividido entre eles
4A formação de novos reinos (reinos romano-germânicos)
Depois das invasões do século V, os povos germânicos reorganizaram o que restou do Império Romano e criaram reinos.
Alguns duraram pouquíssimo tempo, como o Reino dos Ostrogodos (493-553, só seis décadas) e o Reino dos Vândalos (429-535). Os dois foram dominados pelo Império Romano do Oriente, também chamado de Império Bizantino.
Outros duraram bem mais. O Reino dos Visigodos se formou na Península Ibérica (onde hoje ficam Portugal e Espanha) e existiu de 472 a 711, quando foi invadido pelos árabes muçulmanos. O mais estável de todos foi o Reino dos Francos.
Muitos desses reinos aproveitaram as estruturas de governo romanas: mantiveram impostos, tribunais e até as instâncias municipais. Ao mesmo tempo, guardaram tradições germânicas, como dividir o poder entre os chefes guerreiros. Essa mistura de romano + germânico deu origem ao nome reinos romano-germânicos.
Exemplos
Resposta modelo: Por que romano-germânicos? Porque esses reinos misturaram elementos romanos (impostos, tribunais, administração municipal, latim, cristianismo) com elementos germânicos (tradições orais, poder dividido entre chefes guerreiros, importância da terra).
No mapa do século V aparecem, entre outros: francos, visigodos, ostrogodos, suevos, vândalos, bascos, lombardos e o Reino de Borgonha.
Alguns reinos romano-germânicos
Reino
Duração
Região / Fim
Vândalos
429 a 535
Norte da África; dominado pelo Império Bizantino
Ostrogodos
493 a 553
Península Itálica; dominado pelo Império Bizantino
Visigodos
472 a 711
Península Ibérica; invadido pelos árabes muçulmanos
Francos
A partir de 481
Gália (atual França); foi o mais estável e duradouro
5A estrutura dos novos reinos
Com a desagregação do Império Romano do Ocidente, os ataques às antigas cidades romanas ficaram cada vez mais comuns. Junto com os surtos de doenças, isso fez muita gente fugir das cidades para o campo.
Esse movimento das pessoas indo morar no campo se chama ruralização. A maioria fugia para as terras dos novos reinos germânicos.
Mas como esses reinos eram organizados? Eles giravam em torno da terra e da força militar.
5.1Diversos grupos sociais
Para os germânicos, o reino era o território que pertencia ao rei. Por isso o rei podia dividir esse território entre os filhos ou doar pedaços de terra para quem lhe prestasse serviços importantes.
Para esse povo, ter terra era símbolo de poder e riqueza.
A maior parte da população era formada por camponeses: pessoas pobres que plantavam, cuidavam dos rebanhos e garantiam comida para si, para a família e também para a nobreza. Eles ainda construíam casas, trabalhavam como ferreiros e faziam tecidos em casa.
Exemplos
Exemplo visual citado no livro: uma iluminura de Simon Bening (século XVI) mostra camponeses trabalhando na terra, com foices e ancinhos, cuidando do feno.
5.2Reis, nobres e guerreiros: o poder militar
Os reinos se estruturavam em volta do poder militar. Pessoas que tinham algum recurso, como um pedaço de terra, entravam para as tropas de guerreiros, e o rei era o chefe de todos.
Para manter todo mundo unido em torno dele, o rei fazia campanhas militares o tempo todo. Um dos objetivos era saquear os inimigos. O butim (o conjunto de bens tomados dos derrotados, incluindo prisioneiros que eram escravizados) era repartido entre os soldados, a aristocracia e o próprio rei.
Com as guerras, alguns chefes guerreiros ficaram muito ricos e montaram seus próprios exércitos. Eles ofereciam proteção, soldo (salário) e sustento. Em troca, muitos camponeses guerreiros doavam suas terras a esses chefes, mas continuavam trabalhando nelas: eram livres, porém dependentes dos nobres.
Com o tempo, o poder desses nobres ficou maior até do que o do próprio rei. Foi a partir desses grupos — reis, nobres, guerreiros e camponeses — que séculos depois nasceu o feudalismo.
Exemplos
Passo a passo do enriquecimento dos nobres: 1) o rei faz uma campanha militar; 2) o exército saqueia o inimigo; 3) o butim é dividido; 4) alguns chefes guerreiros ficam ricos; 5) eles montam exércitos próprios; 6) camponeses entregam terras em troca de proteção; 7) o poder do nobre cresce e passa o do rei.
Grupos sociais dos reinos germânicos
Grupo
O que fazia
O que recebia
Rei
Chefiava as tropas e era dono do reino
Parte do butim; fidelidade dos guerreiros
Nobres / chefes guerreiros
Comandavam exércitos próprios
Terras, butim e trabalho dos camponeses
Guerreiros (soldados)
Lutavam nas campanhas militares
Soldo (salário), proteção e parte do butim
Camponeses
Plantavam, criavam animais, construíam, teciam
Proteção do nobre; podiam continuar trabalhando na terra
6A Igreja e o latim: unidade social e cultural
Os reinos romano-germânicos eram muitos e diferentes, mas tinham duas coisas que os aproximavam: a Igreja Católica e a língua latina.
Esses dois elementos funcionaram como uma cola cultural: mesmo povos distantes se reconheciam por causa da mesma religião e de línguas parecidas.
Os dois fatores de unidade
Fator
Como unia os povos
Igreja Católica
Mesma fé, mesmos ritos, mosteiros espalhados pela Europa, hierarquia com o papa no topo
Língua latina
Usada em documentos oficiais e nos cultos; deu origem às línguas neolatinas
6.1A Igreja Católica
No ano 380, o catolicismo virou a religião oficial do Império Romano. Com o tempo, a Igreja se tornou uma das instituições mais fortes e ricas da Europa.
Por que ela ficou tão rica? Porque muitos nobres doavam para a Igreja, em vida ou em testamento, enormes extensões de terra e outros bens.
A Igreja tinha uma estrutura hierárquica rígida, ou seja, uma organização em níveis de poder, com o papa como líder máximo. Ela também tinha mosteiros até nos lugares mais distantes, o que ajudou a espalhar o cristianismo pelo continente.
A força política da Igreja cresceu ainda mais quando alguns reis se converteram ao cristianismo no fim do século V e início do VI: Clóvis (rei dos francos), Sigismundo (rei dos burgúndios) e Recaredo (rei dos visigodos).
Exemplos
Resposta modelo: 'Qual foi o papel da Igreja na identidade cultural da Europa?' Ela difundiu o cristianismo por todo o continente, fez povos diferentes se identificarem com a mesma fé, preservou o latim e os textos antigos e legitimou o poder de reis convertidos.
6.2A figura do papa
A palavra papa significa pai em latim. Ele é o líder máximo do catolicismo e dá a palavra final sobre as questões mais importantes da fé.
Os católicos consideram que o primeiro papa foi Pedro, discípulo de Jesus Cristo, ainda no século I. Depois dele vieram muitos outros, mas não há registros detalhados sobre os mais antigos.
Na Idade Média, dá para perceber o poder do papa em momentos como o batismo e a coroação de reis.
Hoje o papa é líder religioso e também chefe de Estado do Vaticano, sede da Igreja, dentro de Roma, na Itália. O livro cita o papa Francisco, no cargo desde 2013, depois da renúncia de Bento XVI.
Exemplos
Papas famosos citados na ilustração do livro: Inocêncio III, Gregório I, Francisco, Leão I e Pedro, o apóstolo.
6.3O latim e as línguas neolatinas
No Império Romano existiam duas formas de latim. O latim culto era falado pelas camadas mais altas da sociedade e seguia regras de gramática. O latim vulgar era o latim do povo, sem essas regras.
Com a queda do Império Romano do Ocidente, as cidades foram destruídas e a vida cultural das elites acabou. As regiões ficaram isoladas e o latim vulgar predominou.
Com o tempo, esse latim vulgar se misturou à língua dos germânicos de cada região e formou dialetos. Desses dialetos nasceram as línguas neolatinas (ou românicas).
Mesmo assim, o latim sobreviveu de forma restrita: continuou sendo usado nos documentos oficiais dos reinos e pela Igreja Católica, inclusive nas missas. O latim vulgar existiu até por volta do século IX.
Exemplos
São línguas neolatinas: português, italiano, francês, espanhol, romeno, catalão e galego. O italiano é a que mais conserva o latim no vocabulário. Cerca de 400 milhões de pessoas têm uma língua neolatina como primeiro idioma.
Mesma frase Cuidado com o cão em três línguas neolatinas: Attenti al cane (italiano), Atención perro bizarro (espanhol), Attention chien bizarre (francês).
Passo a passo da formação das línguas neolatinas: 1) o Império Romano cai; 2) as regiões ficam isoladas; 3) o latim vulgar predomina; 4) ele se mistura com as línguas germânicas locais; 5) surgem dialetos; 6) os dialetos viram línguas como português, espanhol, francês e italiano.
6.4Para ir além: o trabalho dos monges copistas
A Igreja teve um papel muito importante: preservar o legado escrito da Antiguidade, ou seja, salvar os textos antigos.
Essa tarefa coube aos monges copistas. A partir do século VI, eles passaram a copiar à mão antigos textos de filosofia, medicina e literatura greco-romana que sobreviveram às invasões germânicas. Esse trabalho era feito pelos monges beneditinos, que viviam nos mosteiros da ordem de São Bento.
Para eles, os livros eram objetos sagrados e copiar era um ato espiritual. Os textos eram escritos em pergaminhos e enfeitados com desenhos pequenos e coloridos chamados iluminuras, que mostravam cenas do dia a dia ou imagens religiosas.
Exemplos
Como quase não existia imprensa na Idade Média, cada livro era copiado letra por letra, à mão. Fazer um único livro podia levar meses ou até anos.
7O Reino Franco
Os francos eram um povo que vivia na margem inferior do Rio Reno, em terras que hoje pertencem à Bélgica e aos Países Baixos. Por volta do século III, eles se instalaram na Gália (atual França), que na época era do Império Romano. Lá viviam em tribos com pouco contato entre si.
Em 481, essas tribos se uniram em um único reino. Quem liderou essa união foi o rei Clóvis, considerado por muitos o fundador da atual França.
Em 496, Clóvis se converteu ao cristianismo, e isso fortaleceu muito o poder dele. O Reino Franco virou o primeiro reino germânico sob influência do papa, e a Igreja passou a legitimar o poder de Clóvis, isto é, a afirmar que ele era rei não só diante dos homens, mas também diante de Deus.
Com o apoio da Igreja, Clóvis conquistou muitos territórios. Em troca, os francos espalhavam a fé cristã, ajudando a Igreja a crescer pela Europa. Depois da morte de Clóvis, em 511, o reino entrou em crises e só se recuperou dois séculos depois, quando Carlos, da dinastia dos carolíngios, assumiu o reino em 771.
Exemplos
Resposta modelo: Qual foi o papel de Clóvis? Ele uniu as tribos francas em um só reino (481), converteu-se ao cristianismo (496), ganhou o apoio da Igreja e ampliou o território por meio de conquistas.
Nota importante: em 732, na Batalha de Poitiers, os carolíngios comandaram o exército franco e impediram que os muçulmanos (que já dominavam o norte da África e a Península Ibérica) invadissem o reino. Por isso ficaram conhecidos como os grandes defensores do mundo cristão.
Documento de apoio (Le Goff): 'Clóvis é considerado, desde a Idade Média, o verdadeiro fundador da França.' Em 1965, o presidente De Gaulle disse: 'Para mim, a história da França começa com Clóvis [...] o elemento decisivo é que Clóvis foi o primeiro rei a ser batizado cristão.'
Linha do tempo do Reino Franco
Ano
Acontecimento
Século III
Os francos se instalam na Gália (atual França)
481
Clóvis une as tribos e funda o Reino Franco
496
Clóvis se converte ao cristianismo
511
Morte de Clóvis; começam as crises
732
Batalha de Poitiers: carolíngios contêm os muçulmanos
771
Carlos (Carlos Magno) assume o Reino Franco
8O Império Carolíngio (800-887)
Na noite de Natal do ano 800, o papa Leão III coroou o rei Carlos como imperador dos romanos, tratando-o como representante de Deus na Terra.
Com esse gesto, o papa queria duas coisas: restaurar a glória do antigo Império Romano do Ocidente e fortalecer o poder da Igreja com o apoio do imperador. Carlos passou a ser chamado de Carlos Magno (magnus significa grande em latim).
A partir daí, o Reino dos Francos virou o Império Carolíngio. Carlos Magno centralizou muito o poder e chegou a controlar a própria Igreja: nomeava bispos e abades, que quase viraram funcionários do governo, e queria que o culto religioso fosse igual em todo o império.
Para governar um território tão grande, ele criou uma estrutura administrativa: dividiu o império em territórios menores e entregou cada um a pessoas de confiança.
Exemplos
Resposta modelo: 'Como era a relação entre Carlos Magno e a Igreja?' Era de troca e de proximidade: o papa o coroou imperador e legitimou seu poder; em troca, Carlos Magno protegia a Igreja, espalhava o cristianismo nas terras conquistadas e nomeava bispos e abades, controlando a Igreja.
Cargos criados por Carlos Magno
Cargo
Território que administrava
Detalhe / símbolo
Conde
Condado (o império foi dividido em cerca de 300)
Coroa com 16 pérolas
Duque
Ducado (união de vários condados)
Coroa com oito flores de ouro; representava o rei e suas decisões valiam como as do rei
Marquês
Marcas (áreas de fronteira)
Coroa com quatro flores de ouro e três pérolas entre elas; escolhido entre a nobreza local
Missi dominici
Visitavam os condados
Geralmente dois (um clérigo e um leigo); fiscalizavam bispos, abades e condes e ouviam queixas do povo
8.1O Renascimento Carolíngio
Carlos Magno queria um clero (os religiosos) e uma nobreza mais bem preparados. Por isso mandou criar escolas em todo o império, o que gerou uma grande renovação intelectual chamada Renascimento Carolíngio.
Foram criadas as escolas palatinas, para instruir os jovens da nobreza, e as escolas episcopais, para formar padres. O ensino não era só de Bíblia: incluía Gramática, Astronomia, Matemática, Música e leitura de textos da Antiguidade greco-romana.
Essa renovação chegou também à Arquitetura e à Arte. E trouxe a minúscula carolíngia, uma escrita com letras minúsculas que influenciou todo o Período Medieval e facilitou muito a leitura.
Com a morte de Carlos Magno, em 814, o império começou a se desfazer. Houve brigas entre os herdeiros e invasões dos normandos (vikings). Pelo Tratado de Verdun, de 843, o território foi dividido em três reinos governados pelos netos de Carlos Magno.
Exemplos
Documento De litteris colendis (786): Carlos Magno escreve a um abade dizendo que bispados e mosteiros devem ser zelosos na cultura das letras. Ele percebeu, pelas cartas recebidas, que os monges escreviam com erros e temia que quem escreve mal também compreenda mal as Sagradas Escrituras — pois 'os erros do pensamento são mais perigosos que os erros das palavras'. Esse documento se liga ao Renascimento Carolíngio porque mostra o incentivo do imperador à educação dos religiosos.
