1Uma cidade com três nomes: Bizâncio, Constantinopla e Istambul
Existe uma cidade muito especial que fica bem no limite entre a Europa e a Ásia. Hoje ela se chama Istambul e fica na Turquia.
Ela está nas duas margens do Estreito de Bósforo, um canal de água que liga o Mar Negro ao Mar de Mármara. Por isso ela sempre foi uma passagem obrigatória para quem viajava ou comerciava entre o Oriente e o Ocidente.
Essa cidade já teve três nomes. No século VII a.C., os gregos fundaram ali a cidade de Bizâncio. No século IV, o imperador romano Constantino construiu no mesmo lugar a cidade de Constantinopla, inaugurada em 330. Em 1453, quando os turco-otomanos conquistaram a cidade, ela passou a se chamar Istambul.
Constantinopla foi a capital do Império Romano do Oriente, que também é chamado de Império Bizantino (o nome vem da antiga Bizâncio). Esse império durou mais de mil anos!
Exemplos
Se alguém perguntar: 'Que cidade é essa que muda de nome?', você responde: primeiro Bizâncio (gregos), depois Constantinopla (romanos, a partir de 330) e, por fim, Istambul (turco-otomanos, a partir de 1453).
Os nomes da mesma cidade ao longo do tempo
Nome
Quem deu o nome
Quando
Bizâncio
Gregos
Século VII a.C.
Constantinopla
Imperador romano Constantino
Fundada em 330 d.C.
Istambul
Turco-otomanos
A partir de 1453
2Precedentes: a divisão do Império Romano
A partir do século II a.C., Roma virou um império gigante em volta do Mar Mediterrâneo. Ele ia do Oceano Atlântico até a Ásia Menor e a Mesopotâmia.
Governar um território tão grande era muito difícil. Havia revoltas internas, invasões de povos estrangeiros e brigas pelo poder.
Para tentar resolver isso, em 395 o imperador Teodósio dividiu o império em duas partes e entregou cada uma a um filho. O Império Romano do Ocidente ficou com Honório, e o Império Romano do Oriente ficou com Arcádio, tendo Constantinopla como capital.
Quando Teodósio morreu, a divisão virou permanente: nunca mais um único imperador governou os dois lados.
Exemplos
Pense assim: uma loja enorme e difícil de cuidar. O dono a divide em duas lojas menores e dá uma para cada filho. Foi o que Teodósio fez com o Império Romano em 395.
A divisão de 395 d.C.
Parte do império
Governante
Capital
O que aconteceu depois
Império Romano do Ocidente
Honório
Roma / Milão
Sofreu invasões e acabou no século V
Império Romano do Oriente
Arcádio
Constantinopla
Se fortaleceu e durou até 1453
2.1Dois destinos bem diferentes
No século V, o Império Romano do Ocidente sofreu várias invasões e chegou ao fim. Seu território se quebrou em vários reinos, as pessoas saíram das cidades para o campo e o comércio quase desapareceu.
Já o Império Romano do Oriente fez o contrário: virou uma das maiores potências do Mediterrâneo e continuou forte por séculos. Um motivo importante foi o fortalecimento da administração local desde 330, quando Constantinopla foi inaugurada.
O Império Bizantino foi um elo entre o Oriente e o Ocidente. Ele abrigou milhões de pessoas de diferentes etnias e guardou a herança política do antigo Império Romano, até ser dominado pelos turco-otomanos em 1453.
Exemplos
Pergunta de prova: Por que o Império do Oriente sobreviveu e o do Ocidente não? Resposta: o Oriente tinha uma administração local forte, uma capital bem localizada e rica (Constantinopla) e muito comércio; o Ocidente sofreu invasões, perdeu o comércio e se fragmentou em reinos.
3Expansão e retração territorial
O Império Bizantino nem sempre teve o mesmo tamanho. Ele cresceu e depois encolheu.
No século VI, o imperador Justiniano tinha um sonho: reconstruir o antigo Império Romano. Para isso, ele fez muitas guerras e conquistou boa parte do norte da África (que estava com os vândalos), a Península Itálica (com os ostrogodos) e o sul da Península Ibérica (com os visigodos).
Com essas conquistas, o império chegou à sua maior extensão e viveu seu período de maior esplendor, ou seja, de maior brilho e riqueza.
Mas isso não durou. Já no século VII o império perdeu boa parte do que tinha conquistado. E no século VIII, depois de novas derrotas, sobraram só a Ásia Menor e a Península Balcânica.
Exemplos
Passo a passo da história do território: 1) Século VI — Justiniano conquista norte da África, Itália e sul da Ibéria (tamanho máximo). 2) Século VII — perde grande parte dessas conquistas. 3) Século VIII — fica só com a Ásia Menor e a Península Balcânica.
Conquistas de Justiniano (século VI)
Região conquistada
Povo que dominava antes
Norte da África
Vândalos
Península Itálica
Ostrogodos
Sul da Península Ibérica
Visigodos
4Poder comercial
O Império Bizantino ficou rico principalmente por causa do comércio. E o segredo foi a localização.
Constantinopla ficava no cruzamento das estradas terrestres que ligavam a Europa à Ásia. Ao mesmo tempo, ficava na passagem marítima que ligava o Mar Mediterrâneo ao Mar Negro. Por essas águas passavam até produtos vindos da África, depois de atravessarem o Egito.
Comerciantes do mundo todo passavam por lá. Eles podiam ficar no máximo três meses na cidade e tinham que se hospedar em um alojamento oficial chamado mitaton.
Tudo o que entrava e saía era controlado por agentes do império, que cobravam impostos dos comerciantes. Assim o império ganhava dinheiro.
Exemplos
Exemplo de um dia no mercado de Constantinopla: um mercador da China vendia seda; outro trazia especiarias do Egito; um grego oferecia vinho; um italiano, azeite; e um russo, peles. Em todas essas vendas, agentes do imperador cobravam impostos.
Produtos que circulavam em Constantinopla
Produto
Origem
Especiarias
Egito
Seda
China
Vinho
Grécia
Azeite
Península Itálica
Peles
Rússia
Pedras preciosas, perfumes, cerâmicas, ouro, prata e metais (cobre, ferro, estanho, chumbo)
Vários lugares
Por que Constantinopla era tão boa para o comércio?
Vantagem
Explicação
Posição entre dois continentes
Ligava Europa e Ásia por terra
Posição entre dois mares
Ligava o Mediterrâneo ao Mar Negro
Portos nas cidades litorâneas
Recebiam a maior parte das mercadorias
Controle do Estado
Agentes cobravam impostos e organizavam as trocas
4.1O declínio a partir de 1204
Constantinopla foi um dos maiores centros do comércio mundial até o início do século XIII.
Em 1204, a cidade foi invadida por cavaleiros cristãos. O objetivo inicial deles era conquistar Jerusalém, que estava sob domínio dos muçulmanos. Mas, no meio do caminho, a expedição mudou de planos e atacou Constantinopla.
Durante três dias a cidade foi saqueada (roubada) e sua população foi massacrada. Esse episódio marcou o início do declínio da cidade.
Exemplos
Pergunta de prova: Que fato marcou o início do declínio de Constantinopla em 1204? Resposta: a invasão e o saque da cidade por cavaleiros cristãos das Cruzadas, que abandonaram o plano de conquistar Jerusalém e atacaram a capital bizantina.
5Estrutura política e jurídica
O Império Bizantino era uma autocracia absoluta. Autocracia quer dizer que o poder fica todo nas mãos de uma só pessoa. Nesse caso, o imperador, chamado de basileu (que significa rei em grego).
O imperador mandava em tudo: comandava as forças armadas, controlava as leis, decidia os impostos e nomeava ou demitia quem quisesse. Ele tinha apenas um pequeno conselho para ajudar em questões do dia a dia.
A monarquia bizantina era considerada de direito divino. Isso quer dizer que, para o povo, o imperador tinha sido escolhido por Deus para governar.
Por causa disso, os artistas pintavam o imperador e a imperatriz com uma auréola (um círculo de luz em volta da cabeça), dando a eles um caráter sagrado.
Exemplos
Como reconhecer um imperador bizantino numa imagem: 1) ele aparece sobre fundo dourado; 2) tem auréola na cabeça; 3) usa coroa e roupas ricas; 4) os pés tocam o chão, mostrando que, apesar de sagrado, ele é humano.
Poderes do basileu (imperador bizantino)
Área
O que ele fazia
Militar
Era o comandante das forças armadas
Leis
Controlava a legislação
Economia
Fixava taxas e impostos
Cargos
Nomeava e destituía funcionários
Religião
Controlava a Igreja e escolhia o patriarca
5.1O Código de Justiniano
O imperador Justiniano governou entre 527 e 565. Ele mandou dez juristas (especialistas em leis) reunirem os principais preceitos do Direito romano em um só lugar.
Esse trabalho ficou pronto em 529 e ficou conhecido como Código de Justiniano. Ele juntava a legislação romana desde o imperador Adriano (século II) até o século VI.
Justiniano também reformou as escolas de Direito e mandou fazer um manual sobre a legislação bizantina. Depois, outras leis foram acrescentadas.
Esse código foi a base do Direito europeu por séculos e ainda hoje é o fundamento de muitas leis do mundo ocidental. Por isso dizemos que ele é um exemplo de permanência histórica: algo do passado que continua existindo até hoje.
Exemplos
Pergunta de prova: Por que o Código de Justiniano é um exemplo de permanência histórica? Resposta: porque foi feito no século VI, mas suas ideias continuaram sendo usadas por séculos e ainda são base de muitas leis atuais do mundo ocidental.
Ficha do Código de Justiniano
Item
Informação
Quem mandou fazer
Imperador Justiniano (governou de 527 a 565)
Quem fez
Dez juristas
Quando ficou pronto
529
O que reunia
Leis romanas desde Adriano (séc. II) até o séc. VI
Importância hoje
Base do Direito europeu e de muitas leis ocidentais
5.2Zoom: Constantino e Helena
Constantino tornou-se imperador de Roma em 306, quando o império estava dividido em quatro territórios, cada um com um soberano. Depois de guerras civis, em 324 ele unificou tudo e virou o único imperador romano, até morrer em 337.
Ele é conhecido como o primeiro imperador cristão de Roma. Foi ele quem mandou construir Constantinopla para ser a nova capital. Por isso, muitos o consideram o primeiro imperador do Império Romano do Oriente — mesmo que a divisão definitiva só tenha acontecido em 395, décadas após sua morte.
Em uma pintura do museu Benaki, em Atenas, Constantino aparece ao lado de sua mãe, Helena. Os dois têm auréola (sinal de santidade) e seguram uma cruz dupla, símbolo dos patriarcas bizantinos. Helena se converteu ao cristianismo e, segundo algumas fontes, ajudou muito na conversão do filho.
Exemplos
Detalhes da pintura e seus significados: fundo dourado = grandeza e sagrado; auréola = caráter santo; cruz dupla = ligação com os patriarcas; pés no chão = mostra que eram humanos.
6A Igreja Bizantina
No Império Bizantino, o imperador não mandava só na política. Ele também mandava na Igreja.
O maior líder religioso bizantino era o patriarca. Mas o poder do imperador estava acima do patriarca. Essa união entre Igreja e Estado, com o imperador mandando nos dois, é chamada de cesaropapismo (junção de César, o chefe político, com papa, o chefe religioso).
O imperador era chamado para decidir questões sobre dogmas (pontos essenciais da crença) e escolhia quem seria o patriarca de Constantinopla. Houve até um imperador que depôs (tirou do cargo) o patriarca porque ele foi contra seu quarto casamento. E houve imperadores que nomearam os próprios filhos como patriarcas.
O patriarca bizantino chegava a rivalizar com o papa, líder da Igreja de Roma. Às vezes a briga era tão grande que os dois se excomungavam mutuamente — ou seja, cada um expulsava o outro da comunidade de fiéis.
Exemplos
Exemplo de cesaropapismo: o imperador decide quem será o patriarca de Constantinopla e ainda opina sobre questões de fé. Ou seja, quem manda na religião é o chefe do governo.
