Quando pensamos em cavaleiro medieval, logo imaginamos filmes, jogos e histórias com dragões e castelos encantados. Mas o cavaleiro existiu de verdade na Idade Média.
Neste capítulo você vai descobrir como esses guerreiros eram treinados, quais valores seguiam e que lugar ocupavam na sociedade.
Você também vai conhecer os outros grupos daquela época: os senhores feudais, que mandavam nas terras, e os camponeses, que trabalhavam nelas.
Exemplos
Exemplo de ficção: o personagem de Dom Quixote, que se imagina cavaleiro e sai em aventuras — bem diferente do cavaleiro real, que lutava em guerras pelo seu senhor.
2Origens e características do feudalismo
Com o fim do Império Romano, no século V, alguns reinos germânicos se formaram, mas quase todos duraram pouco. O poder acabou dividido entre os reis e os senhores de terra da Europa Ocidental.
Essa nova forma de organizar a política, a economia e a sociedade recebeu o nome de feudalismo. Ele nasceu da mistura de elementos romanos e germânicos, começou a se formar no Reino Franco por volta do século VIII e se firmou entre os séculos XI e XIII, principalmente nas terras da França e da Alemanha de hoje.
Guarde as quatro marcas principais do feudalismo: sociedade muito hierarquizada (cada um no seu degrau, sem poder subir), pessoas ligadas umas às outras por suserania e vassalagem, agricultura como atividade principal e poder político dividido entre o rei e os senhores feudais.
Exemplos
Exemplo de hierarquia rígida: um filho de camponês nascia camponês e, quase sempre, morria camponês. Não havia como "subir de degrau".
Exemplo de poder fragmentado: o rei mandava no reino no papel, mas quem cobrava impostos e julgava as pessoas do lugar era o senhor feudal dono daquelas terras.
As 4 características do feudalismo
Aspecto
Como era
Social
Sociedade rigidamente hierarquizada: alto clero, reis e nobres no topo; camponeses na base
Relações pessoais
Laços de dependência: suserania e vassalagem, difundidos desde Carlos Magno (rei dos francos, 768–814)
Econômico
Agricultura como principal atividade produtiva; feudos autossuficientes
Político
Poder fragmentado entre o rei e os senhores feudais
A pirâmide social feudal (do topo para a base)
Posição
Quem era
O que fazia
1º (topo)
Alto clero (Igreja)
Rezava e orientava a vida religiosa
2º
Reis e nobres (grandes senhores de terra e cavaleiros)
Governavam, lutavam, protegiam e conquistavam territórios
3º (base)
Camponeses (cerca de 80% da população)
Trabalhavam a terra, presos ao domínio do senhor feudal
As três ordens da sociedade feudal
Ordem
Grupo
Frase que a resume
Os que rezam
Clero
Cuidava da fé e da salvação das almas
Os que lutam
Nobreza (incluindo cavaleiros)
Defendia o território com as armas
Os que trabalham
Camponeses
Produzia o alimento de todos
2.1Para ir além: como tudo começou (Perry Anderson)
O historiador Perry Anderson explica que a palavra feudum (feudo) passou a ser usada nas últimas décadas do século IX, quando bandos de vikings e magiares atacavam a Europa Ocidental.
Para se proteger, os nobres encheram a França de castelos e fortificações. Esses castelos eram, ao mesmo tempo, proteção e prisão para os camponeses: protegiam dos invasores, mas prendiam as pessoas ao poder do senhor local.
Assim, os camponeses foram caindo numa servidão generalizada, e o sistema feudal se espalhou pela Europa nos duzentos anos seguintes.
Exemplos
Magiar: povo que invadiu a Europa Central no século IX e deu origem ao povo húngaro (da Hungria).
3A feudalização e o feudo
A feudalização foi o processo que criou os feudos. Ela nasceu das guerras constantes dos primeiros séculos da Idade Média.
Reis e nobres queriam mais terras e precisavam de guerreiros para seus exércitos. Para atrair esses guerreiros, davam a eles o direito de usar parte de suas terras. Esse direito de uso se chamava feudo.
Os feudos eram as principais unidades produtoras do sistema e eram autossuficientes: produziam quase tudo o que as pessoas precisavam, como trigo, cevada, aveia, centeio, ervilha, feijão, verduras e frutas. O feno também era muito valorizado, pois alimentava os animais no inverno rigoroso.
Exemplos
Passo a passo da feudalização:
1) Um rei quer conquistar novas terras.
2) Ele precisa de guerreiros, mas não tem dinheiro para pagá-los.
3) Então cede o direito de uso de uma parte de suas terras (o feudo).
4) O guerreiro aceita, jura fidelidade e passa a lutar por ele.
Nota: os dois sentidos da palavra "feudo"
Sentido
Explicação
Sentido original
Direito de posse ou uso de qualquer bem ou atividade cedido por um rei ou nobre (ex.: cobrar impostos, administrar um castelo, aplicar a justiça)
Sentido mais usado
Como a terra era o bem mais valorizado, "feudo" ficou ligado sobretudo à posse da terra
Divisão do feudo em três partes
Parte
De quem era o uso
Para que servia
Terras comunais
Uso coletivo (senhor feudal e servos)
Florestas, bosques e pastos; caça do senhor; lenha, mel, frutas e raízes
Manso servil
Uso dos camponeses
De onde tiravam o sustento da família; parte da produção ia para o senhor como tributo
Manso senhorial
Uso exclusivo do senhor feudal
Os servos cultivavam essas terras na corveia e entregavam TODA a produção ao senhor
4Suserania e vassalagem
A entrega de um feudo acontecia numa cerimônia de juramento de fidelidade chamada cerimônia de investidura. Nela, o senhor entregava ao novo protegido um objeto que simbolizava a cessão da terra.
Quem tinha o domínio das terras e as cedia era o suserano. Quem recebia o direito de usar a terra era o vassalo. O vassalo prometia fidelidade militar e política, pagava tributos e, em caso de guerra, ajudava com as despesas do exército. Em troca, recebia proteção e o uso da terra.
Ao receber o feudo, o vassalo também virava senhor feudal e podia repassar pedaços de sua terra a outras pessoas. Isso é a subenfeudação. Por isso, um mesmo homem podia ser vassalo de um senhor maior e suserano de senhores menores — e até vassalo de mais de um suserano ao mesmo tempo.
Exemplos
Exemplo em cadeia:
1) O rei cede terras ao conde → o rei é suserano, o conde é vassalo.
2) O conde cede parte dessas terras a um cavaleiro → agora o conde é suserano do cavaleiro.
3) Resultado: o conde é, ao mesmo tempo, vassalo do rei e suserano do cavaleiro.
Exemplo histórico da imagem do livro: o juramento de fidelidade de vassalos a Jaime I, rei de Aragão, no século XIII.
Suserano x Vassalo
Quem é
O que oferece
O que recebe
Suserano
A terra (o feudo) e proteção
Fidelidade militar e política, tributos e ajuda na guerra
Vassalo
Fidelidade, serviços, tributos e apoio militar
O direito de usar a terra e a proteção do suserano
5Vestígios históricos: o que sabemos sobre cada grupo
No topo da sociedade ficavam os altos representantes da Igreja Católica, seguidos de reis e nobres. Eles eram minoria: cerca de 80% da população era formada por camponeses pobres.
Mesmo assim, sabemos muito mais sobre a elite do que sobre os camponeses. Isso acontece porque quase todos os documentos escritos da época falam do grupo privilegiado, e quem escrevia fazia parte dele.
A maioria dos camponeses era analfabeta. Por isso os historiadores estudam outros vestígios: ilustrações e achados arqueológicos, como ferramentas de trabalho, roupas e objetos de uso pessoal.
Exemplos
Exemplo de vestígio: uma enxada enferrujada encontrada por arqueólogos mostra como era o trabalho no campo, mesmo sem nenhum texto escrito por camponeses.
6O senhor feudal e o castelo
A primeira preocupação de quem virava senhor feudal era construir um castelo. Ele era a casa da família, dos oficiais e dos criados — e também uma fortaleza.
O castelo mostrava poder: quanto mais imponente, maior o prestígio do dono. Por isso era erguido em lugares altos e de difícil acesso, cercado por muralhas e fossos, para dificultar invasões.
Em geral, era a esposa do senhor feudal que cuidava do trabalho no castelo: garantia comida e roupas e dirigia os funcionários. Quando o marido viajava ou ia à guerra, ela assumia toda a administração.
O senhor tinha a missão de manter a paz em seus domínios. Todos que viviam no feudo obedeciam às suas regras e pagavam seus impostos, e era ele quem aplicava a justiça: as punições iam de multas pesadas a mutilações e até à morte.
Exemplos
Exemplo real: o Castelo de Eltz, na Alemanha (Renânia-Palatinado), fica a 280 metros de altitude, perto do Rio Mosela. É um dos poucos castelos da Europa que nunca foi tomado nem destruído.
Exemplo de origem das cidades: os camponeses construíam casas em volta do castelo; com o tempo, esses agrupamentos viraram centros urbanos. Em caso de ataque, o senhor deixava que se refugiassem dentro das muralhas.
6.1Zoom: por dentro do castelo
Os castelos são construções típicas do Período Medieval. Os primeiros surgiram por volta do ano 1000 e eram de madeira; só no século XII virou comum construí-los de pedra.
Eles eram autossuficientes: dentro das muralhas havia espaços para tudo o que era necessário para viver e resistir a um cerco.
Por volta do século XV, quando o poder na Europa se unificou em torno do rei, os castelos deixaram de ser construídos — pois não simbolizavam mais o poder dos senhores.
Exemplos
Curiosidade: as latrinas (banheiros simples) eram de uso comunitário e os resíduos caíam no fosso cheio de água que contornava o castelo.
Espaços do castelo e suas funções
Espaço
Para que servia
Torre de homenagem
Torre principal e símbolo do poder; precisava ficar bem protegida
Sala do trono
Principal cômodo; o senhor dava ordens e recebia hóspedes importantes
Sala do tesouro
Guardava as riquezas; ficava na parte inferior da torre principal
Capela
Onde se celebravam os ofícios religiosos
Forno de pão
Produzia o pão que alimentava os moradores
Forja
Fabricava ferramentas e armas de ferro
Cisterna
Garantia o abastecimento de água
Muralhas e torres de vigilância
Impediam invasões e serviam para defesa e artilharia
Ponte levadiça
Único acesso ao interior, ladeada por duas torres altas
Masmorras
Compartimento subterrâneo para onde iam os prisioneiros
Latrinas
Banheiros comunitários; resíduos jogados no fosso
7O cavaleiro medieval
Os senhores feudais mantinham por perto homens de armas: os cavaleiros. Eles participavam de campanhas militares para conquistar territórios e saquear os povos derrotados.
No começo, muitos cavaleiros eram camponeses. Entrar no exército era uma chance de ascensão social para os mais humildes. Mas, no século XII, com a sociedade cada vez mais militarizada, a cavalaria ganhou prestígio e se ligou à nobreza. A partir daí, pobres não puderam mais virar cavaleiros.
Isso aconteceu também porque o combatente precisava ter cavalo e equipamento próprio: cota de malha, elmo, escudo, espada e lança — tudo isso podia pesar até 30 quilos.
O treino começava cedo. O aprendiz começava como escudeiro de um cavaleiro mais velho, quase sempre um parente (como um tio). Ele polia as armas, cuidava dos cavalos, servia o cavaleiro à mesa e o ajudava nos combates; treinava e participava de torneios que imitavam batalhas reais.
Exemplos
Valores (princípios éticos) do cavaleiro: culto à coragem e ao heroísmo, respeito à palavra dada, bravura e a regra de poupar a vida de um homem desarmado ou caído no chão.
Detalhe importante: a sobrevivência do cavaleiro dependia do cavalo. Se perdesse a montaria no meio da batalha, a morte era quase certa.
O cavaleiro antes e depois do século XII
Período
Quem podia ser cavaleiro
Significado social
Antes do século XII
Muitas vezes camponeses
Chance de ascensão social para os humildes
A partir do século XII
Somente quem tinha cavalo e equipamento (nobres)
A cavalaria ganha prestígio e se associa à nobreza
As virtudes do cavaleiro na iluminura de 1260
Parte do equipamento
Virtude representada
Capacete
Esperança na alegria futura
Cota de malha
Caridade, amor
Escudo
Fé
Espada
Palavra de Deus
Lança
Perseverança
Bandeira ou estandarte
Desejo do reino celeste
Rédeas
Discrição
Sela
Religião cristã
Pano de sela
Humildade
Calcanhar
Disciplina
Cavalo
Boa vontade
Estribo
Propósito de realizar boas ações
Ferraduras
Prazer, consenso, boas obras e hábito
7.1Enquanto isso... o poder dos samurais (Japão)
Os samurais eram guerreiros importantes do Japão. Suas origens vêm do século VIII, quando atuavam como coletores de impostos para o imperador, enfrentando quem se recusava a pagar.
No século X, o poder do imperador começou a diminuir e passou aos donos de terra. Os samurais viraram os principais guerreiros dos chefes de clã, que disputavam territórios entre si — e lutavam esperando receber terras em troca.
No século XVI, com o Japão unificado, o ofício de samurai virou título hereditário (passado de pai para filho). Eles formaram uma espécie de nobreza militar e passaram também a atuar como gestores na administração pública.
Exemplos
Semelhança com o cavaleiro europeu: os dois eram guerreiros a serviço de um senhor de terras e recebiam terras (ou o uso delas) como recompensa.