Obra citada: a Catedral de Aachen (Aquisgrão), na Alemanha, erguida por Carlos Magno por volta de 790; desde 1978 é patrimônio mundial da UNESCO.
Tratado de Verdun (843)
Reino
Quem governava
Reino de Carlos
Neto de Carlos Magno (parte oeste, região de Paris/Bordéus)
Reino de Lotário
Neto de Carlos Magno (faixa central, de Verdun até Roma)
Reino de Luís
Neto de Carlos Magno (parte leste, região de Hamburgo/Salzburgo)
9Sacro Império Romano-Germânico
O Sacro Império foi outro reino poderoso da Idade Média. Ele nasceu da união de vários territórios europeus, com a ideia de restabelecer a glória do antigo Império Romano do Ocidente. A palavra sacro significa sagrado.
Alguns historiadores dizem que o governo de Carlos Magno já foi o começo desse império, porque sua coroação foi a primeira tentativa de construir um império medieval católico.
No fim do século IX, porém, a dinastia carolíngia perdeu força e começaram as disputas pelo poder. Vários reinados curtos se sucederam até o título de imperador ser extinto em 924, marcando o fim do Império Carolíngio.
Só em 962 um novo império se formou, e esse duraria mais de 800 anos. Naquele ano, Otão I, rei da Germânia, foi coroado imperador pelo papa João XII, depois de unificar vários territórios no norte da atual Itália. Ele dizia estar continuando o legado de Carlos Magno.
Com o tempo o império cresceu e seus governantes ligaram cada vez mais o título à Roma Antiga. O filho de Otão, Otão II, declarou-se imperador romano. Depois o reino foi chamado de Sacro Império, Sacro Império Romano e, finalmente, Sacro Império Romano-Germânico, em 1512.
Exemplos
No auge, o Sacro Império incluía territórios que hoje são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Países Baixos, Luxemburgo, República Checa, República Eslovaca, Eslovênia, leste da França, norte da Itália e oeste da Polônia.
Do Império Carolíngio ao Sacro Império
Ano
Acontecimento
800
Coroação de Carlos Magno pelo papa Leão III
814
Morte de Carlos Magno; começa a desagregação
843
Tratado de Verdun divide o império em três reinos
924
Título de imperador é extinto: fim do Império Carolíngio
962
Otão I é coroado imperador pelo papa João XII
1512
O reino passa a se chamar Sacro Império Romano-Germânico
9.1Cesaropapismo
Uma marca do Sacro Império era a ligação entre o poder do imperador e a religião. Era comum o papa coroar o imperador.
Com o tempo, porém, os nobres começaram a se meter em assuntos que antes eram só da Igreja. Esse tipo de interferência recebeu o nome de cesaropapismo: quando o poder político (o Estado) manda no poder religioso (a Igreja).
Essa mistura causou muitos conflitos. O mais famoso deles foi a Querela das Investiduras.
9.2Querela das Investiduras
A palavra querela vem do latim e significa questão, discussão, conflito. Investidura era o nome dado à ação de nomear pessoas do clero para cargos religiosos importantes, como o de bispo.
Naquela época, cobrar o dízimo e ocupar cargos administrativos da Igreja dava muito dinheiro. Por isso os nobres passaram a interferir: os reis escolhiam os bispos e os senhores feudais indicavam os curas, padres ou párocos (os responsáveis por uma igreja local). Até o papa ficou sob as ordens dos nobres italianos.
Vendo que a autoridade máxima da Igreja estava perdendo poder, grupos católicos iniciaram um movimento de reforma para conquistar mais autonomia para o clero. Os principais responsáveis foram os monges da Abadia de Cluny. Esse movimento bateu de frente com os interesses do Sacro Império e ficou conhecido como Querela das Investiduras.
Em 1058, o papa Nicolau II criou o Colégio dos Cardeais, para eleger os futuros papas. Em 1073, Gregório VII, monge de Cluny, foi eleito papa e proibiu que qualquer rei concedesse cargos religiosos.
O rei do Sacro Império, Henrique IV, tentou depor o papa, mas acabou excomungado (expulso da Igreja). Como a sociedade era muito religiosa, ele perdeu o apoio dos nobres e vários principados se declararam independentes. Depois conseguiu o perdão, mas mesmo assim organizou tropas para derrubar o papa.
Os conflitos só terminaram em 1122, com a Concordata de Worms, um documento que delimitou os poderes da Igreja e dos monarcas: os nobres podiam até indicar bispos, mas só o papa daria a eles a autoridade sagrada.
Exemplos
Resposta modelo: 'O que motivou a Querela das Investiduras?' A disputa pelo direito de nomear bispos e outros cargos da Igreja, que eram muito lucrativos. Grupos envolvidos: de um lado o papa e os monges reformadores da Abadia de Cluny; do outro, os reis e nobres do Sacro Império Romano-Germânico.
A Concordata de Worms foi assinada na Catedral de Worms (Alemanha), em 1122, pelo rei Henrique V e pelo papa Calisto II.
Etapas da Querela das Investiduras
Ano
Acontecimento
1058
Papa Nicolau II cria o Colégio dos Cardeais para eleger os papas
1073
Gregório VII é eleito papa e proíbe reis de concederem cargos religiosos
Depois de 1073
Henrique IV tenta depor o papa e é excomungado; perde apoio dos nobres
1122
Concordata de Worms: só o papa dá a autoridade sagrada aos bispos
10+Atitude: em que ano estamos? (a história do calendário)
Responder em que ano estamos depende da cultura em que a pessoa vive. Egípcios, chineses, maias e gregos criaram calendários próprios, influenciados pela religião e pela cultura. Nosso calendário é herança romana.
Em 46 a.C., o ditador romano Caio Júlio César percebeu erros no calendário e criou o calendário juliano, baseado nos movimentos da Lua e do Sol. Ele já tinha anos de 365 dias e anos bissextos.
Mas César não conhecia o cristianismo — Jesus ainda nem havia nascido. Quem passou a contar os anos a partir do nascimento de Jesus foi Dionísio, um monge do século VI (Idade Média). Calculando a data da Páscoa, ele mudou o critério de contagem. A Igreja Católica adotou essa forma, que aos poucos se espalhou pelo mundo.
O calendário que usamos hoje, o calendário gregoriano, só foi criado em 1582, pelo papa Gregório XIII. Descobriu-se que o calendário juliano estava atrasado por um erro na quantidade de anos bissextos. Para corrigir, foi preciso pular dez dias: o dia 4 de outubro de 1582 foi seguido imediatamente pelo dia 15 de outubro.
Exemplos
Atividade proposta: em grupos, pesquisar outro calendário respondendo: qual é a história dele? Quem o criou e por quê? Quem o adota hoje? Em que ano estamos nele? Qual é o marco inicial da contagem dos anos?
Os calendários
Calendário
Quando surgiu
Quem criou
Novidade
Juliano
46 a.C.
Caio Júlio César
Anos de 365 dias e anos bissextos, baseados na Lua e no Sol
Contagem a partir de Cristo
Século VI
Monge Dionísio
Contar os anos a partir do nascimento de Jesus (a.C. e d.C.)
Gregoriano
1582
Papa Gregório XIII
Correção do erro dos bissextos; pulou-se de 4 para 15 de outubro
11Revisão: o que você estudou neste capítulo
Vamos recapitular tudo o que apareceu no capítulo, para você revisar antes da prova.
Primeiro: as características dos povos germânicos e como nasceram os reinos romano-germânicos, que misturavam heranças romanas e germânicas.
Segundo: a importância da Igreja Católica e do latim como elementos de unidade social e cultural da Europa medieval.
Terceiro: o Reino Franco (Clóvis), o Império Carolíngio (Carlos Magno) e o Renascimento Carolíngio.
Quarto: a formação do Sacro Império Romano-Germânico e a Querela das Investiduras.
Exemplos
Questão de vestibular (UFRN): a Alta Idade Média foi marcada principalmente pela religião cristã, que favoreceu a mescla dos elementos culturais romanos e germânicos. Resposta: alternativa b.
Questão (FUVEST): o patrimônio greco-romano não desapareceu com a Antiguidade porque a Igreja serviu de conduto para sua sobrevivência (lembre dos monges copistas). Resposta: alternativa d.
Questão (UEPB): a presença dos bárbaros no Império Romano foi gradual, começou antes das invasões, com eles trabalhando na agricultura e no exército. Resposta: alternativa b.
Questão (PUC-PR): o grupo germano organizador do reino de Clóvis e Carlos Magno foi o dos francos. Resposta: alternativa d.
Questão (UTFPR): os funcionários que fiscalizavam o cumprimento das ordens de Carlos Magno eram os missi dominici. Resposta: alternativa c.
Palavras-chave do capítulo
Termo
Significado curto
Desagregação
O império romano foi se desmontando aos poucos, não caiu por um único motivo
Bárbaros
Nome dado pelos romanos a quem não era do império e não falava latim
Reinos romano-germânicos
Reinos que misturaram estruturas romanas com tradições germânicas
Ruralização
Fuga das pessoas das cidades para o campo
Butim
Bens saqueados dos derrotados em uma guerra
Feudalismo
Organização política e social nascida da relação entre reis, nobres, guerreiros e camponeses
Línguas neolatinas
Línguas nascidas do latim vulgar misturado às línguas germânicas
Iluminuras
Desenhos coloridos em miniatura que enfeitavam os manuscritos
Missi dominici
Agentes imperiais que fiscalizavam os condados de Carlos Magno
Cesaropapismo
Quando o poder político (Estado) manda no poder religioso (Igreja)
Investidura
Ato de nomear alguém para um cargo religioso importante
Concordata de Worms (1122)
Acordo que delimitou os poderes do papa e dos monarcas
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Começa a Idade Média: periodização e marcos históricos
1Múltipla escolha
A Idade Média é o período da história que começa em 476 e termina em 1453. Os historiadores dividem esse tempo em duas partes: Alta Idade Média (séculos V a XI) e Baixa Idade Média (séculos XI a XV).
Qual acontecimento é usado, tradicionalmente, para marcar o início da Idade Média?
Resposta
Alternativa b) A tomada de Roma pelos hérulos e a deposição do último imperador romano do Ocidente.
Resolução passo a passo
O marco tradicional do início da Idade Média é o ano de 476. Nesse ano, o chefe hérulo Odoacro tomou Roma e tirou do trono Rômulo Augústulo, o último imperador romano do Ocidente.
Por isso, a alternativa correta é a b.
As outras não servem como marco inicial: a coroação de Carlos Magno foi em 800, a Concordata de Worms em 1122 e a morte de Clóvis em 511. Todas aconteceram depois de 476, ou seja, já dentro da Idade Média.
2Dissertativo
Muitos historiadores preferem usar a palavra desagregação em vez de "queda" do Império Romano do Ocidente. Explique por que essa troca de palavra faz sentido.
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Resposta
Porque o Império Romano do Ocidente não caiu de uma hora para outra: ele foi se enfraquecendo aos poucos, ao longo de muitos anos. A palavra desagregação mostra esse processo lento; "queda" dá a ideia falsa de um tombo repentino.
Resolução passo a passo
Pense na palavra queda: ela faz a gente imaginar algo que despenca de repente, num único dia.
Mas não foi assim. O Império Romano vinha perdendo força há muito tempo: crises econômicas, dificuldade de defender fronteiras enormes, entrada de vários povos germânicos, diminuição do comércio e das cidades.
A palavra desagregação significa se desfazer aos poucos, como um pão que vai esfarelando. Ela explica melhor o que aconteceu: o poder de Roma foi se partindo em pedaços até virar vários reinos.
O ano de 476 é apenas um marco escolhido pelos historiadores para organizar o estudo, e não o dia exato em que tudo acabou.
3Dissertativo
A periodização tradicional (Antiguidade, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea) recebe críticas de vários estudiosos. Explique qual é a principal crítica, citando o que essa divisão deixa de lado.
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Resposta
A principal crítica é que essa divisão é eurocentrista: ela foi criada olhando só para a história da Europa e deixa de fora a história de povos da África, da Ásia, da Oceania e da América, que viveram outros processos em outros ritmos.
Resolução passo a passo
Primeiro, observe os marcos usados: 476 (fim do Império Romano do Ocidente) e 1453 (tomada de Constantinopla). Os dois são acontecimentos europeus.
Agora pense: em 476, o que acontecia entre os povos indígenas da América, no Japão ou nos reinos africanos? A vida deles não mudou por causa de Roma. Para essas sociedades, essas datas não significam nada.
Por isso os estudiosos dizem que a periodização tradicional é eurocentrista, ou seja, coloca a Europa no centro do mundo.
A divisão continua sendo usada porque ajuda a organizar o estudo, mas precisa ser entendida como uma escolha, e não como a única forma de contar a história da humanidade.
4Calcule
Calcule quantos anos durou a Idade Média, de 476 até 1453. Depois, escreva a conta que você usou.
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Resposta
A Idade Média durou 977 anos. Conta: 1453 − 476 = 977.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Identifique as datas: início em 476 e fim em 1453.
Passo 2 – Para saber quanto tempo passou entre dois anos depois de Cristo, fazemos uma subtração: ano final menos ano inicial.
Passo 3 – Calcule: 1453 − 476 = 977
Passo 4 – Responda com sentido: a Idade Média durou 977 anos, ou seja, quase mil anos. Por isso ela é o período mais longo da periodização tradicional.
5Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso:
A Idade Média durou quase mil anos.
A Alta Idade Média vai do século XI ao século
XV)O ano de 476 é considerado o fim da Antiguidade.
A divisão da História em períodos foi criada olhando principalmente para a história da Europa.
Resposta
V – F – V – V
Resolução passo a passo
1ª frase (V): 977 anos é quase mil anos, como calculamos no exercício anterior.
2ª frase (F): quem vai do século XI ao XV é a Baixa Idade Média. A Alta Idade Média vai do século V ao XI.
3ª frase (V): 476 é o marco que encerra a Antiguidade e abre a Idade Média.
4ª frase (V): os marcos escolhidos (476 e 1453) são acontecimentos da Europa. Essa é justamente a crítica do eurocentrismo.
Os povos germânicos e a formação dos reinos romano-germânicos
6Dissertativo
Os romanos chamavam os povos germânicos de bárbaros. Explique por que eles usavam esse nome e diga se ele servia para um único povo ou para vários.
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Resposta
Os romanos chamavam de bárbaros todos os povos que não falavam latim nem grego e que não viviam segundo os costumes romanos. Para eles, a fala desses povos parecia um som sem sentido. O nome não era de um único povo: servia para vários povos diferentes, como visigodos, ostrogodos, vândalos, francos, anglos e saxões.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a origem da palavra. Para os gregos e romanos, quem não falava a língua deles fazia um som parecido com bar-bar-bar. Daí veio bárbaro, que queria dizer estrangeiro.
Passo 2 – Perceba o preconceito. Com o tempo, a palavra passou a significar também rude, sem cultura. Mas isso era o modo como os romanos enxergavam os outros, e não a verdade sobre esses povos.