Vocabulário importante
Palavra
Significado
Basileu
Título do imperador bizantino (rei, em grego)
Patriarca
Principal líder da Igreja Bizantina
Cesaropapismo
Sistema em que o imperador manda também na Igreja
Dogma
Ponto essencial da crença religiosa
Excomunhão
Maior punição da Igreja: o fiel é excluído da comunidade
Concílio
Reunião de líderes religiosos para discutir questões de fé
6.1O Cisma do Oriente (1054)
A tensão entre a Igreja de Roma e a de Constantinopla cresceu tanto que, em 1054, as duas se separaram para sempre. Esse episódio é chamado de Cisma do Oriente (cisma significa separação).
No começo, bizantinos e romanos acreditavam em quase as mesmas coisas. Mas as diferenças foram aparecendo. A maior delas era sobre quem tinha a autoridade máxima do cristianismo.
Para os romanos, essa autoridade era o papa, chefe da Igreja de Roma. Eles também eram contra o cesaropapismo. Já os bizantinos respeitavam o papa, mas não aceitavam que ele mandasse em todas as igrejas — para eles, só Jesus Cristo teve essa autoridade.
No século XI, os romanos deram ao papa e à Igreja poderes temporais (poder político, sobre coisas do mundo) para enfrentar reis e imperadores. Os bizantinos não concordaram.
Resultado: a Igreja se dividiu em Igreja Ortodoxa Grega, no Oriente, liderada pelo patriarca, e Igreja Católica Apostólica Romana, no Ocidente, liderada pelo papa. As duas existem até hoje.
Exemplos
Duas razões para o Cisma (resposta de prova): 1) os bizantinos não aceitavam o papa como autoridade máxima de todas as igrejas; 2) os romanos eram contra o cesaropapismo e ainda deram poderes políticos (temporais) ao papa no século XI, o que os bizantinos rejeitavam.
Comparando as duas Igrejas depois de 1054
Aspecto
Igreja Ortodoxa Grega
Igreja Católica Apostólica Romana
Região
Oriente
Ocidente
Líder
Patriarca
Papa
Autoridade máxima do cristianismo
Somente Jesus Cristo
O papa
Cesaropapismo
Aceitava
Era contra
Sede principal
Constantinopla
Roma
Linha do tempo dos conflitos religiosos
Ano
Acontecimento
1054
Cisma do Oriente: separação definitiva das duas Igrejas
1204
Cruzados cristãos invadem e saqueiam Constantinopla, inclusive Santa Sofia
1438
Concílio tenta reunificar as Igrejas, mas os ortodoxos não aceitam
7Guardião da cultura grega
Um dos aspectos mais importantes do Império Bizantino foi o culto ao passado: ele guardou e espalhou o saber clássico, principalmente o da cultura grega.
O idioma oficial do império era o grego, e não o latim. Os bizantinos se preocuparam muito em preservar o conhecimento dos antigos filósofos, escritores e cientistas gregos.
Em Constantinopla nasceu uma tradição de estudo da cultura grega que durou séculos. A Universidade de Constantinopla foi fundada em 425 pelo imperador Teodósio II e ficou ativa até o século XV.
No século IX, a universidade foi renovada e o estudo dos textos clássicos aumentou. Os bizantinos passaram a copiar cada vez mais manuscritos da Grécia Antiga. No século X, produziram uma coletânea de leis gregas inspirada no Código de Justiniano. No século XI, o imperador Constantino IX Monomachos criou cursos de Direito e Filosofia na universidade.
Segundo o historiador Mikaël Nichanian, quem quisesse ocupar um cargo alto no governo ou na Igreja precisava conhecer muito bem as disciplinas dos antigos gregos.
Esse trabalho de cópia e estudo salvou muitos textos gregos, que chegaram até os dias de hoje. Por isso, o período do século IX ao XI é chamado de renascimento cultural bizantino. Isso não quer dizer que antes não havia cultura: os bizantinos produziam arte, religião e conhecimento desde o começo do império.
Exemplos
Pergunta de prova: Como os bizantinos ajudaram a preservar a cultura grega? Resposta: adotaram o grego como língua oficial, mantiveram a Universidade de Constantinopla, copiaram manuscritos da Grécia Antiga e exigiam o estudo das disciplinas gregas de quem queria cargos importantes.
Disciplinas gregas estudadas pelos bizantinos
Disciplinas
Gramática
Retórica
Lógica
Aritmética
Astronomia
Geometria
Música
Marcos da cultura bizantina
Época
Acontecimento
425
Fundação da Universidade de Constantinopla por Teodósio II
Século IX
Renovação da universidade e cópia intensa de manuscritos gregos
Século X
Coletânea de leis gregas inspirada no Código de Justiniano
Século XI
Constantino IX cria cursos de Direito e Filosofia
Séculos IX a XI
Renascimento cultural bizantino
7.1A arte bizantina: mosaicos e a Basílica de Santa Sofia
O mosaico foi uma das técnicas mais características da arte bizantina. É um desenho feito com muitos pedacinhos coloridos (de pedra, vidro ou cerâmica) juntados como um quebra-cabeça. Eles ficavam principalmente nas paredes e abóbadas (tetos curvos) das igrejas.
A Basílica de Santa Sofia, em Constantinopla, foi erguida no século VI e é o maior símbolo da arte bizantina, com colunas de mármore, mosaicos coloridos e ícones (imagens sagradas).
Em 1204, durante as Cruzadas, ela foi saqueada pelos cristãos do Ocidente. Depois, com a invasão dos turco-otomanos em 1453, Santa Sofia foi convertida em mesquita (templo muçulmano) e ganhou quatro minaretes, torres usadas para chamar os fiéis à oração.
Um mosaico famoso de Santa Sofia, feito no século XI, mostra Jesus Cristo no centro, o imperador Constantino IX Monomachos à esquerda e a imperatriz Zoe à direita. Isso mostra que, para os bizantinos, o poder político e o poder religioso andavam juntos: o imperador aparece ao lado de Cristo, como se tivesse sido escolhido por Deus.
Exemplos
Analisando o mosaico de Santa Sofia: Cristo no centro = autoridade máxima; imperador e imperatriz ao lado dele = poder vindo de Deus; todos com auréola = caráter sagrado. Conclusão: no Império Bizantino, política e religião estavam unidas (cesaropapismo).
7.2A Questão Iconoclasta (século VIII)
No século VIII houve um grande conflito entre cristãos bizantinos: a Questão Iconoclasta. A palavra iconoclasta vem do grego e significa aquele que destrói imagens.
De um lado estavam os que defendiam o uso de imagens de santos nos cultos. Do outro, os que eram contra e diziam que cultuar imagens era condenado pela Bíblia.
O imperador Leão III chegou a proibir o culto às imagens. Com isso, entrou em conflito com os monges, que produziam esses objetos e ganhavam dinheiro com a venda deles.
Dois documentos mostram os dois lados. O Documento 1, de 754, feito pela Igreja Bizantina, diz que pintar santos é blasfêmia (ofensa à religião) e cita a Bíblia: 'Não farás nenhuma imagem esculpida'. Já o Documento 2, do Segundo Concílio de Niceia (787), sob o comando da imperatriz Irene, diz o contrário: as imagens devem ser consagradas e estimadas, pois 'aquele que adora uma imagem adora o que nela está representado'.
Exemplos
Comparando os dois documentos passo a passo: 1) Documento 1 (754) — CONTRA as imagens, chama de blasfêmia. 2) Documento 2 (787) — A FAVOR das imagens, diz que quem adora a imagem adora quem ela representa. 3) Conclusão: em pouco mais de 30 anos a posição oficial mudou completamente.
Os dois lados da Questão Iconoclasta
Documento
Ano
Posição
Argumento
Documento 1 (Igreja Bizantina)
754
Contra as imagens
Pintar santos é blasfêmia; a Bíblia diz 'Não farás nenhuma imagem esculpida'
Documento 2 (2º Concílio de Niceia, imperatriz Irene)
787
A favor das imagens
Quem adora a imagem adora quem está representado nela
8Enquanto isso… A Dinastia Song na China
Enquanto o Império Bizantino vivia seu renascimento cultural, do outro lado do mundo a China era governada pela Dinastia Song, entre 960 e 1279.
Quando os Song chegaram ao poder, a China estava dividida em vários reinos. Eles reunificaram tudo sob um único governo.
Nesses trezentos anos, os chineses criaram o dinheiro de papel, fizeram novas armas (inclusive uma que usava pólvora para lançar flechas) e inventaram uma forma de impressão com tipos móveis de argila cozida, o que facilitou muito a produção de livros.
A Dinastia Song acabou quando a China foi invadida e dominada pelos mongóis, pastores vindos das estepes da Ásia Central, liderados por Kublai Khan.
Exemplos
Comparação de datas: por volta do ano 1000, os bizantinos copiavam manuscritos à mão em Constantinopla, enquanto os chineses já imprimiam livros com tipos móveis de argila.
Invenções da Dinastia Song (960–1279)
Invenção
Para que servia
Dinheiro de papel
Facilitar o comércio
Arma com pólvora
Lançar flechas na guerra
Tipos móveis de argila cozida
Imprimir livros com facilidade
9Resumo final e linha do tempo
Neste capítulo você estudou as origens e as características do Império Bizantino, a importância do comércio, a política e o direito, o papel da Igreja Bizantina e o Cisma do Oriente, além da cultura bizantina e da preservação da herança grega.
Guarde as ideias-chave: o Império Bizantino nasceu da divisão do Império Romano em 395, teve Constantinopla como capital, durou mais de mil anos e foi uma ponte entre o Oriente e o Ocidente.
Seu fim veio em 1453, com a conquista pelos turco-otomanos. Mas seu legado continua: o Código de Justiniano nas leis, a Igreja Ortodoxa na religião e os textos gregos que chegaram até nós.
Exemplos
Dica de estudo: decore quatro datas-chave — 330 (fundação de Constantinopla), 395 (divisão do Império Romano), 1054 (Cisma do Oriente) e 1453 (queda de Constantinopla).
Linha do tempo do Império Bizantino
Data
Acontecimento
Séc. VII a.C.
Gregos fundam a cidade de Bizâncio
306–337
Governo de Constantino, primeiro imperador cristão de Roma
330
Inauguração de Constantinopla
395
Teodósio divide o Império Romano em Ocidente e Oriente
425
Fundação da Universidade de Constantinopla (Teodósio II)
Séc. V
Fim do Império Romano do Ocidente
527–565
Governo de Justiniano: maior expansão e Código de Justiniano (529)
Séc. VIII
Questão Iconoclasta e grande perda de território
Séc. IX–XI
Renascimento cultural bizantino
1054
Cisma do Oriente
1204
Cruzados saqueiam Constantinopla; início do declínio
1453
Turco-otomanos conquistam Constantinopla; fim do Império Bizantino
Respostas rápidas para as questões de vestibular do capítulo
Questão
Tema
Resposta
1 (ESPM)
Quem construiu e quem alterou Santa Sofia
d) Bizantinos – turco-otomanos
2 (UEG)
Religião oficial bizantina
c) catolicismo ortodoxo, sob a liderança do patriarca
3 (PUC-PR)
Características do império
a) Maior esplendor sob Justiniano, que codificou as leis romanas
4 (FGV)
Motivo da sobrevivência do império
a) capacidade política de manter o controle, com monarquia absoluta e teocrática
5 (UFRGS)
Grande Cisma do Oriente
d) confronto entre a Igreja de Roma e a de Constantinopla
6 (UPE)
Legado cultural bizantino
e) A Catedral de Santa Sofia sintetiza a tradição artística bizantina com ícones e mosaicos
7 (UPE)
Arquitetura de Santa Sofia
c) grande riqueza, com mosaicos coloridos e colunas de mármore
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Precedentes: a divisão do Império Romano
1Múltipla escolha
Em 395, o imperador Teodósio dividiu o Império Romano em duas partes e entregou cada uma a um filho. Assinale a alternativa que indica corretamente quem ficou com cada parte.
Resposta
Alternativa a) Honório ficou com o Ocidente e Arcádio, com o Oriente.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entender a data. Em 395, o imperador Teodósio morreu. Antes disso, ele decidiu dividir o Império Romano em duas partes para facilitar o governo.