Cavaleiro medieval x Samurai
Aspecto
Cavaleiro (Europa)
Samurai (Japão)
Origem
Homens de armas dos senhores feudais
Coletores de impostos do imperador (século VIII)
A quem servia
Ao senhor feudal / suserano
Ao imperador e, depois, aos chefes de clã
Recompensa
Feudo, proteção e prestígio
Promessa de receber terras
Evolução
Ligou-se à nobreza no século XII
Virou título hereditário no século XVI
8Casamento na nobreza feudal
As grandes famílias da nobreza, chamadas de linhagens, eram donas de enormes extensões de terra. A maior preocupação delas era não perder nem dividir esse patrimônio.
Por isso, o casamento virou uma estratégia: servia para manter e até ampliar os domínios da família. Os noivos representavam interesses econômicos e políticos, e os sentimentos deles quase não contavam. Muitos casamentos eram arranjados quando os filhos ainda eram crianças.
Uma opção comum era casar com alguém de outra família nobre, fortalecendo as duas linhagens. Outra era o casamento entre parentes, como primos, para manter o poder dentro da mesma família.
Exemplos
Exemplo histórico: o casamento de Eleonor, duquesa de Aquitânia, com Luís VII, rei da França, em 1137. A França ampliou sua influência sobre as terras de Eleonor e, em troca, o rei jurou protegê-la, pois ela era a única herdeira das terras do pai.
O que acontecia com quem não casava:
• Filhas sem noivo satisfatório → entravam em um convento e seguiam a vida religiosa.
• Filhos homens (não primogênitos) → viravam cavaleiros, vassalos do irmão mais velho ou membros do clero.
Estratégias de casamento da nobreza
Estratégia
Objetivo
Casar com outra família nobre
Fortalecer as duas linhagens e seus patrimônios
Casar entre parentes (primos)
Manter o poder e a terra dentro da própria família
Arranjar casamento na infância
Garantir alianças com antecedência
Enviar a filha ao convento
Saída para quem não achava um noivo à altura
Filho mais velho (primogênito)
Recebia a herança; seu casamento era o mais importante
9Os camponeses
Os camponeses viviam e trabalhavam nos mansos servis, as partes da terra do senhor destinadas a eles.
As mulheres cuidavam de todas as tarefas da casa, incluindo o gado e a produção de leite. Também faziam o pão e a cerveja do dia a dia e confeccionavam as roupas.
Os homens passavam o dia no campo: lavravam, semeavam e colhiam. A jornada começava ao amanhecer e era regulada pelo Sol — mais longa no verão e mais curta no inverno. Outros trabalhadores do campo, como ferreiros, carpinteiros e fabricantes de rodas, também ajudavam na colheita.
As casas eram feitas de madeira, pedra ou barro, com telhado de palha ou de feixes de juncos. Tinham mobília simples e basicamente dois cômodos (um quarto e uma sala), além de uma dependência para o gado. No quintal criavam porcos, galinhas e abelhas.
Exemplos
A casa camponesa da ilustração do livro tem: compartimento principal, cama, estoque de alimentos, estábulo (para o gado) e esgoto.
Divisão do trabalho na família camponesa
Quem
Onde trabalhava
O que fazia
Mulheres
Na casa e ao redor dela
Tarefas domésticas, cuidado do gado, produção de leite, pão, cerveja e roupas
Homens
No campo
Lavrar, semear e colher, do amanhecer até o pôr do sol
9.1Os servos
Os camponeses se dividiam em dois grupos: os servos e os vilões.
Os servos eram descendentes de pessoas que abandonaram as cidades e foram para o campo na crise do Império Romano, entre os séculos IV e V. Lá, passaram a viver sob a proteção dos grandes donos de terra, e essa situação se repetiu nos filhos e netos.
O senhor feudal cedia ao servo um pedaço de terra para ele cultivar seu alimento. Em troca, o servo entregava parte da colheita e prestava serviços.
Mas atenção: o servo não era plenamente livre — estava preso à terra. Se aquela terra mudasse de dono, o servo passava a obedecer ao novo senhor. (Servo não é o mesmo que escravizado: ele não era vendido nem expulso da propriedade.)
Exemplos
Exemplo de obrigação na prática (texto do IFSP): em 24 de junho, dia de São João, os camponeses de Verson colhiam os frutos dos campos do senhor e os levavam ao castelo; em agosto, colhiam o trigo, também entregue ao senhor. Só podiam recolher o próprio trigo depois que o senhor tirasse a parte dele.
Obrigações e impostos do servo
Nome
O que era
Corveia
Trabalho gratuito de alguns dias para o senhor no manso senhorial (cultivar terras, conservar estradas, manter o castelo)
Talha
Entrega ao senhor de tudo o que sobrava da produção, além do necessário para a própria subsistência
Banalidade
Taxa para usar as instalações do feudo, como moinhos e fornos
Capitação
Imposto pago anualmente por cada membro da família (per capita)
Mão-morta
Imposto pago pela família servil para continuar no feudo quando o patriarca morria
Tostão de Pedro (dízimo)
Pagamento de 10% da produção à Igreja
Albergagem
Obrigação de hospedar o senhor feudal quando ele viajava por seus domínios
9.2Os vilões
Os vilões eram camponeses livres que, no passado, tinham sido pequenos proprietários de terra.
Como faltava segurança na época das invasões, eles preferiram entregar suas terras ao senhor feudal em troca de proteção. Receberam autorização para continuar trabalhando e cultivando nelas.
Assim como os servos, os vilões deviam tributos e obrigações ao senhor. E a liberdade deles não era total: o senhor podia julgar e castigar todos que viviam em suas terras, exigir os alimentos produzidos, obrigá-los a servir no exército e até confiscar sua casa e seus bens.
Exemplos
Como um camponês virava vilão:
1) Ele tinha um pequeno pedaço de terra próprio.
2) Invasores ameaçavam a região e ele não tinha como se defender.
3) Ele entregava a terra ao senhor feudal em troca de proteção.
4) Continuava cultivando a mesma terra, mas agora pagando tributos ao senhor.
Servos x Vilões
Aspecto
Servos
Vilões
Origem
Descendentes de quem fugiu das cidades na crise romana (séc. IV–V)
Não podiam ser negociados nem expulsos da propriedade
Podiam ter casa e bens confiscados pelo senhor
9.3E os escravizados?
Além de servos e vilões, também havia escravizados entre os camponeses. A escravidão foi mais forte nos primeiros séculos da Idade Média, com apogeu entre os séculos VI e VII.
A partir do século IX, ficaram mais comuns os casamentos entre pessoas livres e pessoas escravizadas. Ao mesmo tempo, os avanços técnicos no campo reduziram a necessidade de muita mão de obra escrava.
Some-se a isso a resistência dos escravizados, com rebeliões e fugas. Por tudo isso, por volta do ano 1000 a escravidão praticamente não existia mais no mundo feudal.
Exemplos
Resumo das 3 causas do fim da escravidão no mundo feudal:
1) Casamentos entre livres e escravizados (a partir do século IX).
2) Avanços técnicos no campo, que exigiam menos mão de obra.
3) Resistência dos escravizados (rebeliões e fugas).
10Avanços tecnológicos na agricultura
Durante o Período Medieval, várias invenções permitiram um grande salto na produção de alimentos na Europa.
Uma novidade foi a rotação trienal: os camponeses dividiam o terreno em três partes. A cada ano, uma delas "descansava" (não era plantada); em outra plantava-se um produto colhido no inverno (como o trigo); e na terceira, um produto colhido na primavera (como a aveia).
Esse método, junto com os adubos naturais, aumentou muito a colheita. O estrume de carneiro era tão valorizado que tinha preço cotado em ouro.
Outras invenções importantes foram a ferradura (que protegia os cascos dos cavalos e permitiu usar tração animal), a charrua de ferro (um arado puxado por cavalos e bois, que revolvia muito mais terra que o arado de madeira) e os moinhos de vento e de água, usados para moer cereais — um único moinho substituía a força de quarenta pessoas!
Exemplos
Exemplo da rotação trienal em 3 anos (campos A, B e C):
Ano 1 → A: trigo (inverno) | B: aveia (primavera) | C: descansa
Ano 2 → A: descansa | B: trigo | C: aveia
Ano 3 → A: aveia | B: descansa | C: trigo
Assim o solo nunca se esgota e há colheita todos os anos.
Obra citada: As riquíssimas horas, livro de orações ilustrado pelos irmãos Limbourg para o duque de Berry. Na iluminura do mês de março aparecem camponeses usando a charrua puxada por bois, com o Castelo de Lusignan ao fundo.
Inovações medievais e seus efeitos
Inovação
O que fazia
Resultado
Rotação trienal
Dividia o terreno em 3 partes, deixando uma em descanso a cada ano
Solo mais fértil e mais colheitas
Adubos naturais
Estrume de animais usado para enriquecer o solo
Aumento da produção agrícola
Ferradura
Protegia os cascos dos cavalos
Permitiu o uso da tração animal no campo
Charrua de ferro
Arado de ferro puxado por cavalos e bois
Revolvia muito mais terra que o arado manual de madeira
Moinhos de vento e de água
Moíam cereais
Um moinho substituía a força de 40 pessoas
11Revisão rápida e gabarito comentado dos exercícios
Aqui está um resumo do que caiu nas questões do capítulo, com as respostas explicadas. Use esta parte para conferir se entendeu tudo.
Lembre-se das palavras-chave que mais aparecem em prova: feudo, suserania e vassalagem, corveia, talha, banalidade, servo e vilão.
E não esqueça: a sociedade feudal era estamental, ou seja, sem mobilidade social — ninguém mudava de ordem.
Exemplos
Q1 (IFSP – obrigações servis): resposta d. O servo devia ao senhor a corveia, a talha e as banalidades pelo uso das instalações, além de presentes em datas festivas.
Q2 (UTFPR – três ordens): resposta e. As três ordens eram clero, nobreza e camponeses.
Q3 (IFSP – trabalhador descrito): resposta c. É o servo feudal, preso à terra, que pagava a talha e a corveia pela proteção recebida.
Q4 (IFSP – nobreza feudal): resposta c. A nobreza dedicava-se às atividades militares; o trabalho produtivo cabia aos servos.
Q5 (FATEC – charrua, cavalo e rotação): resposta d. O contexto é o feudalismo medieval.
Q6 (UNESP – o cavaleiro): resposta b. Era um nobre, com equipamentos de montaria, que participava de treinamentos, torneios e jogos.
Q7 (UTFPR – proposições): resposta c (I, II e III). A IV está errada, pois a Igreja tinha grande influência política na época.
Q8 (UNESP – cerimônia das mãos): resposta b. É o ritual que estabelece as relações de vassalagem (investidura).
Q9 (ESPCEX – atributos do feudalismo): resposta c (I, IV e V). A II está errada (as atividades rurais é que dominavam) e a III também (não havia mobilidade entre as classes).
Q10 (UNESP – ruralização e latifúndios): resposta b. O texto trata da fragmentação do poder político central.
Glossário final do capítulo
Termo
Significado
Feudalismo
Organização política, econômica e social da Europa Ocidental na Idade Média
Feudo
Direito de uso de uma terra cedida por um rei ou nobre
Suserano
Quem cede o feudo e oferece proteção
Vassalo
Quem recebe o feudo e jura fidelidade
Investidura
Cerimônia de juramento em que o feudo era entregue
Manso senhorial
Terras de uso exclusivo do senhor feudal
Manso servil
Terras usadas pelos camponeses para seu sustento
Terras comunais
Florestas, bosques e pastos de uso coletivo
Corveia
Dias de trabalho gratuito para o senhor
Talha
Entrega do excedente da produção ao senhor
Banalidade
Taxa pelo uso de moinhos, fornos e outras instalações
Servo
Camponês preso à terra, com muitas obrigações
Vilão
Camponês livre que entregou sua terra em troca de proteção
Rotação trienal
Técnica de dividir o terreno em três partes, deixando uma em descanso
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Origens e características do feudalismo
1Múltipla escolha
O feudalismo foi a forma de organizar a política, a economia e a sociedade na Europa Ocidental depois do fim do Império Romano. Ele começou a se estruturar no Reino Franco por volta do século VIII e se consolidou entre os séculos XI e XIII. Assinale a alternativa que apresenta uma característica do feudalismo.
Resposta
Alternativa b) A agricultura era a principal atividade produtiva.
Resolução passo a passo
Depois do fim do Império Romano, as cidades da Europa foram ficando vazias. As pessoas foram morar no campo, perto das grandes propriedades de terra. A isso os historiadores chamam de ruralização.
Como quase todo mundo vivia no campo, a riqueza vinha da terra. Plantar e criar animais era a principal atividade. Por isso a letra b está correta.
Agora veja por que as outras estão erradas. A letra a erra porque o comércio de longa distância diminuiu muito nesse período. A letra c erra porque a sociedade era muito desigual: existiam nobres, membros da Igreja e camponeses, cada um com direitos diferentes.
A letra d erra porque o poder do rei era fraco. Cada senhor feudal mandava em suas terras, cobrava tributos e fazia justiça. Isso se chama fragmentação do poder político.
2Verdadeiro ou falso
Leia as frases e escreva V para verdadeiro e F para falso.
O feudalismo é considerado resultado da fusão de elementos romanos e germânicos.
Na base da pirâmide social feudal estavam os camponeses, presos à terra.
Os laços de suserania e vassalagem já eram difundidos nos tempos de Carlos Magno.
O feudalismo nasceu na América e depois chegou à Europa.