Passo 3 – Responda sobre a quantidade de povos. "Bárbaro" era um nome geral, um "apelido coletivo". Debaixo dele existiam muitos povos, cada um com sua língua, seus deuses e seus costumes: visigodos, ostrogodos, vândalos, francos, burgúndios, anglos, saxões.
Passo 4 – Conclua: por isso os historiadores preferem falar em povos germânicos, que é um nome mais respeitoso e mais correto.
7Múltipla escolha
Leia as características abaixo e marque a alternativa que reúne apenas hábitos dos povos germânicos antes de ocuparem o território romano.
Resposta
Alternativa b) Eram politeístas, viviam em tribos e transmitiam seus conhecimentos de forma oral.
Resolução passo a passo
Antes de entrarem no território romano, os povos germânicos eram politeístas (acreditavam em vários deuses), viviam em tribos comandadas por chefes guerreiros e não usavam a escrita: passavam histórias, leis e costumes de boca em boca, ou seja, de forma oral.
Por isso a alternativa b está correta.
A a está errada porque o cristianismo e as leis escritas vieram só depois do contato com Roma. A c descreve o Império Romano, não os germanos. A d também está errada: eles praticavam agricultura e criação de animais, e não viviam do comércio marítimo.
8Dissertativo
Nem todos os germanos entraram no Império Romano do mesmo jeito. Descreva as duas formas de entrada no território romano citadas no capítulo e dê um exemplo do que acontecia em cada uma.
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Resposta
As duas formas eram a entrada pacífica e a entrada violenta. Na pacífica, grupos germânicos eram aceitos como aliados (federados) dentro do império: recebiam terras para morar e, em troca, trabalhavam como soldados defendendo as fronteiras. Na violenta, grupos entravam à força, invadindo e saqueando cidades e campos romanos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Primeira forma: a entrada pacífica. Roma tinha fronteiras enormes e faltava gente para defendê-las. Então o império fazia acordos com povos germânicos: eles podiam se instalar em certas áreas e viravam federados, isto é, aliados que serviam no exército romano e cuidavam das fronteiras.
Passo 2 – Segunda forma: a entrada violenta. Pressionados por outros povos (como os hunos, que vinham da Ásia) e em busca de terras melhores, muitos grupos atravessaram as fronteiras sem autorização, atacando vilas e cidades romanas e levando o que encontravam.
Passo 3 – Junte as duas ideias: com o império já enfraquecido, essas entradas foram se somando até que os germanos passaram a mandar em boa parte do Ocidente, formando novos reinos.
9Dissertativo
Os reinos formados depois da desagregação do Império Romano foram chamados de reinos romano-germânicos. Por que eles receberam esse nome duplo? Cite um elemento romano e um elemento germânico que existia neles.
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Resposta
Porque esses reinos misturavam heranças dos romanos com costumes dos germanos. Exemplo romano: o uso do latim, das leis escritas, do cristianismo e da forma de administrar o território. Exemplo germânico: o poder do chefe guerreiro (o rei escolhido entre os guerreiros), os costumes transmitidos oralmente e a fidelidade entre chefe e soldados.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Olhe para o nome: romano-germânico tem duas partes porque a sociedade também tinha duas origens.
Passo 2 – Quando os germanos se instalaram nas antigas terras do império, eles não apagaram tudo o que era romano. Aproveitaram a língua latina, o cristianismo e muitas leis e formas de governar que já existiam ali.
Passo 3 – Ao mesmo tempo, trouxeram seus próprios costumes: a força do chefe guerreiro, a divisão do butim, os laços de fidelidade pessoal e tradições passadas de boca em boca.
Passo 4 – Conclusão: dessa mistura nasceram os reinos romano-germânicos, base da Europa medieval.
10Calcule
Observe as informações sobre a duração de alguns reinos: Reino dos Vândalos (429 a 535), Reino dos Ostrogodos (493 a 553) e Reino dos Visigodos (472 a 711).
Calcule quantos anos cada um desses reinos durou e diga qual foi o mais duradouro.
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Resposta
Vândalos: 106 anos (535 − 429). Ostrogodos: 60 anos (553 − 493). Visigodos: 239 anos (711 − 472). O mais duradouro foi o Reino dos Visigodos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Para cada reino, faça a subtração ano final − ano inicial.
Passo 2 – Vândalos: 535 − 429 = 106 anos.
Passo 3 – Ostrogodos: 553 − 493 = 60 anos.
Passo 4 – Visigodos: 711 − 472 = 239 anos.
Passo 5 – Compare os três resultados: 239 > 106 > 60. Logo, o Reino dos Visigodos, na Península Ibérica, durou mais tempo que os outros dois.
11Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso:
O Reino dos Visigodos se organizou na Península Ibérica, onde hoje ficam Portugal e Espanha.
Os reinos dos Ostrogodos e dos Vândalos foram dominados pelo Império Bizantino.
O Reino dos Visigodos acabou em 711, quando foi invadido pelos árabes muçulmanos.
O reino mais estável formado depois da desagregação do Império Romano foi o dos vândalos.
Resposta
V – V – V – F
Resolução passo a passo
1ª frase (V): os visigodos se fixaram na Península Ibérica, região onde hoje ficam Portugal e Espanha.
2ª frase (V): tanto o reino dos ostrogodos (na Itália) quanto o dos vândalos (no norte da África) foram conquistados pelo Império Bizantino, o Império Romano do Oriente.
3ª frase (V): em 711, exércitos árabes muçulmanos atravessaram o estreito de Gibraltar e puseram fim ao reino visigodo.
4ª frase (F): o reino mais estável e duradouro foi o dos francos, e não o dos vândalos, que foi destruído pelos bizantinos.
12Dissertativo
Complete o quadro comparando o Império Romano e os povos germânicos nos aspectos indicados. Escreva uma frase curta em cada espaço.
| Aspecto | Império Romano | Povos germânicos | |---|---|---| | Religião (antes das conversões) | | | | Escrita | | | | Leis | | |
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Resposta
Religião – Império Romano: no início eram politeístas e, a partir de 380, o catolicismo virou a religião oficial. Povos germânicos: eram politeístas, com vários deuses ligados à natureza e à guerra.
Escrita – Império Romano: usavam a escrita em latim para leis, documentos e literatura. Povos germânicos: não usavam escrita; a cultura era passada de forma oral.
Leis – Império Romano: tinham leis escritas e um direito organizado. Povos germânicos: seguiam costumes decididos por chefes e assembleias de guerreiros, guardados na memória.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Religião. Compare: os germanos acreditavam em muitos deuses; os romanos, depois do imperador Teodósio (ano 380), adotaram o catolicismo como religião oficial. Mais tarde, vários chefes germânicos se converteram.
Passo 2 – Escrita. Roma deixou livros, inscrições e documentos em latim. Os germanos guardavam tudo na memória e contavam histórias em voz alta, de geração em geração.
Passo 3 – Leis. Em Roma, as regras eram escritas e valiam para todos os cidadãos. Entre os germanos, valia o costume: o que sempre se fez, decidido nas reuniões de homens livres e guerreiros.
Passo 4 – Perceba por que a mistura dos dois mundos deu origem a algo novo: os reinos romano-germânicos.
A estrutura dos novos reinos e os grupos sociais
13Múltipla escolha
Com a desagregação do Império Romano, muita gente saiu das cidades e foi morar no campo. Esse processo é chamado de ruralização.
Quais foram os dois motivos citados no capítulo para essa fuga das cidades?
Resposta
Alternativa b) Os ataques às antigas cidades romanas e os surtos de doenças.
Resolução passo a passo
Com o império enfraquecido, as cidades ficaram perigosas: sofriam ataques e saques e não tinham mais um exército forte para defendê-las.
Além disso, muita gente vivendo junta, sem boa higiene e sem os serviços romanos funcionando, favorecia surtos de doenças.
Por esses dois motivos, muitas pessoas foram morar no campo, onde podiam plantar o próprio alimento e viver com mais segurança. A esse movimento damos o nome de ruralização.
As demais alternativas citam fatos que não explicam a saída das cidades.
14Dissertativo
Para os povos germânicos, a posse da terra era muito importante. Explique o que a terra representava para eles e o que os reis costumavam fazer com o território do reino.
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Resposta
Para os germanos, a terra era a principal fonte de riqueza, de prestígio e de poder: quem tinha terra tinha alimento, gente trabalhando e guerreiros ao seu lado. Por isso os reis costumavam dividir e doar partes do território aos chefes guerreiros que lhes eram fiéis, como recompensa e para garantir apoio militar.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre que o comércio tinha diminuído e o dinheiro circulava pouco. Então a riqueza estava principalmente na terra, que produzia comida.
Passo 2 – Quem possuía terras também tinha poder sobre as pessoas que trabalhavam nelas. Ter terra era, portanto, ter prestígio e autoridade.
Passo 3 – O rei não conseguia governar sozinho um território grande. Então doava pedaços dele aos nobres guerreiros, em troca de fidelidade e de ajuda nas guerras.
Passo 4 – Consequência importante: com o tempo, alguns desses nobres juntaram tanta terra que ficaram tão ou mais poderosos que o próprio rei.
15Dissertativo
O butim era o conjunto de bens saqueados dos derrotados em uma guerra. Explique por que os reis mantinham seus soldados em campanhas militares constantes e diga entre quem o butim era dividido.
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Resposta
Os reis mantinham guerras constantes para conquistar novas terras e riquezas, manter os guerreiros ocupados e recompensá-los, garantindo a fidelidade deles. O butim era dividido entre o rei e seus guerreiros/soldados, conforme a importância de cada um.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o termo: butim é tudo o que se tomava dos derrotados numa guerra: ouro, armas, animais, alimentos e até prisioneiros, que eram escravizados.
Passo 2 – Pense no problema do rei: ele precisava de guerreiros sempre prontos. Mas como pagá-los, se havia pouco dinheiro circulando?
Passo 3 – A solução era a guerra. Cada campanha trazia butim e terras para distribuir. Assim o rei premiava os soldados e conquistava a fidelidade deles.
Passo 4 – Conclua: a partilha do butim entre o rei e seus guerreiros era uma forma de pagamento e também de manter o grupo unido.
16Múltipla escolha
Nos primeiros reinos medievais, muitos camponeses guerreiros doavam suas terras aos chefes guerreiros, mas continuavam trabalhando nelas. Qual era a consequência desse acordo?
Resposta
Alternativa b) Os camponeses continuavam livres, mas ficavam dependentes dos nobres guerreiros.
Resolução passo a passo
Nesse acordo, o camponês entregava a posse da terra ao chefe guerreiro em troca de proteção, mas continuava morando e trabalhando ali.
Resultado: ele não virava escravizado (seguia sendo uma pessoa livre), porém passava a depender do nobre, devendo-lhe obediência e parte da produção.
Por isso a alternativa correta é a b. Esse tipo de relação, de proteção em troca de dependência, é uma das raízes do futuro feudalismo.
17Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso:
A maior parte da população dos novos reinos era formada por camponeses.
Os camponeses só plantavam; nunca construíam casas nem trabalhavam como ferreiros.
Com o tempo, o poder de alguns nobres guerreiros ficou maior que o do próprio rei.
Prisioneiros de guerra eram escravizados e considerados parte do butim.
Resposta
V – F – V – V
Resolução passo a passo
1ª frase (V): a maioria da população era de camponeses, que produziam o alimento de todos.
2ª frase (F): os camponeses faziam muitos outros trabalhos, como construir casas, moinhos, cercas e atuar como ferreiros ou carpinteiros.
3ª frase (V): recebendo terras e guerreiros, alguns nobres acumularam tanto poder que chegaram a ser mais fortes que o rei.
4ª frase (V): os prisioneiros capturados em guerra eram escravizados e contavam como parte do butim.
18Dissertativo
Cite os quatro grupos sociais que serviram de base para a sociedade medieval europeia e que, séculos depois, deram origem ao feudalismo.
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Resposta
Os quatro grupos eram: os reis, os nobres guerreiros (chefes militares donos de terras), os camponeses (livres, mas dependentes) e as pessoas escravizadas (na maioria, prisioneiros de guerra).
Resolução passo a passo
Passo 1 – No topo estava o rei, chefe do reino e do exército, que distribuía terras.
Passo 2 – Logo abaixo vinham os nobres guerreiros, que recebiam terras do rei e lutavam por ele.
Passo 3 – A maioria da população era formada pelos camponeses, que trabalhavam na terra e entregavam parte da produção em troca de proteção.
Passo 4 – Na base estavam as pessoas escravizadas, geralmente prisioneiras de guerra, sem liberdade.
Passo 5 – Séculos depois, essa organização (terra + proteção + trabalho + fidelidade) se transformou no feudalismo.
A Igreja Católica, o latim e os monges copistas
19Múltipla escolha
Os reinos romano-germânicos eram muito diferentes entre si, mas mantinham certa unidade. Quais foram os dois principais fatores responsáveis por essa unidade social e cultural?
Resposta
Alternativa b) A Igreja Católica e a língua latina.
Resolução passo a passo
Mesmo sendo reinos diferentes, com reis e costumes próprios, todos eles tinham dois elementos em comum.
O primeiro era a Igreja Católica, presente em quase todo o Ocidente, com seus padres, bispos e mosteiros organizando a vida religiosa.
O segundo era a língua latina, usada nos documentos, nas leis e nas missas, funcionando como uma espécie de língua comum.
Por isso a resposta é a b. O feudalismo e as cidades comerciais vieram depois, e o exército romano já não existia.
20Dissertativo
Explique como a Igreja Católica se tornou uma instituição tão rica e poderosa na Europa durante a Idade Média. Cite pelo menos dois fatos apresentados no capítulo.
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Resposta
A Igreja ficou rica e poderosa porque: em 380 o catolicismo virou a religião oficial do Império Romano; recebeu doações de terras e heranças de fiéis e de reis; cobrava o dízimo; e conquistou a conversão de reis germânicos, ampliando sua influência sobre povos inteiros.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Um marco importante: no ano 380, o imperador Teodósio tornou o cristianismo a religião oficial do império. A Igreja deixou de ser perseguida e passou a ser apoiada pelo Estado.
Passo 2 – Depois, com o medo da morte e a crença na salvação, muitos fiéis e nobres doavam terras e bens à Igreja em testamento. Assim ela virou uma das maiores proprietárias de terras da Europa.
Passo 3 – Havia ainda o dízimo, a parte da produção ou da renda que os fiéis entregavam à Igreja.
Passo 4 – Por fim, a conversão de reis germânicos (como Clóvis) levava povos inteiros ao catolicismo, aumentando o poder político da Igreja, que passou a aconselhar e legitimar governantes.
21Dissertativo
O capítulo cita três reis que se converteram ao cristianismo entre o fim do século V e o início do século VI: Clóvis, Sigismundo e Recaredo. Explique por que essas conversões foram importantes para a Igreja.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque, naquela época, quando o rei se convertia, o povo do reino costumava seguir a mesma religião. Assim, cada conversão trazia milhares de novos fiéis, ampliava o território católico e criava uma aliança política entre a Igreja e o poder dos reis.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o peso do rei: ele era o chefe do povo. Sua decisão religiosa servia de exemplo e muitas vezes era seguida por nobres e súditos.