Passo 2 – Lembrar dos dois filhos. Teodósio tinha dois filhos: Honório e Arcádio. Cada um recebeu uma parte do império.
Passo 3 – Separar as partes.Honório ficou com o Império Romano do Ocidente, com capital em Roma. Arcádio ficou com o Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla.
Passo 4 – Eliminar as erradas. A letra b troca os nomes. A letra c cita Constantino e Justiniano, que não eram filhos de Teodósio. A letra d está errada porque Teodósio morreu logo depois da divisão. Sobra a alternativa a.
2Dissertativo
Por que ficou tão difícil governar o Império Romano a partir do século II a.C.? Cite pelo menos dois problemas que aparecem no texto do capítulo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque o império havia ficado grande demais. Dois problemas: (1) as fronteiras eram enormes e difíceis de defender das invasões dos povos vizinhos; (2) as distâncias eram gigantes, e as notícias e ordens demoravam muito para chegar de uma ponta à outra. Também havia crise econômica, gastos altos com o exército e muitos povos diferentes para administrar.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pensar no tamanho. A partir do século II a.C., Roma conquistou terras na Europa, na Ásia e na África. O império virou um território gigantesco.
Passo 2 – Problema das fronteiras. Quanto maior o território, maior a fronteira a ser vigiada. Era preciso muito soldado e muito dinheiro para proteger tudo dos povos que queriam entrar.
Passo 3 – Problema das distâncias. Naquela época não existia telefone nem internet. Uma ordem do imperador podia levar semanas ou meses para chegar a uma província distante. Isso atrapalhava o governo.
Passo 4 – Outros problemas. Havia ainda povos com línguas e costumes diferentes, revoltas, gastos altos e crise econômica.
Passo 5 – Concluir. Por tudo isso, governar sozinho ficou quase impossível, e a solução encontrada foi dividir o império em duas partes.
3Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Depois da morte de Teodósio, a divisão do império virou permanente.
O Império Romano do Ocidente acabou no século V, depois de várias invasões.
No Ocidente, as pessoas deixaram as cidades e foram morar no campo.
O Império Romano do Oriente também desapareceu no século V.
Resposta
( V ) ( V ) ( V ) ( F )
Resolução passo a passo
1ª afirmação – V. Depois da morte de Teodósio, em 395, as duas partes nunca mais voltaram a ser governadas por uma só pessoa. A divisão virou permanente.
2ª afirmação – V. O Império Romano do Ocidente foi enfraquecido por várias invasões de povos germânicos e acabou no século V (ano de 476).
3ª afirmação – V. Com as invasões e o perigo nas cidades, muita gente foi morar no campo, onde era mais fácil se proteger e produzir alimento. Isso é chamado de ruralização.
4ª afirmação – F. O Império Romano do Oriente não acabou no século V: ele continuou por quase mil anos, com o nome de Império Bizantino, até 1453.
4Dissertativo
Observe o mapa do capítulo (Império Romano – Divisão entre Ocidente e Oriente, 395 d.C.). Qual era a capital do Império Romano do Oriente e em que continentes ficava o território desse império?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A capital era Constantinopla. O território do Império Romano do Oriente ficava em três continentes: Europa (Península Balcânica e região da Grécia), Ásia (Ásia Menor, Síria, Palestina) e África (Egito e parte do norte africano).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Achar a capital no mapa. No mapa, a cidade marcada com o símbolo de capital na parte oriental é Constantinopla, fundada por Constantino às margens do estreito de Bósforo.
Passo 2 – Olhar a cor do Oriente. A cor que representa o Império do Oriente aparece em vários pedaços de terra separados pelo Mar Mediterrâneo.
Passo 3 – Identificar os continentes. Na Europa fica a Península Balcânica e a Grécia. Na Ásia, a Ásia Menor (onde hoje é a Turquia) e o Oriente Médio. Na África, o Egito.
Passo 4 – Concluir. Por isso dizemos que o império do Oriente era um território de encontro entre três continentes, o que explica sua importância comercial.
5Calcule
A cidade de Constantinopla foi fundada em 330 e o Império Bizantino foi dominado pelos turco-otomanos em 1453. Calcule quantos anos se passaram entre esses dois acontecimentos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Passaram-se 1.123 anos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Escrever os dados. Fundação de Constantinopla: ano 330. Conquista pelos turco-otomanos: ano 1453.
Passo 2 – Escolher a operação. Para saber quanto tempo passou entre duas datas depois de Cristo, fazemos uma subtração: data mais recente menos data mais antiga.
Passo 3 – Calcular. 1453 − 330 = 1123.
Passo 4 – Responder. Entre a fundação da cidade e a chegada dos turco-otomanos passaram-se 1.123 anos, ou seja, mais de onze séculos!
6Dissertativo
A região onde hoje fica Istambul já teve outros nomes. Coloque os nomes na ordem do tempo, do mais antigo para o mais recente, e explique quem deu cada nome: Constantinopla, Bizâncio, Istambul.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Ordem do mais antigo para o mais recente: Bizâncio → Constantinopla → Istambul. Bizâncio foi o nome dado pelos gregos, que fundaram ali uma colônia por volta do século VII a.C. Constantinopla ("cidade de Constantino") foi o nome dado pelo imperador romano Constantino, em 330. Istambul é o nome usado pelos turco-otomanos depois da conquista de 1453 — e é o nome da cidade até hoje.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Procurar o nome mais antigo. Antes dos romanos, os gregos já tinham fundado uma cidade naquele ponto: Bizâncio. Por isso o império depois ficou conhecido como bizantino.
Passo 2 – Ver o que mudou em 330. O imperador romano Constantino escolheu aquele lugar para ser a nova capital do império e deu à cidade o seu próprio nome: Constantinopla.
Passo 3 – Ver o que mudou em 1453. Os turco-otomanos conquistaram a cidade e, com o tempo, ela passou a ser chamada de Istambul.
Passo 4 – Montar a linha do tempo.Bizâncio (gregos) → Constantinopla (Constantino, 330) → Istambul (turco-otomanos, a partir de 1453).
Expansão, retração territorial e poder comercial
7Múltipla escolha
O imperador Justiniano, no século VI, tinha um grande sonho. Qual era ele?
Resposta
Alternativa b) Reconstruir o antigo Império Romano, conquistando de volta seus territórios.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar quem foi Justiniano. Ele governou o Império Bizantino no século VI (de 527 a 565) e foi o imperador mais famoso desse período.
Passo 2 – Identificar o sonho dele. Justiniano queria refazer o antigo Império Romano, unindo de novo o Oriente e o Ocidente sob o seu comando.
Passo 3 – Ver o que ele fez. Para isso, mandou seus exércitos conquistarem terras que estavam com outros povos, como o norte da África e a Península Itálica.
Passo 4 – Eliminar as erradas. A capital continuou sendo Constantinopla (a errada). O comércio foi incentivado, não proibido (c errada). O grego era a língua do império, não da Igreja de Roma (d errada).
8Dissertativo
Cite três regiões conquistadas pelos exércitos de Justiniano e diga qual povo dominava cada uma delas antes da conquista.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Três exemplos: o norte da África, que estava com os vândalos; a Península Itálica, que estava com os ostrogodos; e o sul da Península Ibérica, que estava com os visigodos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar o contexto. Depois do fim do Império Romano do Ocidente, vários povos germânicos ocuparam suas antigas terras.
Passo 2 – Ligar região e povo. No norte da África mandavam os vândalos. Na Península Itálica, os ostrogodos. No sul da Península Ibérica (onde hoje ficam Espanha e Portugal), os visigodos.
Passo 3 – Ver o resultado das guerras. Os exércitos de Justiniano venceram esses povos e tomaram essas regiões, ampliando muito o império.
Passo 4 – Observar o mapa. No mapa da expansão, essas áreas aparecem marcadas como territórios conquistados por Justiniano.
9Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
O território conquistado por Justiniano ficou com o império por mais de mil anos.
Já no século VII o Império Bizantino tinha perdido boa parte das conquistas de Justiniano.
No século VIII, o império ficou reduzido quase só à Ásia Menor e à Península Balcânica.
O Império Bizantino nunca perdeu territórios.
Resposta
( F ) ( V ) ( V ) ( F )
Resolução passo a passo
1ª afirmação – F. As conquistas não duraram mil anos. Elas começaram a ser perdidas pouco tempo depois da morte de Justiniano, em 565.
2ª afirmação – V. Já no século VII o império havia perdido grande parte do que Justiniano conquistou, por causa de guerras e da expansão de outros povos.
3ª afirmação – V. No século VIII, o território bizantino tinha encolhido tanto que ficou quase só com a Ásia Menor e parte da Península Balcânica.
4ª afirmação – F. O império perdeu territórios várias vezes. Esse encolhimento é chamado de retração territorial.
10Dissertativo
Explique por que a localização de Constantinopla ajudou a cidade a se tornar um grande centro de comércio entre o Oriente e o Ocidente.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque Constantinopla ficava exatamente no ponto de encontro entre a Europa e a Ásia, às margens do estreito de Bósforo. Por ali passavam os navios que iam do Mar Negro para o Mar Mediterrâneo e as caravanas que vinham por terra do Oriente. Assim, mercadorias e mercadores de muitos lugares se encontravam na cidade, que cobrava impostos e ficava rica.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Localizar a cidade. Constantinopla foi construída num ponto estreito de água, o estreito de Bósforo, que separa o continente europeu do asiático.
Passo 2 – Pensar nos caminhos do mar. Todo navio que quisesse ir do Mar Negro ao Mediterrâneo (ou o contrário) precisava passar por ali. Era uma espécie de portão obrigatório.
Passo 3 – Pensar nos caminhos de terra. As rotas terrestres que traziam produtos do Oriente, como a seda da China, também terminavam naquela região.
Passo 4 – Juntar tudo. Quem controla o caminho, controla o comércio. Os bizantinos cobravam impostos das mercadorias e ganhavam muito dinheiro.
Passo 5 – Concluir. Por isso Constantinopla virou um dos maiores centros comerciais do mundo, ligando o Oriente e o Ocidente.
11Múltipla escolha
No Império Bizantino, o comerciante estrangeiro que chegava a Constantinopla tinha de seguir algumas regras. Assinale a alternativa correta sobre essas regras.
Resposta
Alternativa b) Podia ficar no máximo três meses e devia se hospedar em um alojamento oficial chamado mitaton.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar a regra do tempo. O governo bizantino controlava bem os estrangeiros. O comerciante de fora podia permanecer na cidade por, no máximo, três meses.
Passo 2 – Lembrar a regra da moradia. Ele não escolhia onde dormir: tinha de ficar num alojamento oficial, o mitaton, onde as autoridades sabiam quem estava lá e o que estava vendendo.
Passo 3 – Entender o motivo. Assim o império garantia a cobrança dos impostos e evitava concorrência e espionagem.
Passo 4 – Eliminar as erradas. Ninguém ficava para sempre sem pagar (a). Comerciantes de outras religiões também entravam (c). Eles vendiam a vários compradores, não só ao imperador (d).
12Dissertativo
Relacione cada produto vendido em Constantinopla ao lugar de onde ele vinha: seda, especiarias, azeite, peles, vinho. (Use: China, Egito, Península Itálica, Rússia, Grécia.)
Passo 1 – Seda. O tecido de seda era fabricado na China e viajava milhares de quilômetros pela famosa Rota da Seda até chegar a Constantinopla.
Passo 2 – Especiarias. Temperos e perfumes vinham do Oriente e chegavam pelos portos do Egito, que era passagem das rotas africanas e asiáticas.
Passo 3 – Azeite. O azeite é feito de azeitona, fruto da oliveira, muito cultivada na Grécia.
Passo 4 – Peles. As peles de animais vinham das regiões frias do norte, principalmente da Rússia.
Passo 5 – Vinho. O vinho chegava da Península Itálica, terra de muitos vinhedos.
Passo 6 – Observar. Essa lista mostra como Constantinopla recebia produtos de três continentes ao mesmo tempo.