Resposta
V – V – V – F
Resolução passo a passo
1ª frase (V): o feudalismo nasceu da mistura de costumes romanos (como o colonato, em que o trabalhador ficava preso à terra) com costumes germânicos (como a fidelidade entre o chefe guerreiro e seus companheiros). Por isso dizemos que ele é fruto de uma fusão.
2ª frase (V): a sociedade feudal era como uma pirâmide. Na base ficavam os camponeses, que eram a maioria da população e estavam presos à terra em que trabalhavam.
3ª frase (V): no tempo de Carlos Magno (séculos VIII e IX) já existiam acordos de fidelidade entre senhores e guerreiros, que deram origem à suserania e vassalagem.
4ª frase (F): o feudalismo se formou na Europa Ocidental, e não na América. A América sequer era conhecida pelos europeus naquela época.
3Dissertativo
O historiador Perry Anderson conta que, no fim do século IX, bandos vikings e magiares atacavam a Europa Ocidental. Nessa época, a França ficou cheia de castelos e fortificações. Explique, com suas palavras, por que essas invasões ajudaram a formar o feudalismo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque as invasões deixaram as pessoas com medo e sem proteção do rei. Elas passaram a procurar a defesa dos grandes donos de terra, que construíram castelos e fortificações. Em troca de proteção, os camponeses entregavam sua terra e seu trabalho. Assim, o poder foi ficando com os senhores locais, e não com o rei — que é exatamente a base do feudalismo.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o problema. No fim do século IX, bandos de vikings (vindos do norte) e magiares (vindos do leste) atacavam aldeias, roubavam e queimavam casas.
Passo 2 – Veja quem não conseguiu resolver. O rei estava longe e não tinha um exército capaz de defender cada aldeia. Quem morava no campo ficava sozinho diante do perigo.
Passo 3 – Veja quem resolveu. Os grandes proprietários construíram castelos e fortificações e mantinham guerreiros armados. Quando havia um ataque, a população corria para lá.
Passo 4 – Conclua. Essa proteção tinha um preço: o camponês entregava sua terra ao senhor e passava a trabalhar para ele. Assim nasceu a relação de dependência típica do feudo, e o poder ficou espalhado nas mãos de muitos senhores locais.
4Calcule
Carlos Magno foi rei dos francos entre os anos 768 e 814. Calcule quantos anos ele ficou no trono. Depois, descubra quantos séculos separam o fim do seu reinado do ano 1300, quando o feudalismo já estava consolidado.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Carlos Magno reinou por 46 anos. Do fim do seu reinado (814) até 1300 passaram-se 486 anos, ou seja, quase 5 séculos (4 séculos completos e mais 86 anos).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Tempo no trono. Para saber quantos anos ele reinou, fazemos uma subtração: 814 − 768 = 46 anos.
Passo 2 – Distância até 1300. Agora subtraímos de novo: 1300 − 814 = 486 anos.
Passo 3 – Transformando em séculos. Lembre: 1 século = 100 anos. Então dividimos: 486 ÷ 100 = 4, com resto 86.
Passo 4 – Conclusão. São 4 séculos completos e mais 86 anos, quase 5 séculos. Esse é o tempo que o feudalismo levou para se formar e se consolidar de vez na Europa.
A feudalização e a divisão do feudo
5Dissertativo
O que era um feudo no início da Idade Média e por que, com o tempo, essa palavra passou a significar principalmente a posse da terra?
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Resposta
No início da Idade Média, feudo era qualquer benefício ou pagamento que um senhor dava a alguém em troca de fidelidade: podia ser um cavalo, armas, dinheiro ou um cargo. Com o tempo, como a terra era a maior fonte de riqueza da época, o benefício mais comum passou a ser um pedaço de terra. Por isso a palavra feudo acabou significando a posse da terra.
Resolução passo a passo
Passo 1 – O sentido antigo. No começo, feudo era um benefício, isto é, um presente ou uma recompensa dada por um senhor a um guerreiro fiel. Podia ser um cavalo, uma espada ou até o direito de cobrar um imposto.
Passo 2 – Por que a terra virou o principal. Com o fim do comércio e a volta da vida no campo, o dinheiro circulava pouco. Quem tinha terra tinha comida, trabalhadores e poder.
Passo 3 – A mudança da palavra. Como quase sempre o benefício entregue era um pedaço de terra, as pessoas foram chamando esse pedaço de terra de feudo.
Passo 4 – Conclusão. A palavra mudou de sentido porque mudou a realidade: numa sociedade rural, terra é riqueza.
6Múltipla escolha
O feudo costumava ser dividido em três partes. Qual alternativa descreve corretamente o manso senhorial?
Resposta
Alternativa c) Terras de uso exclusivo do senhor feudal, cultivadas pelos servos na corveia.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Relembre a divisão do feudo. O feudo tinha três partes: manso senhorial, manso servil e terras comunais.
Passo 2 – Identifique cada uma. O manso senhorial era a parte do senhor: tudo o que era colhido ali ficava com ele. Quem trabalhava nessa terra eram os servos, de graça, em dias marcados — esse trabalho obrigatório se chama corveia.
Passo 3 – Elimine as erradas. A letra a descreve as terras comunais (florestas e pastos de uso de todos). A letra b descreve o manso servil (a terra do camponês). A letra d é inventada: o feudo não era vendido a comerciantes.
Passo 4 – Conclusão. Só a letra c descreve o manso senhorial.
7Dissertativo
Relacione cada parte do feudo com a sua descrição, escrevendo o número correspondente. (1) Terras comunais (2) Manso servil (3) Manso senhorial ( ) Terras dos camponeses; parte da produção pagava tributos ao senhor. ( ) Florestas, bosques e pastos de uso coletivo. ( ) Terras do senhor feudal, cuja produção ia toda para ele.
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Resposta
( 2 ) Terras dos camponeses; parte da produção pagava tributos ao senhor. ( 1 ) Florestas, bosques e pastos de uso coletivo. ( 3 ) Terras do senhor feudal, cuja produção ia toda para ele.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Primeira linha. Fala das terras usadas pelos camponeses para sustentar a família. Essa parte é o manso servil, que é o número 2.
Passo 2 – Segunda linha. Fala de florestas, bosques e pastos usados por todos, para caçar, pescar, pegar lenha e mel. São as terras comunais, número 1.
Passo 3 – Terceira linha. Fala da terra em que tudo o que se colhia era do senhor. É o manso senhorial, número 3.
Dica para memorizar:senhorial lembra senhor; servil lembra servo; comunal lembra comum, de todo mundo.
8Dissertativo
Os feudos eram autossuficientes, ou seja, produziam quase tudo de que precisavam. Cite três produtos cultivados nos feudos e explique por que o feno era tão valorizado.
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Resposta
Três produtos cultivados nos feudos: trigo, centeio e cevada (também valem aveia, legumes, hortaliças, uvas e feno). O feno era muito valorizado porque servia de alimento para os animais durante o inverno, quando o pasto não crescia. Sem feno, os bois e cavalos — que puxavam o arado e carregavam cargas — ficavam fracos ou morriam, e a produção do feudo inteiro seria prejudicada.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre o que era o feudo. O feudo era autossuficiente: produzia quase tudo o que as pessoas precisavam, porque o comércio era fraco e comprar de fora era difícil.
Passo 2 – Liste o que se plantava. Os cereais eram a base da alimentação, pois viravam pão e mingau: trigo, centeio, cevada e aveia. Também havia hortas com legumes e vinhedos.
Passo 3 – Pense no inverno. No inverno europeu, a grama para de crescer e a neve cobre o chão. Os animais ficariam sem comida.
Passo 4 – Conclua sobre o feno. O feno é capim cortado e seco, guardado para o inverno. Ele mantinha vivos os animais de trabalho. Como os animais puxavam o arado e o carro de carga, guardar feno era garantir a colheita do ano seguinte.
Suserania e vassalagem
9Múltipla escolha
Na cerimônia de investidura, o senhor que entregava o direito de uso da terra era chamado de suserano, e quem recebia esse direito virava vassalo. O que o vassalo oferecia ao suserano em troca?
Resposta
Alternativa a) Fidelidade militar e política, tributos e ajuda nas guerras.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a troca. A relação entre suserano e vassalo era um acordo: um dava, o outro retribuía.
Passo 2 – O que o suserano dava. Ele entregava o direito de usar uma terra (o feudo) e prometia proteção.
Passo 3 – O que o vassalo dava em troca. Ele jurava fidelidade: lutaria ao lado do suserano nas guerras, o aconselharia, pagaria certos tributos e o ajudaria em momentos difíceis, como pagar um resgate.
Passo 4 – Elimine as outras. A letra b erra porque não era um pagamento único em dinheiro, e sim um compromisso para a vida toda. A letra c descreve o papel dos monges, não do vassalo. A letra d é falsa: os filhos do vassalo eram nobres, não servos.
10Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Ao receber o feudo, o vassalo também se tornava senhor feudal.
Um mesmo homem nunca podia ser vassalo e suserano ao mesmo tempo.
A subenfeudação permitia que um senhor feudal recebesse feudos de mais de um suserano.
A cerimônia de investidura era marcada por rituais, como a entrega de um objeto simbólico.
Resposta
V – F – V – V
Resolução passo a passo
1ª frase (V): ao receber o feudo, o vassalo passava a mandar naquela terra e nos camponeses que viviam nela. Ou seja, virava senhor feudal daquele lugar.
2ª frase (F): um mesmo homem podia, sim, ser as duas coisas. Ele era vassalo de quem lhe deu terras e suserano de quem recebeu terras dele.
3ª frase (V): na subenfeudação, um senhor podia repassar partes do feudo e também receber feudos de vários suseranos diferentes.
4ª frase (V): a cerimônia de investidura tinha rituais: o vassalo se ajoelhava, colocava as mãos entre as do suserano, fazia o juramento e recebia um objeto simbólico, como um punhado de terra, um ramo ou uma bandeira.
11Dissertativo
Explique o que era a subenfeudação e diga por que ela tornava a organização política do feudalismo tão complicada.
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Resposta
A subenfeudação acontecia quando um vassalo, já dono de um feudo, dividia suas terras e entregava pedaços a outros guerreiros, tornando-se suserano deles. Isso complicava a política porque criava uma teia enorme de compromissos: a mesma pessoa era vassalo de uns e suserano de outros, e podia ter vários suseranos ao mesmo tempo. Se dois desses suseranos entrassem em guerra entre si, ela não saberia a quem obedecer. O poder ficava espalhado e confuso, e o rei tinha pouca força real.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Defina.Sub quer dizer abaixo. Então subenfeudação é criar feudos dentro de um feudo, num nível abaixo.
Passo 2 – Exemplo simples. O rei dá terras ao duque. O duque separa um pedaço e dá ao conde. O conde separa outro pedaço e dá ao cavaleiro. Cada um é vassalo de quem está acima e suserano de quem está abaixo.
Passo 3 – O problema. Um mesmo nobre podia receber terras de dois ou três suseranos diferentes. Ele jurava fidelidade a todos.
Passo 4 – A confusão. Se dois suseranos dele brigassem, ele teria de quebrar um dos juramentos. Por isso a organização política feudal era uma rede embaralhada de lealdades, e não uma linha reta de comando.
12Dissertativo
Costuma-se dizer que a sociedade feudal tinha três ordens: os que rezavam, os que lutavam e os que trabalhavam. Desenhe ou descreva a pirâmide social feudal, colocando cada grupo em seu lugar, do topo até a base.
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Resposta
A pirâmide ficava assim, do topo para a base: 1) Rei (no alto, mas com pouco poder real); 2) Alto clero e alta nobreza — os que rezavam (bispos, abades) e os que lutavam (duques, condes, barões); 3) Baixo clero e pequenos nobres/cavaleiros; 4) Camponeses (servos, vilões e escravizados) — os que trabalhavam, a base larga da pirâmide, com cerca de 80% a 90% da população.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a ideia de pirâmide. A pirâmide é larga embaixo e fina em cima. Isso mostra que poucos mandavam e muitos trabalhavam.
Passo 2 – Coloque o topo. No alto fica o rei, considerado o suserano de todos. Na prática, mandava pouco fora de suas próprias terras.
Passo 3 – Coloque as ordens do meio. Logo abaixo vêm os que rezavam (o clero, que cuidava da fé e das almas) e os que lutavam (a nobreza guerreira, que devia proteger a todos). Primeiro os mais poderosos, depois os menores, como os cavaleiros.
Passo 4 – Coloque a base. Embaixo ficam os que trabalhavam: os camponeses. Eles sustentavam toda a pirâmide com seu trabalho, mas eram os que menos tinham direitos.
Passo 5 – Observação importante. Essa sociedade era estamental: quem nascia camponês quase sempre morria camponês. A mobilidade era rara.
O senhor feudal, o castelo e os vestígios históricos
13Múltipla escolha
Os historiadores sabem muito mais sobre a elite feudal do que sobre os camponeses, mesmo sabendo que cerca de 80% da população era formada por camponeses pobres. Qual é a principal explicação para isso?
Resposta
Alternativa b) Os camponeses eram, em sua maioria, analfabetos, e quase todos os documentos escritos foram feitos pela elite.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre como o historiador trabalha. Ele estuda o passado usando fontes históricas: documentos, cartas, objetos, ruínas.
Passo 2 – Veja quem escrevia na Idade Média. Ler e escrever era privilégio de poucos: monges, padres e parte da nobreza. A grande maioria dos camponeses não sabia escrever.
Passo 3 – Conclua. Como quem registrava os fatos era a elite, sobraram muitos papéis contando a vida dos nobres e da Igreja, e pouquíssimos falando dos camponeses — e quase sempre pelo olhar de quem mandava.