Passo 2 – Ao converter Clóvis (francos), Sigismundo (burgúndios) e Recaredo (visigodos), a Igreja conquistou três reinos inteiros.
Passo 3 – Isso também enfraqueceu outras versões do cristianismo, como o arianismo, seguido por vários germanos.
Passo 4 – Conclusão: as conversões aumentaram o número de fiéis, as doações e a influência política da Igreja sobre os reinos romano-germânicos.
22Dissertativo
Existiam duas formas de latim no Império Romano: o latim culto e o latim vulgar. Explique a diferença entre os dois e diga quem falava cada um deles.
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Resposta
O latim culto era a forma escrita e cuidada da língua, usada pela elite: autoridades, escritores, pessoas instruídas e a Igreja em documentos e livros. O latim vulgar era a forma falada no dia a dia pelo povo comum: soldados, comerciantes, camponeses e trabalhadores.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pense em dois jeitos de usar uma mesma língua: um mais formal, de livro, e outro mais solto, de conversa.
Passo 2 – O latim culto era o formal: seguia regras de gramática, aparecia em leis, obras literárias e textos religiosos. Quem o dominava tinha estudado.
Passo 3 – O latim vulgar era o da rua. A palavra vulgar aqui significa do povo, e não algo feio. Era falado sem tanta preocupação com regras e variava de região para região.
Passo 4 – Guarde esta consequência: foi do latim vulgar, misturado às falas dos povos germânicos, que nasceram o português, o espanhol, o francês e o italiano.
23Múltipla escolha
Português, espanhol, italiano e francês são exemplos de línguas neolatinas. Como essas línguas se formaram?
Resposta
Alternativa c) Surgiram da mistura do latim vulgar com as línguas dos povos germânicos de cada região.
Resolução passo a passo
Com o fim do Império Romano do Ocidente, cada região ficou mais isolada. O latim vulgar falado em cada lugar foi mudando de um jeito diferente.
Esse latim do povo também se misturou com as palavras e sons trazidos pelos povos germânicos que se instalaram ali.
Depois de séculos, essas falas ficaram tão diferentes umas das outras que viraram novas línguas: as línguas neolatinas (neo = novo). Por isso a resposta é a c.
As outras alternativas estão erradas: nenhuma língua foi "inventada" por monges, elas não vêm do latim culto das escolas nem do grego antigo.
24Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso:
Em 380, o catolicismo se tornou a religião oficial do Império Romano.
O latim desapareceu completamente depois da queda do Império Romano do Ocidente.
A Igreja usava o latim em documentos e nas celebrações religiosas.
O latim vulgar existiu até por volta do século IX.
Resposta
V – F – V – V
Resolução passo a passo
1ª frase (V): em 380, com o imperador Teodósio, o catolicismo virou a religião oficial do Império Romano.
2ª frase (F): o latim não desapareceu. Ele continuou vivo na Igreja, nos documentos e, transformado, deu origem às línguas neolatinas.
3ª frase (V): a Igreja usava o latim nas missas, nas orações e em todos os seus documentos.
4ª frase (V): o latim vulgar foi falado até por volta do século IX; depois disso já se falava algo bem diferente, que se tornaria as novas línguas.
25Dissertativo
Os monges copistas tiveram um papel muito importante na Idade Média. Explique qual era o trabalho deles e por que esse trabalho foi essencial para a História.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Os monges copistas copiavam livros à mão, dentro dos mosteiros: Bíblias, textos religiosos e obras da Antiguidade greco-romana. Esse trabalho foi essencial porque, numa época sem imprensa, foi graças a essas cópias que muitos conhecimentos antigos não se perderam e chegaram até nós.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre que a imprensa (a máquina de imprimir livros) só surgiu no século XV. Antes disso, cada livro era feito letra por letra, à mão.
Passo 2 – Esse trabalho acontecia nos mosteiros, em salas chamadas escritórios de cópia. Um monge podia levar meses ou anos para terminar um único livro.
Passo 3 – Eles copiavam textos sagrados, mas também obras de filósofos, poetas, médicos e matemáticos da Grécia e de Roma.
Passo 4 – Conclusão: sem os copistas, muitos desses textos teriam sumido para sempre. Eles funcionaram como verdadeiros guardiões do conhecimento e são uma das principais fontes que os historiadores usam hoje.
26Múltipla escolha
O que são iluminuras e em que tipo de material os monges copiavam os textos?
Resposta
Alternativa a) São desenhos em miniatura que enfeitavam os manuscritos, copiados em pergaminhos.
Resolução passo a passo
As iluminuras eram pinturas pequenas e coloridas, muitas vezes com ouro e prata, feitas nas bordas das páginas e nas letras iniciais dos textos. Elas "iluminavam", isto é, davam brilho e beleza ao livro.
O material usado era o pergaminho, feito de pele de animais (como carneiro e bezerro) tratada até ficar fina e lisa. Era resistente e durava muito tempo, mas era caro.
Por isso a alternativa correta é a a. As outras confundem iluminura com lâmpada, oração ou mapa.
27Dissertativo
O texto de abertura do capítulo conta que cientistas criaram um programa de computador capaz de transcrever manuscritos medievais. Explique por que ler esses documentos é difícil para os pesquisadores e como essa tecnologia pode ajudar.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Ler manuscritos medievais é difícil porque eles estão escritos à mão, em latim ou em línguas antigas, com letras diferentes das de hoje, muitas abreviações e, às vezes, com a tinta apagada ou o pergaminho danificado. O programa de computador ajuda porque consegue transcrever esses textos muito mais rápido, permitindo que mais documentos sejam lidos, estudados e conhecidos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pense no obstáculo da escrita: cada copista tinha sua própria letra. Existiam estilos antigos, letras emendadas e abreviações que só especialistas reconhecem.
Passo 2 – Some a isso a língua: a maioria dos documentos está em latim ou em formas muito antigas das línguas europeias.
Passo 3 – Considere ainda o tempo: muitos pergaminhos estão manchados, rasgados ou desbotados, e alguns arquivos guardam milhares de páginas nunca lidas.
Passo 4 – Agora a solução: um programa treinado para reconhecer essas letras faz a transcrição automática, em pouco tempo, transformando a imagem em texto digital.
Passo 5 – Resultado: os pesquisadores ganham tempo para o que importa (interpretar o conteúdo) e o público pode acessar documentos que estavam praticamente escondidos.
28Múltipla escolha
Sobre a figura do papa, marque a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) A palavra "papa" significa "pai" em latim e os católicos consideram Pedro, discípulo de Jesus, o primeiro papa.
Resolução passo a passo
A palavra papa vem do latim e quer dizer pai. Ela mostra a ideia de que ele é o pai espiritual de todos os católicos.
Para a Igreja Católica, o apóstolo Pedro, discípulo de Jesus, foi o primeiro bispo de Roma e, portanto, o primeiro papa.
Ao longo da Idade Média, o papa teve também muito poder político: coroava imperadores, interferia em disputas e podia excomungar reis. Por isso a alternativa c está errada.
A a e a d também estão erradas: Carlos Magno foi imperador, não papa, e os papas não eram escolhidos pelos reis germânicos desde o século I.
O Reino Franco e o rei Clóvis
29Múltipla escolha
Em que região os francos se instalaram por volta do século III e a que país essa região corresponde hoje?
Resposta
Alternativa c) Na Gália, onde hoje fica a França.
Resolução passo a passo
Por volta do século III, os francos começaram a se instalar na região que os romanos chamavam de Gália, no noroeste da Europa.
Com o tempo, o nome desse povo deu origem ao nome do país: francos → França.
Por isso a resposta é a c. A Península Ibérica foi ocupada pelos visigodos, a Itália pelos ostrogodos e a Britânia por anglos e saxões.
30Dissertativo
Em 496, o rei Clóvis se converteu ao cristianismo. Explique como essa decisão fortaleceu o poder dele e o que a Igreja passou a fazer em relação ao seu governo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Ao se converter ao cristianismo em 496, Clóvis ganhou o apoio da Igreja e da população católica que já vivia na Gália. A Igreja passou a apoiar e legitimar o governo dele, apresentando-o como um rei escolhido por Deus, o que tornou sua autoridade mais forte e mais aceita.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Observe quem morava na Gália: muitos galo-romanos já eram católicos. Um rei pagão teria dificuldade para ser aceito por eles.
Passo 2 – Ao se batizar, Clóvis passou a ter a mesma fé desse povo. Isso diminuiu conflitos e aumentou sua aceitação.
Passo 3 – A Igreja, por sua vez, começou a apoiar publicamente o rei, dizendo que seu poder vinha de Deus. Bispos e padres ajudavam a administrar o reino, pois sabiam ler e escrever.
Passo 4 – Resultado: Clóvis ficou mais forte diante dos outros chefes germânicos, muitos deles arianos, e seu reino se tornou o mais poderoso do Ocidente.
31Dissertativo
A conversão de Clóvis funcionou como uma troca entre o rei e a Igreja. Explique o que cada lado ganhava nessa relação.
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Resposta
O rei ganhava legitimidade (a ideia de que seu poder vinha de Deus), o apoio da população católica e a ajuda dos letrados da Igreja para governar. A Igreja ganhava proteção militar, terras, doações e um reino inteiro convertido ao catolicismo, aumentando sua influência.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pense na relação como uma troca de favores, em que os dois lados saem ganhando.
Passo 2 – Lado do rei: com a bênção da Igreja, Clóvis passou a ser visto como escolhido por Deus. Quem se rebelasse contra ele estaria indo contra a vontade divina. Além disso, padres e bispos sabiam escrever e ajudavam na administração.
Passo 3 – Lado da Igreja: ela ganhou um protetor armado, recebeu terras e doações e viu milhares de pessoas se tornarem católicas.
Passo 4 – Conclusão: essa aliança entre trono e altar marcou toda a Idade Média e se repetiu depois com Carlos Magno.
32Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso:
As tribos francas se unificaram em um reino no ano de 481, sob a liderança de Clóvis.
Clóvis é considerado por muitos o fundador da atual França.
Depois da morte de Clóvis, em 511, o Reino Franco viveu um longo período de paz e crescimento.
O Reino Franco foi o primeiro reino germânico sob a influência do papa.
Resposta
V – V – F – V
Resolução passo a passo
1ª frase (V): em 481, Clóvis assumiu a liderança e foi unindo as tribos francas em um só reino.
2ª frase (V): por ter unificado os francos e fundado um reino duradouro, muitos o consideram o fundador da França.
3ª frase (F): depois da morte de Clóvis, em 511, o reino foi dividido entre seus filhos e viveu guerras e disputas, não um longo período de paz.
4ª frase (V): ao se converter ao catolicismo, o Reino Franco se tornou o primeiro reino germânico ligado ao papa.
33Dissertativo
O capítulo apresenta duas imagens do batismo de Clóvis: uma feita no Período Medieval e outra pintada em 1837. Em sua opinião, por que artistas de épocas tão diferentes representaram o mesmo acontecimento? O que isso mostra sobre a importância desse fato para a França?
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Resposta
Resposta pessoal. Espera-se algo como: artistas de épocas diferentes pintaram o batismo de Clóvis porque esse fato era visto como o nascimento da França cristã. Cada época o representou do seu jeito para reforçar a ligação entre o país, a monarquia e a religião. Isso mostra que o acontecimento virou um símbolo da identidade francesa, lembrado por mais de mil anos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Compare as duas imagens: uma é medieval, feita perto da época em que a fé católica organizava toda a vida; a outra é de 1837, muito tempo depois.
Passo 2 – Pergunte-se: por que voltar a um assunto tão antigo em 1837? Porque naquele momento a França também discutia sua identidade, sua história e o lugar da religião. Recordar Clóvis servia para mostrar raízes antigas e gloriosas.
Passo 3 – Perceba a lição de História: uma imagem nunca é uma "fotografia" do passado. Ela mostra também as ideias da época em que foi feita.
Passo 4 – Conclua com sua opinião, explicando que o batismo de Clóvis se tornou um marco fundador para os franceses.
34Dissertativo
Em 732 aconteceu a Batalha de Poitiers. Explique quem lutou nessa batalha, qual foi o resultado e como isso mudou a imagem dos carolíngios.
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Resposta
Na Batalha de Poitiers, em 732, o exército franco comandado por Carlos Martel enfrentou os árabes muçulmanos que avançavam pela Europa vindos da Península Ibérica. Os francos venceram e barraram esse avanço. A vitória deu enorme prestígio aos carolíngios, que passaram a ser vistos como os defensores da cristandade, abrindo caminho para eles tomarem o trono dos francos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Contexto: depois de conquistarem o reino visigodo em 711, os muçulmanos seguiram avançando para o norte, em direção ao Reino Franco.
Passo 2 – O confronto: em 732, perto de Poitiers, Carlos Martel, que era o "prefeito do palácio" (uma espécie de chefe de governo dos francos), comandou a resistência.
Passo 3 – Resultado: os francos venceram e o avanço muçulmano na Europa ocidental foi contido.
Passo 4 – Consequência: Carlos Martel virou herói cristão. Sua família, os carolíngios, ganhou tanto prestígio que, pouco depois, seu filho Pepino, o Breve, assumiu o trono com o apoio do papa. O neto dessa família seria Carlos Magno.
O Império Carolíngio, Carlos Magno e o Renascimento Carolíngio
35Múltipla escolha
O que aconteceu na noite de Natal do ano 800 e qual era o objetivo do papa Leão III com esse gesto?
Resposta
Alternativa b) O papa coroou Carlos como imperador dos romanos, buscando restaurar a glória do antigo Império Romano do Ocidente e fortalecer a Igreja.
Resolução passo a passo
Na noite de Natal do ano 800, em Roma, o papa Leão III colocou a coroa na cabeça de Carlos e o proclamou imperador dos romanos.
O objetivo do papa era duplo: fazer renascer a ideia do antigo Império Romano do Ocidente, agora cristão, e garantir um protetor poderoso para a Igreja.
Além disso, o gesto passava a mensagem de que o poder do imperador vinha das mãos do papa, o que aumentava a força da Igreja.
Por isso a alternativa correta é a b. A excomunhão de Henrique IV, a divisão entre os netos e o Colégio dos Cardeais são fatos de outras épocas.
36Dissertativo
Explique o significado do nome Carlos Magno e conte como o Reino dos Francos passou a se chamar Império Carolíngio.
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Resposta
Carlos Magno vem do latim Carolus Magnus, que significa Carlos, o Grande. Ele pertencia à família dos carolíngios (descendente de Carlos Martel). Depois da coroação pelo papa, em 800, o Reino dos Francos passou a ser chamado de Império Carolíngio, nome que veio justamente da dinastia carolíngia.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Traduza o nome: em latim, magnus quer dizer grande. O apelido foi dado por causa das muitas conquistas e do tamanho do território que ele governou.
Passo 2 – Veja a família: seu avô foi Carlos Martel, o herói de Poitiers, e seu pai foi Pepino, o Breve. Essa família ficou conhecida como carolíngios.