13Dissertativo
Em 1204, Constantinopla entrou em declínio. O que aconteceu nesse ano e qual era o objetivo inicial dos cavaleiros cristãos que atacaram a cidade?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Em 1204, durante a Quarta Cruzada, cavaleiros cristãos vindos do Ocidente invadiram e saquearam Constantinopla, roubando riquezas e destruindo parte da cidade. O objetivo inicial deles não era esse: eles tinham partido para retomar a Terra Santa (Jerusalém), que estava sob domínio muçulmano. A cidade nunca mais se recuperou totalmente e entrou em declínio.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar o que eram as Cruzadas. Eram expedições militares organizadas por cristãos do Ocidente para tentar conquistar Jerusalém e a região da Terra Santa.
Passo 2 – Ver o desvio de caminho. Na Quarta Cruzada, os cavaleiros mudaram de rota e foram parar em Constantinopla, atraídos pelas riquezas da cidade e por disputas políticas.
Passo 3 – O que aconteceu em 1204. Eles atacaram e saquearam a cidade, ou seja, roubaram tesouros, obras de arte e relíquias, e destruíram construções.
Passo 4 – Consequência. Constantinopla perdeu riqueza, poder e população. Foi o começo do declínio que terminaria na conquista turco-otomana de 1453.
Passo 5 – Detalhe importante. É curioso notar que cristãos atacaram cristãos: isso mostra a separação entre a Igreja de Roma e a Igreja de Constantinopla.
14Calcule
Imagine que um comerciante entrou em Constantinopla no dia 10 de março e ficou o tempo máximo permitido pela lei bizantina. Em que mês ele teve de deixar a cidade? Explique sua resposta.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Ele teve de deixar a cidade em junho (por volta do dia 10 de junho).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar a lei. Pela regra bizantina, o comerciante estrangeiro podia ficar no máximo três meses em Constantinopla.
Passo 2 – Marcar a data de entrada. Ele chegou em 10 de março.
Passo 3 – Contar os meses. De 10 de março a 10 de abril = 1 mês. De 10 de abril a 10 de maio = 2 meses. De 10 de maio a 10 de junho = 3 meses.
Passo 4 – Responder. Ao completar os três meses, ele estava em 10 de junho. Portanto, teve de partir no mês de junho.
Estrutura política e jurídica
15Múltipla escolha
No Império Bizantino, o imperador era chamado de basileu. O que significa essa palavra e de qual idioma ela vem?
Resposta
Alternativa b) Significa rei e vem do grego.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar a língua do império. O idioma oficial do Império Bizantino era o grego, e não o latim. Então a palavra vem do grego.
Passo 2 – Ver o significado.Basileu (basileus) quer dizer rei, aquele que governa.
Passo 3 – Entender o uso. Os bizantinos chamavam seu imperador de basileu para mostrar que ele era o chefe supremo do império.
Passo 4 – Eliminar as erradas. Não significa sacerdote, nem juiz, nem soldado. Logo, a resposta é b.
16Dissertativo
O capítulo diz que o Império Bizantino era uma autocracia absoluta. Explique com suas palavras o que isso quer dizer e cite três poderes que o imperador tinha.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Autocracia absoluta quer dizer que uma só pessoa manda em tudo, sem dividir o poder com ninguém e sem precisar obedecer a outra autoridade. No Império Bizantino, essa pessoa era o imperador. Três poderes dele: (1) criar e mudar as leis; (2) comandar o exército e decidir sobre guerras; (3) nomear e demitir funcionários do governo — incluindo o patriarca, chefe da Igreja.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Quebrar a palavra.Auto significa por si mesmo e cracia significa poder. Juntando: o poder nas mãos de um só. Absoluta reforça que não havia limite para esse poder.
Passo 2 – Explicar com exemplo do dia a dia. É como um jogo em que uma única pessoa inventa as regras, apita a partida e ainda decide quem joga.
Passo 3 – Listar os poderes. O imperador fazia as leis, era o juiz supremo, comandava o exército, cobrava impostos e escolhia quem ocuparia os cargos.
Passo 4 – Lembrar da religião. Ele também mandava na Igreja, escolhendo o patriarca. Isso juntava poder político e poder religioso na mesma mão.
17Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
A monarquia bizantina era considerada de direito divino.
Para a população, o imperador havia sido escolhido por Deus para dirigir o império.
Os artistas desenhavam uma auréola em volta da cabeça do imperador para mostrar que ele era um homem comum.
O imperador podia nomear e demitir pessoas dos cargos do governo.
Resposta
( V ) ( V ) ( F ) ( V )
Resolução passo a passo
1ª afirmação – V. A monarquia bizantina era de direito divino: acreditava-se que o poder do imperador vinha diretamente de Deus.
2ª afirmação – V. Para o povo, o imperador tinha sido escolhido por Deus para dirigir o império. Por isso desobedecer a ele era quase um pecado.
3ª afirmação – F. A auréola (aquele círculo de luz em volta da cabeça) era usada justamente para mostrar o contrário: o caráter sagrado do imperador, e não que ele fosse comum.
4ª afirmação – V. Como tinha poder absoluto, o imperador podia nomear e demitir quem quisesse dos cargos do governo.
18Dissertativo
O que foi o Código de Justiniano? Explique como ele foi feito e por que dizemos que ele é um exemplo de permanência histórica, ou seja, de algo que continua influenciando o mundo até hoje.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O Código de Justiniano foi uma grande coleção de leis organizada por ordem do imperador Justiniano. Ele reuniu uma equipe de especialistas em leis (juristas) que juntou, revisou e organizou as antigas leis romanas, tirando o que estava repetido ou ultrapassado. É um exemplo de permanência histórica porque muitas dessas leis serviram de base para o direito de vários países ocidentais, inclusive o Brasil, até hoje.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Ver o problema. As leis romanas estavam espalhadas, eram muitas, confusas e às vezes se contradiziam. Ninguém conseguia usá-las direito.
Passo 2 – A solução de Justiniano. Ele reuniu juristas (pessoas que estudam as leis) para recolher tudo, organizar por assunto e escrever de forma clara.
Passo 3 – O resultado. Nasceu o Código de Justiniano, concluído em 529, que depois recebeu outras partes e ficou conhecido como Corpus Juris Civilis.
Passo 4 – Entender "permanência". Permanência é aquilo que continua existindo ao longo do tempo. Ideias desse código, como a de contrato e a de propriedade, ainda aparecem nas leis atuais.
Passo 5 – Concluir. Por isso dizemos que uma decisão tomada há quase 1.500 anos ainda influencia o mundo de hoje.
19Calcule
Justiniano governou de 527 a 565 e o Código de Justiniano ficou pronto em 529. Quantos anos de governo ele já tinha quando o código foi concluído? E quantos anos ele governou no total?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Quando o código ficou pronto, Justiniano tinha 2 anos de governo. No total, ele governou por 38 anos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Anotar os dados. Início do governo: 527. Conclusão do código: 529. Fim do governo: 565.
Passo 2 – Calcular o tempo até o código. 529 − 527 = 2 anos. Ou seja, ele mandou fazer o código logo no comecinho do governo.
Passo 3 – Calcular o governo inteiro. 565 − 527 = 38 anos.
Passo 4 – Refletir. Trinta e oito anos é muito tempo no poder. Isso ajuda a explicar as grandes conquistas e obras do reinado de Justiniano.
20Múltipla escolha
Leia o boxe Zoom sobre Constantino e Helena e assinale a alternativa INCORRETA.
Resposta
Alternativa d) Helena foi imperatriz oficial e nunca se converteu ao cristianismo. (Essa é a INCORRETA.)
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entender o comando. A questão pede a alternativa errada. Então preciso achar a afirmação falsa.
Passo 2 – Conferir a letra a. Está certa: Constantino tornou-se imperador em 306 e conseguiu unificar o império em 324.
Passo 3 – Conferir a letra b. Está certa: ele é lembrado como o primeiro imperador cristão de Roma.
Passo 4 – Conferir a letra c. Está certa: na pintura, os pés no chão mostram que eles eram seres humanos, e não figuras celestes.
Passo 5 – Conferir a letra d. Está errada: Helena era mãe de Constantino, converteu-se ao cristianismo e é considerada santa. Portanto, a resposta é d.
21Dissertativo
Na pintura do museu Benaki, Constantino e Helena seguram uma cruz dupla. O que esse objeto representava? E o que a auréola em volta da cabeça dos dois indicava?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A cruz dupla representava a cruz de Cristo (a relíquia que, segundo a tradição, teria sido encontrada por Helena em Jerusalém). Ela era o símbolo do cristianismo e mostrava que os dois defendiam e protegiam a fé cristã. Já a auréola em volta da cabeça indicava que eles eram considerados santos, pessoas sagradas e escolhidas por Deus.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Observar a imagem. Na pintura do museu Benaki, Constantino e Helena aparecem lado a lado segurando juntos uma grande cruz.
Passo 2 – Interpretar a cruz. A cruz é o principal símbolo do cristianismo. Segurá-la significa proteger e espalhar a religião cristã pelo império.
Passo 3 – Lembrar a história de Helena. A tradição conta que ela viajou a Jerusalém e encontrou a cruz onde Jesus teria sido crucificado. Por isso ela aparece com esse objeto.
Passo 4 – Interpretar a auréola. O círculo luminoso em volta da cabeça é usado na arte cristã para indicar santidade. Constantino e Helena são santos para a Igreja Ortodoxa.
Passo 5 – Concluir. A pintura une, na mesma imagem, poder político (imperador) e poder religioso (santidade).
A Igreja Bizantina e o Cisma do Oriente
22Dissertativo
Quem era o patriarca no Império Bizantino e quem tinha mais poder: ele ou o imperador? Justifique com um exemplo citado no capítulo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O patriarca era o chefe da Igreja do Império Bizantino, o principal líder religioso de Constantinopla. Quem tinha mais poder era o imperador, porque era ele quem escolhia e também podia tirar o patriarca do cargo. Um exemplo citado no capítulo: houve imperadores que nomearam os próprios filhos como patriarcas.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Definir o cargo. No Ocidente, o chefe da Igreja era o papa. No Oriente, esse papel cabia ao patriarca de Constantinopla.
Passo 2 – Comparar os poderes. O imperador bizantino tinha poder absoluto. Ele mandava no governo e também na Igreja.
Passo 3 – Buscar a prova no texto. O capítulo conta que alguns imperadores colocaram seus filhos no cargo de patriarca. Se o imperador escolhe quem vai chefiar a Igreja, fica claro quem manda mais.
Passo 4 – Nomear o conceito. Essa situação, em que o poder do imperador fica acima do poder religioso, recebe o nome de cesaropapismo.
23Múltipla escolha
Assinale a alternativa que define corretamente o cesaropapismo.
Resposta
Alternativa b) A relação em que o poder do imperador ficava acima da autoridade do chefe da Igreja.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Quebrar a palavra.César lembra o imperador; papa lembra o chefe da Igreja. Juntando as duas palavras, temos a ideia de imperador que também manda na religião.
Passo 2 – Aplicar ao Império Bizantino. O imperador escolhia o patriarca, participava de decisões religiosas e usava a Igreja para reforçar seu poder.
Passo 3 – Eliminar as erradas. A letra a fala em separação, o oposto do conceito. A letra c inverte tudo (não eram os bispos que escolhiam o imperador). A letra d proíbe o imperador de participar de rituais, o que também é o contrário.
Passo 4 – Concluir. A definição correta é a da letra b.
24Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
O imperador bizantino escolhia o patriarca de Constantinopla.
Excomunhão é a maior penalidade aplicada pela Igreja Católica: o fiel fica de fora da comunidade.
Papa e patriarca nunca tiveram conflitos entre si.
Houve imperadores que nomearam os próprios filhos como patriarcas.
Resposta
( V ) ( V ) ( F ) ( V )
Resolução passo a passo
1ª afirmação – V. O imperador bizantino escolhia o patriarca de Constantinopla. Isso é o cesaropapismo na prática.
2ª afirmação – V. A excomunhão é a punição mais grave da Igreja Católica: a pessoa é expulsa da comunidade dos fiéis e não pode participar dos sacramentos.
3ª afirmação – F. Papa e patriarca tiveram, sim, muitos conflitos. Eles disputavam autoridade e discordavam sobre práticas religiosas — a briga chegou ao ponto de provocar o Cisma do Oriente, em 1054.