Passo 4 – Elimine as outras. A letra a é falsa (eles não escreviam livros), a c é absurda (todos sabiam que existiam camponeses, pois eles produziam a comida) e a d também (existem muitos vestígios arqueológicos medievais, como castelos e ferramentas).
14Dissertativo
Qual era o papel da esposa do senhor feudal dentro do castelo? O que acontecia quando o senhor precisava se ausentar para uma guerra ou viagem?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A esposa do senhor feudal, chamada de senhora ou dama, administrava o castelo: cuidava da despensa e dos estoques de comida, dos criados, da educação dos filhos pequenos, dos tecidos e dos doentes. Quando o senhor saía para uma guerra, uma caçada longa ou uma viagem (como as Cruzadas), ela assumia o comando de tudo: administrava as terras, cobrava os tributos dos camponeses e podia até organizar a defesa do castelo em caso de ataque.
Resolução passo a passo
Passo 1 – O dia a dia normal. O castelo era como uma pequena vila, com muita gente morando dentro. Alguém precisava organizar comida, roupas e criados: essa era a função da senhora.
Passo 2 – A educação. Ela também cuidava dos filhos pequenos e ensinava boas maneiras às moças que viviam no castelo.
Passo 3 – A ausência do senhor. Guerras e viagens duravam meses ou anos. O feudo não podia ficar sem chefe.
Passo 4 – A substituição. Nesses momentos, a esposa passava a governar o feudo no lugar do marido: mandava nos servos, recebia os pagamentos e defendia o castelo. Isso mostra que, apesar de a sociedade ser dominada por homens, algumas mulheres nobres exerceram poder de verdade.
15Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso sobre os castelos medievais.
Os primeiros castelos, por volta do ano 1000, eram de madeira.
Os castelos eram construídos em vales baixos, para ficarem escondidos.
A torre de homenagem era a torre principal e símbolo do poder do senhor.
Por volta do século XV, com a unificação do poder em torno do rei, os castelos deixaram de ser construídos.
Resposta
V – F – V – V
Resolução passo a passo
1ª frase (V): por volta do ano 1000, os primeiros castelos eram feitos de madeira, sobre montes de terra. Só depois passaram a ser de pedra, que resistia mais ao fogo e aos ataques.
2ª frase (F): era o contrário! Os castelos eram construídos em lugares altos, como morros e rochedos, ou perto de rios. Assim os vigias enxergavam o inimigo de longe e a subida cansava quem atacava.
3ª frase (V): a torre de homenagem (ou torre de menagem) era a torre principal, a parte mais forte e protegida, e simbolizava o poder do senhor.
4ª frase (V): a partir do século XV, com o fortalecimento dos reis e a chegada dos canhões e da pólvora, os castelos perderam a função militar. Passou-se a construir palácios, feitos para o conforto e o luxo.
16Dissertativo
Explique por que se diz que o castelo era, ao mesmo tempo, uma residência, uma fortaleza e um símbolo de poder. Use exemplos de cômodos ou partes do castelo na sua resposta.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O castelo era residência porque nele morava a família do senhor feudal, junto de criados, cavaleiros e empregados: havia quartos, o grande salão para refeições e festas, a cozinha, o forno de pão e a capela. Era fortaleza porque foi construído para resistir a ataques: tinha muralhas grossas, torres de vigia, ponte levadiça, fosso, seteiras (aberturas estreitas para atirar flechas) e uma cisterna com água para aguentar longos cercos. E era símbolo de poder porque, sendo enorme e construído no alto, podia ser visto de todo o feudo, lembrando a todos quem mandava ali — a torre de homenagem era justamente a marca desse poder, e as masmorras mostravam que o senhor fazia justiça.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Separe as três funções. O enunciado pede três olhares sobre o mesmo prédio: morar, defender e impressionar.
Passo 2 – Residência. Procure os cômodos do dia a dia: quartos, grande salão, cozinha, forno de pão, capela, estábulos. Tudo isso mostra que ali se vivia.
Passo 3 – Fortaleza. Procure as partes de defesa: muralhas, fosso, ponte levadiça, torres, seteiras, cisterna. Elas existiam porque o castelo podia ser cercado por inimigos durante semanas.
Passo 4 – Símbolo de poder. Pense no efeito visual: um castelo de pedra no alto de um morro era a construção mais imponente da região. A torre de homenagem anunciava de longe: aqui mora o senhor destas terras.
Passo 5 – Monte a resposta. Junte as três partes numa explicação só, citando exemplos de cômodos, como foi feito na resposta.
17Múltipla escolha
Assinale a alternativa que NÃO corresponde a um espaço do castelo medieval descrito no capítulo.
Resposta
Alternativa c) Biblioteca pública, aberta a todos os camponeses do feudo.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Leia o que se pede. A questão pede o que NÃO existia no castelo. Cuidado com esse tipo de enunciado!
Passo 2 – Confira as verdadeiras. A cisterna guardava água da chuva e era essencial em caso de cerco. O forno de pão alimentava todos os moradores. As masmorras eram prisões subterrâneas, frias e escuras.
Passo 3 – Encontre a falsa. Não existia biblioteca pública no castelo. Os livros eram raríssimos, copiados à mão em mosteiros, e caríssimos. Além disso, quase todos os camponeses eram analfabetos.
Passo 4 – Conclua. A resposta é a letra c.
O cavaleiro medieval e os samurais
18Múltipla escolha
No começo da Idade Média, muitos cavaleiros eram camponeses, e lutar era uma chance de subir na vida. O que mudou a partir do século XII?
Resposta
Alternativa a) A cavalaria ganhou prestígio e se ligou à nobreza, fechando as portas para os mais pobres.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Como era antes. Nos primeiros séculos do feudalismo, qualquer homem valente que soubesse montar podia virar cavaleiro. Era uma chance de melhorar de vida.
Passo 2 – O que mudou. A partir do século XII, ser cavaleiro virou uma honra da nobreza. Surgiram rituais de sagração, torneios e um código de conduta.
Passo 3 – O peso do dinheiro. O equipamento ficou caríssimo: cavalo de guerra, cota de malha, elmo, espada, lança e escudo. Só famílias ricas conseguiam bancar isso.
Passo 4 – Conclua. Com prestígio e custo altos, a cavalaria se fechou e passou a ser praticamente só para filhos de nobres. As outras alternativas não têm base histórica.
19Dissertativo
Descreva o caminho de formação de um cavaleiro medieval: em que idade ele começava, o que fazia como escudeiro e como aprendia a lutar.
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Resposta
O menino nobre começava por volta dos 7 anos, indo morar no castelo de outro senhor como pajem. Ali aprendia boas maneiras, religião, música, caça e os primeiros exercícios físicos. Por volta dos 14 anos virava escudeiro: acompanhava um cavaleiro, cuidava de suas armas, de sua armadura e de seu cavalo, ajudava-o a se vestir para a batalha e o seguia na guerra. Treinava com espada, lança e escudo, montava a cavalo todos os dias e participava de treinos e torneios. Por volta dos 18 a 21 anos, se provasse seu valor, era sagrado cavaleiro numa cerimônia solene.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Etapa 1: pajem. Aos 7 anos, o menino saía de casa. Isso ensinava disciplina e criava laços entre famílias nobres.
Passo 2 – Etapa 2: escudeiro. O nome vem de escudo: ele carregava o escudo do cavaleiro. Era um aprendiz que vivia grudado no mestre, aprendendo na prática.
Passo 3 – O treino. Nada de escola: aprendia-se treinando o corpo. Lutas simuladas, cavalgadas, uso da lança contra alvos e, mais tarde, os torneios, que eram como jogos de guerra.
Passo 4 – Etapa 3: a sagração. Na cerimônia, o jovem recebia a espada e um golpe leve no ombro ou na nuca. A partir dali, era um cavaleiro e devia seguir o código de honra.
20Dissertativo
Cite dois princípios éticos que orientavam os cavaleiros medievais e explique um deles com suas palavras.
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Resposta
Dois princípios: a lealdade (fidelidade ao seu senhor e à palavra dada) e a proteção dos mais fracos (defender viúvas, órfãos, pobres e peregrinos). Também valem: coragem, honra, generosidade, defesa da fé cristã e respeito às damas.
Explicando a lealdade: o cavaleiro jurava fidelidade ao seu suserano e devia cumprir esse juramento mesmo em situações de perigo. Trair a palavra dada era a pior vergonha possível, pois o cavaleiro perdia a honra e o respeito de todos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre o que era o código de cavalaria. Era um conjunto de regras de conduta, muito ligado à Igreja, que dizia como um bom cavaleiro devia se comportar.
Passo 2 – Escolha dois princípios. Bons exemplos: lealdade, coragem, honra, generosidade, defesa da fé e proteção aos fracos.
Passo 3 – Explique um com suas palavras. O exercício pede sua explicação. Na resposta, escolhemos a lealdade e mostramos o que ela significava na prática e o que acontecia com quem a quebrava.
Passo 4 – Pense criticamente. Vale lembrar: o código era um ideal. Na vida real, muitos cavaleiros saquearam aldeias e maltrataram camponeses. Nem sempre a regra era cumprida.
21Calcule
O equipamento completo de um cavaleiro (cota de malha, elmo, escudo, espada e lança) chegava a pesar até 30 quilos. Se um cavaleiro pesasse 70 quilos, quanto peso o cavalo carregaria ao todo? E se três cavaleiros partissem juntos, quantos quilos de equipamento haveria no grupo?
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Resposta
O cavalo carregaria 100 quilos ao todo. Três cavaleiros juntos levariam 90 quilos de equipamento (e 300 quilos de peso total sobre os três cavalos).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Peso sobre um cavalo. Some o peso do cavaleiro com o peso do equipamento: 70 kg + 30 kg = 100 kg.
Passo 2 – Equipamento de três cavaleiros. Cada um leva 30 kg. Multiplique: 3 × 30 = 90 kg.
Passo 3 – Extra (peso total do grupo). Se quiser saber o peso total carregado pelos três cavalos: 3 × 100 = 300 kg.
Passo 4 – Reflita. Com tanto peso, o cavaleiro caído tinha muita dificuldade para levantar. Por isso o cavalo de guerra precisava ser grande e forte, e custava muito caro — mais um motivo para só os ricos serem cavaleiros.
22Dissertativo
Compare os cavaleiros europeus com os samurais japoneses. Aponte pelo menos uma semelhança e uma diferença entre esses dois grupos de guerreiros.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Semelhança: os dois eram guerreiros a serviço de um senhor de terras, treinados desde crianças, e seguiam um código de honra que valorizava a lealdade e a coragem (a cavalaria na Europa e o bushidô no Japão). Os dois também formavam um grupo de prestígio, ligado à elite, com equipamentos caros.
Diferença: viviam em lugares e culturas diferentes. O cavaleiro era cristão e lutava com espada longa, lança e pesada cota de malha, montado em cavalos grandes; o samurai seguia o budismo e o xintoísmo, usava a katana e o arco, e vestia armaduras mais leves, feitas de placas amarradas. Além disso, o samurai que perdia a honra podia cometer o suicídio ritual (seppuku), prática que não existia entre os cavaleiros cristãos, pois a Igreja condenava o suicídio.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Organize a comparação. Comparar é procurar o que é igual e o que é diferente. Faça duas colunas mentalmente.
Passo 2 – Procure semelhanças. Ambos: serviam a um senhor, recebiam terras ou rendas em troca de fidelidade, treinavam desde a infância e seguiam um código de conduta.
Passo 3 – Procure diferenças. Pense em lugar (Europa × Japão), religião (cristianismo × budismo e xintoísmo), armas (espada longa × katana) e costumes (o seppuku).
Passo 4 – Conclua. Culturas bem distantes criaram soluções parecidas porque viviam problemas parecidos: terras divididas, senhores locais e necessidade de guerreiros fiéis.
O casamento na nobreza feudal
23Múltipla escolha
Para as grandes famílias nobres, chamadas de linhagens, o casamento servia principalmente para:
Resposta
Alternativa b) manter e até ampliar o patrimônio e o poder da família.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o que era uma linhagem.Linhagem é a família nobre pensada como uma corrente: avós, pais, filhos e netos ligados pelo mesmo sangue, pelo mesmo nome e pelas mesmas terras.
Passo 2 – Pense no objetivo. O mais importante era não perder as terras e, se possível, ganhar mais. O casamento era uma estratégia, quase como um acordo de negócios entre duas famílias.
Passo 3 – Elimine as erradas. A letra a erra porque o amor dos noivos quase não era levado em conta. A letra c erra porque nobres não se casavam com camponeses. A letra d erra porque dividir as terras entre todos os filhos enfraqueceria a família — por isso a herança ia para o filho mais velho.
Passo 4 – Conclua. A resposta é a letra b.
24Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Muitos casamentos eram arranjados quando os filhos ainda eram crianças.
O casamento entre parentes, como primos, era usado para manter o poder da família.
O filho mais novo sempre recebia a herança principal.
Uma filha que não encontrasse um noivo satisfatório podia entrar em um convento.
Resposta
V – V – F – V
Resolução passo a passo
1ª frase (V): os casamentos eram arranjados pelos pais, às vezes quando os noivos ainda eram crianças de poucos anos. Os jovens não escolhiam com quem casar.
2ª frase (V): casar entre primos ajudava a manter as terras dentro da mesma família. A Igreja proibia parentesco próximo, mas muitas famílias conseguiam autorizações especiais.
3ª frase (F): era o contrário. Quem recebia a herança principal era o filho mais velho. Essa regra se chama primogenitura e servia para não dividir o patrimônio.