Passo 3 – Acompanhe a mudança de nome: Carlos assumiu o Reino dos Francos em 771 e ampliou muito suas fronteiras, conquistando terras na atual Alemanha, Itália e Espanha.
Passo 4 – Em 800, ao ser coroado imperador pelo papa Leão III, aquele reino passou a ser tratado como um império: o Império Carolíngio.
37Dissertativo
Relacione cada cargo criado ou usado por Carlos Magno à sua função:
1. Conde 2. Duque 3. Marquês 4. Missi dominici
( ) Administrava as marcas, regiões de fronteira do império. ( ) Governava um condado, uma das cerca de 300 áreas menores do império. ( ) Viajava em dupla pelos condados para resolver problemas, ouvir queixas e fiscalizar autoridades. ( ) Governava um ducado, formado pela união de alguns condados, e representava o rei.
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Resposta
( 3 ) Administrava as marcas, regiões de fronteira do império. ( 1 ) Governava um condado, uma das cerca de 300 áreas menores do império. ( 4 ) Viajava em dupla pelos condados para resolver problemas, ouvir queixas e fiscalizar autoridades. ( 2 ) Governava um ducado, formado pela união de alguns condados, e representava o rei.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Use a dica que está no próprio nome. Marquês cuida das marcas, que eram as regiões de fronteira, as mais perigosas. Logo, marquês = 3.
Passo 2 – Conde governa o condado. O império tinha cerca de 300 condados. Logo, conde = 1.
Passo 3 – Duque governa o ducado, que reunia vários condados e representava o rei numa área maior. Logo, duque = 2.
Passo 4 – Sobram os missi dominici, expressão latina que significa enviados do senhor. Eles andavam de dois em dois (um religioso e um leigo) fiscalizando condes e duques. Logo, missi dominici = 4.
Passo 5 – Perceba a ideia central: Carlos Magno criou essa rede de cargos para controlar um império enorme.
38Dissertativo
Carlos Magno chegou a controlar a própria Igreja dentro do seu império. Cite duas atitudes do imperador que mostram esse controle.
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Resposta
Duas atitudes: (1) Carlos Magno nomeava bispos e abades, escolhendo pessoas de sua confiança para os cargos religiosos; (2) ele convocava concílios (reuniões da Igreja), definia regras para o clero, fiscalizava os mosteiros e exigia juramento de fidelidade dos religiosos, além de doar terras à Igreja.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre que o imperador tinha sido coroado pelo papa, mas isso não significava que obedecesse à Igreja em tudo. Dentro do seu império, quem mandava era ele.
Passo 2 – Primeira atitude: escolher os bispos e abades. Quem nomeia, controla. Assim, os chefes religiosos eram homens de confiança do imperador e ajudavam a governar.
Passo 3 – Segunda atitude: convocar concílios e criar normas para o funcionamento das igrejas e mosteiros, como se fosse o chefe da Igreja em suas terras.
Passo 4 – Guarde esta ideia: esse tipo de interferência do poder político nos assuntos religiosos tem um nome, cesaropapismo, e mais tarde causaria o conflito conhecido como Querela das Investiduras.
39Múltipla escolha
O Renascimento Carolíngio foi uma grande renovação intelectual promovida por Carlos Magno. Qual era a diferença entre as escolas palatinas e as escolas episcopais?
Resposta
Alternativa a) As palatinas instruíam os jovens da nobreza; as episcopais formavam padres.
Resolução passo a passo
As escolas palatinas funcionavam junto ao palácio (palatium, em latim, quer dizer palácio). Nelas estudavam os filhos da nobreza e os futuros funcionários do império.
As escolas episcopais ficavam ligadas aos bispos (episcopus = bispo) e serviam para formar padres e membros do clero.
Por isso a resposta é a a. As outras alternativas inventam divisões que não existiram.
As duas faziam parte do Renascimento Carolíngio, o esforço de Carlos Magno para aumentar a instrução em seu império.
40Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso sobre o Renascimento Carolíngio:
O projeto educacional incluía Gramática, Astronomia, Matemática e Música, além da Bíblia.
Foram lidos e copiados textos da Antiguidade greco-romana.
A renovação atingiu também a Arquitetura e a Arte.
Nesse período foi criada a minúscula carolíngia, um tipo de escrita com caracteres minúsculos.
Resposta
V – V – V – V
Resolução passo a passo
1ª frase (V): o plano de estudos incluía Gramática, Retórica, Astronomia, Matemática e Música, além do ensino da Bíblia.
2ª frase (V): textos de autores gregos e romanos da Antiguidade foram procurados, lidos e copiados nos mosteiros.
3ª frase (V): a renovação também apareceu na Arquitetura e na Arte, com igrejas e palácios inspirados em modelos romanos e bizantinos.
4ª frase (V): nesse período nasceu a minúscula carolíngia, uma escrita de letras pequenas, claras e bem separadas, que facilitava muito a leitura.
41Dissertativo
Depois da morte de Carlos Magno, em 814, o Império Carolíngio começou a se desagregar. Explique dois motivos dessa desagregação e diga o que foi decidido no Tratado de Verdun, de 843.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Dois motivos: (1) o império era grande demais para ser governado por um só homem, e os nobres locais foram ganhando poder próprio; (2) houve disputas entre os herdeiros de Carlos Magno pelo trono, somadas a novas invasões (vikings, muçulmanos e magiares). Pelo Tratado de Verdun, de 843, o império foi dividido em três partes entre os netos de Carlos Magno: Lotário, Luís, o Germânico, e Carlos, o Calvo.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Primeiro motivo: o tamanho. Sem estradas boas nem comunicação rápida, era quase impossível controlar um território tão extenso. Os condes e duques passaram a mandar em suas regiões como se fossem donos delas.
Passo 2 – Segundo motivo: as brigas de família. Depois da morte de Carlos Magno, em 814, seus descendentes disputaram o poder em guerras seguidas. Ao mesmo tempo, o império sofria ataques de vikings, muçulmanos e magiares.
Passo 3 – A solução encontrada: em 843, os três netos assinaram o Tratado de Verdun e repartiram o império em três reinos.
Passo 4 – Consequência histórica: dessas partes surgiriam, com o tempo, países como a França e a Alemanha. A fragmentação do poder também ajudou a formar o feudalismo.
42Calcule
Carlos Magno assumiu o Reino dos Francos em 771 e morreu em 814. Calcule por quantos anos ele governou. Em seguida, calcule quantos anos se passaram entre a coroação dele como imperador (800) e o Tratado de Verdun (843).
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Carlos Magno governou por 43 anos (814 − 771 = 43). Entre a coroação, em 800, e o Tratado de Verdun, em 843, passaram-se também 43 anos (843 − 800 = 43).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Primeiro cálculo: pegue o ano da morte e subtraia o ano em que ele assumiu. 814 − 771 = 43 anos de governo.
Passo 2 – Segundo cálculo: pegue o ano do tratado e subtraia o ano da coroação. 843 − 800 = 43 anos.
Passo 3 – Curiosidade para comparar: os dois resultados deram 43. Ou seja, o tempo que Carlos Magno levou construindo seu império foi parecido com o tempo que ele levou para se desfazer depois da morte dele.
O Sacro Império Romano-Germânico e a Querela das Investiduras
43Múltipla escolha
Em 962, o rei da Germânia foi coroado imperador pelo papa João XII, dando início a um império que duraria mais de 800 anos. Qual era o nome desse rei?
Resposta
Alternativa c) Otão I.
Resolução passo a passo
Em 962, o rei da Germânia Otão I foi coroado imperador pelo papa João XII.
Nascia ali o império que, séculos depois, receberia o nome de Sacro Império Romano-Germânico e duraria mais de 800 anos, até 1806.
As outras opções são de outros personagens: Clóvis foi rei dos francos no século V; Henrique IV foi imperador no século XI; Gregório VII foi papa nessa mesma época.
44Dissertativo
Por que a palavra "sacro" (que significa sagrado) aparece no nome do Sacro Império Romano-Germânico? Explique a relação entre o poder do imperador e a religião nesse império.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A palavra sacro (sagrado) aparece porque se acreditava que o poder do imperador vinha de Deus e era confirmado pelo papa, que o coroava. Assim, o governante não era apenas um chefe político: era visto como protetor da cristandade, com uma autoridade também religiosa.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Separe o nome em partes: Sacro (sagrado) + Romano (herdeiro do antigo Império Romano) + Germânico (formado por terras da Germânia, hoje Alemanha).
Passo 2 – Entenda o "sacro": a coroação era feita pelo papa, numa cerimônia religiosa. Isso passava a ideia de que Deus havia escolhido aquele imperador.
Passo 3 – Veja a vantagem para o imperador: obedecer a ele virava quase um dever religioso, o que aumentava sua autoridade.
Passo 4 – Veja o outro lado: se o poder vinha pelas mãos do papa, a Igreja também ficava forte. Essa mistura de poder político e religioso geraria muitos conflitos, como a Querela das Investiduras.
45Dissertativo
Explique o que foi o cesaropapismo e dê um exemplo desse tipo de intervenção durante a Idade Média.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Cesaropapismo é a interferência do poder político (o imperador ou rei) nos assuntos da Igreja, como se o governante fosse também chefe religioso. Exemplo: imperadores do Sacro Império, como Otão I e seus sucessores, nomeavam bispos e até influenciavam na escolha dos papas; Henrique IV chegou a tentar depor o papa Gregório VII.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a palavra: césar (imperador) + papa. Ou seja, o imperador agindo também como papa.
Passo 2 – Como isso acontecia na prática? O governante escolhia bispos e abades, entregava-lhes terras e cargos e esperava fidelidade em troca.
Passo 3 – Exemplo concreto: no Sacro Império, os imperadores interferiam na Igreja e chegaram a interferir na escolha de papas. Mais tarde, Henrique IV tentou depor o papa Gregório VII.
Passo 4 – Resultado: a Igreja reagiu, querendo escolher sozinha seus líderes. Daí nasceu a Querela das Investiduras.
46Múltipla escolha
A palavra investidura, na Idade Média, significava:
Resposta
Alternativa b) A ação de nomear pessoas do clero para cargos religiosos importantes, como o de bispo.
Resolução passo a passo
Investidura vem da ideia de investir alguém de um poder, ou seja, dar a uma pessoa um cargo e os símbolos dele (como o anel e o báculo de um bispo).
Na Idade Média, a disputa era sobre quem tinha o direito de fazer isso: o papa ou os reis e imperadores?
Esse desentendimento ficou conhecido como Querela das Investiduras. Por isso a resposta é a b; as outras confundem o termo com coroação, imposto ou divisão de império.
47Dissertativo
Por que os nobres tinham tanto interesse em indicar bispos, curas e párocos? Explique usando as informações do capítulo sobre o dízimo e os cargos administrativos da Igreja.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque os cargos da Igreja davam riqueza e poder. Os bispos, curas e párocos recebiam o dízimo pago pelos fiéis, administravam terras e bens da Igreja e ocupavam funções importantes na administração. Indicando parentes e aliados, os nobres controlavam esse dinheiro e ampliavam sua influência sobre as pessoas da região.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pense no dízimo: era a parte da produção ou da renda que os fiéis entregavam à Igreja. Quem ocupava o cargo administrava esse valor.
Passo 2 – Pense nas terras: a Igreja tinha recebido muitas doações e era uma grande proprietária. O bispo mandava nessas propriedades.
Passo 3 – Pense na influência: o padre e o bispo falavam com o povo todo domingo e eram respeitados. Ter um aliado nesse lugar era ter poder sobre a comunidade.
Passo 4 – Conclusão: por isso os nobres queriam a investidura em suas mãos, e a Igreja lutou para recuperar esse direito.
48Dissertativo
Coloque os acontecimentos da Querela das Investiduras em ordem cronológica, numerando de 1 a 4:
( ) O rei Henrique IV tenta depor o papa e acaba excomungado. ( ) O papa Nicolau II cria o Colégio dos Cardeais, em 1058. ( ) A Concordata de Worms, em 1122, encerra os conflitos. ( ) Gregório VII é eleito papa, em 1073, e proíbe que autoridades monárquicas concedam cargos religiosos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 3 ) O rei Henrique IV tenta depor o papa e acaba excomungado. ( 1 ) O papa Nicolau II cria o Colégio dos Cardeais, em 1058. ( 4 ) A Concordata de Worms, em 1122, encerra os conflitos. ( 2 ) Gregório VII é eleito papa, em 1073, e proíbe que autoridades monárquicas concedam cargos religiosos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Escreva as datas que aparecem no enunciado: Colégio dos Cardeais = 1058; eleição de Gregório VII = 1073; Concordata de Worms = 1122.
Passo 2 – A briga entre Henrique IV e Gregório VII só pode ter acontecido depois de 1073 (quando o papa foi eleito) e antes de 1122 (quando tudo se resolveu). Ela ocorreu em 1076-1077.
Passo 4 – Agora numere as frases na ordem em que aparecem na lista: Henrique IV = 3, Nicolau II = 1, Worms = 4, Gregório VII = 2.
49Dissertativo
Quando Henrique IV foi excomungado, ele perdeu o apoio de muitos nobres e vários principados declararam independência do Império. Explique por que uma excomunhão tinha um efeito político tão forte naquela época.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque a excomunhão expulsava a pessoa da Igreja: ela ficava sem os sacramentos e, segundo a crença da época, condenada. Como quase todos eram católicos, os nobres que tinham jurado fidelidade ao rei se sentiam livres desse juramento, pois não precisavam obedecer a um excomungado. Assim, o rei perdia apoio e alguns principados se declaravam independentes.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o castigo: ser excomungado era ser colocado para fora da comunidade cristã. Sem missa, sem confissão, sem sacramentos.
Passo 2 – Lembre da mentalidade da época: as pessoas realmente temiam perder a salvação da alma. Era um castigo aterrorizante.
Passo 3 – Veja a consequência política: os juramentos de fidelidade eram feitos diante de Deus. Se o rei estava excomungado, o juramento perdia valor. Os nobres podiam desobedecer sem culpa.
Passo 4 – Resultado prático: Henrique IV ficou isolado e precisou ir até o castelo de Canossa pedir perdão ao papa, esperando dias na neve para ser recebido. Isso mostra a força do poder da Igreja naquele tempo.
50Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso:
Os monges da Abadia de Cluny lideraram o movimento de reforma dentro da Igreja.
A Concordata de Worms foi assinada em 1122 e delimitou os poderes da Igreja e dos monarcas.
Depois da Concordata de Worms, os nobres ficaram totalmente proibidos de nomear bispos.
Pela Concordata de Worms, a autoridade sagrada dos bispos passou a ser dada apenas pelo papa.
Resposta
V – V – F – V
Resolução passo a passo
1ª frase (V): os monges da Abadia de Cluny, na França, lideraram o movimento de reforma que queria uma Igreja mais independente dos reis e nobres.
2ª frase (V): a Concordata de Worms, de 1122, foi um acordo que delimitou até onde ia o poder da Igreja e até onde ia o dos monarcas.