4ª afirmação – V. O capítulo informa que houve imperadores que nomearam os próprios filhos como patriarcas.
25Dissertativo
Em 1054 aconteceu o Cisma do Oriente. Explique o que foi esse episódio e diga o nome das duas Igrejas que surgiram a partir dele, indicando quem liderava cada uma.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O Cisma do Oriente foi a separação definitiva entre a Igreja cristã do Ocidente e a do Oriente, em 1054, depois de muitas discordâncias e de excomunhões trocadas entre os dois lados. Surgiram então a Igreja Católica Apostólica Romana, liderada pelo papa, em Roma, e a Igreja Ortodoxa, liderada pelo patriarca, em Constantinopla.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entender a palavra.Cisma significa separação, ruptura. Era um cristianismo que se partiu em dois.
Passo 2 – Ver o acúmulo de brigas. Havia anos de disputas entre Roma e Constantinopla sobre quem tinha mais autoridade e sobre como praticar a fé.
Passo 3 – O estopim em 1054. Papa e patriarca excomungaram um ao outro, ou seja, cada um declarou o outro fora da Igreja.
Passo 4 – O resultado. Formaram-se duas Igrejas: a Católica Romana (chefiada pelo papa) e a Ortodoxa (chefiada pelo patriarca).
Passo 5 – Perceber a permanência. Essas duas Igrejas continuam separadas até hoje.
26Dissertativo
Cite duas divergências entre bizantinos e romanos que ajudam a explicar a separação das Igrejas em 1054.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Duas divergências: (1) a disputa sobre quem era a maior autoridade do cristianismo — o papa, em Roma, ou o patriarca, em Constantinopla; (2) o culto às imagens religiosas e outras diferenças de ritual, como o uso do latim em Roma e do grego no Oriente, e a permissão para que padres orientais se casassem, o que Roma não aceitava.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pensar na política. Roma dizia que o papa era o chefe de todos os cristãos. Constantinopla não aceitava isso e defendia a autoridade do seu patriarca. Essa foi a maior briga.
Passo 2 – Pensar na cultura. No Ocidente, as missas eram em latim; no Oriente, em grego. Línguas diferentes acabam criando costumes diferentes.
Passo 3 – Pensar nos ritos. Havia discordâncias sobre o culto às imagens, sobre o tipo de pão usado na celebração e sobre o casamento dos padres.
Passo 4 – Juntar tudo. Essas diferenças foram se somando durante séculos até estourarem no Cisma de 1054.
27Múltipla escolha
Em 1438, durante um concílio, houve uma tentativa de unir de novo as duas Igrejas. O que aconteceu?
Resposta
Alternativa b) Os ortodoxos não aceitaram a união.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Situar a data. Em 1438, o Império Bizantino estava fraco e ameaçado pelos turco-otomanos. Buscar apoio do Ocidente parecia uma saída.
Passo 2 – Ver a tentativa. Foi realizado um concílio (grande reunião de líderes da Igreja) para tentar reunir as duas Igrejas separadas desde 1054.
Passo 3 – Ver o resultado. A maior parte dos fiéis e do clero ortodoxo recusou o acordo. A união não deu certo.
Passo 4 – Eliminar as erradas. As Igrejas continuaram separadas (a errada). O papa não foi expulso de Roma (c errada). O imperador bizantino nunca chefiou a Igreja de Roma (d errada).
Guardião da cultura grega e produção cultural
28Múltipla escolha
Qual era o idioma oficial do Império Bizantino?
Resposta
Alternativa b) O grego.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar a origem. O Império Bizantino nasceu da parte oriental do Império Romano, uma região onde a cultura grega já era muito forte havia séculos.
Passo 2 – Ver a mudança. No começo, o latim ainda era usado nos documentos oficiais. Com o tempo, o grego virou a língua oficial do governo, da Igreja e da escola.
Passo 3 – Confirmar com um exemplo. A própria palavra basileu (rei), usada para o imperador, vem do grego.
Passo 4 – Eliminar as erradas. Árabe e turco eram línguas de outros povos, vizinhos ou inimigos do império.
29Dissertativo
Por que o Império Bizantino é chamado de guardião da cultura grega? Explique o que os bizantinos faziam para preservar o saber dos antigos gregos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque os bizantinos guardaram, copiaram e estudaram as obras dos antigos gregos, num tempo em que boa parte desse conhecimento estava se perdendo no Ocidente. Nos mosteiros e nas escolas, os monges e sábios copiavam à mão os livros de filosofia, matemática, medicina e literatura. Assim, esses textos chegaram até nós e voltaram ao Ocidente séculos depois.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entender o contexto. Com o fim do Império Romano do Ocidente, muitas cidades, bibliotecas e escolas europeias foram destruídas ou abandonadas.
Passo 2 – Ver o que acontecia no Oriente. Constantinopla continuou rica, organizada e com escolas funcionando, como a Universidade de Constantinopla.
Passo 3 – O trabalho de copiar. Não existia impressora. Cada livro era copiado à mão, letra por letra. Esse trabalho salvou obras de Platão, Aristóteles, Homero e de muitos outros.
Passo 4 – Perceber a consequência. Quando Constantinopla foi ameaçada e depois conquistada, muitos sábios fugiram levando livros para a Europa Ocidental, ajudando o Renascimento.
Passo 5 – Concluir. Por esse papel de proteger o saber antigo, o império recebeu o apelido de guardião da cultura grega.
30Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
A Universidade de Constantinopla foi fundada em 425 pelo imperador Teodósio
II)A universidade fechou logo depois de ser criada.
No século XI, o imperador Constantino IX Monomachos criou cursos de Direito e Filosofia na universidade.
O período do século IX ao XI é chamado de renascimento cultural bizantino.
Resposta
( V ) ( F ) ( V ) ( V )
Resolução passo a passo
1ª afirmação – V. A Universidade de Constantinopla foi mesmo fundada em 425, pelo imperador Teodósio II.
2ª afirmação – F. Ela não fechou logo: funcionou, com altos e baixos, por cerca de mil anos, até a conquista da cidade em 1453.
3ª afirmação – V. No século XI, o imperador Constantino IX Monomachos criou novos cursos, entre eles Direito e Filosofia.
4ª afirmação – V. O período que vai do século IX ao XI é conhecido como renascimento cultural bizantino, por causa do grande avanço nos estudos e nas artes.
31Dissertativo
Segundo o historiador Mikaël Nichanian, quem quisesse ocupar um cargo importante na administração do império ou na Igreja precisava estudar várias disciplinas dos antigos gregos. Cite pelo menos quatro delas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Quatro exemplos: gramática, retórica (a arte de falar bem), filosofia e matemática. Também eram estudadas geometria, astronomia, música, medicina e direito.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entender a exigência. Segundo o historiador Mikaël Nichanian, para ocupar cargos altos no governo ou na Igreja era preciso ter boa formação.
Passo 2 – Lembrar o modelo grego. Essa formação seguia as disciplinas dos antigos gregos, divididas em estudos da palavra e estudos dos números.
Passo 3 – Listar as disciplinas da palavra.Gramática (escrever certo), retórica (convencer falando) e filosofia (pensar sobre o mundo).
Passo 4 – Listar as dos números e do céu.Matemática, geometria, astronomia e música.
Passo 5 – Concluir. Basta citar quatro delas para responder. O importante é perceber que estudar era o caminho para o poder no Império Bizantino.
32Calcule
A Universidade de Constantinopla foi fundada em 425 e funcionou até o século XV, quando a cidade foi tomada pelos turco-otomanos em 1453. Por quantos anos, aproximadamente, ela ficou ativa?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Aproximadamente 1.028 anos (mais de mil anos).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Anotar as datas. Fundação da universidade: 425. Conquista de Constantinopla pelos turco-otomanos: 1453.
Passo 2 – Escolher a operação. Como as duas datas são depois de Cristo, basta subtrair.
Passo 3 – Calcular. 1453 − 425 = 1028.
Passo 4 – Responder com sentido. A universidade funcionou por cerca de 1.028 anos. Para comparar: é mais de dez vezes a vida de uma pessoa que chega aos 100 anos!
33Múltipla escolha
Leia o boxe ENQUANTO ISSO... sobre a Dinastia Song, na China, e assinale a alternativa correta.
Resposta
Alternativa a) Os Song governaram a China entre 960 e 1279 e reunificaram vários reinos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar o boxe. O quadro ENQUANTO ISSO... mostra o que acontecia na China no mesmo período do Império Bizantino.
Passo 2 – Conferir as datas. A Dinastia Song governou a China de 960 a 1279 e conseguiu reunir reinos que estavam separados.
Passo 3 – Eliminar a letra b. A escrita chinesa é muito mais antiga que os Song, e o papel-moeda foi justamente incentivado nessa época, não proibido.
Passo 4 – Eliminar a letra c. Quem derrubou os Song foram os mongóis, não os turco-otomanos.
Passo 5 – Eliminar a letra d. Os chineses já usavam a pólvora, inclusive em armas e fogos. Logo, a correta é a.
34Dissertativo
Cite duas invenções ou novidades criadas na China durante a Dinastia Song e explique para que serviam.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Dois exemplos: o papel-moeda, que era dinheiro feito de papel, mais leve e fácil de transportar que as moedas de metal, o que facilitou o comércio; e a bússola, instrumento que indica a direção norte e que ajudou os navegantes a se orientarem no mar. (Também valem a pólvora, usada em armas e fogos de artifício, e os tipos móveis para impressão, usados para copiar textos com mais rapidez.)
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar o contexto. A época Song foi um período de grande desenvolvimento científico e comercial na China.
Passo 2 – Escolher a primeira invenção. O papel-moeda: antes se usavam moedas pesadas de metal. Com notas de papel, ficou mais simples comprar, vender e viajar com dinheiro.
Passo 3 – Escolher a segunda. A bússola: com uma agulha imantada apontando o norte, os navios conseguiam seguir rota mesmo longe da costa.
Passo 4 – Citar outras. A pólvora serviu para armas e festas, e a impressão com tipos móveis permitiu produzir muitos livros.
Passo 5 – Concluir. Essas novidades mostram que, enquanto Bizâncio guardava o saber grego, a China criava tecnologias que mudariam o mundo.
Arte bizantina: mosaicos, Santa Sofia e a Questão Iconoclasta
35Múltipla escolha
A Basílica de Santa Sofia, construída no século VI, foi o principal templo dos bizantinos. O que aconteceu com ela depois da invasão dos turco-otomanos, em 1453?
Resposta
Alternativa b) Foi transformada em mesquita, com a construção de quatro minaretes.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar a origem. A Basílica de Santa Sofia foi construída no século VI, no governo de Justiniano, e era a maior igreja cristã do império.
Passo 2 – Ver o que muda em 1453. Os turco-otomanos, de religião islâmica, conquistaram Constantinopla.
Passo 3 – A transformação. Em vez de destruir o edifício, eles o transformaram em mesquita (templo islâmico) e construíram quatro minaretes, aquelas torres altas e finas de onde se chama os fiéis para a oração.
Passo 4 – Eliminar as erradas. O prédio não foi destruído nem desmontado, e nunca virou palácio. A resposta é b.
36Dissertativo
Observe o mosaico da Basílica de Santa Sofia que mostra Jesus Cristo ao centro, o imperador Constantino IX à esquerda e a imperatriz Zoe à direita. O que essa imagem nos ajuda a entender sobre a ligação entre poder político e poder religioso no Império Bizantino?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A imagem mostra que, no Império Bizantino, poder político e poder religioso andavam juntos. Ao colocar o imperador Constantino IX e a imperatriz Zoe lado a lado com Jesus Cristo, o mosaico passa a mensagem de que o poder deles vinha de Deus e de que governar era uma missão sagrada. Os dois aparecem fazendo doações à igreja, mostrando que protegiam a fé cristã.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Descrever a cena. No centro está Cristo, sentado e maior que os outros. Dos lados estão o imperador e a imperatriz, de pé, com roupas ricas e coroas.
Passo 2 – Interpretar as posições. Quem está no meio e maior é o mais importante. Estar ao lado de Cristo significa ter a aprovação divina.