4ª frase (V): quando não havia um casamento vantajoso, a moça podia ser enviada a um convento para se tornar freira, o que também evitava gastos com o dote.
25Dissertativo
Em 1137, Eleonor, duquesa de Aquitânia, casou-se com Luís VII, rei da França. Explique quais foram as vantagens desse casamento para cada um dos dois lados.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Para Luís VII e o reino da França, a vantagem foi territorial e econômica: ao se casar com Eleonor, o rei passou a controlar o riquíssimo ducado da Aquitânia, uma região enorme do sul da França, aumentando muito suas terras, suas rendas e seu poder diante dos outros nobres.
Para Eleonor e sua família, a vantagem foi de prestígio e proteção: ela, que havia herdado o ducado, se tornou rainha da França, o cargo feminino mais alto do reino, e garantiu que suas terras ficassem protegidas pela força do rei, evitando que nobres vizinhos tentassem tomá-las.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Identifique quem é quem. Eleonor era duquesa da Aquitânia, uma das regiões mais ricas da época. Luís VII era o rei da França, mas mandava de fato em um território pequeno ao redor de Paris.
Passo 2 – Veja o que cada lado tinha. Ela tinha terras e riqueza. Ele tinha título e força militar.
Passo 3 – Junte as peças. O casamento fez a troca: terras de um lado, coroa e proteção do outro. Isso é o casamento nobre funcionando como aliança política.
Passo 4 – Curiosidade final. Anos depois o casamento foi anulado, e Eleonor se casou com Henrique Plantageneta, que virou rei da Inglaterra. A Aquitânia foi junto com ela — e isso gerou séculos de conflito entre França e Inglaterra. Ou seja: casamento, naquela época, mexia com mapas inteiros.
26Dissertativo
Nas famílias nobres, normalmente o filho mais velho recebia a herança. Que caminhos sobravam para os filhos homens que não herdavam as terras?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Os filhos que não herdavam tinham basicamente três caminhos: 1) seguir a carreira religiosa, virando padre, monge, abade ou bispo, cargos que davam prestígio e rendas; 2) tornar-se cavaleiro andante ou soldado a serviço de outro senhor, buscando fama, recompensas e talvez um feudo; 3) tentar um casamento vantajoso com uma herdeira rica, conquistando terras pelo matrimônio. Alguns também partiam em expedições militares, como as Cruzadas, em busca de terras e riquezas longe de casa.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a regra. Pela primogenitura, o filho mais velho ficava com o castelo e as terras. Os outros ficavam sem patrimônio.
Passo 2 – Pense no problema. Eram nobres, mas sem terra. Não podiam trabalhar no campo, pois isso era considerado indigno para a nobreza.
Passo 3 – Liste as saídas. A Igreja era um caminho respeitável e seguro. A guerra era outro, arriscado, porém podia render terras. O casamento com uma herdeira era a terceira opção.
Passo 4 – Conclua. Por isso havia tantos jovens nobres armados circulando pela Europa. Muitos deles se juntaram às Cruzadas, procurando justamente o que não tinham em casa: terra e riqueza.
Os camponeses: servos, vilões e escravizados
27Dissertativo
Explique a principal diferença entre os servos e os vilões no mundo feudal.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A principal diferença está na liberdade. O servo estava preso à terra: não podia sair do feudo, não podia se casar sem autorização do senhor e, se a terra fosse vendida, ele continuava ali, agora obedecendo ao novo dono. Já o vilão era um camponês livre: podia ir embora, mudar de lugar e vender sua produção. Mesmo assim, ele também pagava tributos ao senhor pelo uso da terra e pela proteção recebida.
Resolução passo a passo
Passo 1 – O que eles têm em comum. Os dois trabalhavam a terra, viviam com pouco e pagavam obrigações ao senhor feudal.
Passo 2 – Onde está a diferença. A diferença não é o trabalho, é a condição jurídica, ou seja, o direito de ir e vir.
Passo 3 – Detalhe o servo. Ele era considerado parte da propriedade. Mudou o dono da terra, mudou o senhor do servo — mas ele continuava no mesmo lugar. Atenção: servo não é escravo, pois não podia ser vendido separadamente da terra.
Passo 4 – Detalhe o vilão. Ele era livre, podia se mudar e vender o que produzia, mas dependia do senhor para usar a terra e por isso pagava taxas.
28Múltipla escolha
Leia a descrição: "Imposto pago à Igreja, correspondente a 10% da produção do servo". Esse tributo era chamado de:
Resposta
Alternativa c) dízimo (ou tostão de Pedro).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Preste atenção na palavra-chave. O enunciado diz 10% da produção e pago à Igreja.
Passo 2 – Descubra o nome.Dízimo vem de dez, ou seja, a décima parte. A cada dez sacos de trigo, um ia para a Igreja.
Passo 3 – Elimine as outras.Corveia é trabalho gratuito nas terras do senhor. Banalidade é a taxa para usar moinho, forno ou prensa. Albergagem é a obrigação de hospedar o senhor.
Passo 4 – Conclua. Só o dízimo era pago à Igreja e correspondia a 10% da produção.
29Dissertativo
Relacione cada obrigação servil à sua definição, escrevendo o número certo. (1) Corveia (2) Talha (3) Banalidade (4) Albergagem ( ) Taxa paga para usar o moinho e o forno do feudo. ( ) Dias de trabalho gratuito no manso senhorial. ( ) Entrega de tudo o que sobrava da produção, além do necessário para viver. ( ) Obrigação de hospedar o senhor feudal em viagem.
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Resposta
( 3 ) Taxa paga para usar o moinho e o forno do feudo. ( 1 ) Dias de trabalho gratuito no manso senhorial. ( 2 ) Entrega de tudo o que sobrava da produção, além do necessário para viver. ( 4 ) Obrigação de hospedar o senhor feudal em viagem.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Primeira linha. Moinho, forno e prensa pertenciam ao senhor, e usá-los custava dinheiro ou parte da produção. Isso é a banalidade, número 3.
Passo 2 – Segunda linha. Trabalhar de graça, em dias marcados, na terra do senhor é a corveia, número 1.
Passo 3 – Terceira linha. Entregar o excedente, isto é, o que sobrava depois de garantir a sobrevivência da família, é a talha, número 2.
Passo 4 – Quarta linha. Receber e alimentar o senhor e sua comitiva quando eles passavam pela região é a albergagem, número 4.
Dica:corveia lembra trabalho; talha lembra tirar uma fatia da colheita; banalidade lembra usar o que é do senhor.
30Dissertativo
Descreva como era a casa de um camponês na época do feudalismo: material, cômodos e animais criados no quintal.
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Resposta
A casa do camponês era simples e pequena. As paredes eram feitas de madeira, barro e palha (às vezes pedra, nas regiões onde ela era abundante) e o telhado era de palha ou sapê. O chão era de terra batida. Em geral havia um único cômodo, onde a família inteira comia, trabalhava e dormia, aquecida por uma fogueira ou lareira no centro, sem chaminé, o que deixava tudo enfumaçado. Os móveis eram poucos: uma mesa tosca, bancos e colchões de palha. No quintal, a família criava galinhas, porcos, cabras, ovelhas e, quando tinha condições, uma vaca ou um boi; também cultivava uma pequena horta e árvores frutíferas.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Pense nos materiais disponíveis. O camponês construía com o que havia por perto e era barato: barro, madeira e palha. Pedra era cara e reservada a castelos e igrejas.
Passo 2 – Pense no espaço. A casa tinha poucos cômodos, normalmente um só. Não existia quarto separado nem banheiro.
Passo 3 – Pense no calor. O fogo servia para cozinhar e aquecer no inverno. Às vezes os animais dormiam junto, porque o calor deles ajudava a aquecer o ambiente.
Passo 4 – Pense na comida. O quintal era a despensa da família: ovos, leite, carne de porco e legumes da horta. Isso mostra a economia de subsistência, em que se produz para o próprio consumo.
31Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
Os servos eram livres para mudar de feudo quando quisessem.
Se a terra mudasse de dono, o servo passava a obedecer ao novo senhor.
A escravidão teve seu apogeu no feudalismo, entre os séculos XI e
XIII)Por volta do ano 1000, a escravidão praticamente não existia mais no mundo feudal.
Resposta
F – V – F – V
Resolução passo a passo
1ª frase (F): os servos não podiam mudar de feudo quando queriam. Eles estavam presos à terra; fugir era crime e podia render castigo.
2ª frase (V): o servo era ligado à terra, não ao dono. Se a terra fosse vendida ou herdada, ele continuava lá, obedecendo ao novo senhor.
3ª frase (F): o apogeu da escravidão foi na Antiguidade, no mundo grego e romano. No auge do feudalismo (séculos XI a XIII) a escravidão já havia praticamente desaparecido na Europa Ocidental; o trabalho predominante era o servil.
4ª frase (V): por volta do ano 1000, a escravidão quase não existia mais no mundo feudal, substituída pela servidão.
32Dissertativo
Cite três fatores que contribuíram para o desaparecimento da escravidão no mundo feudal por volta do ano 1000.
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Resposta
Três fatores: 1) o fim das grandes guerras de conquista e das invasões, que eram a principal fonte de prisioneiros escravizados; 2) a influência da Igreja, que passou a condenar a escravização de cristãos e incentivou as alforrias; 3) a percepção dos senhores de que o trabalho servil rendia mais: o servo cuidava melhor da terra, sustentava a própria família e produzia mais do que um escravizado, sem que o senhor precisasse alimentá-lo e vigiá-lo o tempo todo. (Também vale citar as revoltas e fugas de escravizados e a ruralização da economia.)
Resolução passo a passo
Passo 1 – De onde vinham os escravizados? Principalmente de guerras. Quem perdia a batalha virava prisioneiro. Com menos guerras de conquista, faltou fornecimento.
Passo 2 – O papel da Igreja. A Igreja ensinava que todos os cristãos eram irmãos. Isso tornou mal visto escravizar outro cristão e estimulou libertações.
Passo 3 – A conta do senhor. Um escravizado precisava ser alimentado, vestido e vigiado, e trabalhava sem vontade. Já o servo morava em seu lote, cuidava da própria comida e entregava tributos. Dava menos trabalho e rendia mais.
Passo 4 – Conclua. Por essas razões, a escravidão foi substituída pela servidão. Atenção: isso não significa liberdade — o servo continuava dominado pelo senhor feudal.
33Dissertativo
De acordo com o capítulo, quais eram as tarefas das mulheres camponesas e quais eram as dos homens camponeses? Por que a jornada de trabalho deles mudava conforme a estação do ano?
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Resposta
As mulheres camponesas cuidavam da casa e dos filhos, preparavam a comida, buscavam água e lenha, cuidavam da horta e dos animais pequenos, fiavam e teciam a lã, faziam pão, queijo e cerveja, e ainda ajudavam na colheita. Os homens camponeses faziam os trabalhos mais pesados no campo: aravam a terra, semeavam, cuidavam dos animais grandes, cortavam lenha, consertavam ferramentas e cumpriam a corveia nas terras do senhor.
A jornada mudava conforme a estação porque o trabalho dependia da luz do sol e do ciclo das plantas. No verão, com dias longos, trabalhava-se do amanhecer ao anoitecer, na colheita. No inverno, com dias curtos, frio e neve, havia menos serviço no campo, e as tarefas se concentravam dentro de casa, como consertar ferramentas e tecer.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Separe as tarefas. Havia uma divisão de trabalho na família: os homens no campo, as mulheres na casa, na horta e nos animais pequenos — mas todos trabalhavam muito.
Passo 2 – Note uma coisa importante. A mulher camponesa não ficava só em casa. Ela produzia comida, roupas e ainda ia ao campo nas épocas de colheita.
Passo 3 – Pense na luz e no clima. Não havia luz elétrica. A vida seguia o sol. Dias longos, jornada longa; dias curtos, jornada curta.
Passo 4 – Pense no calendário agrícola. Cada estação pedia uma tarefa: arar e semear na primavera, colher no verão e no outono, consertar e tecer no inverno. Por isso o trabalho mudava o ano inteiro.
Avanços tecnológicos na agricultura
34Múltipla escolha
A técnica de dividir o terreno em três partes, deixando uma delas "descansar" a cada ano, recebeu o nome de:
Resposta
Alternativa a) rotação trienal.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Analise a palavra.Trienal vem de três. E rotação quer dizer revezamento, algo que vai girando.
Passo 2 – Entenda a técnica. O terreno era dividido em três partes. Numa se plantava um cultivo de inverno, noutra um cultivo de primavera, e a terceira ficava em pousio, isto é, descansando.
Passo 3 – Veja o benefício. A cada ano as partes trocavam de função. Assim a terra não se esgotava, e o camponês usava 2/3 do terreno todo ano, em vez de apenas metade, como no sistema mais antigo (rotação bienal).
Passo 4 – Elimine as outras.Corveia agrícola não existe como técnica; charrua de ferro é um arado; banalidade do solo é invenção. A resposta é a letra a.
35Dissertativo
Explique por que a invenção da ferradura foi tão importante para a agricultura medieval.
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Resposta
A ferradura é uma peça de metal pregada no casco do cavalo ou do boi. Ela protegia o casco de rachaduras e do desgaste causado por pedras, lama e terra dura. Com o casco protegido, o animal aguentava trabalhar por muito mais tempo, puxar arados pesados e andar longas distâncias sem se machucar. Assim, os animais duravam mais e trabalhavam melhor, o que permitiu arar terras mais duras, aumentar as áreas plantadas e colher mais alimentos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o problema. O casco do cavalo é como uma unha: se desgasta e racha. Um animal machucado para de trabalhar e pode morrer.