3ª frase (F): os nobres não ficaram totalmente proibidos. Eles continuaram podendo indicar nomes e entregar os bens e terras ligados ao cargo.
4ª frase (V): pela Concordata, só o papa passou a conceder a autoridade sagrada (religiosa) aos bispos.
51Calcule
Otão I foi coroado imperador em 962 e o nome "Sacro Império Romano-Germânico" só foi adotado em 1512. Calcule quantos anos separam essas duas datas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Separam as duas datas 550 anos (1512 − 962 = 550).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Identifique as datas: coroação de Otão I em 962 e adoção do nome em 1512.
Passo 2 – Como as duas são depois de Cristo, basta subtrair: 1512 − 962.
Passo 3 – Calcule: 1512 − 962 = 550.
Passo 4 – Interprete: o império existiu por mais de cinco séculos antes de receber oficialmente o nome Sacro Império Romano-Germânico.
+Atitude: calendários e a contagem do tempo
52Múltipla escolha
Quem criou o calendário juliano e em que ano isso aconteceu?
Resposta
Alternativa c) Caio Júlio César, em 46 a.C.
Resolução passo a passo
O calendário juliano leva esse nome por causa de quem o criou: o líder romano Caio Júlio César, em 46 a.C.
Ele organizou o ano em 365 dias e criou o ano bissexto, com um dia a mais a cada quatro anos.
Por isso a resposta é a c. O papa Gregório XIII, em 1582, apenas corrigiu esse calendário, criando o gregoriano. O monge Dionísio cuidou da contagem dos anos, e Carlos Magno não criou calendário algum.
53Dissertativo
Explique qual foi a contribuição do monge Dionísio, no século VI, para a forma como contamos os anos até hoje.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
No século VI, o monge Dionísio propôs contar os anos a partir da data que ele calculou para o nascimento de Jesus Cristo. Daí vem a divisão que usamos até hoje entre antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o problema: antes disso, os romanos contavam os anos a partir da fundação de Roma ou do governo de cada imperador. Cada povo tinha seu próprio ponto de partida.
Passo 2 – A proposta de Dionísio: escolher um marco zero cristão, o nascimento de Jesus, e contar os anos a partir dele.
Passo 3 – Como o cristianismo se espalhou pela Europa, essa contagem foi sendo adotada por quase todos e chegou até nós.
Passo 4 – Observação importante: hoje se sabe que a conta de Dionísio provavelmente errou por alguns anos a data do nascimento de Jesus. Mesmo assim, a numeração continuou, porque mudar tudo seria impossível.
54Dissertativo
Em 1582, para corrigir o atraso do calendário juliano, foi preciso pular dez dias: o dia 4 de outubro foi seguido pelo dia 15 de outubro. Qual foi a causa desse atraso e qual calendário surgiu a partir dessa correção?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A causa foi um pequeno erro de cálculo: o ano do calendário juliano era um pouquinho mais longo que o tempo real que a Terra leva para dar uma volta em torno do Sol. Esses minutinhos foram se acumulando por séculos até virarem dez dias de atraso. Da correção feita em 1582 surgiu o calendário gregoriano, criado pelo papa Gregório XIII e usado até hoje.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Veja a origem do problema: o calendário juliano considerava o ano com 365 dias e 6 horas. Na realidade, o ano solar tem cerca de 11 minutos a menos.
Passo 2 – Some esses minutos: 11 minutos por ano parecem nada, mas em mais de 1.500 anos viraram dez dias de diferença.
Passo 3 – Por que isso incomodava? Porque as datas religiosas, como a Páscoa, estavam saindo do lugar certo em relação às estações do ano.
Passo 4 – A solução: em 1582, o papa Gregório XIII mandou pular dez dias (de 4 para 15 de outubro) e mudou a regra dos anos bissextos. Nascia o calendário gregoriano.
55Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso:
O calendário juliano já tinha anos de 365 dias e anos bissextos.
Júlio César usou o nascimento de Jesus como marco inicial da contagem dos anos.
O calendário gregoriano foi implantado depois do fim da Idade Média.
Vários povos, como egípcios, chineses e maias, criaram seus próprios calendários.
Resposta
V – F – V – V
Resolução passo a passo
1ª frase (V): o calendário juliano já tinha anos de 365 dias e um ano bissexto a cada quatro anos.
2ª frase (F): quem propôs contar os anos a partir do nascimento de Jesus foi o monge Dionísio, no século VI. Júlio César viveu antes de Cristo.
3ª frase (V): o gregoriano é de 1582, e a Idade Média terminou em 1453. Logo, ele veio depois.
4ª frase (V): muitos povos, como egípcios, chineses, maias e muçulmanos, criaram calendários próprios, com base em observações do Sol e da Lua.
56Calcule
O calendário juliano foi criado em 46 a.C. e o gregoriano em 1582 d.C. Calcule quantos anos separam as duas datas. Lembre-se de somar os anos antes de Cristo com os anos depois de Cristo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Separam as duas datas 1.628 anos. Conta: 46 + 1582 = 1628.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Observe que uma data é antes de Cristo (46 a.C.) e a outra é depois de Cristo (1582 d.C.).
Passo 2 – Quando isso acontece, não podemos subtrair. Precisamos somar os dois trechos de tempo, porque o ano 1 funciona como o ponto de encontro entre eles.
Passo 3 – Some: 46 + 1582 = 1628.
Passo 4 – Interprete: passaram-se mais de mil e seiscentos anos entre a criação do calendário juliano e a sua correção pelo calendário gregoriano.
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Capítulo 14 – Formação dos reinos medievais (Unidade 4: Ordem na Idade Média)
Resumo rápido
Capítulo 14 – Formação dos reinos medievais (Unidade 4: Ordem na Idade Média)
Resumo rápido
1Começa a Idade Média
Em 476, os hérulos (um povo germânico) tomaram a cidade de Roma e tiraram do poder o último imperador. Esse fato é chamado de "queda do Império Romano do Ocidente", mas os historiadores preferem falar em desagregação, porque o império não caiu por um motivo só.
Esse ano marca o fim da Antiguidade e o começo da Idade Média, período que durou quase mil anos (de 476 a 1453).
A Idade Média se divide em Alta Idade Média (séculos V a XI) e Baixa Idade Média (séculos XI a XV). Muitos historiadores criticam essa divisão, porque ela usa só fatos da Europa e esquece a história da América, da Ásia e da África.
2Os germanos ocupam o território romano
Entre os séculos III e V, vários povos germânicos migraram para dentro do Império Romano: francos, visigodos, ostrogodos, suevos, anglos, saxões e outros. Os romanos os chamavam de bárbaros, porque não viviam em terras de Roma e não falavam latim.
Alguns entraram de forma pacífica, com acordos: em troca de viver ali, serviam no exército romano. Outros entraram atacando e saqueando as cidades.
Esses povos tinham costumes parecidos: eram politeístas (acreditavam em vários deuses), viviam em tribos, tinham economia agropastoril e sociedades militarizadas. Como não usavam escrita, as leis eram tradições orais, julgadas por um tribunal de pessoas que conheciam esses costumes.
3A formação de novos reinos
Depois das invasões do século V, os germanos organizaram reinos no antigo território romano. Alguns duraram pouco, como o Reino dos Ostrogodos (493-553) e o dos Vândalos (429-535), dominados pelo Império Bizantino.
Outros duraram mais, como o Reino dos Visigodos, na Península Ibérica (472-711), e o Reino dos Francos, o mais estável de todos.
Esses reinos misturaram coisas romanas (impostos, tribunais, administração das cidades) com tradições germânicas (poder dividido entre chefes guerreiros). Por isso são chamados de reinos romano-germânicos.
4A estrutura dos novos reinos
Com o fim do Império Romano do Ocidente, as cidades sofriam ataques e doenças. As pessoas fugiram para o campo: isso se chama ruralização.
Para os germanos, o reino era a terra do rei, e ter terra significava poder e riqueza. Por isso o rei dividia terras entre filhos e entre quem lhe prestava bons serviços.
4.1Grupos sociais e poder militar
A maior parte da população era de camponeses: gente pobre que plantava, cuidava dos animais, construía casas e produzia tecidos.
Os reinos giravam em torno do poder militar. O rei era o chefe dos guerreiros e promovia campanhas para manter todos unidos. O butim (bens saqueados dos derrotados) era dividido entre soldados, nobres e o rei; os prisioneiros viravam escravizados.
Muitos chefes guerreiros ficaram ricos e montaram exércitos próprios. Camponeses doavam suas terras a esses nobres em troca de proteção, mas continuavam trabalhando nelas: ficavam livres, porém dependentes. Desses grupos (reis, nobres, guerreiros e camponeses) nasceria mais tarde o feudalismo.
5A Igreja e o latim: unidade social e cultural
Mesmo separados, os reinos romano-germânicos tinham dois elementos em comum: a Igreja Católica e a língua latina.
Em 380 o catolicismo virou religião oficial do Império Romano. A Igreja ficou rica com doações de terras dos nobres e tinha uma hierarquia rígida, com o papa como líder máximo e mosteiros espalhados pela Europa. Reis como Clóvis (francos), Sigismundo (burgúndios) e Recaredo (visigodos) se converteram, o que aumentou o poder político da Igreja.
O latim também unia. O latim culto era das camadas altas; o latim vulgar, do povo. Misturado às línguas germânicas de cada região, o latim vulgar deu origem às línguas neolatinas (português, espanhol, italiano, francês, romeno, catalão, galego). O latim culto continuou nos documentos oficiais e nos cultos da Igreja.
Exemplo
A mesma frase em três línguas neolatinas: Attenti al cane (italiano), Atención perro (espanhol), Attention chien (francês) – todas querem dizer "Cuidado com o cão".
5.1Os monges copistas
A partir do século VI, os monges copistas (principalmente os beneditinos, da ordem de São Bento) copiavam à mão textos antigos de filosofia, medicina e literatura greco-romana.
Eles escreviam em pergaminhos e enfeitavam as páginas com pequenos desenhos chamados iluminuras. Assim, a Igreja ajudou a preservar o conhecimento da Antiguidade.
6O Reino Franco
Os francos viviam perto do Rio Reno e, no século III, se instalaram na Gália (atual França). Em 481, o rei Clóvis uniu as tribos em um só reino.
Em 496, Clóvis se converteu ao cristianismo. O Reino Franco virou o primeiro reino germânico apoiado pelo papa, e a Igreja passou a legitimar seu poder (dizer que ele era rei também perante Deus). Com esse apoio, Clóvis conquistou muitos territórios e espalhou a fé cristã.
Depois da morte de Clóvis (511), o reino entrou em crise. Só se firmou de novo em 771, quando Carlos, da dinastia dos carolíngios, assumiu. Ele dava terras aos chefes guerreiros e recebia em troca juramentos de fidelidade.
Exemplo
Em 732, na Batalha de Poitiers, os carolíngios detiveram o avanço muçulmano na Europa e passaram a ser vistos como defensores do mundo cristão.
7O Império Carolíngio (800-887)
No Natal do ano 800, o papa Leão III coroou Carlos como imperador dos romanos. Ele ficou conhecido como Carlos Magno (magnus = "grande" em latim). O Reino Franco virou Império Carolíngio.
Carlos Magno centralizou o poder e controlava até a Igreja: nomeava bispos e abades e queria o mesmo culto religioso em todo o império.
7.1Administração: condes, duques e marqueses
Carlos Magno dividiu o império em cerca de 300 condados, cada um governado por um conde. Vários condados juntos formavam um ducado, chefiado por um duque, representante do rei.
Nas fronteiras havia as marcas, administradas pelos marqueses. Os missi dominici eram agentes do imperador (em geral dois, um clérigo e um leigo) que visitavam os condados para fiscalizar autoridades e ouvir queixas do povo.
7.2O Renascimento Carolíngio
Carlos Magno criou escolas para formar nobres e padres mais preparados: as escolas palatinas (para jovens da nobreza) e as escolas episcopais (para futuros padres).
Além da Bíblia, ensinavam Gramática, Astronomia, Matemática e Música, e liam textos da Antiguidade greco-romana. Essa renovação chegou à arquitetura e à arte e criou a minúscula carolíngia, um jeito de escrever com letras minúsculas usado por todo o período medieval.
Com a morte de Carlos Magno, em 814, o império começou a se desfazer, por brigas entre herdeiros e invasões dos normandos (vikings). Pelo Tratado de Verdun (843), o território foi dividido em três reinos entre seus netos.
8Sacro Império Romano-Germânico
O título de imperador acabou em 924, marcando o fim do Império Carolíngio. Em 962, Otão I, rei da Germânia, foi coroado imperador pelo papa João XII e dizia continuar o legado de Carlos Magno.
Esse império durou mais de 800 anos. Foi chamado de Sacro Império, depois Sacro Império Romano e, em 1512, Sacro Império Romano-Germânico. No auge, incluía terras da atual Alemanha, Áustria, Bélgica, Países Baixos, Chéquia, Eslováquia, Eslovênia, leste da França, norte da Itália e oeste da Polônia.
"Sacro" quer dizer sagrado: o imperador era coroado pelo papa. Com o tempo, os nobres passaram a se meter em assuntos da Igreja, o que se chama cesaropapismo (o poder político mandando no religioso).
8.1Querela das Investiduras
Querela significa conflito; investidura era o ato de nomear alguém do clero para um cargo importante, como o de bispo. Esses cargos davam dinheiro (dízimo) e poder, então reis e senhores feudais queriam escolher bispos e padres.
Os monges da Abadia de Cluny lideraram uma reforma para barrar essa interferência. Em 1058, o papa Nicolau II criou o Colégio dos Cardeais para eleger os papas; em 1073, o papa Gregório VII proibiu reis de dar cargos religiosos.
O rei Henrique IV tentou depor o papa e foi excomungado, perdendo o apoio dos nobres. O conflito só terminou em 1122, com a Concordata de Worms: os nobres podiam indicar bispos, mas só o papa dava a eles a autoridade sagrada.
9Curiosidade: em que ano estamos?
Nosso calendário é herança romana. Em 46 a.C., Júlio César criou o calendário juliano, com anos de 365 dias e anos bissextos.
No século VI, o monge Dionísio passou a contar os anos a partir do nascimento de Jesus (antes e depois de Cristo). Em 1582, o papa Gregório XIII corrigiu o atraso do calendário juliano e criou o calendário gregoriano, o mais usado hoje.
10Linha do tempo essencial
395 – divisão do Império Romano em Ocidente e Oriente.
476 – queda do Império Romano do Ocidente (início da Idade Média).
732 – Batalha de Poitiers. 771 – Carlos assume o Reino Franco. 800 – coroação de Carlos Magno. 814 – morte de Carlos Magno.
1054 – Cisma do Oriente. 1122 – Concordata de Worms. 1453 – tomada de Constantinopla e fim do Império Bizantino.
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Exercícios
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Começa a Idade Média: periodização e marcos históricos
1Múltipla escolha
A Idade Média é o período da história que começa em 476 e termina em 1453. Os historiadores dividem esse tempo em duas partes: Alta Idade Média (séculos V a XI) e Baixa Idade Média (séculos XI a XV).