Passo 3 – Interpretar os objetos. Eles seguram oferendas (dinheiro e documentos) para a igreja. Isso mostra que os imperadores sustentavam e defendiam a Igreja.
Passo 4 – Ligar ao conceito. Essa união entre governo e religião, com o imperador acima do chefe da Igreja, é o cesaropapismo.
Passo 5 – Concluir. O mosaico não era só enfeite: era uma forma de propaganda política, para o povo aceitar o poder do imperador.
37Dissertativo
O que foi a Questão Iconoclasta, ocorrida no século VIII? Explique quais eram os dois lados desse conflito.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A Questão Iconoclasta foi um grande conflito religioso do século VIII sobre o culto às imagens sagradas (os ícones). De um lado estavam os iconoclastas, que eram contra as imagens e queriam destruí-las, por acharem que adorá-las era idolatria; do outro lado estavam os iconódulos (ou iconólatras), que defendiam as imagens como um jeito de ensinar e honrar a fé.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Explicar a palavra.Ícone quer dizer imagem; clasta vem de quebrar. Então iconoclasta é aquele que quebra imagens.
Passo 2 – Ver quem começou. Em 726, o imperador Leão III proibiu o culto às imagens religiosas e mandou retirá-las das igrejas.
Passo 3 – Identificar os dois lados. Os iconoclastas (o imperador e parte do clero) diziam que rezar diante de imagens era adorar objetos. Os iconódulos (monges e grande parte do povo) diziam que a imagem só ajudava a lembrar de Deus e dos santos.
Passo 4 – Ver o desfecho. O conflito durou mais de cem anos. No Segundo Concílio de Niceia, em 787, o uso das imagens foi aceito novamente, e mais tarde o culto foi definitivamente restabelecido.
38Dissertativo
Leia o trecho do Documento 1 (754): "Se alguém pensa trazer de novo para a vida os santos por meio de uma arte morta descoberta pelos pagãos, torna-se culpado de blasfêmia". Esse documento é favorável ou contrário ao culto de imagens religiosas? Justifique com uma parte do texto.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O documento é contrário ao culto de imagens religiosas. Isso fica claro quando ele diz que quem tenta representar os santos por meio de uma "arte morta descoberta pelos pagãos""torna-se culpado de blasfêmia", ou seja, comete uma ofensa grave contra Deus.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Ler com atenção. O texto é de 754, no auge da Questão Iconoclasta.
Passo 2 – Procurar palavras de julgamento. A expressão culpado de blasfêmia mostra condenação: quem faz isso está errado, segundo o autor.
Passo 3 – Analisar outra pista. Chamar a pintura de "arte morta descoberta pelos pagãos" é desvalorizar as imagens e ligá-las a religiões não cristãs.
Passo 4 – Concluir. Juntando as duas pistas, o documento defende a posição dos iconoclastas, contrários ao uso e ao culto das imagens.
39Múltipla escolha
O Documento 2, do Segundo Concílio de Niceia (787), defende que as imagens pintadas e de mosaico devem ser consagradas e estimadas. Sobre esse documento, assinale a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) Ele defende o uso e o culto das imagens religiosas, ao contrário do Documento 1.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Comparar as datas. O Documento 1 é de 754 (contra as imagens) e o Documento 2 é de 787, do Segundo Concílio de Niceia.
Passo 2 – Ler a posição do Documento 2. Ele afirma que as imagens pintadas e de mosaico devem ser consagradas e estimadas, isto é, tratadas com respeito nas igrejas.
Passo 3 – Perceber a oposição. Como um condena e o outro aprova, os dois documentos são opostos. Por isso a letra a está errada.
Passo 4 – Eliminar as outras. Ele não manda destruir mosaicos (c) nem proíbe pintar a Mãe de Deus (d) — ao contrário, autoriza. A resposta é b.
40Dissertativo
O imperador Leão III proibiu o culto a imagens e entrou em conflito com um grupo. Que grupo era esse e por que essas pessoas ficaram contra a decisão do imperador?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O imperador Leão III entrou em conflito principalmente com os monges (e com boa parte do clero e do povo que os apoiava). Eles ficaram contra a proibição porque acreditavam que as imagens sagradas eram importantes para a fé e para ensinar a religião — e também porque os mosteiros produziam e guardavam esses ícones, ganhando prestígio e dinheiro com eles.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar a decisão. No século VIII, Leão III proibiu o culto às imagens e mandou destruí-las ou retirá-las das igrejas.
Passo 2 – Descobrir quem perdeu com isso. Os monges viviam nos mosteiros, onde pintavam ícones e recebiam fiéis e doações por causa deles.
Passo 3 – Ver o lado da fé. Para eles e para o povo simples, a imagem ajudava a rezar e a entender as histórias sagradas, já que quase ninguém sabia ler.
Passo 4 – Ver o lado do poder. A medida do imperador também servia para enfraquecer os mosteiros, que estavam ricos e influentes demais.
Passo 5 – Concluir. Por motivos religiosos e econômicos, os monges resistiram, e o conflito se arrastou por décadas.
41Verdadeiro ou falso
Escreva V para falso ou verdadeiro.
O mosaico foi uma técnica característica da arte bizantina.
Os mosaicos eram feitos principalmente em paredes e abóbadas de igrejas.
A palavra iconoclasta vem do grego e significa aquele que destrói imagens.
Concílio é o encontro de comerciantes para discutir preços.
Resposta
( V ) ( V ) ( V ) ( F )
Resolução passo a passo
1ª afirmação – V. O mosaico foi a técnica mais característica da arte bizantina, feita com pequenas peças coloridas encaixadas uma a uma.
2ª afirmação – V. Esses mosaicos eram aplicados principalmente nas paredes, cúpulas e abóbadas das igrejas, para brilharem com a luz.
3ª afirmação – V.Iconoclasta vem do grego e significa aquele que destrói imagens.
4ª afirmação – F.Concílio não tem nada a ver com comércio: é uma reunião de líderes da Igreja para discutir e decidir questões de fé, como o Concílio de Niceia de 787.
42Dissertativo
Pesquise e escreva um pequeno texto explicando como eram feitos os mosaicos bizantinos: que materiais eram usados, quais figuras apareciam neles e para que serviam dentro das igrejas.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Texto-modelo: "Os mosaicos bizantinos eram feitos com milhares de pecinhas chamadas tesselas. Elas eram de pedra, mármore, cerâmica e, principalmente, de vidro colorido — muitas vezes com uma finíssima folha de ouro por dentro, para brilhar com a luz das velas. O artista desenhava a cena, espalhava uma massa (argamassa) na parede e encaixava as tesselas uma a uma, ligeiramente inclinadas, para refletir a luz. As figuras mais comuns eram Jesus Cristo, a Virgem Maria, os anjos, os santos e também os imperadores e imperatrizes, sempre com roupas ricas e auréolas douradas. Dentro das igrejas, esses mosaicos serviam para ensinar as histórias sagradas a quem não sabia ler, para criar um clima de mistério e beleza e para lembrar a todos que o poder do imperador vinha de Deus."
Resolução passo a passo
Passo 1 – Organizar a pesquisa em três partes. A questão pede: (1) materiais, (2) figuras representadas, (3) função dentro das igrejas.
Passo 2 – Materiais. Anote as palavras-chave: tesselas (as pecinhas), vidro, pedra, mármore e folha de ouro. Explique que elas eram fixadas em argamassa sobre a parede.
Passo 3 – Figuras. Lembre dos mosaicos de Santa Sofia: Cristo, Maria, santos e a família imperial, como Constantino IX e Zoe.
Passo 4 – Função. A maioria das pessoas era analfabeta. As imagens funcionavam como uma "bíblia ilustrada", além de mostrar a glória de Deus e o poder do imperador.
Passo 5 – Escrever. Monte de 5 a 8 linhas, com frases curtas, usando as palavras-chave que você anotou. Não esqueça de citar a fonte que você pesquisou.
O seu progresso é salvo automaticamente neste iPad.
Atenção: este navegador não está deixando salvar o progresso.
As respostas vão sumir ao fechar a página.
1Bizâncio, Constantinopla e Istambul: a mesma cidade
No século VII a.C., os gregos fundaram a cidade de Bizâncio, às margens do Estreito de Bósforo, entre a Europa e a Ásia.
No século IV, o imperador romano Constantino mandou construir ali uma nova cidade: Constantinopla, inaugurada em 330. Ela virou a capital do Império Romano do Oriente.
Em 1453, os turco-otomanos conquistaram a cidade, que passou a se chamar Istambul (hoje, na Turquia).
2A divisão do Império Romano
Roma ficou tão grande que era muito difícil governar. Havia revoltas, invasões e brigas pelo poder.
Por isso, em 395, o imperador Teodósio dividiu o império em dois e entregou cada parte a um filho: o Império Romano do Ocidente (com Honório) e o Império Romano do Oriente (com Arcádio), cuja capital era Constantinopla.
O Ocidente caiu no século V, depois de muitas invasões. Já o Oriente resistiu e ficou conhecido como Império Bizantino, durando cerca de mil anos, até 1453.
3Expansão e retração territorial
No século VI, o imperador Justiniano sonhava em reconstruir o antigo Império Romano. Ele conquistou o norte da África, a Península Itálica e o sul da Península Ibérica.
Foi o momento de maior extensão e esplendor do império.
Mas essas terras não duraram. No século VII o império já tinha perdido muito, e no século VIII sobrou só a Ásia Menor e a Península Balcânica.
4Poder comercial
Constantinopla ficava num ponto privilegiado: no cruzamento das rotas por terra entre Europa e Ásia e na passagem do mar que liga o Mediterrâneo ao Mar Negro.
Por isso virou um grande centro de comércio, ligando o Oriente ao Ocidente. Mercadores de vários lugares podiam ficar na cidade no máximo três meses, hospedados num alojamento oficial chamado mitaton.
Todo produto que entrava e saía era controlado por agentes que cobravam impostos.
Exemplo
Produtos vendidos em Constantinopla: especiarias do Egito, seda da China, vinho da Grécia, azeite da Itália e peles da Rússia.
5O saque de 1204
A cidade começou a decair em 1204, quando cavaleiros cristãos das Cruzadas, que iam conquistar Jerusalém, mudaram de ideia e atacaram Constantinopla.
Durante três dias a cidade foi saqueada e a população, massacrada. Até a Igreja de Santa Sofia foi roubada.
6Estrutura política e jurídica
O império era uma autocracia absoluta: todo o poder ficava nas mãos de uma só pessoa, o imperador, chamado de basileu (que quer dizer rei em grego).
Ele comandava o exército, fazia as leis, definia os impostos e nomeava ou demitia quem quisesse.
A monarquia era de direito divino: o povo acreditava que Deus tinha escolhido o imperador. Por isso os artistas o pintavam com uma auréola (círculo de luz) na cabeça.
6.1O Código de Justiniano
Justiniano governou de 527 a 565. Ele mandou dez juristas reunirem as principais leis do Direito romano.
Esse trabalho ficou pronto em 529 e ficou conhecido como Código de Justiniano. Ele juntava a legislação romana desde o imperador Adriano (século II) até o século VI.
Esse código foi a base do Direito europeu por séculos e ainda hoje inspira muitas leis do mundo ocidental. É um exemplo de permanência histórica.
7A Igreja Bizantina
O líder máximo da Igreja Bizantina era o patriarca. Mas quem mandava de verdade era o imperador: ele escolhia o patriarca e até decidia questões de fé.
Essa união entre Igreja e Estado, com o imperador acima do chefe religioso, chama-se cesaropapismo.
O patriarca de Constantinopla rivalizava com o papa, líder da Igreja de Roma. Às vezes os dois chegaram a se excomungar (excluir o outro da comunidade cristã).
7.1Cisma do Oriente (1054)
As diferenças foram crescendo. Para os romanos, a maior autoridade cristã era o papa; os bizantinos o respeitavam, mas não aceitavam seu poder sobre todas as igrejas — para eles, só Jesus teve essa autoridade. Os romanos também eram contra o cesaropapismo.