Passo 2 – Veja a solução. A ferradura de metal funciona como um sapato para o animal, protegendo o casco.
Passo 3 – Veja a consequência. Com animais saudáveis, era possível puxar a charrua de ferro, um arado pesado que revolvia a terra em profundidade.
Passo 4 – Ligue à agricultura. Mais força animal = mais terra arada = mais comida. Junto com a atrelagem (novo sistema de arreios que não sufocava o cavalo), a ferradura ajudou a aumentar bastante a produção agrícola.
36Calcule
Um único moinho substituía a força de quarenta pessoas. Se um feudo tivesse 3 moinhos funcionando, a força de quantas pessoas eles substituiriam juntos? Se esse mesmo feudo tivesse 150 camponeses adultos, os moinhos substituiriam o trabalho de mais ou de menos da metade deles? Mostre a conta.
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Resposta
Três moinhos substituiriam a força de 120 pessoas. Como metade de 150 camponeses é 75, e 120 é maior que 75, os moinhos substituiriam o trabalho de mais da metade dos camponeses adultos do feudo.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Calcule a força total dos moinhos. Cada moinho vale 40 pessoas, e são 3 moinhos: 3 × 40 = 120 pessoas.
Passo 2 – Calcule a metade dos camponeses. O feudo tem 150 adultos: 150 ÷ 2 = 75 pessoas.
Passo 3 – Compare os números. 120 > 75. Logo, os moinhos substituem mais da metade.
Passo 4 – Reflita sobre a História. Isso mostra por que os moinhos de água e de vento foram tão importantes: eles liberavam braços de um trabalho cansativo (moer o grão à mão) para outras tarefas, aumentando a produção do feudo. Só não esqueça: usar o moinho do senhor custava a taxa da banalidade.
37Verdadeiro ou falso
Escreva V para verdadeiro e F para falso.
A charrua de ferro revolvia mais terra do que o arado manual de madeira.
Os adubos naturais não tinham valor nenhum na Idade Média.
Os moinhos de vento e de água eram usados para moer cereais.
Na rotação trienal, plantava-se um produto para colher no inverno e outro para colher na primavera.
Resposta
V – F – V – V
Resolução passo a passo
1ª frase (V): a charrua de ferro era um arado pesado, com roda e lâmina de metal, puxado por animais. Ela cortava e revirava o solo em profundidade, muito mais do que o velho arado de madeira empurrado pelo camponês.
2ª frase (F): pelo contrário! O adubo natural (esterco dos animais e restos de plantas) era muito valorizado, porque devolvia nutrientes à terra e aumentava a colheita.
3ª frase (V): os moinhos de vento e de água serviam justamente para moer cereais e transformá-los em farinha, poupando um trabalho pesadíssimo.
4ª frase (V): na rotação trienal, uma parte recebia o cultivo de inverno, outra o cultivo de primavera, e a terceira descansava (pousio). Assim havia colheita em épocas diferentes do ano.
38Dissertativo
A partir do ano 1000, a população europeia cresceu bastante. Explique a relação entre esse crescimento e os avanços técnicos na agricultura estudados no capítulo.
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Resposta
Os avanços técnicos — charrua de ferro, ferradura, nova atrelagem, adubos naturais, moinhos de água e de vento e rotação trienal — fizeram a produção de alimentos crescer muito. Com mais comida disponível, houve menos fome, as pessoas ficaram mais fortes e resistentes a doenças, menos crianças morriam e as famílias passaram a ter mais filhos que sobreviviam até a idade adulta. O resultado foi o crescimento da população europeia a partir do ano 1000. E esse crescimento também gerou novas mudanças: sobrou produção para vender, as feiras e o comércio voltaram e as cidades começaram a crescer de novo.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Identifique a causa. Todas as invenções citadas tinham o mesmo efeito: produzir mais comida com menos esforço.
Passo 2 – Ligue à alimentação. Mais trigo e centeio significam mais pão na mesa. Comer melhor deixa as pessoas mais fortes.
Passo 3 – Ligue à população. Gente mais bem alimentada adoece e morre menos, principalmente as crianças. Assim a população cresce.
Passo 4 – Veja o efeito seguinte. Com excedente (aquilo que sobra depois de alimentar a família), o camponês podia vender o resto nas feiras. Isso reacendeu o comércio e o renascimento das cidades nos séculos seguintes.
Passo 5 – Conclua. A técnica mudou a economia, a economia mudou a população, e a população mudou a sociedade. Na História, tudo se conecta.
Revisão geral do capítulo
39Múltipla escolha
(Estilo vestibular) Leia o texto: *"Com a ruralização e a tendência à autossuficiência de cada grande propriedade, os representantes do poder central foram perdendo força sobre vastos territórios. Os donos de terra passaram a exercer funções que antes eram do Estado."* A característica do feudalismo descrita nesse trecho é:
Resposta
Alternativa b) a fragmentação do poder político central.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Grife as pistas do texto. Ele diz que 'os representantes do poder central foram perdendo força' e que 'os donos de terra passaram a exercer funções que antes eram do Estado'.
Passo 2 – Traduza. Fragmentar é quebrar em pedaços. O poder, que antes era do rei ou do Estado, se espalhou entre centenas de senhores feudais. Cada um virou uma espécie de mini-governo: cobrava impostos, julgava e fazia guerra.
Passo 3 – Elimine as erradas. A letra a erra porque o texto fala em autossuficiência, o oposto de comércio de longa distância. A letra c erra porque a servidão estava justamente se fortalecendo. A letra d erra porque o poder ficou espalhado, e não concentrado no papa.
Passo 4 – Conclua. A resposta é a letra b.
40Múltipla escolha
Analise as afirmações sobre o feudalismo: I. Os servos viviam sob o domínio dos senhores feudais. II. A sociedade era rigidamente hierarquizada, com pouca mobilidade entre os grupos. III. A economia era principalmente agrícola e de subsistência. IV. O comércio urbano era a atividade mais importante da economia. São corretas somente:
Resposta
Alternativa a) I, II e III.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Analise a I (correta). Os servos viviam sob o domínio do senhor feudal, presos à terra e pagando obrigações como corveia, talha e banalidades.
Passo 2 – Analise a II (correta). A sociedade era estamental, dividida em grupos fixos. Quem nascia camponês dificilmente virava nobre.
Passo 3 – Analise a III (correta). A economia era agrícola e de subsistência: produzia-se para consumir no próprio feudo, com pouca circulação de moedas.
Passo 4 – Analise a IV (incorreta). O comércio urbano não era a atividade mais importante no auge do feudalismo. As cidades estavam esvaziadas e só voltariam a crescer depois do ano 1000.
Passo 5 – Conclua. Como só a IV está errada, a alternativa certa é a que reúne I, II e III: letra a.
41Dissertativo
Imagine que você é um menino ou uma menina que vive em um feudo no século XII. Escreva um pequeno texto (de 6 a 10 linhas) contando um dia da sua vida. Diga se você é filho de camponês ou de nobre, onde mora, o que faz durante o dia e quais obrigações sua família tem com o senhor feudal.
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Resposta
Resposta pessoal. Exemplo de texto que atende ao pedido:
*Meu nome é Aldo e tenho 11 anos. Sou filho de camponeses e moro numa casinha de barro e palha, de um cômodo só, perto da aldeia do feudo. Acordo quando o sol nasce, como um pedaço de pão preto e vou ajudar meu pai no nosso lote de terra, o manso servil. Lá, arrancamos ervas daninhas e cuidamos da plantação de centeio. Minha mãe cuida das galinhas, da horta e fia lã dentro de casa. Três dias por semana meu pai precisa trabalhar de graça nas terras do senhor: isso se chama corveia. No fim da colheita, entregamos parte da produção ao senhor (a talha) e mais dez por cento à Igreja (o dízimo). Quando vamos moer o trigo no moinho do castelo, pagamos a banalidade. À tarde, levo os porcos para comer na floresta, que é uma terra comunal, e volto antes de escurecer, porque não temos velas. Nunca saí do feudo: meu pai diz que não podemos, porque somos servos e pertencemos a esta terra.*
Resolução passo a passo
Passo 1 – Escolha quem você é. Decida se é filho de camponês ou de nobre. Essa escolha muda tudo: a casa, a comida, as tarefas do dia.
Passo 2 – Descreva o lugar. Se for camponês, fale da casa de barro e palha, do cômodo único e do quintal com animais. Se for nobre, fale do castelo: o grande salão, a torre de homenagem, o fosso e a ponte levadiça.
Passo 3 – Conte a rotina do dia. Comece pelo amanhecer e vá até a noite. Camponês: trabalho na terra, cuidar dos animais, buscar lenha. Nobre: aulas de boas maneiras, treino com armas (se for menino, futuro pajem), bordado e música (se for menina).
Passo 4 – Inclua as obrigações com o senhor. Use pelo menos três palavras do capítulo, como corveia, talha, banalidade, dízimo ou albergagem. Isso mostra que você entendeu o conteúdo.
Passo 5 – Revise. Confira se o texto tem de 6 a 10 linhas, se está escrito em primeira pessoa e se não há nada fora da época (nada de celular, energia elétrica ou escola pública!).
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Depois do fim do Império Romano, no século V, o poder na Europa Ocidental se dividiu entre reis e donos de terras. Essa nova forma de organizar a política, a economia e a sociedade se chama feudalismo.
Ele nasceu da mistura de costumes romanos e germânicos, começou no Reino Franco por volta do século VIII e se firmou entre os séculos XI e XIII, principalmente nas terras da França e da Alemanha de hoje.
Suas marcas principais eram: sociedade hierarquizada (cada grupo tinha um lugar fixo), pessoas ligadas por laços pessoais de fidelidade, agricultura como atividade principal e poder político fragmentado entre o rei e os senhores feudais.
1.1A pirâmide social
No topo ficavam o alto clero (chefes da Igreja), depois os reis e os nobres (grandes donos de terra e cavaleiros).
Na base ficava a maioria: os camponeses, presos à terra e dependentes do senhor feudal. Costuma-se dizer que havia três ordens: os que rezavam, os que lutavam e os que trabalhavam.
Exemplo
Cerca de 80% da população da época era formada por camponeses pobres.
2A feudalização e o feudo
Com tantas guerras, reis e nobres precisavam de guerreiros. Para atraí-los, davam a eles o direito de usar parte de suas terras. Esse direito de uso se chamava feudo.
O feudo era a principal unidade de produção e era autossuficiente: produzia quase tudo de que precisava, como trigo, cevada, aveia, feijão, frutas e feno para os animais.
2.1As três partes do feudo
Manso senhorial: terra só do senhor feudal. Os servos trabalhavam nela de graça (corveia) e toda a produção ficava com o senhor.
Manso servil: terras usadas pelos camponeses para sustentar a família. Parte do que produziam ia como tributo ao senhor.
Terras comunais: florestas, bosques e pastos de uso coletivo, de onde se tirava lenha, mel, frutas e onde o senhor caçava.
3Suserania e vassalagem
O feudo era entregue numa cerimônia de juramento de fidelidade chamada cerimônia de investidura. Quem dava a terra era o suserano; quem recebia virava vassalo.
O vassalo prometia fidelidade militar e política, pagava tributos e ajudava nas guerras. Em troca, ganhava proteção e o direito de usar a terra.
Como o vassalo também podia ceder pedaços de seu feudo a outros, uma mesma pessoa podia ser vassalo de um senhor maior e suserano de senhores menores.
Exemplo
Na cerimônia, o vassalo ajoelhava e colocava suas mãos juntas nas mãos do senhor, em sinal de submissão.
4O senhor feudal e o castelo
A primeira preocupação de um senhor feudal era construir um castelo: casa da família e também fortaleza. Quanto maior e mais imponente, maior o prestígio do dono.
Os castelos ficavam em lugares altos, cercados por muralhas e fossos. Em caso de ataque, os camponeses da região podiam se abrigar lá dentro.
O senhor mantinha a paz em seus domínios, cobrava impostos e aplicava a justiça, podendo punir com multas, mutilações ou até morte. Quando ele viajava ou ia à guerra, sua esposa administrava o castelo.
Exemplo
Os primeiros castelos (por volta do ano 1000) eram de madeira; só no século XII se generalizaram os de pedra.
5O cavaleiro medieval
Os cavaleiros eram homens de armas que lutavam para o senhor feudal, conquistando territórios e saqueando os derrotados. No começo, muitos eram camponeses que subiam de vida assim.
No século XII a cavalaria ganhou prestígio e virou coisa de nobre: era preciso ter cavalo e equipamento (cota de malha, elmo, escudo, espada e lança), que podia pesar até 30 quilos.
O aprendiz começava cedo como escudeiro: cuidava das armas e dos cavalos e treinava em torneios. Aprendia também os valores do grupo: coragem, heroísmo, cumprir a palavra dada e nunca matar um homem desarmado ou caído.
Exemplo
Nas iluminuras, cada peça do equipamento virava símbolo: o escudo representava a fé e a espada, a palavra de Deus.
6O casamento entre os nobres
As famílias nobres, chamadas linhagens, não queriam perder nem dividir suas terras. Por isso usavam o casamento como estratégia para manter e aumentar o patrimônio.
Os noivos quase não escolhiam: os casamentos eram arranjados, às vezes ainda na infância, e podiam ser entre parentes, como primos. Quem não casava bem ia para o convento (moças) ou virava cavaleiro, vassalo do irmão mais velho ou membro do clero (rapazes).