Qual acontecimento é usado, tradicionalmente, para marcar o início da Idade Média?
Resposta
Alternativa b) A tomada de Roma pelos hérulos e a deposição do último imperador romano do Ocidente.
Resolução passo a passo
O marco tradicional do início da Idade Média é o ano de 476. Nesse ano, o chefe hérulo Odoacro tomou Roma e tirou do trono Rômulo Augústulo, o último imperador romano do Ocidente.
Por isso, a alternativa correta é a b.
As outras não servem como marco inicial: a coroação de Carlos Magno foi em 800, a Concordata de Worms em 1122 e a morte de Clóvis em 511. Todas aconteceram depois de 476, ou seja, já dentro da Idade Média.
2Dissertativo
Muitos historiadores preferem usar a palavra desagregação em vez de "queda" do Império Romano do Ocidente. Explique por que essa troca de palavra faz sentido.
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Resposta
Porque o Império Romano do Ocidente não caiu de uma hora para outra: ele foi se enfraquecendo aos poucos, ao longo de muitos anos. A palavra desagregação mostra esse processo lento; "queda" dá a ideia falsa de um tombo repentino.
Resolução passo a passo
Pense na palavra queda: ela faz a gente imaginar algo que despenca de repente, num único dia.
Mas não foi assim. O Império Romano vinha perdendo força há muito tempo: crises econômicas, dificuldade de defender fronteiras enormes, entrada de vários povos germânicos, diminuição do comércio e das cidades.
A palavra desagregação significa se desfazer aos poucos, como um pão que vai esfarelando. Ela explica melhor o que aconteceu: o poder de Roma foi se partindo em pedaços até virar vários reinos.
O ano de 476 é apenas um marco escolhido pelos historiadores para organizar o estudo, e não o dia exato em que tudo acabou.
3Calcule
Calcule quantos anos durou a Idade Média, de 476 até 1453. Depois, escreva a conta que você usou.
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Resposta
A Idade Média durou 977 anos. Conta: 1453 − 476 = 977.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Identifique as datas: início em 476 e fim em 1453.
Passo 2 – Para saber quanto tempo passou entre dois anos depois de Cristo, fazemos uma subtração: ano final menos ano inicial.
Passo 3 – Calcule: 1453 − 476 = 977
Passo 4 – Responda com sentido: a Idade Média durou 977 anos, ou seja, quase mil anos. Por isso ela é o período mais longo da periodização tradicional.
4Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso:
A Idade Média durou quase mil anos.
A Alta Idade Média vai do século XI ao século
XV)O ano de 476 é considerado o fim da Antiguidade.
A divisão da História em períodos foi criada olhando principalmente para a história da Europa.
Resposta
V – F – V – V
Resolução passo a passo
1ª frase (V): 977 anos é quase mil anos, como calculamos no exercício anterior.
2ª frase (F): quem vai do século XI ao XV é a Baixa Idade Média. A Alta Idade Média vai do século V ao XI.
3ª frase (V): 476 é o marco que encerra a Antiguidade e abre a Idade Média.
4ª frase (V): os marcos escolhidos (476 e 1453) são acontecimentos da Europa. Essa é justamente a crítica do eurocentrismo.
Os povos germânicos e a formação dos reinos romano-germânicos
5Dissertativo
Os romanos chamavam os povos germânicos de bárbaros. Explique por que eles usavam esse nome e diga se ele servia para um único povo ou para vários.
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Resposta
Os romanos chamavam de bárbaros todos os povos que não falavam latim nem grego e que não viviam segundo os costumes romanos. Para eles, a fala desses povos parecia um som sem sentido. O nome não era de um único povo: servia para vários povos diferentes, como visigodos, ostrogodos, vândalos, francos, anglos e saxões.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a origem da palavra. Para os gregos e romanos, quem não falava a língua deles fazia um som parecido com bar-bar-bar. Daí veio bárbaro, que queria dizer estrangeiro.
Passo 2 – Perceba o preconceito. Com o tempo, a palavra passou a significar também rude, sem cultura. Mas isso era o modo como os romanos enxergavam os outros, e não a verdade sobre esses povos.
Passo 3 – Responda sobre a quantidade de povos. "Bárbaro" era um nome geral, um "apelido coletivo". Debaixo dele existiam muitos povos, cada um com sua língua, seus deuses e seus costumes: visigodos, ostrogodos, vândalos, francos, burgúndios, anglos, saxões.
Passo 4 – Conclua: por isso os historiadores preferem falar em povos germânicos, que é um nome mais respeitoso e mais correto.
6Múltipla escolha
Leia as características abaixo e marque a alternativa que reúne apenas hábitos dos povos germânicos antes de ocuparem o território romano.
Resposta
Alternativa b) Eram politeístas, viviam em tribos e transmitiam seus conhecimentos de forma oral.
Resolução passo a passo
Antes de entrarem no território romano, os povos germânicos eram politeístas (acreditavam em vários deuses), viviam em tribos comandadas por chefes guerreiros e não usavam a escrita: passavam histórias, leis e costumes de boca em boca, ou seja, de forma oral.
Por isso a alternativa b está correta.
A a está errada porque o cristianismo e as leis escritas vieram só depois do contato com Roma. A c descreve o Império Romano, não os germanos. A d também está errada: eles praticavam agricultura e criação de animais, e não viviam do comércio marítimo.
7Dissertativo
Nem todos os germanos entraram no Império Romano do mesmo jeito. Descreva as duas formas de entrada no território romano citadas no capítulo e dê um exemplo do que acontecia em cada uma.
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Resposta
As duas formas eram a entrada pacífica e a entrada violenta. Na pacífica, grupos germânicos eram aceitos como aliados (federados) dentro do império: recebiam terras para morar e, em troca, trabalhavam como soldados defendendo as fronteiras. Na violenta, grupos entravam à força, invadindo e saqueando cidades e campos romanos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Primeira forma: a entrada pacífica. Roma tinha fronteiras enormes e faltava gente para defendê-las. Então o império fazia acordos com povos germânicos: eles podiam se instalar em certas áreas e viravam federados, isto é, aliados que serviam no exército romano e cuidavam das fronteiras.
Passo 2 – Segunda forma: a entrada violenta. Pressionados por outros povos (como os hunos, que vinham da Ásia) e em busca de terras melhores, muitos grupos atravessaram as fronteiras sem autorização, atacando vilas e cidades romanas e levando o que encontravam.
Passo 3 – Junte as duas ideias: com o império já enfraquecido, essas entradas foram se somando até que os germanos passaram a mandar em boa parte do Ocidente, formando novos reinos.
8Dissertativo
Os reinos formados depois da desagregação do Império Romano foram chamados de reinos romano-germânicos. Por que eles receberam esse nome duplo? Cite um elemento romano e um elemento germânico que existia neles.
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Resposta
Porque esses reinos misturavam heranças dos romanos com costumes dos germanos. Exemplo romano: o uso do latim, das leis escritas, do cristianismo e da forma de administrar o território. Exemplo germânico: o poder do chefe guerreiro (o rei escolhido entre os guerreiros), os costumes transmitidos oralmente e a fidelidade entre chefe e soldados.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Olhe para o nome: romano-germânico tem duas partes porque a sociedade também tinha duas origens.
Passo 2 – Quando os germanos se instalaram nas antigas terras do império, eles não apagaram tudo o que era romano. Aproveitaram a língua latina, o cristianismo e muitas leis e formas de governar que já existiam ali.
Passo 3 – Ao mesmo tempo, trouxeram seus próprios costumes: a força do chefe guerreiro, a divisão do butim, os laços de fidelidade pessoal e tradições passadas de boca em boca.
Passo 4 – Conclusão: dessa mistura nasceram os reinos romano-germânicos, base da Europa medieval.
9Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso:
O Reino dos Visigodos se organizou na Península Ibérica, onde hoje ficam Portugal e Espanha.
Os reinos dos Ostrogodos e dos Vândalos foram dominados pelo Império Bizantino.
O Reino dos Visigodos acabou em 711, quando foi invadido pelos árabes muçulmanos.
O reino mais estável formado depois da desagregação do Império Romano foi o dos vândalos.
Resposta
V – V – V – F
Resolução passo a passo
1ª frase (V): os visigodos se fixaram na Península Ibérica, região onde hoje ficam Portugal e Espanha.
2ª frase (V): tanto o reino dos ostrogodos (na Itália) quanto o dos vândalos (no norte da África) foram conquistados pelo Império Bizantino, o Império Romano do Oriente.
3ª frase (V): em 711, exércitos árabes muçulmanos atravessaram o estreito de Gibraltar e puseram fim ao reino visigodo.
4ª frase (F): o reino mais estável e duradouro foi o dos francos, e não o dos vândalos, que foi destruído pelos bizantinos.
A estrutura dos novos reinos e os grupos sociais
10Múltipla escolha
Com a desagregação do Império Romano, muita gente saiu das cidades e foi morar no campo. Esse processo é chamado de ruralização.
Quais foram os dois motivos citados no capítulo para essa fuga das cidades?
Resposta
Alternativa b) Os ataques às antigas cidades romanas e os surtos de doenças.
Resolução passo a passo
Com o império enfraquecido, as cidades ficaram perigosas: sofriam ataques e saques e não tinham mais um exército forte para defendê-las.
Além disso, muita gente vivendo junta, sem boa higiene e sem os serviços romanos funcionando, favorecia surtos de doenças.
Por esses dois motivos, muitas pessoas foram morar no campo, onde podiam plantar o próprio alimento e viver com mais segurança. A esse movimento damos o nome de ruralização.
As demais alternativas citam fatos que não explicam a saída das cidades.
11Dissertativo
Para os povos germânicos, a posse da terra era muito importante. Explique o que a terra representava para eles e o que os reis costumavam fazer com o território do reino.
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Resposta
Para os germanos, a terra era a principal fonte de riqueza, de prestígio e de poder: quem tinha terra tinha alimento, gente trabalhando e guerreiros ao seu lado. Por isso os reis costumavam dividir e doar partes do território aos chefes guerreiros que lhes eram fiéis, como recompensa e para garantir apoio militar.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre que o comércio tinha diminuído e o dinheiro circulava pouco. Então a riqueza estava principalmente na terra, que produzia comida.
Passo 2 – Quem possuía terras também tinha poder sobre as pessoas que trabalhavam nelas. Ter terra era, portanto, ter prestígio e autoridade.
Passo 3 – O rei não conseguia governar sozinho um território grande. Então doava pedaços dele aos nobres guerreiros, em troca de fidelidade e de ajuda nas guerras.
Passo 4 – Consequência importante: com o tempo, alguns desses nobres juntaram tanta terra que ficaram tão ou mais poderosos que o próprio rei.
12Múltipla escolha
Nos primeiros reinos medievais, muitos camponeses guerreiros doavam suas terras aos chefes guerreiros, mas continuavam trabalhando nelas. Qual era a consequência desse acordo?
Resposta
Alternativa b) Os camponeses continuavam livres, mas ficavam dependentes dos nobres guerreiros.
Resolução passo a passo
Nesse acordo, o camponês entregava a posse da terra ao chefe guerreiro em troca de proteção, mas continuava morando e trabalhando ali.
Resultado: ele não virava escravizado (seguia sendo uma pessoa livre), porém passava a depender do nobre, devendo-lhe obediência e parte da produção.
Por isso a alternativa correta é a b. Esse tipo de relação, de proteção em troca de dependência, é uma das raízes do futuro feudalismo.
13Dissertativo
Cite os quatro grupos sociais que serviram de base para a sociedade medieval europeia e que, séculos depois, deram origem ao feudalismo.
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Resposta
Os quatro grupos eram: os reis, os nobres guerreiros (chefes militares donos de terras), os camponeses (livres, mas dependentes) e as pessoas escravizadas (na maioria, prisioneiros de guerra).
Resolução passo a passo
Passo 1 – No topo estava o rei, chefe do reino e do exército, que distribuía terras.
Passo 2 – Logo abaixo vinham os nobres guerreiros, que recebiam terras do rei e lutavam por ele.
Passo 3 – A maioria da população era formada pelos camponeses, que trabalhavam na terra e entregavam parte da produção em troca de proteção.
Passo 4 – Na base estavam as pessoas escravizadas, geralmente prisioneiras de guerra, sem liberdade.
Passo 5 – Séculos depois, essa organização (terra + proteção + trabalho + fidelidade) se transformou no feudalismo.
A Igreja Católica, o latim e os monges copistas
14Múltipla escolha
Os reinos romano-germânicos eram muito diferentes entre si, mas mantinham certa unidade. Quais foram os dois principais fatores responsáveis por essa unidade social e cultural?
Resposta
Alternativa b) A Igreja Católica e a língua latina.
Resolução passo a passo
Mesmo sendo reinos diferentes, com reis e costumes próprios, todos eles tinham dois elementos em comum.
O primeiro era a Igreja Católica, presente em quase todo o Ocidente, com seus padres, bispos e mosteiros organizando a vida religiosa.
O segundo era a língua latina, usada nos documentos, nas leis e nas missas, funcionando como uma espécie de língua comum.
Por isso a resposta é a b. O feudalismo e as cidades comerciais vieram depois, e o exército romano já não existia.
15Dissertativo
Explique como a Igreja Católica se tornou uma instituição tão rica e poderosa na Europa durante a Idade Média. Cite pelo menos dois fatos apresentados no capítulo.
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Resposta
A Igreja ficou rica e poderosa porque: em 380 o catolicismo virou a religião oficial do Império Romano; recebeu doações de terras e heranças de fiéis e de reis; cobrava o dízimo; e conquistou a conversão de reis germânicos, ampliando sua influência sobre povos inteiros.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Um marco importante: no ano 380, o imperador Teodósio tornou o cristianismo a religião oficial do império. A Igreja deixou de ser perseguida e passou a ser apoiada pelo Estado.
Passo 2 – Depois, com o medo da morte e a crença na salvação, muitos fiéis e nobres doavam terras e bens à Igreja em testamento. Assim ela virou uma das maiores proprietárias de terras da Europa.
Passo 3 – Havia ainda o dízimo, a parte da produção ou da renda que os fiéis entregavam à Igreja.
Passo 4 – Por fim, a conversão de reis germânicos (como Clóvis) levava povos inteiros ao catolicismo, aumentando o poder político da Igreja, que passou a aconselhar e legitimar governantes.
16Dissertativo
Existiam duas formas de latim no Império Romano: o latim culto e o latim vulgar. Explique a diferença entre os dois e diga quem falava cada um deles.
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Resposta
O latim culto era a forma escrita e cuidada da língua, usada pela elite: autoridades, escritores, pessoas instruídas e a Igreja em documentos e livros. O latim vulgar era a forma falada no dia a dia pelo povo comum: soldados, comerciantes, camponeses e trabalhadores.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pense em dois jeitos de usar uma mesma língua: um mais formal, de livro, e outro mais solto, de conversa.
Passo 2 – O latim culto era o formal: seguia regras de gramática, aparecia em leis, obras literárias e textos religiosos. Quem o dominava tinha estudado.