Em 1054 aconteceu o Cisma do Oriente (cisma significa separação): o cristianismo se dividiu em Igreja Ortodoxa Grega, no Oriente, liderada pelo patriarca, e Igreja Católica Apostólica Romana, no Ocidente, liderada pelo papa.
As duas Igrejas existem até hoje.
8Guardião da cultura grega
O idioma oficial do império era o grego, e não o latim. Os bizantinos se preocuparam em guardar o conhecimento dos antigos filósofos, escritores e cientistas gregos.
A Universidade de Constantinopla foi fundada em 425 por Teodósio II e funcionou até o século XV. Lá se copiavam manuscritos da Grécia Antiga.
O período do século IX ao XI é chamado de renascimento cultural bizantino. Graças a esse trabalho, muitos textos gregos chegaram até hoje.
Exemplo
Para ocupar um cargo importante no governo ou na Igreja era preciso conhecer matérias gregas como Gramática, Retórica, Lógica, Aritmética, Astronomia, Geometria e Música.
9Arte bizantina e a Questão Iconoclasta
A arte bizantina ficou famosa pelos mosaicos (desenhos feitos com pedacinhos coloridos) e pelos ícones (imagens sagradas), usados nas paredes e cúpulas das igrejas. O maior símbolo é a Basílica de Santa Sofia, depois transformada em mesquita pelos turco-otomanos.
No século VIII houve a Questão Iconoclasta (iconoclasta = "aquele que destrói imagens"). De um lado estavam os que defendiam o uso de imagens de santos nos cultos; do outro, os que diziam que isso era proibido pela Bíblia.
O imperador Leão III chegou a proibir o culto às imagens, entrando em conflito com os monges, que fabricavam e vendiam esses objetos.
10Resumo das datas-chave
330 – inauguração de Constantinopla. 395 – Teodósio divide o Império Romano. 476 – fim do Império Romano do Ocidente.
527-565 – governo de Justiniano (maior extensão) e 529 – Código de Justiniano. 1054 – Cisma do Oriente.
1204 – saque de Constantinopla pelos cruzados. 1453 – conquista pelos turco-otomanos e fim do Império Bizantino.
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Precedentes: a divisão do Império Romano
1Múltipla escolha
Em 395, o imperador Teodósio dividiu o Império Romano em duas partes e entregou cada uma a um filho. Assinale a alternativa que indica corretamente quem ficou com cada parte.
Resposta
Alternativa a) Honório ficou com o Ocidente e Arcádio, com o Oriente.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entender a data. Em 395, o imperador Teodósio morreu. Antes disso, ele decidiu dividir o Império Romano em duas partes para facilitar o governo.
Passo 2 – Lembrar dos dois filhos. Teodósio tinha dois filhos: Honório e Arcádio. Cada um recebeu uma parte do império.
Passo 3 – Separar as partes.Honório ficou com o Império Romano do Ocidente, com capital em Roma. Arcádio ficou com o Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla.
Passo 4 – Eliminar as erradas. A letra b troca os nomes. A letra c cita Constantino e Justiniano, que não eram filhos de Teodósio. A letra d está errada porque Teodósio morreu logo depois da divisão. Sobra a alternativa a.
2Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Depois da morte de Teodósio, a divisão do império virou permanente.
O Império Romano do Ocidente acabou no século V, depois de várias invasões.
No Ocidente, as pessoas deixaram as cidades e foram morar no campo.
O Império Romano do Oriente também desapareceu no século V.
Resposta
( V ) ( V ) ( V ) ( F )
Resolução passo a passo
1ª afirmação – V. Depois da morte de Teodósio, em 395, as duas partes nunca mais voltaram a ser governadas por uma só pessoa. A divisão virou permanente.
2ª afirmação – V. O Império Romano do Ocidente foi enfraquecido por várias invasões de povos germânicos e acabou no século V (ano de 476).
3ª afirmação – V. Com as invasões e o perigo nas cidades, muita gente foi morar no campo, onde era mais fácil se proteger e produzir alimento. Isso é chamado de ruralização.
4ª afirmação – F. O Império Romano do Oriente não acabou no século V: ele continuou por quase mil anos, com o nome de Império Bizantino, até 1453.
3Calcule
A cidade de Constantinopla foi fundada em 330 e o Império Bizantino foi dominado pelos turco-otomanos em 1453. Calcule quantos anos se passaram entre esses dois acontecimentos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Passaram-se 1.123 anos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Escrever os dados. Fundação de Constantinopla: ano 330. Conquista pelos turco-otomanos: ano 1453.
Passo 2 – Escolher a operação. Para saber quanto tempo passou entre duas datas depois de Cristo, fazemos uma subtração: data mais recente menos data mais antiga.
Passo 3 – Calcular. 1453 − 330 = 1123.
Passo 4 – Responder. Entre a fundação da cidade e a chegada dos turco-otomanos passaram-se 1.123 anos, ou seja, mais de onze séculos!
4Dissertativo
A região onde hoje fica Istambul já teve outros nomes. Coloque os nomes na ordem do tempo, do mais antigo para o mais recente, e explique quem deu cada nome: Constantinopla, Bizâncio, Istambul.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Ordem do mais antigo para o mais recente: Bizâncio → Constantinopla → Istambul. Bizâncio foi o nome dado pelos gregos, que fundaram ali uma colônia por volta do século VII a.C. Constantinopla ("cidade de Constantino") foi o nome dado pelo imperador romano Constantino, em 330. Istambul é o nome usado pelos turco-otomanos depois da conquista de 1453 — e é o nome da cidade até hoje.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Procurar o nome mais antigo. Antes dos romanos, os gregos já tinham fundado uma cidade naquele ponto: Bizâncio. Por isso o império depois ficou conhecido como bizantino.
Passo 2 – Ver o que mudou em 330. O imperador romano Constantino escolheu aquele lugar para ser a nova capital do império e deu à cidade o seu próprio nome: Constantinopla.
Passo 3 – Ver o que mudou em 1453. Os turco-otomanos conquistaram a cidade e, com o tempo, ela passou a ser chamada de Istambul.
Passo 4 – Montar a linha do tempo.Bizâncio (gregos) → Constantinopla (Constantino, 330) → Istambul (turco-otomanos, a partir de 1453).
Expansão, retração territorial e poder comercial
5Múltipla escolha
O imperador Justiniano, no século VI, tinha um grande sonho. Qual era ele?
Resposta
Alternativa b) Reconstruir o antigo Império Romano, conquistando de volta seus territórios.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar quem foi Justiniano. Ele governou o Império Bizantino no século VI (de 527 a 565) e foi o imperador mais famoso desse período.
Passo 2 – Identificar o sonho dele. Justiniano queria refazer o antigo Império Romano, unindo de novo o Oriente e o Ocidente sob o seu comando.
Passo 3 – Ver o que ele fez. Para isso, mandou seus exércitos conquistarem terras que estavam com outros povos, como o norte da África e a Península Itálica.
Passo 4 – Eliminar as erradas. A capital continuou sendo Constantinopla (a errada). O comércio foi incentivado, não proibido (c errada). O grego era a língua do império, não da Igreja de Roma (d errada).
6Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
O território conquistado por Justiniano ficou com o império por mais de mil anos.
Já no século VII o Império Bizantino tinha perdido boa parte das conquistas de Justiniano.
No século VIII, o império ficou reduzido quase só à Ásia Menor e à Península Balcânica.
O Império Bizantino nunca perdeu territórios.
Resposta
( F ) ( V ) ( V ) ( F )
Resolução passo a passo
1ª afirmação – F. As conquistas não duraram mil anos. Elas começaram a ser perdidas pouco tempo depois da morte de Justiniano, em 565.
2ª afirmação – V. Já no século VII o império havia perdido grande parte do que Justiniano conquistou, por causa de guerras e da expansão de outros povos.
3ª afirmação – V. No século VIII, o território bizantino tinha encolhido tanto que ficou quase só com a Ásia Menor e parte da Península Balcânica.
4ª afirmação – F. O império perdeu territórios várias vezes. Esse encolhimento é chamado de retração territorial.
7Dissertativo
Explique por que a localização de Constantinopla ajudou a cidade a se tornar um grande centro de comércio entre o Oriente e o Ocidente.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque Constantinopla ficava exatamente no ponto de encontro entre a Europa e a Ásia, às margens do estreito de Bósforo. Por ali passavam os navios que iam do Mar Negro para o Mar Mediterrâneo e as caravanas que vinham por terra do Oriente. Assim, mercadorias e mercadores de muitos lugares se encontravam na cidade, que cobrava impostos e ficava rica.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Localizar a cidade. Constantinopla foi construída num ponto estreito de água, o estreito de Bósforo, que separa o continente europeu do asiático.
Passo 2 – Pensar nos caminhos do mar. Todo navio que quisesse ir do Mar Negro ao Mediterrâneo (ou o contrário) precisava passar por ali. Era uma espécie de portão obrigatório.
Passo 3 – Pensar nos caminhos de terra. As rotas terrestres que traziam produtos do Oriente, como a seda da China, também terminavam naquela região.
Passo 4 – Juntar tudo. Quem controla o caminho, controla o comércio. Os bizantinos cobravam impostos das mercadorias e ganhavam muito dinheiro.
Passo 5 – Concluir. Por isso Constantinopla virou um dos maiores centros comerciais do mundo, ligando o Oriente e o Ocidente.
8Múltipla escolha
No Império Bizantino, o comerciante estrangeiro que chegava a Constantinopla tinha de seguir algumas regras. Assinale a alternativa correta sobre essas regras.
Resposta
Alternativa b) Podia ficar no máximo três meses e devia se hospedar em um alojamento oficial chamado mitaton.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar a regra do tempo. O governo bizantino controlava bem os estrangeiros. O comerciante de fora podia permanecer na cidade por, no máximo, três meses.
Passo 2 – Lembrar a regra da moradia. Ele não escolhia onde dormir: tinha de ficar num alojamento oficial, o mitaton, onde as autoridades sabiam quem estava lá e o que estava vendendo.
Passo 3 – Entender o motivo. Assim o império garantia a cobrança dos impostos e evitava concorrência e espionagem.
Passo 4 – Eliminar as erradas. Ninguém ficava para sempre sem pagar (a). Comerciantes de outras religiões também entravam (c). Eles vendiam a vários compradores, não só ao imperador (d).
9Dissertativo
Em 1204, Constantinopla entrou em declínio. O que aconteceu nesse ano e qual era o objetivo inicial dos cavaleiros cristãos que atacaram a cidade?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Em 1204, durante a Quarta Cruzada, cavaleiros cristãos vindos do Ocidente invadiram e saquearam Constantinopla, roubando riquezas e destruindo parte da cidade. O objetivo inicial deles não era esse: eles tinham partido para retomar a Terra Santa (Jerusalém), que estava sob domínio muçulmano. A cidade nunca mais se recuperou totalmente e entrou em declínio.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar o que eram as Cruzadas. Eram expedições militares organizadas por cristãos do Ocidente para tentar conquistar Jerusalém e a região da Terra Santa.
Passo 2 – Ver o desvio de caminho. Na Quarta Cruzada, os cavaleiros mudaram de rota e foram parar em Constantinopla, atraídos pelas riquezas da cidade e por disputas políticas.
Passo 3 – O que aconteceu em 1204. Eles atacaram e saquearam a cidade, ou seja, roubaram tesouros, obras de arte e relíquias, e destruíram construções.
Passo 4 – Consequência. Constantinopla perdeu riqueza, poder e população. Foi o começo do declínio que terminaria na conquista turco-otomana de 1453.
Passo 5 – Detalhe importante. É curioso notar que cristãos atacaram cristãos: isso mostra a separação entre a Igreja de Roma e a Igreja de Constantinopla.
Estrutura política e jurídica
10Múltipla escolha
No Império Bizantino, o imperador era chamado de basileu. O que significa essa palavra e de qual idioma ela vem?
Resposta
Alternativa b) Significa rei e vem do grego.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar a língua do império. O idioma oficial do Império Bizantino era o grego, e não o latim. Então a palavra vem do grego.
Passo 2 – Ver o significado.Basileu (basileus) quer dizer rei, aquele que governa.
Passo 3 – Entender o uso. Os bizantinos chamavam seu imperador de basileu para mostrar que ele era o chefe supremo do império.