Exemplo
O casamento de Eleonor da Aquitânia com Luís VII, em 1137, ampliou as terras sob influência da França.
7Os camponeses
Os camponeses viviam nos mansos servis. Os homens trabalhavam no campo do amanhecer ao pôr do sol; as mulheres cuidavam da casa, do gado, do pão, da cerveja e das roupas.
As casas eram simples, de madeira, pedra ou barro, com dois cômodos e um espaço para os animais. Havia dois grupos de camponeses: os servos e os vilões.
7.1Os servos
Descendiam de gente que fugiu das cidades para o campo na crise do Império Romano. Recebiam um pedaço de terra e, em troca, entregavam parte da colheita e prestavam serviços.
Eles não eram livres: estavam presos à terra. Se a terra mudasse de dono, o servo passava a servir ao novo senhor.
7.2Obrigações dos servos
Talha: entrega ao senhor de tudo o que sobrava da produção, além do necessário para viver. Corveia: dias de trabalho gratuito nas terras do senhor. Banalidade: taxa para usar moinho, forno e outras instalações do feudo.
Havia ainda a capitação (imposto por pessoa da família), a mão-morta (pago para continuar no feudo quando o pai morria), o dízimo (10% da produção para a Igreja) e a albergagem (hospedar o senhor em viagem).
7.3Os vilões
Eram camponeses livres que, no passado, tinham pequenas terras. Por medo de ataques, entregaram suas terras ao senhor feudal em troca de proteção, mas continuaram cultivando-as.
Mesmo livres, também pagavam tributos e obedeciam ao senhor, que podia julgá-los, castigá-los e até confiscar seus bens.
7.4E os escravizados?
A escravidão foi forte no começo da Idade Média (auge nos séculos VI e VII). A partir do século IX ela foi acabando: houve casamentos entre livres e escravizados, os avanços técnicos no campo diminuíram a necessidade dessa mão de obra e os próprios escravizados resistiam com fugas e rebeliões.
Por volta do ano 1000, a escravidão praticamente não existia mais no mundo feudal.
8Avanços tecnológicos na agricultura
A rotação trienal dividia a terra em três partes: uma descansava, outra dava um produto colhido no inverno (trigo) e outra um colhido na primavera (aveia). Isso, junto com adubos naturais, aumentou muito a produção.
A invenção da ferradura permitiu usar a força dos cavalos no campo, puxando a charrua de ferro, um arado que revolvia muito mais terra que o de madeira.
Os moinhos de vento e de água passaram a moer cereais: um moinho fazia o trabalho de quarenta pessoas. Com mais comida, a população europeia cresceu a partir do ano 1000.
Toque em Exercícios para praticar o conteúdo.
Exercícios
Selecione, verifique e veja a resposta quando quiser. Tudo fica salvo neste iPad.
Origens e características do feudalismo
1Múltipla escolha
O feudalismo foi a forma de organizar a política, a economia e a sociedade na Europa Ocidental depois do fim do Império Romano. Ele começou a se estruturar no Reino Franco por volta do século VIII e se consolidou entre os séculos XI e XIII. Assinale a alternativa que apresenta uma característica do feudalismo.
Resposta
Alternativa b) A agricultura era a principal atividade produtiva.
Resolução passo a passo
Depois do fim do Império Romano, as cidades da Europa foram ficando vazias. As pessoas foram morar no campo, perto das grandes propriedades de terra. A isso os historiadores chamam de ruralização.
Como quase todo mundo vivia no campo, a riqueza vinha da terra. Plantar e criar animais era a principal atividade. Por isso a letra b está correta.
Agora veja por que as outras estão erradas. A letra a erra porque o comércio de longa distância diminuiu muito nesse período. A letra c erra porque a sociedade era muito desigual: existiam nobres, membros da Igreja e camponeses, cada um com direitos diferentes.
A letra d erra porque o poder do rei era fraco. Cada senhor feudal mandava em suas terras, cobrava tributos e fazia justiça. Isso se chama fragmentação do poder político.
2Verdadeiro ou falso
Leia as frases e escreva V para verdadeiro e F para falso.
O feudalismo é considerado resultado da fusão de elementos romanos e germânicos.
Na base da pirâmide social feudal estavam os camponeses, presos à terra.
Os laços de suserania e vassalagem já eram difundidos nos tempos de Carlos Magno.
O feudalismo nasceu na América e depois chegou à Europa.
Resposta
V – V – V – F
Resolução passo a passo
1ª frase (V): o feudalismo nasceu da mistura de costumes romanos (como o colonato, em que o trabalhador ficava preso à terra) com costumes germânicos (como a fidelidade entre o chefe guerreiro e seus companheiros). Por isso dizemos que ele é fruto de uma fusão.
2ª frase (V): a sociedade feudal era como uma pirâmide. Na base ficavam os camponeses, que eram a maioria da população e estavam presos à terra em que trabalhavam.
3ª frase (V): no tempo de Carlos Magno (séculos VIII e IX) já existiam acordos de fidelidade entre senhores e guerreiros, que deram origem à suserania e vassalagem.
4ª frase (F): o feudalismo se formou na Europa Ocidental, e não na América. A América sequer era conhecida pelos europeus naquela época.
3Dissertativo
O historiador Perry Anderson conta que, no fim do século IX, bandos vikings e magiares atacavam a Europa Ocidental. Nessa época, a França ficou cheia de castelos e fortificações. Explique, com suas palavras, por que essas invasões ajudaram a formar o feudalismo.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Porque as invasões deixaram as pessoas com medo e sem proteção do rei. Elas passaram a procurar a defesa dos grandes donos de terra, que construíram castelos e fortificações. Em troca de proteção, os camponeses entregavam sua terra e seu trabalho. Assim, o poder foi ficando com os senhores locais, e não com o rei — que é exatamente a base do feudalismo.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o problema. No fim do século IX, bandos de vikings (vindos do norte) e magiares (vindos do leste) atacavam aldeias, roubavam e queimavam casas.
Passo 2 – Veja quem não conseguiu resolver. O rei estava longe e não tinha um exército capaz de defender cada aldeia. Quem morava no campo ficava sozinho diante do perigo.
Passo 3 – Veja quem resolveu. Os grandes proprietários construíram castelos e fortificações e mantinham guerreiros armados. Quando havia um ataque, a população corria para lá.
Passo 4 – Conclua. Essa proteção tinha um preço: o camponês entregava sua terra ao senhor e passava a trabalhar para ele. Assim nasceu a relação de dependência típica do feudo, e o poder ficou espalhado nas mãos de muitos senhores locais.
A feudalização e a divisão do feudo
4Múltipla escolha
O feudo costumava ser dividido em três partes. Qual alternativa descreve corretamente o manso senhorial?
Resposta
Alternativa c) Terras de uso exclusivo do senhor feudal, cultivadas pelos servos na corveia.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Relembre a divisão do feudo. O feudo tinha três partes: manso senhorial, manso servil e terras comunais.
Passo 2 – Identifique cada uma. O manso senhorial era a parte do senhor: tudo o que era colhido ali ficava com ele. Quem trabalhava nessa terra eram os servos, de graça, em dias marcados — esse trabalho obrigatório se chama corveia.
Passo 3 – Elimine as erradas. A letra a descreve as terras comunais (florestas e pastos de uso de todos). A letra b descreve o manso servil (a terra do camponês). A letra d é inventada: o feudo não era vendido a comerciantes.
Passo 4 – Conclusão. Só a letra c descreve o manso senhorial.
5Dissertativo
Relacione cada parte do feudo com a sua descrição, escrevendo o número correspondente. (1) Terras comunais (2) Manso servil (3) Manso senhorial ( ) Terras dos camponeses; parte da produção pagava tributos ao senhor. ( ) Florestas, bosques e pastos de uso coletivo. ( ) Terras do senhor feudal, cuja produção ia toda para ele.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 2 ) Terras dos camponeses; parte da produção pagava tributos ao senhor. ( 1 ) Florestas, bosques e pastos de uso coletivo. ( 3 ) Terras do senhor feudal, cuja produção ia toda para ele.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Primeira linha. Fala das terras usadas pelos camponeses para sustentar a família. Essa parte é o manso servil, que é o número 2.
Passo 2 – Segunda linha. Fala de florestas, bosques e pastos usados por todos, para caçar, pescar, pegar lenha e mel. São as terras comunais, número 1.
Passo 3 – Terceira linha. Fala da terra em que tudo o que se colhia era do senhor. É o manso senhorial, número 3.
Dica para memorizar:senhorial lembra senhor; servil lembra servo; comunal lembra comum, de todo mundo.
Suserania e vassalagem
6Múltipla escolha
Na cerimônia de investidura, o senhor que entregava o direito de uso da terra era chamado de suserano, e quem recebia esse direito virava vassalo. O que o vassalo oferecia ao suserano em troca?
Resposta
Alternativa a) Fidelidade militar e política, tributos e ajuda nas guerras.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a troca. A relação entre suserano e vassalo era um acordo: um dava, o outro retribuía.
Passo 2 – O que o suserano dava. Ele entregava o direito de usar uma terra (o feudo) e prometia proteção.
Passo 3 – O que o vassalo dava em troca. Ele jurava fidelidade: lutaria ao lado do suserano nas guerras, o aconselharia, pagaria certos tributos e o ajudaria em momentos difíceis, como pagar um resgate.
Passo 4 – Elimine as outras. A letra b erra porque não era um pagamento único em dinheiro, e sim um compromisso para a vida toda. A letra c descreve o papel dos monges, não do vassalo. A letra d é falsa: os filhos do vassalo eram nobres, não servos.
7Dissertativo
Explique o que era a subenfeudação e diga por que ela tornava a organização política do feudalismo tão complicada.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A subenfeudação acontecia quando um vassalo, já dono de um feudo, dividia suas terras e entregava pedaços a outros guerreiros, tornando-se suserano deles. Isso complicava a política porque criava uma teia enorme de compromissos: a mesma pessoa era vassalo de uns e suserano de outros, e podia ter vários suseranos ao mesmo tempo. Se dois desses suseranos entrassem em guerra entre si, ela não saberia a quem obedecer. O poder ficava espalhado e confuso, e o rei tinha pouca força real.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Defina.Sub quer dizer abaixo. Então subenfeudação é criar feudos dentro de um feudo, num nível abaixo.
Passo 2 – Exemplo simples. O rei dá terras ao duque. O duque separa um pedaço e dá ao conde. O conde separa outro pedaço e dá ao cavaleiro. Cada um é vassalo de quem está acima e suserano de quem está abaixo.
Passo 3 – O problema. Um mesmo nobre podia receber terras de dois ou três suseranos diferentes. Ele jurava fidelidade a todos.
Passo 4 – A confusão. Se dois suseranos dele brigassem, ele teria de quebrar um dos juramentos. Por isso a organização política feudal era uma rede embaralhada de lealdades, e não uma linha reta de comando.
8Dissertativo
Costuma-se dizer que a sociedade feudal tinha três ordens: os que rezavam, os que lutavam e os que trabalhavam. Desenhe ou descreva a pirâmide social feudal, colocando cada grupo em seu lugar, do topo até a base.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
A pirâmide ficava assim, do topo para a base: 1) Rei (no alto, mas com pouco poder real); 2) Alto clero e alta nobreza — os que rezavam (bispos, abades) e os que lutavam (duques, condes, barões); 3) Baixo clero e pequenos nobres/cavaleiros; 4) Camponeses (servos, vilões e escravizados) — os que trabalhavam, a base larga da pirâmide, com cerca de 80% a 90% da população.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a ideia de pirâmide. A pirâmide é larga embaixo e fina em cima. Isso mostra que poucos mandavam e muitos trabalhavam.
Passo 2 – Coloque o topo. No alto fica o rei, considerado o suserano de todos. Na prática, mandava pouco fora de suas próprias terras.
Passo 3 – Coloque as ordens do meio. Logo abaixo vêm os que rezavam (o clero, que cuidava da fé e das almas) e os que lutavam (a nobreza guerreira, que devia proteger a todos). Primeiro os mais poderosos, depois os menores, como os cavaleiros.
Passo 4 – Coloque a base. Embaixo ficam os que trabalhavam: os camponeses. Eles sustentavam toda a pirâmide com seu trabalho, mas eram os que menos tinham direitos.
Passo 5 – Observação importante. Essa sociedade era estamental: quem nascia camponês quase sempre morria camponês. A mobilidade era rara.
O senhor feudal, o castelo e os vestígios históricos
9Múltipla escolha
Os historiadores sabem muito mais sobre a elite feudal do que sobre os camponeses, mesmo sabendo que cerca de 80% da população era formada por camponeses pobres. Qual é a principal explicação para isso?
Resposta
Alternativa b) Os camponeses eram, em sua maioria, analfabetos, e quase todos os documentos escritos foram feitos pela elite.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre como o historiador trabalha. Ele estuda o passado usando fontes históricas: documentos, cartas, objetos, ruínas.
Passo 2 – Veja quem escrevia na Idade Média. Ler e escrever era privilégio de poucos: monges, padres e parte da nobreza. A grande maioria dos camponeses não sabia escrever.
Passo 3 – Conclua. Como quem registrava os fatos era a elite, sobraram muitos papéis contando a vida dos nobres e da Igreja, e pouquíssimos falando dos camponeses — e quase sempre pelo olhar de quem mandava.
Passo 4 – Elimine as outras. A letra a é falsa (eles não escreviam livros), a c é absurda (todos sabiam que existiam camponeses, pois eles produziam a comida) e a d também (existem muitos vestígios arqueológicos medievais, como castelos e ferramentas).