Passo 3 – O latim vulgar era o da rua. A palavra vulgar aqui significa do povo, e não algo feio. Era falado sem tanta preocupação com regras e variava de região para região.
Passo 4 – Guarde esta consequência: foi do latim vulgar, misturado às falas dos povos germânicos, que nasceram o português, o espanhol, o francês e o italiano.
17Múltipla escolha
Português, espanhol, italiano e francês são exemplos de línguas neolatinas. Como essas línguas se formaram?
Resposta
Alternativa c) Surgiram da mistura do latim vulgar com as línguas dos povos germânicos de cada região.
Resolução passo a passo
Com o fim do Império Romano do Ocidente, cada região ficou mais isolada. O latim vulgar falado em cada lugar foi mudando de um jeito diferente.
Esse latim do povo também se misturou com as palavras e sons trazidos pelos povos germânicos que se instalaram ali.
Depois de séculos, essas falas ficaram tão diferentes umas das outras que viraram novas línguas: as línguas neolatinas (neo = novo). Por isso a resposta é a c.
As outras alternativas estão erradas: nenhuma língua foi "inventada" por monges, elas não vêm do latim culto das escolas nem do grego antigo.
18Dissertativo
Os monges copistas tiveram um papel muito importante na Idade Média. Explique qual era o trabalho deles e por que esse trabalho foi essencial para a História.
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Resposta
Os monges copistas copiavam livros à mão, dentro dos mosteiros: Bíblias, textos religiosos e obras da Antiguidade greco-romana. Esse trabalho foi essencial porque, numa época sem imprensa, foi graças a essas cópias que muitos conhecimentos antigos não se perderam e chegaram até nós.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre que a imprensa (a máquina de imprimir livros) só surgiu no século XV. Antes disso, cada livro era feito letra por letra, à mão.
Passo 2 – Esse trabalho acontecia nos mosteiros, em salas chamadas escritórios de cópia. Um monge podia levar meses ou anos para terminar um único livro.
Passo 3 – Eles copiavam textos sagrados, mas também obras de filósofos, poetas, médicos e matemáticos da Grécia e de Roma.
Passo 4 – Conclusão: sem os copistas, muitos desses textos teriam sumido para sempre. Eles funcionaram como verdadeiros guardiões do conhecimento e são uma das principais fontes que os historiadores usam hoje.
O Reino Franco e o rei Clóvis
19Múltipla escolha
Em que região os francos se instalaram por volta do século III e a que país essa região corresponde hoje?
Resposta
Alternativa c) Na Gália, onde hoje fica a França.
Resolução passo a passo
Por volta do século III, os francos começaram a se instalar na região que os romanos chamavam de Gália, no noroeste da Europa.
Com o tempo, o nome desse povo deu origem ao nome do país: francos → França.
Por isso a resposta é a c. A Península Ibérica foi ocupada pelos visigodos, a Itália pelos ostrogodos e a Britânia por anglos e saxões.
20Dissertativo
Em 496, o rei Clóvis se converteu ao cristianismo. Explique como essa decisão fortaleceu o poder dele e o que a Igreja passou a fazer em relação ao seu governo.
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Resposta
Ao se converter ao cristianismo em 496, Clóvis ganhou o apoio da Igreja e da população católica que já vivia na Gália. A Igreja passou a apoiar e legitimar o governo dele, apresentando-o como um rei escolhido por Deus, o que tornou sua autoridade mais forte e mais aceita.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Observe quem morava na Gália: muitos galo-romanos já eram católicos. Um rei pagão teria dificuldade para ser aceito por eles.
Passo 2 – Ao se batizar, Clóvis passou a ter a mesma fé desse povo. Isso diminuiu conflitos e aumentou sua aceitação.
Passo 3 – A Igreja, por sua vez, começou a apoiar publicamente o rei, dizendo que seu poder vinha de Deus. Bispos e padres ajudavam a administrar o reino, pois sabiam ler e escrever.
Passo 4 – Resultado: Clóvis ficou mais forte diante dos outros chefes germânicos, muitos deles arianos, e seu reino se tornou o mais poderoso do Ocidente.
21Dissertativo
Em 732 aconteceu a Batalha de Poitiers. Explique quem lutou nessa batalha, qual foi o resultado e como isso mudou a imagem dos carolíngios.
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Resposta
Na Batalha de Poitiers, em 732, o exército franco comandado por Carlos Martel enfrentou os árabes muçulmanos que avançavam pela Europa vindos da Península Ibérica. Os francos venceram e barraram esse avanço. A vitória deu enorme prestígio aos carolíngios, que passaram a ser vistos como os defensores da cristandade, abrindo caminho para eles tomarem o trono dos francos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Contexto: depois de conquistarem o reino visigodo em 711, os muçulmanos seguiram avançando para o norte, em direção ao Reino Franco.
Passo 2 – O confronto: em 732, perto de Poitiers, Carlos Martel, que era o "prefeito do palácio" (uma espécie de chefe de governo dos francos), comandou a resistência.
Passo 3 – Resultado: os francos venceram e o avanço muçulmano na Europa ocidental foi contido.
Passo 4 – Consequência: Carlos Martel virou herói cristão. Sua família, os carolíngios, ganhou tanto prestígio que, pouco depois, seu filho Pepino, o Breve, assumiu o trono com o apoio do papa. O neto dessa família seria Carlos Magno.
O Império Carolíngio, Carlos Magno e o Renascimento Carolíngio
22Múltipla escolha
O que aconteceu na noite de Natal do ano 800 e qual era o objetivo do papa Leão III com esse gesto?
Resposta
Alternativa b) O papa coroou Carlos como imperador dos romanos, buscando restaurar a glória do antigo Império Romano do Ocidente e fortalecer a Igreja.
Resolução passo a passo
Na noite de Natal do ano 800, em Roma, o papa Leão III colocou a coroa na cabeça de Carlos e o proclamou imperador dos romanos.
O objetivo do papa era duplo: fazer renascer a ideia do antigo Império Romano do Ocidente, agora cristão, e garantir um protetor poderoso para a Igreja.
Além disso, o gesto passava a mensagem de que o poder do imperador vinha das mãos do papa, o que aumentava a força da Igreja.
Por isso a alternativa correta é a b. A excomunhão de Henrique IV, a divisão entre os netos e o Colégio dos Cardeais são fatos de outras épocas.
23Dissertativo
Relacione cada cargo criado ou usado por Carlos Magno à sua função:
1. Conde 2. Duque 3. Marquês 4. Missi dominici
( ) Administrava as marcas, regiões de fronteira do império. ( ) Governava um condado, uma das cerca de 300 áreas menores do império. ( ) Viajava em dupla pelos condados para resolver problemas, ouvir queixas e fiscalizar autoridades. ( ) Governava um ducado, formado pela união de alguns condados, e representava o rei.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 3 ) Administrava as marcas, regiões de fronteira do império. ( 1 ) Governava um condado, uma das cerca de 300 áreas menores do império. ( 4 ) Viajava em dupla pelos condados para resolver problemas, ouvir queixas e fiscalizar autoridades. ( 2 ) Governava um ducado, formado pela união de alguns condados, e representava o rei.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Use a dica que está no próprio nome. Marquês cuida das marcas, que eram as regiões de fronteira, as mais perigosas. Logo, marquês = 3.
Passo 2 – Conde governa o condado. O império tinha cerca de 300 condados. Logo, conde = 1.
Passo 3 – Duque governa o ducado, que reunia vários condados e representava o rei numa área maior. Logo, duque = 2.
Passo 4 – Sobram os missi dominici, expressão latina que significa enviados do senhor. Eles andavam de dois em dois (um religioso e um leigo) fiscalizando condes e duques. Logo, missi dominici = 4.
Passo 5 – Perceba a ideia central: Carlos Magno criou essa rede de cargos para controlar um império enorme.
24Múltipla escolha
O Renascimento Carolíngio foi uma grande renovação intelectual promovida por Carlos Magno. Qual era a diferença entre as escolas palatinas e as escolas episcopais?
Resposta
Alternativa a) As palatinas instruíam os jovens da nobreza; as episcopais formavam padres.
Resolução passo a passo
As escolas palatinas funcionavam junto ao palácio (palatium, em latim, quer dizer palácio). Nelas estudavam os filhos da nobreza e os futuros funcionários do império.
As escolas episcopais ficavam ligadas aos bispos (episcopus = bispo) e serviam para formar padres e membros do clero.
Por isso a resposta é a a. As outras alternativas inventam divisões que não existiram.
As duas faziam parte do Renascimento Carolíngio, o esforço de Carlos Magno para aumentar a instrução em seu império.
25Dissertativo
Depois da morte de Carlos Magno, em 814, o Império Carolíngio começou a se desagregar. Explique dois motivos dessa desagregação e diga o que foi decidido no Tratado de Verdun, de 843.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Dois motivos: (1) o império era grande demais para ser governado por um só homem, e os nobres locais foram ganhando poder próprio; (2) houve disputas entre os herdeiros de Carlos Magno pelo trono, somadas a novas invasões (vikings, muçulmanos e magiares). Pelo Tratado de Verdun, de 843, o império foi dividido em três partes entre os netos de Carlos Magno: Lotário, Luís, o Germânico, e Carlos, o Calvo.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Primeiro motivo: o tamanho. Sem estradas boas nem comunicação rápida, era quase impossível controlar um território tão extenso. Os condes e duques passaram a mandar em suas regiões como se fossem donos delas.
Passo 2 – Segundo motivo: as brigas de família. Depois da morte de Carlos Magno, em 814, seus descendentes disputaram o poder em guerras seguidas. Ao mesmo tempo, o império sofria ataques de vikings, muçulmanos e magiares.
Passo 3 – A solução encontrada: em 843, os três netos assinaram o Tratado de Verdun e repartiram o império em três reinos.
Passo 4 – Consequência histórica: dessas partes surgiriam, com o tempo, países como a França e a Alemanha. A fragmentação do poder também ajudou a formar o feudalismo.
O Sacro Império Romano-Germânico e a Querela das Investiduras
26Múltipla escolha
Em 962, o rei da Germânia foi coroado imperador pelo papa João XII, dando início a um império que duraria mais de 800 anos. Qual era o nome desse rei?
Resposta
Alternativa c) Otão I.
Resolução passo a passo
Em 962, o rei da Germânia Otão I foi coroado imperador pelo papa João XII.
Nascia ali o império que, séculos depois, receberia o nome de Sacro Império Romano-Germânico e duraria mais de 800 anos, até 1806.
As outras opções são de outros personagens: Clóvis foi rei dos francos no século V; Henrique IV foi imperador no século XI; Gregório VII foi papa nessa mesma época.
27Dissertativo
Explique o que foi o cesaropapismo e dê um exemplo desse tipo de intervenção durante a Idade Média.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Cesaropapismo é a interferência do poder político (o imperador ou rei) nos assuntos da Igreja, como se o governante fosse também chefe religioso. Exemplo: imperadores do Sacro Império, como Otão I e seus sucessores, nomeavam bispos e até influenciavam na escolha dos papas; Henrique IV chegou a tentar depor o papa Gregório VII.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a palavra: césar (imperador) + papa. Ou seja, o imperador agindo também como papa.
Passo 2 – Como isso acontecia na prática? O governante escolhia bispos e abades, entregava-lhes terras e cargos e esperava fidelidade em troca.
Passo 3 – Exemplo concreto: no Sacro Império, os imperadores interferiam na Igreja e chegaram a interferir na escolha de papas. Mais tarde, Henrique IV tentou depor o papa Gregório VII.
Passo 4 – Resultado: a Igreja reagiu, querendo escolher sozinha seus líderes. Daí nasceu a Querela das Investiduras.
28Múltipla escolha
A palavra investidura, na Idade Média, significava:
Resposta
Alternativa b) A ação de nomear pessoas do clero para cargos religiosos importantes, como o de bispo.
Resolução passo a passo
Investidura vem da ideia de investir alguém de um poder, ou seja, dar a uma pessoa um cargo e os símbolos dele (como o anel e o báculo de um bispo).
Na Idade Média, a disputa era sobre quem tinha o direito de fazer isso: o papa ou os reis e imperadores?
Esse desentendimento ficou conhecido como Querela das Investiduras. Por isso a resposta é a b; as outras confundem o termo com coroação, imposto ou divisão de império.
29Dissertativo
Coloque os acontecimentos da Querela das Investiduras em ordem cronológica, numerando de 1 a 4:
( ) O rei Henrique IV tenta depor o papa e acaba excomungado. ( ) O papa Nicolau II cria o Colégio dos Cardeais, em 1058. ( ) A Concordata de Worms, em 1122, encerra os conflitos. ( ) Gregório VII é eleito papa, em 1073, e proíbe que autoridades monárquicas concedam cargos religiosos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 3 ) O rei Henrique IV tenta depor o papa e acaba excomungado. ( 1 ) O papa Nicolau II cria o Colégio dos Cardeais, em 1058. ( 4 ) A Concordata de Worms, em 1122, encerra os conflitos. ( 2 ) Gregório VII é eleito papa, em 1073, e proíbe que autoridades monárquicas concedam cargos religiosos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Escreva as datas que aparecem no enunciado: Colégio dos Cardeais = 1058; eleição de Gregório VII = 1073; Concordata de Worms = 1122.
Passo 2 – A briga entre Henrique IV e Gregório VII só pode ter acontecido depois de 1073 (quando o papa foi eleito) e antes de 1122 (quando tudo se resolveu). Ela ocorreu em 1076-1077.
Passo 4 – Agora numere as frases na ordem em que aparecem na lista: Henrique IV = 3, Nicolau II = 1, Worms = 4, Gregório VII = 2.
+Atitude: calendários e a contagem do tempo
30Múltipla escolha
Quem criou o calendário juliano e em que ano isso aconteceu?
Resposta
Alternativa c) Caio Júlio César, em 46 a.C.
Resolução passo a passo
O calendário juliano leva esse nome por causa de quem o criou: o líder romano Caio Júlio César, em 46 a.C.
Ele organizou o ano em 365 dias e criou o ano bissexto, com um dia a mais a cada quatro anos.
Por isso a resposta é a c. O papa Gregório XIII, em 1582, apenas corrigiu esse calendário, criando o gregoriano. O monge Dionísio cuidou da contagem dos anos, e Carlos Magno não criou calendário algum.
31Calcule
O calendário juliano foi criado em 46 a.C. e o gregoriano em 1582 d.C. Calcule quantos anos separam as duas datas. Lembre-se de somar os anos antes de Cristo com os anos depois de Cristo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Separam as duas datas 1.628 anos. Conta: 46 + 1582 = 1628.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Observe que uma data é antes de Cristo (46 a.C.) e a outra é depois de Cristo (1582 d.C.).
Passo 2 – Quando isso acontece, não podemos subtrair. Precisamos somar os dois trechos de tempo, porque o ano 1 funciona como o ponto de encontro entre eles.
Passo 3 – Some: 46 + 1582 = 1628.
Passo 4 – Interprete: passaram-se mais de mil e seiscentos anos entre a criação do calendário juliano e a sua correção pelo calendário gregoriano.
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