Passo 4 – Eliminar as erradas. Não significa sacerdote, nem juiz, nem soldado. Logo, a resposta é b.
11Dissertativo
O capítulo diz que o Império Bizantino era uma autocracia absoluta. Explique com suas palavras o que isso quer dizer e cite três poderes que o imperador tinha.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Autocracia absoluta quer dizer que uma só pessoa manda em tudo, sem dividir o poder com ninguém e sem precisar obedecer a outra autoridade. No Império Bizantino, essa pessoa era o imperador. Três poderes dele: (1) criar e mudar as leis; (2) comandar o exército e decidir sobre guerras; (3) nomear e demitir funcionários do governo — incluindo o patriarca, chefe da Igreja.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Quebrar a palavra.Auto significa por si mesmo e cracia significa poder. Juntando: o poder nas mãos de um só. Absoluta reforça que não havia limite para esse poder.
Passo 2 – Explicar com exemplo do dia a dia. É como um jogo em que uma única pessoa inventa as regras, apita a partida e ainda decide quem joga.
Passo 3 – Listar os poderes. O imperador fazia as leis, era o juiz supremo, comandava o exército, cobrava impostos e escolhia quem ocuparia os cargos.
Passo 4 – Lembrar da religião. Ele também mandava na Igreja, escolhendo o patriarca. Isso juntava poder político e poder religioso na mesma mão.
12Dissertativo
O que foi o Código de Justiniano? Explique como ele foi feito e por que dizemos que ele é um exemplo de permanência histórica, ou seja, de algo que continua influenciando o mundo até hoje.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O Código de Justiniano foi uma grande coleção de leis organizada por ordem do imperador Justiniano. Ele reuniu uma equipe de especialistas em leis (juristas) que juntou, revisou e organizou as antigas leis romanas, tirando o que estava repetido ou ultrapassado. É um exemplo de permanência histórica porque muitas dessas leis serviram de base para o direito de vários países ocidentais, inclusive o Brasil, até hoje.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Ver o problema. As leis romanas estavam espalhadas, eram muitas, confusas e às vezes se contradiziam. Ninguém conseguia usá-las direito.
Passo 2 – A solução de Justiniano. Ele reuniu juristas (pessoas que estudam as leis) para recolher tudo, organizar por assunto e escrever de forma clara.
Passo 3 – O resultado. Nasceu o Código de Justiniano, concluído em 529, que depois recebeu outras partes e ficou conhecido como Corpus Juris Civilis.
Passo 4 – Entender "permanência". Permanência é aquilo que continua existindo ao longo do tempo. Ideias desse código, como a de contrato e a de propriedade, ainda aparecem nas leis atuais.
Passo 5 – Concluir. Por isso dizemos que uma decisão tomada há quase 1.500 anos ainda influencia o mundo de hoje.
13Calcule
Justiniano governou de 527 a 565 e o Código de Justiniano ficou pronto em 529. Quantos anos de governo ele já tinha quando o código foi concluído? E quantos anos ele governou no total?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Quando o código ficou pronto, Justiniano tinha 2 anos de governo. No total, ele governou por 38 anos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Anotar os dados. Início do governo: 527. Conclusão do código: 529. Fim do governo: 565.
Passo 2 – Calcular o tempo até o código. 529 − 527 = 2 anos. Ou seja, ele mandou fazer o código logo no comecinho do governo.
Passo 3 – Calcular o governo inteiro. 565 − 527 = 38 anos.
Passo 4 – Refletir. Trinta e oito anos é muito tempo no poder. Isso ajuda a explicar as grandes conquistas e obras do reinado de Justiniano.
A Igreja Bizantina e o Cisma do Oriente
14Dissertativo
Quem era o patriarca no Império Bizantino e quem tinha mais poder: ele ou o imperador? Justifique com um exemplo citado no capítulo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O patriarca era o chefe da Igreja do Império Bizantino, o principal líder religioso de Constantinopla. Quem tinha mais poder era o imperador, porque era ele quem escolhia e também podia tirar o patriarca do cargo. Um exemplo citado no capítulo: houve imperadores que nomearam os próprios filhos como patriarcas.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Definir o cargo. No Ocidente, o chefe da Igreja era o papa. No Oriente, esse papel cabia ao patriarca de Constantinopla.
Passo 2 – Comparar os poderes. O imperador bizantino tinha poder absoluto. Ele mandava no governo e também na Igreja.
Passo 3 – Buscar a prova no texto. O capítulo conta que alguns imperadores colocaram seus filhos no cargo de patriarca. Se o imperador escolhe quem vai chefiar a Igreja, fica claro quem manda mais.
Passo 4 – Nomear o conceito. Essa situação, em que o poder do imperador fica acima do poder religioso, recebe o nome de cesaropapismo.
15Múltipla escolha
Assinale a alternativa que define corretamente o cesaropapismo.
Resposta
Alternativa b) A relação em que o poder do imperador ficava acima da autoridade do chefe da Igreja.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Quebrar a palavra.César lembra o imperador; papa lembra o chefe da Igreja. Juntando as duas palavras, temos a ideia de imperador que também manda na religião.
Passo 2 – Aplicar ao Império Bizantino. O imperador escolhia o patriarca, participava de decisões religiosas e usava a Igreja para reforçar seu poder.
Passo 3 – Eliminar as erradas. A letra a fala em separação, o oposto do conceito. A letra c inverte tudo (não eram os bispos que escolhiam o imperador). A letra d proíbe o imperador de participar de rituais, o que também é o contrário.
Passo 4 – Concluir. A definição correta é a da letra b.
16Dissertativo
Em 1054 aconteceu o Cisma do Oriente. Explique o que foi esse episódio e diga o nome das duas Igrejas que surgiram a partir dele, indicando quem liderava cada uma.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O Cisma do Oriente foi a separação definitiva entre a Igreja cristã do Ocidente e a do Oriente, em 1054, depois de muitas discordâncias e de excomunhões trocadas entre os dois lados. Surgiram então a Igreja Católica Apostólica Romana, liderada pelo papa, em Roma, e a Igreja Ortodoxa, liderada pelo patriarca, em Constantinopla.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entender a palavra.Cisma significa separação, ruptura. Era um cristianismo que se partiu em dois.
Passo 2 – Ver o acúmulo de brigas. Havia anos de disputas entre Roma e Constantinopla sobre quem tinha mais autoridade e sobre como praticar a fé.
Passo 3 – O estopim em 1054. Papa e patriarca excomungaram um ao outro, ou seja, cada um declarou o outro fora da Igreja.
Passo 4 – O resultado. Formaram-se duas Igrejas: a Católica Romana (chefiada pelo papa) e a Ortodoxa (chefiada pelo patriarca).
Passo 5 – Perceber a permanência. Essas duas Igrejas continuam separadas até hoje.
Guardião da cultura grega e produção cultural
17Múltipla escolha
Qual era o idioma oficial do Império Bizantino?
Resposta
Alternativa b) O grego.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar a origem. O Império Bizantino nasceu da parte oriental do Império Romano, uma região onde a cultura grega já era muito forte havia séculos.
Passo 2 – Ver a mudança. No começo, o latim ainda era usado nos documentos oficiais. Com o tempo, o grego virou a língua oficial do governo, da Igreja e da escola.
Passo 3 – Confirmar com um exemplo. A própria palavra basileu (rei), usada para o imperador, vem do grego.
Passo 4 – Eliminar as erradas. Árabe e turco eram línguas de outros povos, vizinhos ou inimigos do império.
18Dissertativo
Por que o Império Bizantino é chamado de guardião da cultura grega? Explique o que os bizantinos faziam para preservar o saber dos antigos gregos.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque os bizantinos guardaram, copiaram e estudaram as obras dos antigos gregos, num tempo em que boa parte desse conhecimento estava se perdendo no Ocidente. Nos mosteiros e nas escolas, os monges e sábios copiavam à mão os livros de filosofia, matemática, medicina e literatura. Assim, esses textos chegaram até nós e voltaram ao Ocidente séculos depois.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entender o contexto. Com o fim do Império Romano do Ocidente, muitas cidades, bibliotecas e escolas europeias foram destruídas ou abandonadas.
Passo 2 – Ver o que acontecia no Oriente. Constantinopla continuou rica, organizada e com escolas funcionando, como a Universidade de Constantinopla.
Passo 3 – O trabalho de copiar. Não existia impressora. Cada livro era copiado à mão, letra por letra. Esse trabalho salvou obras de Platão, Aristóteles, Homero e de muitos outros.
Passo 4 – Perceber a consequência. Quando Constantinopla foi ameaçada e depois conquistada, muitos sábios fugiram levando livros para a Europa Ocidental, ajudando o Renascimento.
Passo 5 – Concluir. Por esse papel de proteger o saber antigo, o império recebeu o apelido de guardião da cultura grega.
Arte bizantina: mosaicos, Santa Sofia e a Questão Iconoclasta
19Múltipla escolha
A Basílica de Santa Sofia, construída no século VI, foi o principal templo dos bizantinos. O que aconteceu com ela depois da invasão dos turco-otomanos, em 1453?
Resposta
Alternativa b) Foi transformada em mesquita, com a construção de quatro minaretes.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembrar a origem. A Basílica de Santa Sofia foi construída no século VI, no governo de Justiniano, e era a maior igreja cristã do império.
Passo 2 – Ver o que muda em 1453. Os turco-otomanos, de religião islâmica, conquistaram Constantinopla.
Passo 3 – A transformação. Em vez de destruir o edifício, eles o transformaram em mesquita (templo islâmico) e construíram quatro minaretes, aquelas torres altas e finas de onde se chama os fiéis para a oração.
Passo 4 – Eliminar as erradas. O prédio não foi destruído nem desmontado, e nunca virou palácio. A resposta é b.
20Dissertativo
O que foi a Questão Iconoclasta, ocorrida no século VIII? Explique quais eram os dois lados desse conflito.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A Questão Iconoclasta foi um grande conflito religioso do século VIII sobre o culto às imagens sagradas (os ícones). De um lado estavam os iconoclastas, que eram contra as imagens e queriam destruí-las, por acharem que adorá-las era idolatria; do outro lado estavam os iconódulos (ou iconólatras), que defendiam as imagens como um jeito de ensinar e honrar a fé.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Explicar a palavra.Ícone quer dizer imagem; clasta vem de quebrar. Então iconoclasta é aquele que quebra imagens.
Passo 2 – Ver quem começou. Em 726, o imperador Leão III proibiu o culto às imagens religiosas e mandou retirá-las das igrejas.
Passo 3 – Identificar os dois lados. Os iconoclastas (o imperador e parte do clero) diziam que rezar diante de imagens era adorar objetos. Os iconódulos (monges e grande parte do povo) diziam que a imagem só ajudava a lembrar de Deus e dos santos.
Passo 4 – Ver o desfecho. O conflito durou mais de cem anos. No Segundo Concílio de Niceia, em 787, o uso das imagens foi aceito novamente, e mais tarde o culto foi definitivamente restabelecido.
21Múltipla escolha
O Documento 2, do Segundo Concílio de Niceia (787), defende que as imagens pintadas e de mosaico devem ser consagradas e estimadas. Sobre esse documento, assinale a alternativa correta.
Resposta
Alternativa b) Ele defende o uso e o culto das imagens religiosas, ao contrário do Documento 1.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Comparar as datas. O Documento 1 é de 754 (contra as imagens) e o Documento 2 é de 787, do Segundo Concílio de Niceia.
Passo 2 – Ler a posição do Documento 2. Ele afirma que as imagens pintadas e de mosaico devem ser consagradas e estimadas, isto é, tratadas com respeito nas igrejas.
Passo 3 – Perceber a oposição. Como um condena e o outro aprova, os dois documentos são opostos. Por isso a letra a está errada.
Passo 4 – Eliminar as outras. Ele não manda destruir mosaicos (c) nem proíbe pintar a Mãe de Deus (d) — ao contrário, autoriza. A resposta é b.
O seu progresso é salvo automaticamente neste iPad.
Atenção: este navegador não está deixando salvar o progresso.
As respostas vão sumir ao fechar a página.