10Dissertativo
Explique por que se diz que o castelo era, ao mesmo tempo, uma residência, uma fortaleza e um símbolo de poder. Use exemplos de cômodos ou partes do castelo na sua resposta.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O castelo era residência porque nele morava a família do senhor feudal, junto de criados, cavaleiros e empregados: havia quartos, o grande salão para refeições e festas, a cozinha, o forno de pão e a capela. Era fortaleza porque foi construído para resistir a ataques: tinha muralhas grossas, torres de vigia, ponte levadiça, fosso, seteiras (aberturas estreitas para atirar flechas) e uma cisterna com água para aguentar longos cercos. E era símbolo de poder porque, sendo enorme e construído no alto, podia ser visto de todo o feudo, lembrando a todos quem mandava ali — a torre de homenagem era justamente a marca desse poder, e as masmorras mostravam que o senhor fazia justiça.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Separe as três funções. O enunciado pede três olhares sobre o mesmo prédio: morar, defender e impressionar.
Passo 2 – Residência. Procure os cômodos do dia a dia: quartos, grande salão, cozinha, forno de pão, capela, estábulos. Tudo isso mostra que ali se vivia.
Passo 3 – Fortaleza. Procure as partes de defesa: muralhas, fosso, ponte levadiça, torres, seteiras, cisterna. Elas existiam porque o castelo podia ser cercado por inimigos durante semanas.
Passo 4 – Símbolo de poder. Pense no efeito visual: um castelo de pedra no alto de um morro era a construção mais imponente da região. A torre de homenagem anunciava de longe: aqui mora o senhor destas terras.
Passo 5 – Monte a resposta. Junte as três partes numa explicação só, citando exemplos de cômodos, como foi feito na resposta.
O cavaleiro medieval e os samurais
11Múltipla escolha
No começo da Idade Média, muitos cavaleiros eram camponeses, e lutar era uma chance de subir na vida. O que mudou a partir do século XII?
Resposta
Alternativa a) A cavalaria ganhou prestígio e se ligou à nobreza, fechando as portas para os mais pobres.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Como era antes. Nos primeiros séculos do feudalismo, qualquer homem valente que soubesse montar podia virar cavaleiro. Era uma chance de melhorar de vida.
Passo 2 – O que mudou. A partir do século XII, ser cavaleiro virou uma honra da nobreza. Surgiram rituais de sagração, torneios e um código de conduta.
Passo 3 – O peso do dinheiro. O equipamento ficou caríssimo: cavalo de guerra, cota de malha, elmo, espada, lança e escudo. Só famílias ricas conseguiam bancar isso.
Passo 4 – Conclua. Com prestígio e custo altos, a cavalaria se fechou e passou a ser praticamente só para filhos de nobres. As outras alternativas não têm base histórica.
12Dissertativo
Cite dois princípios éticos que orientavam os cavaleiros medievais e explique um deles com suas palavras.
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Resposta
Dois princípios: a lealdade (fidelidade ao seu senhor e à palavra dada) e a proteção dos mais fracos (defender viúvas, órfãos, pobres e peregrinos). Também valem: coragem, honra, generosidade, defesa da fé cristã e respeito às damas.
Explicando a lealdade: o cavaleiro jurava fidelidade ao seu suserano e devia cumprir esse juramento mesmo em situações de perigo. Trair a palavra dada era a pior vergonha possível, pois o cavaleiro perdia a honra e o respeito de todos.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Lembre o que era o código de cavalaria. Era um conjunto de regras de conduta, muito ligado à Igreja, que dizia como um bom cavaleiro devia se comportar.
Passo 2 – Escolha dois princípios. Bons exemplos: lealdade, coragem, honra, generosidade, defesa da fé e proteção aos fracos.
Passo 3 – Explique um com suas palavras. O exercício pede sua explicação. Na resposta, escolhemos a lealdade e mostramos o que ela significava na prática e o que acontecia com quem a quebrava.
Passo 4 – Pense criticamente. Vale lembrar: o código era um ideal. Na vida real, muitos cavaleiros saquearam aldeias e maltrataram camponeses. Nem sempre a regra era cumprida.
13Calcule
O equipamento completo de um cavaleiro (cota de malha, elmo, escudo, espada e lança) chegava a pesar até 30 quilos. Se um cavaleiro pesasse 70 quilos, quanto peso o cavalo carregaria ao todo? E se três cavaleiros partissem juntos, quantos quilos de equipamento haveria no grupo?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
O cavalo carregaria 100 quilos ao todo. Três cavaleiros juntos levariam 90 quilos de equipamento (e 300 quilos de peso total sobre os três cavalos).
Resolução passo a passo
Passo 1 – Peso sobre um cavalo. Some o peso do cavaleiro com o peso do equipamento: 70 kg + 30 kg = 100 kg.
Passo 2 – Equipamento de três cavaleiros. Cada um leva 30 kg. Multiplique: 3 × 30 = 90 kg.
Passo 3 – Extra (peso total do grupo). Se quiser saber o peso total carregado pelos três cavalos: 3 × 100 = 300 kg.
Passo 4 – Reflita. Com tanto peso, o cavaleiro caído tinha muita dificuldade para levantar. Por isso o cavalo de guerra precisava ser grande e forte, e custava muito caro — mais um motivo para só os ricos serem cavaleiros.
O casamento na nobreza feudal
14Múltipla escolha
Para as grandes famílias nobres, chamadas de linhagens, o casamento servia principalmente para:
Resposta
Alternativa b) manter e até ampliar o patrimônio e o poder da família.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda o que era uma linhagem.Linhagem é a família nobre pensada como uma corrente: avós, pais, filhos e netos ligados pelo mesmo sangue, pelo mesmo nome e pelas mesmas terras.
Passo 2 – Pense no objetivo. O mais importante era não perder as terras e, se possível, ganhar mais. O casamento era uma estratégia, quase como um acordo de negócios entre duas famílias.
Passo 3 – Elimine as erradas. A letra a erra porque o amor dos noivos quase não era levado em conta. A letra c erra porque nobres não se casavam com camponeses. A letra d erra porque dividir as terras entre todos os filhos enfraqueceria a família — por isso a herança ia para o filho mais velho.
Passo 4 – Conclua. A resposta é a letra b.
15Dissertativo
Nas famílias nobres, normalmente o filho mais velho recebia a herança. Que caminhos sobravam para os filhos homens que não herdavam as terras?
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Os filhos que não herdavam tinham basicamente três caminhos: 1) seguir a carreira religiosa, virando padre, monge, abade ou bispo, cargos que davam prestígio e rendas; 2) tornar-se cavaleiro andante ou soldado a serviço de outro senhor, buscando fama, recompensas e talvez um feudo; 3) tentar um casamento vantajoso com uma herdeira rica, conquistando terras pelo matrimônio. Alguns também partiam em expedições militares, como as Cruzadas, em busca de terras e riquezas longe de casa.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Entenda a regra. Pela primogenitura, o filho mais velho ficava com o castelo e as terras. Os outros ficavam sem patrimônio.
Passo 2 – Pense no problema. Eram nobres, mas sem terra. Não podiam trabalhar no campo, pois isso era considerado indigno para a nobreza.
Passo 3 – Liste as saídas. A Igreja era um caminho respeitável e seguro. A guerra era outro, arriscado, porém podia render terras. O casamento com uma herdeira era a terceira opção.
Passo 4 – Conclua. Por isso havia tantos jovens nobres armados circulando pela Europa. Muitos deles se juntaram às Cruzadas, procurando justamente o que não tinham em casa: terra e riqueza.
Os camponeses: servos, vilões e escravizados
16Dissertativo
Explique a principal diferença entre os servos e os vilões no mundo feudal.
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Resposta
A principal diferença está na liberdade. O servo estava preso à terra: não podia sair do feudo, não podia se casar sem autorização do senhor e, se a terra fosse vendida, ele continuava ali, agora obedecendo ao novo dono. Já o vilão era um camponês livre: podia ir embora, mudar de lugar e vender sua produção. Mesmo assim, ele também pagava tributos ao senhor pelo uso da terra e pela proteção recebida.
Resolução passo a passo
Passo 1 – O que eles têm em comum. Os dois trabalhavam a terra, viviam com pouco e pagavam obrigações ao senhor feudal.
Passo 2 – Onde está a diferença. A diferença não é o trabalho, é a condição jurídica, ou seja, o direito de ir e vir.
Passo 3 – Detalhe o servo. Ele era considerado parte da propriedade. Mudou o dono da terra, mudou o senhor do servo — mas ele continuava no mesmo lugar. Atenção: servo não é escravo, pois não podia ser vendido separadamente da terra.
Passo 4 – Detalhe o vilão. Ele era livre, podia se mudar e vender o que produzia, mas dependia do senhor para usar a terra e por isso pagava taxas.
17Dissertativo
Relacione cada obrigação servil à sua definição, escrevendo o número certo. (1) Corveia (2) Talha (3) Banalidade (4) Albergagem ( ) Taxa paga para usar o moinho e o forno do feudo. ( ) Dias de trabalho gratuito no manso senhorial. ( ) Entrega de tudo o que sobrava da produção, além do necessário para viver. ( ) Obrigação de hospedar o senhor feudal em viagem.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
( 3 ) Taxa paga para usar o moinho e o forno do feudo. ( 1 ) Dias de trabalho gratuito no manso senhorial. ( 2 ) Entrega de tudo o que sobrava da produção, além do necessário para viver. ( 4 ) Obrigação de hospedar o senhor feudal em viagem.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Primeira linha. Moinho, forno e prensa pertenciam ao senhor, e usá-los custava dinheiro ou parte da produção. Isso é a banalidade, número 3.
Passo 2 – Segunda linha. Trabalhar de graça, em dias marcados, na terra do senhor é a corveia, número 1.
Passo 3 – Terceira linha. Entregar o excedente, isto é, o que sobrava depois de garantir a sobrevivência da família, é a talha, número 2.
Passo 4 – Quarta linha. Receber e alimentar o senhor e sua comitiva quando eles passavam pela região é a albergagem, número 4.
Dica:corveia lembra trabalho; talha lembra tirar uma fatia da colheita; banalidade lembra usar o que é do senhor.
Avanços tecnológicos na agricultura
18Múltipla escolha
A técnica de dividir o terreno em três partes, deixando uma delas "descansar" a cada ano, recebeu o nome de:
Resposta
Alternativa a) rotação trienal.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Analise a palavra.Trienal vem de três. E rotação quer dizer revezamento, algo que vai girando.
Passo 2 – Entenda a técnica. O terreno era dividido em três partes. Numa se plantava um cultivo de inverno, noutra um cultivo de primavera, e a terceira ficava em pousio, isto é, descansando.
Passo 3 – Veja o benefício. A cada ano as partes trocavam de função. Assim a terra não se esgotava, e o camponês usava 2/3 do terreno todo ano, em vez de apenas metade, como no sistema mais antigo (rotação bienal).
Passo 4 – Elimine as outras.Corveia agrícola não existe como técnica; charrua de ferro é um arado; banalidade do solo é invenção. A resposta é a letra a.
19Calcule
Um único moinho substituía a força de quarenta pessoas. Se um feudo tivesse 3 moinhos funcionando, a força de quantas pessoas eles substituiriam juntos? Se esse mesmo feudo tivesse 150 camponeses adultos, os moinhos substituiriam o trabalho de mais ou de menos da metade deles? Mostre a conta.
A sua resposta fica salva neste iPad.
Resposta
Três moinhos substituiriam a força de 120 pessoas. Como metade de 150 camponeses é 75, e 120 é maior que 75, os moinhos substituiriam o trabalho de mais da metade dos camponeses adultos do feudo.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Calcule a força total dos moinhos. Cada moinho vale 40 pessoas, e são 3 moinhos: 3 × 40 = 120 pessoas.
Passo 2 – Calcule a metade dos camponeses. O feudo tem 150 adultos: 150 ÷ 2 = 75 pessoas.
Passo 3 – Compare os números. 120 > 75. Logo, os moinhos substituem mais da metade.
Passo 4 – Reflita sobre a História. Isso mostra por que os moinhos de água e de vento foram tão importantes: eles liberavam braços de um trabalho cansativo (moer o grão à mão) para outras tarefas, aumentando a produção do feudo. Só não esqueça: usar o moinho do senhor custava a taxa da banalidade.
Revisão geral do capítulo
20Múltipla escolha
(Estilo vestibular) Leia o texto: *"Com a ruralização e a tendência à autossuficiência de cada grande propriedade, os representantes do poder central foram perdendo força sobre vastos territórios. Os donos de terra passaram a exercer funções que antes eram do Estado."* A característica do feudalismo descrita nesse trecho é:
Resposta
Alternativa b) a fragmentação do poder político central.
Resolução passo a passo
Passo 1 – Grife as pistas do texto. Ele diz que 'os representantes do poder central foram perdendo força' e que 'os donos de terra passaram a exercer funções que antes eram do Estado'.
Passo 2 – Traduza. Fragmentar é quebrar em pedaços. O poder, que antes era do rei ou do Estado, se espalhou entre centenas de senhores feudais. Cada um virou uma espécie de mini-governo: cobrava impostos, julgava e fazia guerra.
Passo 3 – Elimine as erradas. A letra a erra porque o texto fala em autossuficiência, o oposto de comércio de longa distância. A letra c erra porque a servidão estava justamente se fortalecendo. A letra d erra porque o poder ficou espalhado, e não concentrado no papa.
Passo 4 – Conclua. A resposta é a letra b.
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